{"id":26369,"date":"2025-10-10T14:27:26","date_gmt":"2025-10-10T17:27:26","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=26369"},"modified":"2025-10-10T14:27:27","modified_gmt":"2025-10-10T17:27:27","slug":"xxvi-cbe-financiamento-inovacao-e-desenvolvimento-da-economia-criativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=26369","title":{"rendered":"XXVI CBE: Financiamento, inova\u00e7\u00e3o e desenvolvimento da economia criativa"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Especialistas discutem financiamento, inova\u00e7\u00e3o e oportunidades para o crescimento do setor no Brasil<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A economia criativa \u00e9 um setor que vem ganhando relev\u00e2ncia como vetor de desenvolvimento econ\u00f4mico e social, gerando emprego, renda e novas formas de produ\u00e7\u00e3o baseadas em conhecimento e talento. No entanto, os desafios ainda s\u00e3o expressivos, especialmente no que diz respeito ao financiamento, \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de ecossistemas de inova\u00e7\u00e3o e \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o criativa em valor econ\u00f4mico. O XXVI Congresso Brasileiro de Economia teve um painel de debates sobre o tema, com participa\u00e7\u00e3o dos economistas Leandro Antonio de Lemos, Luiz Alberto Machado e Abdon Barreto.<\/p>\n\n\n\n<p>Lemos, que atua na \u00e1rea de desintermedia\u00e7\u00e3o financeira no Brasil, abordou a quest\u00e3o do financiamento. \u201cNo setor de turismo temos quase 8% do PIB brasileiro. O setor de economia criativa, que envolve linhas de moda, design, gastronomia, games, economia digital, entre outras \u00e1reas, j\u00e1 gera em torno de 2%. Esportes, um setor extremamente amador, j\u00e1 gera em torno de 1% do PIB. O grande desafio \u00e9 fazer estes ecossistemas atuarem de forma estrat\u00e9gica. Como financiar essas atividades, que muitas vezes n\u00e3o s\u00e3o protagonistas dos modelos de desenvolvimento e das pol\u00edticas p\u00fablicas?\u201d, questionou. \u201cJ\u00e1 vi R$ 100 milh\u00f5es de d\u00f3lares aprovados para 17 munic\u00edpios e nenhum real ser utilizado porque faltou dentro dos munic\u00edpios o conhecimento regulat\u00f3rio e capacidade de capta\u00e7\u00e3o. O grande desafio n\u00e3o \u00e9 dinheiro. \u00c9 saber operar e estruturar projetos com intelig\u00eancia financeira.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos vivendo uma revolu\u00e7\u00e3o financeira com a digitaliza\u00e7\u00e3o e a tokeniza\u00e7\u00e3o de ativos. J\u00e1 estruturamos fundos internacionais com custo financeiro entre 1,5% e 4,5% ao ano, sem passar necessariamente por bancos. Hoje, qualquer projeto p\u00fablico, privado ou de terceiro setor pode se financiar de forma direta. Mas falta preparo: os economistas e advogados das prefeituras n\u00e3o sabem sequer formular perguntas sobre o marco regulat\u00f3rio dos fundos\u201d, comentou. \u201cDe uma forma geral, estamos num momento em que \u00e9 permitido que cada um de n\u00f3s criar nossa moeda. As pessoas n\u00e3o entendem por que o bitcoin se valoriza mais que o d\u00f3lar. Um criptoativo tem mais credibilidade que a moeda, tem v\u00e1rias camadas de seguran\u00e7a dentro da blockchain\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Luiz Alberto Machado abordou a \u00e1rea da criatividade e, antes de explicar o que ela \u00e9, tratou de contextualizar o que ela n\u00e3o \u00e9. \u201cA criatividade n\u00e3o \u00e9 um dom reservado a poucos iluminados. Todos nascem criativos \u2014 o que acontece \u00e9 que crescemos com bloqueios culturais que v\u00e3o podando essa capacidade. Pais, professores, patr\u00f5es, pregui\u00e7a, perfeccionismo e preconceitos moldam nossa forma de perceber o mundo e limitam nosso potencial criativo\u201d, comentou. Criatividade n\u00e3o \u00e9 magia, nem loucura, nem inspira\u00e7\u00e3o m\u00edstica. \u00c9 uma fun\u00e7\u00e3o inventiva da imagina\u00e7\u00e3o que pode ser desenvolvida com m\u00e9todo e disciplina.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando falamos de economia criativa, falamos de transformar talento em valor econ\u00f4mico\u201d, afirmou o economista. Ele contextualizou cinco gera\u00e7\u00f5es de estudos sobre criatividade, come\u00e7ando com o desenvolvimento de habilidades na d\u00e9cada de 1950 e evoluindo at\u00e9 chegar \u00e0 economia criativa. Por fim, falou sobre cidades criativas: \u201cPara que uma cidade seja criativa, precisa reunir os tr\u00eas Ts: Talento, Tecnologia e Toler\u00e2ncia. A UNESCO j\u00e1 reconhece mais de 350 cidades criativas no mundo, 14 delas no Brasil. Qualquer territ\u00f3rio pode se tornar criativo se for capaz de gerar oportunidades e atrair talentos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sequ\u00eancia, o economista Abdon Barreto falou sobre alguns casos pr\u00e1ticos. \u201cA economia criativa s\u00f3 faz sentido quando gera impacto real \u2014 e isso acontece quando criatividade encontra inova\u00e7\u00e3o. Todo mundo \u00e9 criativo, mas nem todo mundo \u00e9 inovador. Inovar exige testar, provar usabilidade, gerar resultados\u201d, comentou. \u201cQuando criei o primeiro sistema eletr\u00f4nico de reservas de hotel do Brasil, ainda na era do telex, ningu\u00e9m acreditava. Constru\u00edmos uma ponte entre dois computadores e, anos depois, nos tornamos o primeiro hotel do pa\u00eds com reserva on-line. Criatividade sem aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas ideia; inova\u00e7\u00e3o \u00e9 execu\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs setores criativos representam uma das maiores fronteiras de desenvolvimento do Brasil. J\u00e1 s\u00e3o 4 milh\u00f5es de trabalhadores criativos e a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de mais 1 milh\u00e3o de empregos at\u00e9 2030. E com boa remunera\u00e7\u00e3o: o sal\u00e1rio m\u00e9dio da economia criativa \u00e9 de R$ 4.018, bem acima da m\u00e9dia nacional. Isso envolve cultura, design, turismo, games, marketing, audiovisual, patrim\u00f4nio, entretenimento e tecnologia. Com estrat\u00e9gia e vis\u00e3o, a criatividade pode transformar territ\u00f3rios\u201d, mencionou Barreto. Ele tamb\u00e9m falou sobre um trabalho que realizou: a cria\u00e7\u00e3o do mascote Dinotch\u00ea para incentivar o turismo paleontol\u00f3gico (o Rio Grande do Sul \u00e9 reconhecido como a terra dos dinossauros mais antigos do mundo), que virou refer\u00eancia e conquistou reconhecimento internacional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>XXVI Congresso Brasileiro de Economia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Congresso Brasileiro de Economia ocorreu de 06 a 10 de outubro no Plaza S\u00e3o Rafael Hotel, em Porto Alegre, com o tema \u201cDesenvolvimento Sustent\u00e1vel: Reconstru\u00e7\u00e3o, Desafios e Oportunidades\u201d. O evento reuniu cerca de 50 especialistas e 500 participantes (online e presencial) em torno de grandes temas que impactam o futuro do pa\u00eds, como reforma tribut\u00e1ria, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, com\u00e9rcio internacional, agroneg\u00f3cio, desigualdades regionais, inova\u00e7\u00e3o, economia comportamental, educa\u00e7\u00e3o financeira e o papel do Estado na neoindustrializa\u00e7\u00e3o. A promo\u00e7\u00e3o foi do Cofecon, em parceria com o Corecon\/RS.<\/p>\n\n\n\n<p>O evento contou com o patroc\u00ednio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), Vero\/Banrisul, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Monte Bravo Investimentos, Conselhos Regionais de Economia de S\u00e3o Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paran\u00e1 e Rio de Janeiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas discutem financiamento, inova\u00e7\u00e3o e oportunidades para o crescimento do setor no Brasil A economia criativa \u00e9 um setor que vem ganhando relev\u00e2ncia como vetor de desenvolvimento econ\u00f4mico e social, gerando emprego, renda e novas formas de produ\u00e7\u00e3o baseadas em<\/p>\n<p><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=26369\">Leia Mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":26404,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-26369","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26369"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26369"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26369\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26370,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26369\/revisions\/26370"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/26404"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26369"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26369"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26369"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}