{"id":26661,"date":"2025-10-31T18:27:08","date_gmt":"2025-10-31T21:27:08","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=26661"},"modified":"2025-10-31T18:27:09","modified_gmt":"2025-10-31T21:27:09","slug":"podcast-economistas-desafios-do-financiamento-climatico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=26661","title":{"rendered":"Podcast Economistas: Desafios do financiamento clim\u00e1tico\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Beatriz Macchione Saes explica conceitos de d\u00edvida ecol\u00f3gica e justi\u00e7a clim\u00e1tica e fala sobre os desafios do financiamento, tema que far\u00e1 parte dos debates da COP30<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 no ar mais um epis\u00f3dio do podcast Economistas! Nesta semana, a economista Beatriz Macchione Saes fala sobre o financiamento clim\u00e1tico, um dos temas que ser\u00e3o discutidos na Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima (COP30), que ser\u00e1 realizada em Bel\u00e9m nos dias 10 a 21 de novembro. O podcast pode ser ouvido na sua plataforma favorita ou no player abaixo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<iframe data-testid=\"embed-iframe\" style=\"border-radius:12px\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/6zQuFDlDtEBx779kZClait?utm_source=generator\" width=\"100%\" height=\"352\" frameBorder=\"0\" allowfullscreen=\"\" allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\"><\/iframe>\n\n\n\n<p>Nas d\u00e9cadas de 1980 e 1990 surgiu o conceito de d\u00edvida ecol\u00f3gica. Era um momento no qual a crise da d\u00edvida externa imp\u00f4s aos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina uma agenda de austeridade e exporta\u00e7\u00e3o for\u00e7ada de recursos naturais para gerar divisas e honrar compromissos financeiros em d\u00f3lares. Este processo aprofundou a desigualdade estrutural entre pa\u00edses do norte e do sul global e refor\u00e7ou um padr\u00e3o hist\u00f3rico de expropria\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas. Ao mesmo tempo, era um momento no qual o debate ecol\u00f3gico ganhava mais for\u00e7a, sobretudo com a realiza\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco92, que aconteceu no Rio de Janeiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste contexto, surgiram cr\u00edticas de movimentos sociais e comunidades tradicionais na Am\u00e9rica Latina e \u00c1frica questionando o sentido desta l\u00f3gica de endividamento e depend\u00eancia e argumentando que os pa\u00edses industrializados acumulavam uma imensa d\u00edvida com o resto do planeta. A explora\u00e7\u00e3o colonial e p\u00f3s-colonial extraiu riquezas e degradou ecossistemas, impondo custos ambientais que nunca foram contabilizados.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ideia da d\u00edvida ecol\u00f3gica, formulada por estas organiza\u00e7\u00f5es populares, \u00e9 que durante muitos s\u00e9culos os pa\u00edses do norte global se apropriaram dos nossos recursos naturais, energia e trabalho, n\u00e3o s\u00f3 em per\u00edodos coloniais, mas at\u00e9 hoje\u201d, afirma a economista e professora Beatriz Macchione Saes. \u201cNas d\u00e9cadas de 1980 e 1990 t\u00ednhamos esses fluxos desiguais de com\u00e9rcio, uma expropria\u00e7\u00e3o dos recursos naturais do sul global e uma polui\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m \u00e9 desigual\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o custa lembrar que na d\u00e9cada de 1980 viv\u00edamos na Am\u00e9rica Latina a crise da d\u00edvida externa. Estes movimentos sociais estavam falando num contexto em que uma s\u00e9rie de pa\u00edses tentava promover ajustes externos, exportar para conseguir pagar suas d\u00edvidas em d\u00f3lares\u201d, comenta a economista. \u201cEsses movimentos falavam: n\u00e3o faz sentido sacrificar inclusive nossos modos de vida para explorar min\u00e9rios e pagar uma suposta d\u00edvida em d\u00f3lares que a gente nem entende bem. O que \u00e9 mais concreto para n\u00f3s \u00e9 a d\u00edvida ecol\u00f3gica, essa expropria\u00e7\u00e3o da natureza, que comprometeu nosso modo de vida e nossa sobreviv\u00eancia, acabou com a nossa \u00e1gua e destruiu nossos ecossistemas. N\u00e3o somos devedores, somos credores, eles diziam\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Responsabilidade comum, por\u00e9m diferenciada<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia de uma d\u00edvida ecol\u00f3gica foi parcialmente incorporada na Conven\u00e7\u00e3o-Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima. Desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, a participa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses nas emiss\u00f5es de gases causadores do efeito estufa tem sido muito desigual. A Conven\u00e7\u00e3o reconhece que os pa\u00edses compartilham a responsabilidade de enfrentar a crise clim\u00e1tica, mas que cada um contribuiu de forma diferente para o quadro de aquecimento global. O Protocolo de Kyoto, tratado internacional firmado em 1997, foi orientado por este princ\u00edpio da responsabilidade comum, por\u00e9m diferenciada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo ele fazia isso? Estabelecendo metas obrigat\u00f3rias de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es para os pa\u00edses industrializados. Havia tamb\u00e9m aqueles mecanismos criados pelo protocolo, como o mercado de carbono, que permitiam que os pa\u00edses que n\u00e3o conseguissem reduzir suas emiss\u00f5es pudessem compensar, de certa forma, em pa\u00edses em desenvolvimento, usando as redu\u00e7\u00f5es de fora\u201d, explica Saes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2015 o Protocolo de Kyoto foi substitu\u00eddo pelo Acordo de Paris. Na Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas daquele ano foi estabelecida a meta de manter a temperatura do planeta dentro de um intervalo m\u00e1ximo de dois graus acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais, mas preferencialmente abaixo de um grau e meio. No cumprimento do acordo, os pa\u00edses apresentam suas contribui\u00e7\u00f5es nacionalmente determinadas, mas a maioria deles est\u00e1 atrasada em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio cronograma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Financiamento clim\u00e1tico<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente o financiamento do combate \u00e0 mudan\u00e7a do clima \u00e9 um dos principais pontos de ten\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses do norte e do sul global. O compromisso de mobilizar 100 bilh\u00f5es de d\u00f3lares anuais para apoiar as economias em desenvolvimento no combate \u00e0 mudan\u00e7a do clima n\u00e3o foi plenamente cumprido. Al\u00e9m disso, h\u00e1 diverg\u00eancias quanto \u00e0 origem dos recursos, crit\u00e9rios de distribui\u00e7\u00e3o e propor\u00e7\u00e3o entre financiamento p\u00fablico e privado, o que torna o avan\u00e7o das negocia\u00e7\u00f5es mais lento e complexo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA COP de 2009 ocorreu em Copenhague e este foi o primeiro ano com uma meta de financiamento clim\u00e1tico. Os pa\u00edses desenvolvidos se comprometeram a mobilizar 100 bilh\u00f5es de d\u00f3lares anuais at\u00e9 2020. Era um n\u00famero muito baixo e, al\u00e9m disso, n\u00e3o foi cumprido\u201d, relata a economista. \u201cNa COP29, em Baku, falou-se que precisar\u00edamos de 1,3 trilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano para termos uma transi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica justa. Mas ficamos muito longe deste valor, com uma s\u00e9rie de obje\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses do norte global, argumentando que o contexto da Conven\u00e7\u00e3o era outro e que pa\u00edses em desenvolvimento, como a China, se desenvolveram e que todos os acordos deveriam mudar. Chegou-se a um valor de 300 bilh\u00f5es, muito abaixo do n\u00famero imaginado\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro do financiamento clim\u00e1tico, existem basicamente tr\u00eas modalidades. \u201cPrimeiro, mitiga\u00e7\u00e3o, modalidade voltada a reduzir emiss\u00f5es, investir em energias renov\u00e1veis e promover a transi\u00e7\u00e3o. Mais de 70% do financiamento clim\u00e1tico \u00e9 feito nesta modalidade\u201d, comenta a professora. \u201cMas esta \u00e9 a categoria de financiamento que tem maior possibilidade de lucratividade, via investimento em energias renov\u00e1veis\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda modalidade \u00e9 adapta\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 uma \u00e1rea que envolve poucas possibilidades de rentabilidade. S\u00e3o recursos para preparar os territ\u00f3rios para mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que j\u00e1 est\u00e3o em cursos, como adaptar cidades e tudo o que temos ouvido falar ap\u00f3s a cat\u00e1strofe ocorrida no Rio Grande do Sul\u201d, prossegue Beatriz. \u201cA terceira \u00e9 a agenda de perdas e danos, lugares que possuem impactos irrevers\u00edveis e n\u00e3o h\u00e1 como adaptar. Envolve, por exemplo, perda de territ\u00f3rios e culturas que exigem repara\u00e7\u00f5es. Um caso importante s\u00e3o os territ\u00f3rios insulares que est\u00e3o sofrendo com o aumento do n\u00edvel do mar. Esta \u00e9 a categoria que mais se aproxima do conceito de d\u00edvida ecol\u00f3gica, mas \u00e9 a que menos recebe recursos e aten\u00e7\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos compromissos do Brasil durante a COP30 \u00e9 o de apresentar um relat\u00f3rio que mostre como \u00e9 poss\u00edvel chegar neste montante. Mas dentro deste volume de recursos para combater a mudan\u00e7a do clima h\u00e1 uma predomin\u00e2ncia de empr\u00e9stimos, o que reproduz o problema da d\u00edvida externa dos pa\u00edses e n\u00e3o se enquadraria dentro do conceito de justi\u00e7a clim\u00e1tica. Outra quest\u00e3o \u00e9 que um volume grande de recursos acaba direcionado para setores mais rent\u00e1veis.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando falamos de justi\u00e7a clim\u00e1tica, falamos tamb\u00e9m de problemas econ\u00f4micos estruturais dos pa\u00edses que alimentaram essa d\u00edvida ecol\u00f3gica crescente\u201d, observa Saes. \u201cPara abordar um caso mais concreto, que \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o do g\u00e1s carb\u00f4nico, os pa\u00edses t\u00eam metas para que at\u00e9 2040 ou 2050 consigam compensar as emiss\u00f5es que s\u00e3o realizadas. E aquilo que resta do or\u00e7amento global do carbono ainda est\u00e1 sendo apropriado majoritariamente pelos pa\u00edses do norte global\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Transi\u00e7\u00e3o reproduz estruturas antigas<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao discutir os caminhos da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, \u00e9 inevit\u00e1vel observar que o debate sobre sustentabilidade global carrega contradi\u00e7\u00f5es profundas, especialmente quando visto a partir do sul global. Embora o discurso internacional enfatize a descarboniza\u00e7\u00e3o e a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, os pa\u00edses latino-americanos t\u00eam enfrentado um dilema recorrente: o de participar desta transi\u00e7\u00e3o a partir de uma posi\u00e7\u00e3o subordinada nas cadeias internacionais de suprimentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos falado sobre o risco de um neoextrativismo verde. O centro da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica estava ocorrendo na Europa e Estados Unidos, agora h\u00e1 tecnologias sendo desenvolvidas na China. Nosso papel ainda \u00e9 muito parecido com o que os movimentos sociais criticaram nas d\u00e9cadas de 1980 e 1990\u201d, explica a professora. \u201cFornecemos recursos naturais para esta transi\u00e7\u00e3o, expandimos nossas fronteiras de minera\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o de l\u00edtio e cobre, cedemos vastas \u00e1reas para a produ\u00e7\u00e3o de bioenergia, cr\u00e9ditos de carbono e hidrog\u00eanio verde. Temos um papel nesta transi\u00e7\u00e3o que ainda reproduz as estruturas antigas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Beatriz Macchione Saes<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Beatriz Macchione Saes \u00e9 professora do Departamento de Economia e do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Economia e Desenvolvimento da Escola Paulista de Pol\u00edtica, Economia e Neg\u00f3cios da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp). \u00c9 graduada em Ci\u00eancias Econ\u00f4micas pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e tem mestrado e doutorado em Desenvolvimento Econ\u00f4mico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). \u00c9 Presidente da Sociedade Brasileira da Economia Ecol\u00f3gica (Ecoeco).\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Beatriz tamb\u00e9m \u00e9 autora do livro \u201cCom\u00e9rcio ecologicamente desigual no s\u00e9culo XXI. Evid\u00eancias a partir da inser\u00e7\u00e3o brasileira no mercado internacional de min\u00e9rio de ferro\u201d, premiado em 2019 com o primeiro lugar no Pr\u00eamio Brasil de Economia.\u202f\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela participou do primeiro webin\u00e1rio da s\u00e9rie \u201cDi\u00e1logos Econ\u00f4micos \u00e0 Luz da COP30\u201d, promovida pela Comiss\u00e3o Sustentabilidade Econ\u00f4mica e Ambiental do Cofecon. O v\u00eddeo pode ser assistido na \u00edntegra clicando <a href=\"https:\/\/youtu.be\/hZtpjVPFF5Y\">AQUI<\/a>.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Beatriz Macchione Saes explica conceitos de d\u00edvida ecol\u00f3gica e justi\u00e7a clim\u00e1tica e fala sobre os desafios do financiamento, tema que far\u00e1 parte dos debates da COP30 Est\u00e1 no ar mais um epis\u00f3dio do podcast Economistas! 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