{"id":26654,"date":"2025-10-31T17:56:57","date_gmt":"2025-10-31T20:56:57","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=26654"},"modified":"2025-10-31T19:29:07","modified_gmt":"2025-10-31T22:29:07","slug":"valoracao-da-agua-na-agropecuaria-desafios-e-oportunidades-para-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=26654","title":{"rendered":"Valora\u00e7\u00e3o da \u00c1gua na Agropecu\u00e1ria: desafios e oportunidades para o Brasil\u00a0\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O papel do Brasil na gest\u00e3o sustent\u00e1vel da \u00e1gua e na seguran\u00e7a alimentar global. Artigo de opini\u00e3o por Elis Braga Licks e Carlos Eduardo Vian<\/em>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00e1gua \u00e9 um recurso natural essencial \u00e0 vida e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de alimentos. Apesar de abundante em algumas regi\u00f5es, trata-se de um recurso escasso e finito, cuja disponibilidade \u00e9 desigualmente distribu\u00edda no planeta. Segundo ANA (2025), cerca de 97,5% da \u00e1gua existente no mundo \u00e9 salgada e, dos 2,5% de \u00e1gua doce restantes, apenas uma fra\u00e7\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel em rios, lagos e aqu\u00edferos de f\u00e1cil acesso. Estima-se que menos de 10 pa\u00edses concentrem cerca de 60% dos recursos h\u00eddricos dispon\u00edveis, e o Brasil, sozinho, det\u00e9m aproximadamente 12% da \u00e1gua doce superficial do mundo (BANCO MUNDIAL, 2016), configurando uma importante vantagem comparativa em termos de seguran\u00e7a h\u00eddrica e produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o agravamento da escassez h\u00eddrica em diversas regi\u00f5es do planeta, muitos pa\u00edses passaram a depender da importa\u00e7\u00e3o de alimentos de na\u00e7\u00f5es com maior disponibilidade h\u00eddrica. Dessa forma, o com\u00e9rcio internacional de produtos agropecu\u00e1rios tamb\u00e9m pode ser interpretado como um com\u00e9rcio indireto de \u00e1gua, na forma de \u00e1gua virtual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil, ao exportar produtos agropecu\u00e1rios intensivos em uso de \u00e1gua, desempenha um papel estrat\u00e9gico no abastecimento mundial de alimentos. Entretanto, a abund\u00e2ncia relativa do recurso n\u00e3o deve ser confundida com sua gratuidade. A necessidade da valora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, especialmente em contextos produtivos, emerge como instrumento fundamental para garantir seu uso racional, eficiente e sustent\u00e1vel. Diante disso, a import\u00e2ncia da valora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua utilizada na agropecu\u00e1ria, apresenta fundamentos te\u00f3ricos, experi\u00eancias pr\u00e1ticas e destaca desafios e oportunidades para o contexto brasileiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O contexto h\u00eddrico global e o papel do Brasil<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A escassez h\u00eddrica em diversas regi\u00f5es do globo, especialmente no Oriente M\u00e9dio, Norte da \u00c1frica e partes da \u00c1sia, torna esses pa\u00edses altamente dependentes da importa\u00e7\u00e3o de produtos agr\u00edcolas de regi\u00f5es com maior disponibilidade de \u00e1gua (FAO, 2021). Esse com\u00e9rcio internacional implica, ainda que de forma impl\u00edcita, a transfer\u00eancia de \u00e1gua embutida nos produtos, conceito conhecido como &#8216;\u00e1gua virtual&#8217; (HOEKSTRA; HUNG, 2002).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, pa\u00edses com disponibilidade h\u00eddrica abundante, como o Brasil, exercem papel estrat\u00e9gico. O uso eficiente da \u00e1gua para a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria torna-se, portanto, n\u00e3o apenas uma quest\u00e3o de sustentabilidade, mas tamb\u00e9m de competitividade econ\u00f4mica. Reconhecer e valorar economicamente esse recurso \u00e9 fundamental para garantir sua aloca\u00e7\u00e3o eficiente, inclusive frente aos desafios impostos pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e pelo aumento da demanda global por alimentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, essa vantagem competitiva baseada na oferta abundante de \u00e1gua precisa ser gerida com responsabilidade e vis\u00e3o estrat\u00e9gica. No Brasil, cerca de 60% da \u00e1gua doce captada \u00e9 destinada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, especialmente para irriga\u00e7\u00e3o e dessedenta\u00e7\u00e3o animal (ANA, 2024). A gest\u00e3o ineficiente desse recurso, aliada \u00e0 aus\u00eancia de mecanismos adequados de valora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, compromete n\u00e3o apenas a sustentabilidade ambiental, mas tamb\u00e9m a competitividade do setor no longo prazo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A valora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, entendida como a atribui\u00e7\u00e3o de um valor econ\u00f4mico ao seu uso, \u00e9 uma ferramenta essencial para promover o uso racional e sustent\u00e1vel desse recurso, sobretudo em setores de alto consumo, como a agropecu\u00e1ria. Ao reconhecer a \u00e1gua como um insumo produtivo escasso e valioso, a valora\u00e7\u00e3o contribui para melhorar a aloca\u00e7\u00e3o de recursos, orientar pol\u00edticas p\u00fablicas e fomentar pr\u00e1ticas agr\u00edcolas mais eficientes e ambientalmente respons\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fundamentos da valora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A valora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da \u00e1gua consiste na atribui\u00e7\u00e3o de valor monet\u00e1rio aos seus m\u00faltiplos usos, levando em considera\u00e7\u00e3o sua escassez relativa, import\u00e2ncia produtiva e relev\u00e2ncia ecol\u00f3gica. Segundo Pearce e Turner (1990), a valora\u00e7\u00e3o de recursos naturais \u00e9 fundamental para internalizar externalidades e orientar decis\u00f5es eficientes do ponto de vista econ\u00f4mico e ambiental. No contexto brasileiro, autores como Seroa da Motta (1997) destacam a import\u00e2ncia dos instrumentos econ\u00f4micos como forma de promover o uso eficiente dos recursos h\u00eddricos, inclusive no setor agropecu\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A valora\u00e7\u00e3o pode ocorrer sob diversas abordagens metodol\u00f3gicas, como a estima\u00e7\u00e3o do custo de oportunidade, o valor de mercado da produ\u00e7\u00e3o associada ao uso da \u00e1gua, m\u00e9todos hed\u00f4nicos, custo evitado e disposi\u00e7\u00e3o a pagar (YOUNG, 2005). Al\u00e9m disso, pode estar vinculada a pol\u00edticas p\u00fablicas como a cobran\u00e7a pelo uso da \u00e1gua, os pagamentos por servi\u00e7os ambientais (PSA) e os mercados de direitos de uso. A abordagem escolhida depende do objetivo da valora\u00e7\u00e3o e das informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da agropecu\u00e1ria, uma abordagem complementar e cada vez mais relevante \u00e9 o uso da pegada h\u00eddrica \u2014 indicador que mede o volume total de \u00e1gua utilizada ao longo de toda a cadeia produtiva de um bem ou servi\u00e7o. A pegada h\u00eddrica permite n\u00e3o apenas quantificar o uso direto e indireto da \u00e1gua, mas tamb\u00e9m identificar oportunidades de redu\u00e7\u00e3o de consumo, comparar diferentes produtos ou sistemas produtivos e formular pol\u00edticas p\u00fablicas e certifica\u00e7\u00f5es ambientais.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A valora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, portanto, n\u00e3o se resume a precific\u00e1-la, mas sim a reconhecer seu valor em m\u00faltiplas dimens\u00f5es \u2014 econ\u00f4mica, ecol\u00f3gica e social \u2014 e utilizar esse valor como base para decis\u00f5es mais conscientes e sustent\u00e1veis. No setor agropecu\u00e1rio brasileiro, essa abordagem pode contribuir significativamente para promover uma produ\u00e7\u00e3o mais eficiente, resiliente e ambientalmente respons\u00e1vel, especialmente diante das crescentes demandas internas e externas por alimentos e recursos naturais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aplica\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias de valora\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em diversos pa\u00edses, a valora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua tem sido utilizada como ferramenta de gest\u00e3o. A Austr\u00e1lia \u00e9 um exemplo emblem\u00e1tico de implementa\u00e7\u00e3o de mercados de \u00e1gua, permitindo a negocia\u00e7\u00e3o de direitos de uso entre usu\u00e1rios (OECD, 1999). Nos Estados Unidos, instrumentos de cobran\u00e7a e PSA t\u00eam sido usados para promover pr\u00e1ticas agr\u00edcolas sustent\u00e1veis e conserva\u00e7\u00e3o h\u00eddrica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o Projeto Produtor de \u00c1gua, coordenado pela ANA, oferece pagamentos a produtores rurais que adotam pr\u00e1ticas de conserva\u00e7\u00e3o de solo e \u00e1gua em suas propriedades (ANA, 2008). Tais iniciativas refor\u00e7am a ideia de que o valor da \u00e1gua n\u00e3o reside apenas em seu uso direto, mas tamb\u00e9m nos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos que ela proporciona.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o de mecanismos de valora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua na agropecu\u00e1ria tem avan\u00e7ado em diferentes contextos ao redor do mundo, com o objetivo de induzir o uso mais eficiente dos recursos h\u00eddricos, reduzir perdas e incentivar pr\u00e1ticas agr\u00edcolas sustent\u00e1veis. Essas experi\u00eancias revelam a import\u00e2ncia de alinhar instrumentos econ\u00f4micos, pol\u00edticas p\u00fablicas e a\u00e7\u00f5es locais para enfrentar os desafios da escassez h\u00eddrica e garantir a seguran\u00e7a alimentar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desafios e oportunidades para o Brasil<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de sua posi\u00e7\u00e3o privilegiada em termos de disponibilidade h\u00eddrica, o Brasil enfrenta desafios institucionais, t\u00e9cnicos e pol\u00edticos para implementar de forma efetiva a valora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua na agropecu\u00e1ria. Esses obst\u00e1culos dificultam a consolida\u00e7\u00e3o de um modelo de gest\u00e3o que reconhe\u00e7a o valor econ\u00f4mico da \u00e1gua e estimule seu uso eficiente, especialmente em um setor altamente dependente desse recurso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos principais entraves \u00e9 a fragilidade dos mecanismos de governan\u00e7a h\u00eddrica, sobretudo no que diz respeito \u00e0 regula\u00e7\u00e3o do uso da \u00e1gua em \u00e1reas rurais. Em muitas regi\u00f5es, o monitoramento e o controle da capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua para irriga\u00e7\u00e3o e dessedenta\u00e7\u00e3o animal s\u00e3o limitados, o que compromete a efic\u00e1cia da cobran\u00e7a pelo uso da \u00e1gua e reduz o incentivo \u00e0 efici\u00eancia. A informalidade no acesso \u00e0 \u00e1gua \u2014 muitas vezes sem outorga \u2014 \u00e9 uma realidade que dificulta a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de valora\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da exist\u00eancia da Pol\u00edtica Nacional de Recursos H\u00eddricos (BRASIL, 1997), a cobran\u00e7a pelo uso da \u00e1gua na agropecu\u00e1ria ainda enfrenta desafios como a informalidade no uso, resist\u00eancia pol\u00edtica e limita\u00e7\u00f5es na governan\u00e7a h\u00eddrica. O fortalecimento dos comit\u00eas de bacia, o uso de tecnologias para medi\u00e7\u00e3o e o incentivo \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de indicadores como a pegada h\u00eddrica podem contribuir para avan\u00e7os nesse campo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro desafio importante \u00e9 a resist\u00eancia pol\u00edtica e cultural \u00e0 cobran\u00e7a pelo uso da \u00e1gua no setor agropecu\u00e1rio. Parte significativa dos produtores rurais v\u00ea a \u00e1gua como um bem livre e ilimitado, e qualquer tentativa de precifica\u00e7\u00e3o pode ser interpretada como uma penaliza\u00e7\u00e3o ao setor. A supera\u00e7\u00e3o dessa resist\u00eancia exige di\u00e1logo, informa\u00e7\u00e3o e demonstra\u00e7\u00e3o de que a valora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua pode trazer benef\u00edcios econ\u00f4micos, ambientais e sociais de longo prazo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, esses desafios coexistem com grandes oportunidades. O contexto internacional cada vez mais valoriza produtos sustent\u00e1veis, e a valora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua pode agregar valor aos produtos agropecu\u00e1rios brasileiros no mercado global. Certifica\u00e7\u00f5es ambientais, exig\u00eancias de rastreabilidade e prefer\u00eancias por cadeias produtivas com baixo impacto ambiental s\u00e3o tend\u00eancias que favorecem pa\u00edses capazes de demonstrar efici\u00eancia no uso dos recursos naturais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Investimentos em pesquisa, tecnologia e extens\u00e3o rural voltados \u00e0 gest\u00e3o h\u00eddrica s\u00e3o fundamentais para aproveitar essas oportunidades. A ado\u00e7\u00e3o de tecnologias de irriga\u00e7\u00e3o de precis\u00e3o, o reuso da \u00e1gua na agroind\u00fastria e a restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente s\u00e3o exemplos de a\u00e7\u00f5es que contribuem para a redu\u00e7\u00e3o da demanda h\u00eddrica e, ao mesmo tempo, aumentam a resili\u00eancia dos sistemas produtivos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, ao transformar sua abund\u00e2ncia h\u00eddrica em um diferencial competitivo baseado na sustentabilidade, o Brasil pode consolidar sua posi\u00e7\u00e3o como um provedor global de alimentos com baixa pegada h\u00eddrica, conciliando crescimento econ\u00f4mico, conserva\u00e7\u00e3o ambiental e responsabilidade social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A valora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua \u00e9 essencial para a gest\u00e3o sustent\u00e1vel dos recursos h\u00eddricos no Brasil, especialmente em setores intensivos como a agropecu\u00e1ria. Incorporar o valor econ\u00f4mico da \u00e1gua nas decis\u00f5es produtivas pode estimular pr\u00e1ticas mais eficientes, reduzir desperd\u00edcios e fortalecer a competitividade internacional. Al\u00e9m disso, ao reconhecer a \u00e1gua como ativo estrat\u00e9gico, o pa\u00eds pode alinhar suas pol\u00edticas p\u00fablicas com os compromissos globais de seguran\u00e7a h\u00eddrica, alimentar e clim\u00e1tica. Reconhecer e incorporar esse valor \u00e0 formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, aos instrumentos econ\u00f4micos e \u00e0s pr\u00e1ticas produtivas \u00e9 um passo decisivo para garantir o futuro do campo brasileiro e sua contribui\u00e7\u00e3o ao bem-estar da popula\u00e7\u00e3o mundial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>Elis Braga Licks \u2013 Economista, doutora em Economia Aplicada pela USP. Conselheira Federal de Economia (Cofecon), Coordenadora das Comiss\u00f5es de Sustentabilidade Econ\u00f4mica e Ambiental e de Responsabilidade Social e Economia solid\u00e1ria. Atua com pol\u00edticas p\u00fablicas voltada ao meio ambiente, desastres socioambientais e ensino superior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Eduardo de Freitas Vian &#8211; Doutor em Economia (Unicamp, 2002), Mestre em Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o (UFSCar, 1997) e graduado em Economia (Unicamp, 1989). Professor da ESALQ\/USP, atua nas \u00e1reas de Economia Agr\u00edcola, Agroindustrial e Institucional. Coordena o GEPHAC e o GEEDES, com pesquisas em agroind\u00fastria canavieira, org\u00e2nicos, turismo rural e desenvolvimento socioecon\u00f4mico.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O papel do Brasil na gest\u00e3o sustent\u00e1vel da \u00e1gua e na seguran\u00e7a alimentar global. 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