{"id":26585,"date":"2025-10-17T13:00:31","date_gmt":"2025-10-17T16:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=26585"},"modified":"2025-10-21T16:30:16","modified_gmt":"2025-10-21T19:30:16","slug":"podcast-economistas-potencialidades-do-brasil-na-area-da-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=26585","title":{"rendered":"Podcast Economistas: Potencialidades do Brasil na \u00e1rea da sa\u00fade"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Terceiro e \u00faltimo epis\u00f3dio da s\u00e9rie sobre o complexo econ\u00f4mico e industrial da sa\u00fade aborda campos em que o Brasil se destaca<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 no ar mais um epis\u00f3dio do podcast Economistas! Nesta semana temos o terceiro e \u00faltimo epis\u00f3dio sobre o complexo econ\u00f4mico e industrial da sa\u00fade, com participa\u00e7\u00e3o do economista Carlos Gadelha. Nesta ocasi\u00e3o falamos sobre as potencialidades do Brasil nesta \u00e1rea. O podcast pode ser ouvido na sua plataforma favorita ou no player abaixo \u2013 e no fim da mat\u00e9ria voc\u00ea encontra os links para os outros dois epis\u00f3dios da s\u00e9rie.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/profile\/economistas-cofecon\/embed\/episodes\/167--Potencialidades-do-Brasil-na-rea-da-sade-e39ltti\/a-ac7e26a\" height=\"204px\" width=\"800px\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n\n\n\n<p>Quando falamos em sa\u00fade, muitas vezes pensamos apenas no direito fundamental de acesso a servi\u00e7os de qualidade. Mas h\u00e1 outro aspecto que precisa ser inclu\u00eddo na agenda econ\u00f4mica do pa\u00eds, que \u00e9 a sa\u00fade como vetor de desenvolvimento. O complexo econ\u00f4mico e industrial envolve diversas \u00e1reas, que v\u00e3o desde a produ\u00e7\u00e3o de medicamentos at\u00e9 a intelig\u00eancia artificial aplicada \u00e0 medicina. O setor \u00e9 estrat\u00e9gico para gerar empregos de alta qualifica\u00e7\u00e3o. E no centro da engrenagem est\u00e1 a inova\u00e7\u00e3o. Ela pode impulsionar a economia e gerar novas cadeias produtivas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe olharmos hoje o tratamento de c\u00e2ncer e de doen\u00e7as raras, mesmo aquelas negligenciadas como Chagas e mal\u00e1ria, todo este campo depende de tecnologias ultra-avan\u00e7adas e ultrassofisticadas, n\u00e3o apenas para tratamento, mas tamb\u00e9m para preven\u00e7\u00e3o\u201d, comenta Gadelha. \u201cSe eu tenho intelig\u00eancia artificial (IA) e o uso de grandes bases de dados que permitem ver por que \u00e9 que as pessoas procuram o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) em determinada localidade, isso pode ser um indicador do surgimento de uma epidemia ou pandemia de uma doen\u00e7a transmiss\u00edvel. O campo das novas terapias gen\u00e9ticas, da IA, do big data, \u00e9 altamente importante e decisivo. N\u00e3o se faz mais sa\u00fade p\u00fablica sem essas bases de conhecimento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Transi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica como impulso \u00e0 demanda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil vem vivendo um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica, em que a m\u00e9dia de idade da popula\u00e7\u00e3o vem crescendo com o tempo. Isso significa uma demanda maior por determinados servi\u00e7os de sa\u00fade que envolvem o uso de tecnologia. Al\u00e9m disso, o aumento da longevidade impulsiona a busca por uma velhice com qualidade de vida. Gadelha v\u00ea no setor da sa\u00fade um motor importante de investimentos no s\u00e9culo 21.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 uma \u00e1rea em que a gente resolve os problemas e depois encolhe o investimento e a inova\u00e7\u00e3o. Quando trato o c\u00e2ncer de uma pessoa com novas terapias gen\u00e9ticas e a curo, em vez de ela morrer aos 40 anos, ela vai viver at\u00e9 os 80, 90 ou talvez 100, e vai demandar novas tecnologias e servi\u00e7os de sa\u00fade\u201d, explica o economista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA din\u00e2mica do gasto em sa\u00fade se apresenta como caminho para o avan\u00e7o da inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, o que ao mesmo tempo traz uma melhor qualidade de vida, mas tamb\u00e9m puxa mais inova\u00e7\u00e3o\u201d, prossegue Gadelha. \u201cQuanto mais eu consigo viver com qualidade, mais ainda eu vou precisar de tecnologias de preven\u00e7\u00e3o, que permitam promover a sa\u00fade, de biotecnologia para vacinas, c\u00e2ncer e novas doen\u00e7as. Ent\u00e3o, unimos a din\u00e2mica social e econ\u00f4mica com a pr\u00f3pria din\u00e2mica de inova\u00e7\u00e3o da sa\u00fade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Brasil j\u00e1 se destaca em alguns setores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Existem setores dentro do complexo econ\u00f4mico e industrial da sa\u00fade nos quais o Brasil j\u00e1 se destaca. Um deles \u00e9 o campo das vacinas: durante a pandemia institutos brasileiros firmaram parcerias com empresas internacionais para produzir e distribuir vacinas dentro do nosso pa\u00eds. Mas o potencial do nosso pa\u00eds vai muito al\u00e9m. \u201cO Brasil claramente tem uma profici\u00eancia no campo das vacinas e da formula\u00e7\u00e3o final de medicamentos. Conseguiu se mover para tecnologias de fronteira, inclusive no campo da biotecnologia\u201d, aponta Gadelha.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo primeiro governo Lula, quando pude colaborar na Fiocruz, e no governo Dilma, quando fui secret\u00e1rio, o Brasil viabilizou o que seria impens\u00e1vel: investimentos em moderna biotecnologia\u201d, comenta. \u201cVisitei algumas plantas produtivas que eram terrenos baldios no Rio, com alguns pesquisadores e empres\u00e1rios querendo investir em parceria com o setor p\u00fablico. O que parecia ser um sonho, o Brasil conseguiu colocar em p\u00e9 na \u00e1rea p\u00fablica e privada. Hoje, com um conjunto de dez plantas industriais, o Brasil voltou a produzir insulina e come\u00e7ou a produzir medicamentos biotecnol\u00f3gicos e imunoter\u00e1picos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SUS como principal potencialidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dentro da vis\u00e3o de que o aspecto social deve dirigir a pol\u00edtica industrial, um dos pontos fortes do Brasil reside na possibilidade de atender \u00e0s demandas do SUS. \u201c\u00c9 poss\u00edvel dar essa garantia de mercado de 10 anos para produtos que sejam essenciais para o SUS, e criar uma estabilidade institucional para que gestores honestos e empreendedores possam fazer seu trabalho. Talvez nossa grande potencialidade seja o nosso Sistema \u00danico de Sa\u00fade\u201d, argumenta o economista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo campo dos hemoderivados, a Hemobr\u00e1s nasceu e ela inaugurou uma planta de engenharia gen\u00e9tica no sert\u00e3o brasileiro. A transfer\u00eancia de tecnologia foi conclu\u00edda. Vai ser inaugurado o projeto de processamento de plasma, gerando valor e inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e cuidando das pessoas que t\u00eam hemofilia e doen\u00e7as ligadas aos fatores de coagula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea\u201d, comemora.<\/p>\n\n\n\n<p>Gadelha mencionou que o SUS precisa ser defendido e ampliado e que ainda \u00e9 bastante subfinanciado no nosso pa\u00eds. \u201cO SUS \u00e9 o sistema universal de sa\u00fade mais subfinanciado do mundo, com 4% do PIB. O m\u00ednimo dos sistemas universais \u00e9 7%. Na Alemanha, Fran\u00e7a, Reino Unido e at\u00e9 nos Estados Unidos chega a 9%. O SUS \u00e9 a grande janela de oportunidades para o complexo econ\u00f4mico e industrial da sa\u00fade e para o desenvolvimento produtivo e tecnol\u00f3gico da sa\u00fade no Brasil\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carlos Gadelha<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Gadelha \u00e9 graduado e doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e mestre pela Universidade Estadual de Campinas. Foi vice-presidente da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz e tem uma vasta trajet\u00f3ria como pesquisador e docente. No setor p\u00fablico, atuou como secret\u00e1rio de Desenvolvimento do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior e secret\u00e1rio de Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00e3o e Complexo Econ\u00f4mico e Industrial da Sa\u00fade no Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Atualmente coordena uma rede de pesquisa sobre desenvolvimento sustent\u00e1vel, ci\u00eancia, tecnologia, inova\u00e7\u00e3o e o complexo econ\u00f4mico industrial da sa\u00fade, com mais de 45 pesquisadores de 10 institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Epis\u00f3dios anteriores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Clique AQUI (https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25918) para ouvir o primeiro epis\u00f3dio da s\u00e9rie, no qual ele aborda a import\u00e2ncia do setor e os desafios frente \u00e0s tarifas de Trump. Ou\u00e7a tamb\u00e9m o segundo AQUI (https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=26219), no qual ele fala sobre a import\u00e2ncia de o pa\u00eds ter soberania na \u00e1rea da sa\u00fade.<br><br><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Terceiro e \u00faltimo epis\u00f3dio da s\u00e9rie sobre o complexo econ\u00f4mico e industrial da sa\u00fade aborda campos em que o Brasil se destaca Est\u00e1 no ar mais um epis\u00f3dio do podcast Economistas! 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