{"id":26682,"date":"2025-11-06T11:32:57","date_gmt":"2025-11-06T14:32:57","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=26682"},"modified":"2025-11-06T11:32:58","modified_gmt":"2025-11-06T14:32:58","slug":"mulheres-guerreiras-da-floresta-empoderamento-feminino-e-a-conservacao-da-floresta-amazonica-em-pe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=26682","title":{"rendered":"Mulheres Guerreiras da Floresta: Empoderamento Feminino e a Conserva\u00e7\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica em P\u00e9"},"content":{"rendered":"\n<p>Michele Lins&nbsp;Aracaty&nbsp;e Silva&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como ocorre no restante do Brasil, a Amaz\u00f4nia Legal protagoniza um cen\u00e1rio de sub-representa\u00e7\u00e3o feminina&nbsp;quando se trata&nbsp;da equidade da distribui\u00e7\u00e3o de rendimentos financeiros&nbsp;e de evas\u00e3o escolar,&nbsp;sendo&nbsp;este&nbsp;o reflexo de um&nbsp;cen\u00e1rio da desigualdade de g\u00eanero, desemprego&nbsp;e&nbsp;informalidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As dificuldades s\u00e3o agravadas pelas peculiaridades log\u00edsticas e infraestruturais.&nbsp;Dada a conjuntura regional,&nbsp;surge o seguinte questionamento: qual o peso da desigualdade de g\u00eanero no contexto amaz\u00f4nico e como esta realidade impacta no desenvolvimento sustent\u00e1vel&nbsp;regional?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste cen\u00e1rio,&nbsp;cabe \u00e0s mulheres guerreiras da floresta a fun\u00e7\u00e3o de&nbsp;lideran\u00e7as em suas comunidades,&nbsp;fomentando&nbsp;a luta pelo desenvolvimento ambiental sustent\u00e1vel&nbsp;e&nbsp;pela conserva\u00e7\u00e3o da floresta em p\u00e9.&nbsp;Tamb\u00e9m&nbsp;s\u00e3o&nbsp;respons\u00e1veis pela preserva\u00e7\u00e3o dos recursos e dos saberes tradicionais, al\u00e9m de cuidar dos filhos e dos anci\u00e3os,&nbsp;fazendo&nbsp;a ponte entre os conhecimentos&nbsp;ancestrais e as&nbsp;gera\u00e7\u00f5es&nbsp;futuras,&nbsp;o que&nbsp;garante&nbsp;a sustentabilidade,&nbsp;a cultura&nbsp;e&nbsp;a&nbsp;tradi\u00e7\u00e3o&nbsp;do seu povo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tal cen\u00e1rio demonstra uma elevada fragilidade e instabilidade do mercado de trabalho para as mulheres&nbsp;desta regi\u00e3o&nbsp;em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais regi\u00f5es brasileiras&nbsp;e reflete a necessidade de uma pol\u00edtica p\u00fablica direcionada para o capital humano feminino.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cen\u00e1rio amaz\u00f4nico: escolaridade&nbsp;x&nbsp;g\u00eanero<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para&nbsp;Cruz e Portella (2021),&nbsp;\u00e9&nbsp;ineg\u00e1vel que o fator escolaridade tem um peso relevante na realidade regional e constitui&nbsp;o pilar para o desenvolvimento regional.&nbsp;Na regi\u00e3o&nbsp;amaz\u00f4nica,&nbsp;adolescentes do sexo feminino s\u00e3o as que mais abandonam os estudos e a atividade laboral. Entre os fatores que contribuem para esta realidade,&nbsp;temos a&nbsp;gravidez precoce&nbsp;e a&nbsp;necessidade de cuidarem de&nbsp;familiares idosos ou acamados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda para os autores&nbsp;(2021),&nbsp;dentre&nbsp;as&nbsp;causas das&nbsp;taxas elevadas de evas\u00e3o escolar do ensino m\u00e9dio&nbsp;(ainda mais grave nas zonas rurais)&nbsp;na Amaz\u00f4nia Legal,&nbsp;est\u00e3o:&nbsp;altos \u00edndices&nbsp;de reprova\u00e7\u00e3o, dificuldades de acesso \u00e0s institui\u00e7\u00f5es de ensino,&nbsp;aus\u00eancia de professores,&nbsp;peculiaridades amaz\u00f4nicas (cheia e vazante)&nbsp;e&nbsp;falta ou insufici\u00eancia de infraestrutura&nbsp;e log\u00edstica&nbsp;de transporte para a ida \u00e0s intui\u00e7\u00f5es de ensino.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A interrup\u00e7\u00e3o dos estudos&nbsp;e&nbsp;o afastamento do mercado de trabalho&nbsp;dificultam a acumula\u00e7\u00e3o de capital&nbsp;e&nbsp;retardam&nbsp;o processo evolutivo&nbsp;das mulheres amaz\u00f4nidas em suas carreiras profissionais.&nbsp;Como consequ\u00eancia,&nbsp;a regi\u00e3o disp\u00f5e de&nbsp;um elevado processo de desmotiva\u00e7\u00e3o&nbsp;educacional,&nbsp;que contribui para a&nbsp;discrimina\u00e7\u00e3o e para o preconceito feminino.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O fator escolaridade afeta de forma determinante&nbsp;a&nbsp;probabilidade de acesso&nbsp;das mulheres&nbsp;\u00e0s&nbsp;oportunidades de emprego,&nbsp;o&nbsp;valor da remunera\u00e7\u00e3o e&nbsp;a&nbsp;participa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho.&nbsp;A&nbsp;evas\u00e3o escolar eleva o quantitativo de trabalhadores e trabalhadoras que nem estudam e nem trabalham (os \u201cnem-nem\u201d), agravando a realidade econ\u00f4mica individual e coletiva.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0&nbsp;Amaz\u00f4nia Legal,&nbsp;como podemos observar nos&nbsp;Gr\u00e1ficos 1 e 2,&nbsp;56,8% das mulheres entre 25 e 54 anos de idade tinham pelo menos o ensino m\u00e9dio completo, quase 12 pontos percentuais a mais do que os homens (44,9%).&nbsp;Esse diferencial \u00e9 ainda maior entre as pessoas que estavam ocupadas, chegando a vinte pontos percentuais: 67,3% das mulheres ocupadas tinham ensino m\u00e9dio completo ou mais, enquanto apenas 47,5% dos homens ocupados estavam nessa faixa de escolaridade. Entre os ocupados,&nbsp;26,1% das mulheres tinham ensino superior completo, comparado com apenas 12,8% dos homens.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As&nbsp;diferen\u00e7as de composi\u00e7\u00e3o por faixa de escolaridade entre os indiv\u00edduos&nbsp;da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa (PEA) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (25-54 anos) mostram claramente como as mulheres mais educadas t\u00eam uma maior probabilidade de&nbsp;inser\u00e7\u00e3o&nbsp;no mercado de trabalho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gr\u00e1ficos 1 e 2:<\/strong>&nbsp;Distribui\u00e7\u00e3o por Faixa de Escolaridade (%) mulheres e Homens \u2013 Amaz\u00f4nia Legal&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>25 a 54 anos&nbsp;<\/td><td>25 a 54 anos&nbsp;\u2013&nbsp;ocupados&nbsp;<\/td><\/tr><tr><td><img decoding=\"async\" alt=\"Gr\u00e1fico 9, Elemento de gr\u00e1fico\" src=\"blob:https:\/\/cofecon.org.br\/0ad250b8-7834-4506-a90e-05ca99e515c9\" srcset=\"\"><strong><\/strong>&nbsp;<\/td><td><img decoding=\"async\" alt=\"Gr\u00e1fico 7, Elemento de gr\u00e1fico\" src=\"blob:https:\/\/cofecon.org.br\/948f62fa-5660-4f0e-805e-5a12ee2bf05d\" srcset=\"\"><strong><\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Fonte:&nbsp;<\/strong>PNAD-Cont\u00ednua Trimestral do IBGE, (2022)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Inser\u00e7\u00e3o por&nbsp;setores econ\u00f4micos&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o somente no contexto da Amaz\u00f4nia Legal, mas em todo o territ\u00f3rio nacional cabe ao&nbsp;setor de&nbsp;servi\u00e7os&nbsp;a maior responsabilidade na&nbsp;gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda&nbsp;bem como os&nbsp;maiores volumes de oferta de postos de trabalho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na Amaz\u00f4nia Legal,&nbsp;61,7% das mulheres est\u00e3o inseridas no Setor de Servi\u00e7os&nbsp;(32,7% dos homens), seguido por 22,5% no Setor de Com\u00e9rcio&nbsp;(20,8% dos homens), 8,4% na ind\u00fastria&nbsp;(13% dos homens), 7,1%&nbsp;na agropecu\u00e1ria&nbsp;(22% dos homens)&nbsp;e 0,2% na constru\u00e7\u00e3o&nbsp;(11,3% dos homens), conforme podemos observar nos Gr\u00e1ficos 3 e 4.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gr\u00e1ficos 3 e 4:<\/strong>&nbsp;Distribui\u00e7\u00e3o das pessoas ocupadas entre os setores econ\u00f4micos (%)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><img decoding=\"async\" alt=\"Gr\u00e1fico 1, Elemento de gr\u00e1fico\" src=\"blob:https:\/\/cofecon.org.br\/a349c81b-1990-4e05-b7c5-5cecbdcf88f5\" srcset=\"\">&nbsp;<\/td><td><img decoding=\"async\" alt=\"Gr\u00e1fico 2, Elemento de gr\u00e1fico\" src=\"blob:https:\/\/cofecon.org.br\/86b4b707-240e-4a6f-96ea-7dc8644988f4\" srcset=\"\">&nbsp;<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Fonte:<\/strong>&nbsp;PNAD-Cont\u00ednua Trimestral do IBGE,&nbsp;(2022)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Interpretando os indicadores&nbsp;do&nbsp;mercado de&nbsp;trabalho<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se levarmos em considera\u00e7\u00e3o as taxas de ocupa\u00e7\u00e3o, desemprego, participa\u00e7\u00e3o e informalidade que constituem vari\u00e1veis relevantes do mercado de trabalho, podemos observar que a desigualdade de g\u00eanero na Amaz\u00f4nia Legal \u00e9 preocupante visto que as&nbsp;mulheres ocupam apenas 42,4% do mercado&nbsp;enquanto&nbsp;os homens det\u00eam&nbsp;65,4%&nbsp;e o desemprego corresponde a 13,4% para elas e de apenas 7,8% para eles.&nbsp;Ademais,&nbsp;temos a&nbsp;taxa de informalidade&nbsp;que apresenta&nbsp;paridade entre os&nbsp;g\u00eaneros&nbsp;com&nbsp;56,8%&nbsp;para mulheres e&nbsp;de 59,9% para&nbsp;homens,&nbsp;valores&nbsp;acima da m\u00e9dia nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma peculiaridade&nbsp;no contexto amaz\u00f4nico \u00e9&nbsp;o percentual de mulheres no servi\u00e7o p\u00fablico&nbsp;(que inclui&nbsp;militares)&nbsp;bem acima da m\u00e9dia nacional.&nbsp;Tamb\u00e9m chamamos a&nbsp;aten\u00e7\u00e3o&nbsp;para&nbsp;o elevado percentual de trabalhadoras sem carteira&nbsp;assinada&nbsp;na regi\u00e3o&nbsp;(36,2%), acima da m\u00e9dia nacional&nbsp;(22,4%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mulheres&nbsp;ativistas&nbsp;e&nbsp;defensoras da floresta em p\u00e9<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para&nbsp;Costa (2023), no contexto amaz\u00f4nico as mulheres s\u00e3o a maioria e desempenham fun\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a em suas comunidades,&nbsp;cabendo a elas a&nbsp;busca&nbsp;por&nbsp;solu\u00e7\u00f5es para a conserva\u00e7\u00e3o das&nbsp;florestas,&nbsp;assumindo&nbsp;a fun\u00e7\u00e3o de&nbsp;ativistas e defensoras&nbsp;(\u201conde tem mulher, tem floresta em p\u00e9\u201d).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda para a autora,&nbsp;cabe&nbsp;\u00e0s amaz\u00f4nidas&nbsp;a&nbsp;responsabilidade pela preserva\u00e7\u00e3o das sementes,&nbsp;o cuidado com os animais,&nbsp;com&nbsp;a ro\u00e7a,&nbsp;com&nbsp;a \u00e1gua&nbsp;e&nbsp;com a&nbsp;variedade de esp\u00e9cies aliment\u00edcias e medicinais cultivadas&nbsp;por elas em&nbsp;quintais ou ro\u00e7ados.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, \u00e9 fun\u00e7\u00e3o delas tamb\u00e9m o cuidado com os anci\u00e3os e&nbsp;com&nbsp;os filhos o que possibilita compartilhar conhecimentos&nbsp;entre&nbsp;gera\u00e7\u00f5es&nbsp;o que garante a sustentabilidade da comunidade&nbsp;(2023).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Monteiro (2023), as mulheres t\u00eam um cuidado especial com a natureza,&nbsp;o que garante a conserva\u00e7\u00e3o da&nbsp;floresta, o&nbsp;bem-estar e&nbsp;a&nbsp;pr\u00f3pria exist\u00eancia da comunidade. Tais fatores&nbsp;impulsionam&nbsp;a luta feminina pelo desenvolvimento ambiental&nbsp;e&nbsp;sustent\u00e1vel&nbsp;relevantes para a regi\u00e3o Amaz\u00f4nica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resultado e Discuss\u00e3o<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Iniciamos esta discuss\u00e3o com base na seguinte indaga\u00e7\u00e3o: qual o peso da desigualdade de g\u00eanero no contexto amaz\u00f4nico e como esta realidade impacta no desenvolvimento sustent\u00e1vel regional?&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na Amaz\u00f4nia, as mulheres representam&nbsp;a maioria da popula\u00e7\u00e3o, s\u00e3o mais escolarizadas, enfrentam uma remunera\u00e7\u00e3o desigual, ocupam menos vagas no mercado de trabalho&nbsp;(42,4%), convivem com o desemprego&nbsp;(13,4%)&nbsp;e&nbsp;trabalham sem carteira assinada (36,2%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No cen\u00e1rio educacional, dada a precariedade log\u00edstica,&nbsp;infraestrutural&nbsp;e as peculiaridades regionais,&nbsp;s\u00e3o elas quem mais abandona a escola, seja&nbsp;para&nbsp;se dedicar aos cuidados de&nbsp;familiares anci\u00e3os ou acamados,&nbsp;seja para&nbsp;gestar seus filhos em uma gravidez precoce&nbsp;(realidade regional).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como ocorre em todas as regi\u00f5es brasileiras, a for\u00e7a de trabalho feminina&nbsp;regional encontra-se inserida no&nbsp;setor de&nbsp;servi\u00e7os, mas o&nbsp;destaque&nbsp;regional&nbsp;\u00e9 o elevado n\u00famero de mulheres no servi\u00e7o p\u00fablico e na carreira militar,&nbsp;onde a discrimina\u00e7\u00e3o no acesso \u00e9 menor&nbsp;e elas levam vantagem&nbsp;em rela\u00e7\u00e3o aos homens&nbsp;pelo fato&nbsp;de serem mais&nbsp;escolarizadas que eles.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como foi poss\u00edvel observar, dos quatro indicadores do mercado de trabalho ora analisados, tr\u00eas escancaram a desigualdade de g\u00eanero no contexto amaz\u00f4nico. Tal cen\u00e1rio, demonstra uma elevada fragilidade e instabilidade do mercado de trabalho&nbsp;feminino e&nbsp;refletem&nbsp;a necessidade de uma pol\u00edtica p\u00fablica direcionada&nbsp;a&nbsp;elas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim,&nbsp;no contexto&nbsp;amaz\u00f4nico as mulheres s\u00e3o lideran\u00e7as em suas comunidades e s\u00e3o respons\u00e1veis por buscar solu\u00e7\u00f5es para a conserva\u00e7\u00e3o da floresta em p\u00e9,&nbsp;uma vez que desempenham o papel de ativistas&nbsp;e o equil\u00edbrio no ambiente regional \u00e9 imprescind\u00edvel para o bem-estar da sua comunidade.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Michele Lins&nbsp;Aracaty&nbsp;e Silva&nbsp; Assim como ocorre no restante do Brasil, a Amaz\u00f4nia Legal protagoniza um cen\u00e1rio de sub-representa\u00e7\u00e3o feminina&nbsp;quando se trata&nbsp;da equidade da distribui\u00e7\u00e3o de rendimentos financeiros&nbsp;e de evas\u00e3o escolar,&nbsp;sendo&nbsp;este&nbsp;o reflexo de um&nbsp;cen\u00e1rio da desigualdade de g\u00eanero, desemprego&nbsp;e&nbsp;informalidade.&nbsp; As dificuldades<\/p>\n<p><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=26682\">Leia Mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":26683,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-26682","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26682"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26682"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26682\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26684,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26682\/revisions\/26684"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/26683"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26682"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26682"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26682"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}