{"id":26139,"date":"2025-08-29T17:41:33","date_gmt":"2025-08-29T20:41:33","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=26139"},"modified":"2025-09-18T09:37:07","modified_gmt":"2025-09-18T12:37:07","slug":"forum-nacional-pela-reducao-da-desigualdade-social-envia-carta-aberta-ao-cmn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=26139","title":{"rendered":"F\u00f3rum Nacional pela Redu\u00e7\u00e3o da Desigualdade Social envia carta aberta ao CMN\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Mobiliza\u00e7\u00e3o teve como objetivo sensibilizar os membros do Conselho Monet\u00e1rio Nacional para que a meta de infla\u00e7\u00e3o volte a ser de 4,5%, como ocorreu entre 2004 e 2018. Patamar atual \u00e9 3%<\/em>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Integrantes do F\u00f3rum Nacional pela Redu\u00e7\u00e3o da Desigualdade Social (FNRDS) estiveram na tarde desta quinta-feira (28) na sede do Banco Central do Brasil, em Bras\u00edlia. Eles foram \u00e0 autarquia para protocolar na institui\u00e7\u00e3o uma carta aberta dirigida aos tr\u00eas integrantes do Conselho Monet\u00e1rio Nacional. Acesse <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong><a href=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CartaCMN.pdf\">AQUI<\/a><\/strong><\/span>\u00a0a carta e <strong><span style=\"text-decoration: underline;\"><a href=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Protocolo.pdf\">AQUI<\/a><\/span><\/strong> o protocolo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO prop\u00f3sito da nossa vinda ao Banco Central \u00e9 que vai ocorrer uma reuni\u00e3o do Conselho Monet\u00e1rio Nacional \u00e0s 15 horas e o CMN \u00e9 respons\u00e1vel pela fixa\u00e7\u00e3o da meta de infla\u00e7\u00e3o\u201d, explicou o economista J\u00falio Miragaya, coordenador do F\u00f3rum. Uma das atribui\u00e7\u00f5es do colegiado \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o da meta de infla\u00e7\u00e3o vigente no Brasil \u2013 atualmente de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s identificamos que, de 2005 a 2018, quando a meta era de 4,5% com uma banda de 2 pontos (1,5 em 2017 e 2018), em apenas um ano, 2015 (ano de crise profunda), a meta foi superada\u201d, explicou o economista. \u201cO que aconteceu a partir de 2019 \u00e9 que essa meta foi gradativamente reduzida at\u00e9 chegar aos 3%. Ora, \u00e9 uma meta irrealiz\u00e1vel no nosso pa\u00eds. O Brasil \u00e9 um pa\u00eds em desenvolvimento que tem N fatores que afetam a infla\u00e7\u00e3o (como pre\u00e7os administrados, pre\u00e7os de commodities). E nesses seis anos, apenas uma vez a meta ficou dentro do estabelecido\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O F\u00f3rum \u00e9 composto por cerca de 30 entidades entre centrais sindicais, movimentos sociais, \u00f3rg\u00e3os profissionais e outras organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil. Maria L\u00facia Fatorelli, coordenadora da Auditoria Cidad\u00e3 da D\u00edvida &#8211; uma das entidades integrantes &#8211; destacou a import\u00e2ncia da nota do F\u00f3rum levada at\u00e9 o Conselho Monet\u00e1rio Nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cEstamos aqui denunciando que o mercado financeiro n\u00e3o pode se sobrepor \u00e0 na\u00e7\u00e3o brasileira. \u00c9 o mercado financeiro que est\u00e1 determinando, no Brasil, o funcionamento da pol\u00edtica monet\u00e1ria do Banco Central e as diretrizes que o Conselho Monet\u00e1rio Nacional deveria colocar para o bom funcionamento da economia brasileira\u201d, expressou Fattorelli. \u201cN\u00f3s estamos reivindicando ao ministro da fazenda, Fernando Haddad, \u00e0 ministra do planejamento, Simone Tebet, e ao presidente do Banco Central, Gabriel Gal\u00edpolo, que s\u00e3o os componentes do Conselho Monet\u00e1rio Nacional, que determinem diretrizes que interessam \u00e0 economia brasileira e n\u00e3o essa farra de juros que est\u00e1 acontecendo no Brasil, explodindo a chamada d\u00edvida p\u00fablica sem contrapartida alguma e transferindo recursos p\u00fablicos de maneira escandalosa para o setor financeiro e para grandes corpora\u00e7\u00f5es e especuladores\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Problemas de uma meta de 3%<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Miragaya apontou que h\u00e1 uma press\u00e3o do mercado financeiro para que uma infla\u00e7\u00e3o acima da meta (3% + 1,5 ponto percentual) seja caracterizada como um \u201cestouro inflacion\u00e1rio\u201d. \u201cInfla\u00e7\u00e3o pesada n\u00f3s tivemos no passado, com 200% ao ano, 300% ao ano, at\u00e9 1.500% ao ano. N\u00e3o \u00e9 uma infla\u00e7\u00e3o de 5,5% que vai comprometer a economia nacional. Mas isso tem sido usado pelo mercado financeiro para pressionar o Banco Central a aumentar a Selic\u201d, argumentou. \u201cIsso reduz o investimento produtivo e aumenta os gastos da d\u00edvida p\u00fablica, que foram de R$ 998 bilh\u00f5es no ano passado \u2013 oito vezes o or\u00e7amento do Bolsa Fam\u00edlia, sete vezes o or\u00e7amento do Minist\u00e9rio da sa\u00fade\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO estrago provocado na economia nacional \u00e9 enorme. Tem uma pequena elite que se beneficia de uma taxa de juros t\u00e3o elevada, que \u00e9 aquela que tem capacidade de aplica\u00e7\u00e3o no mercado financeiro\u201d, afirmou o economista. \u201cNossa presen\u00e7a aqui \u00e9 para mostrar esse desvario que \u00e9 a meta de infla\u00e7\u00e3o de 3% ao ano e tentar sensibilizar o CMN para que volte \u00e0 meta de 4,5%, que \u00e9 absolutamente compat\u00edvel com o projeto de desenvolvimento do Pa\u00eds\u201d.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mobiliza\u00e7\u00e3o teve como objetivo sensibilizar os membros do Conselho Monet\u00e1rio Nacional para que a meta de infla\u00e7\u00e3o volte a ser de 4,5%, como ocorreu entre 2004 e 2018. 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