{"id":26017,"date":"2025-08-15T17:47:41","date_gmt":"2025-08-15T20:47:41","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=26017"},"modified":"2025-08-15T17:49:52","modified_gmt":"2025-08-15T20:49:52","slug":"dia-do-economista-desenvolvimento-sustentavel-e-integracao-regional-em-debate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=26017","title":{"rendered":"Dia do Economista: Desenvolvimento sustent\u00e1vel e integra\u00e7\u00e3o regional em debate\u00a0\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Cl\u00e9lio Campolina Diniz, Aristides Monteiro e Jos\u00e9 Eduardo Pereira discutiram desigualdades territoriais e estrat\u00e9gias para um modelo econ\u00f4mico mais justo. Evento aconteceu na ENAP<\/em>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Escola Nacional de Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica (ENAP) recebeu nesta quinta-feira (14) a mesa de debates \u201cPol\u00edticas de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e Quest\u00f5es Regionais\u201d. O evento, que foi realizado em comemora\u00e7\u00e3o ao Dia do Economista, reuniu especialistas para discutir os desafios do Brasil relacionados \u00e0s desigualdades territoriais e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um modelo econ\u00f4mico mais justo e sustent\u00e1vel. Confira <a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/202978729@N08\/albums\/72177720328401259\/\">AQUI<\/a> as fotos do evento ou pelo \u00e1lbum abaixo: <\/p>\n\n\n\n<a data-flickr-embed=\"true\" href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/202978729@N08\/albums\/72177720328401259\" title=\"Dia do Economista: Pol\u00edticas de desenvolvimento sustent\u00e1vel e quest\u00f5es regionais\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/live.staticflickr.com\/65535\/54721648522_4bf1d9fec4_z.jpg\" width=\"640\" height=\"480\" alt=\"Dia do Economista: Pol\u00edticas de desenvolvimento sustent\u00e1vel e quest\u00f5es regionais\"\/><\/a><script async src=\"\/\/embedr.flickr.com\/assets\/client-code.js\" charset=\"utf-8\"><\/script>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O evento contou com palestras do ex-ministro da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, Cl\u00e9lio Campolina Diniz; do economista Aristides Monteiro, diretor de Estudos e Pol\u00edticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (IPEA); e do secret\u00e1rio executivo do Cons\u00f3rcio Brasil Central, Jos\u00e9 Eduardo Pereira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O debate foi promovido pelo Conselho Federal de Economia (Cofecon), em parceria com o Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF), a Associa\u00e7\u00e3o dos Consultores Legislativos e de Or\u00e7amento e Fiscaliza\u00e7\u00e3o Financeira da C\u00e2mara dos Deputados (Aslegis) e a Escola Nacional de Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica (ENAP).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cRealizar este evento nas depend\u00eancias da ENAP \u00e9 significativo: esta institui\u00e7\u00e3o tem se destacado como espa\u00e7o de excel\u00eancia na forma\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o de gestores p\u00fablicos\u201d, expressou a presidenta do Cofecon, Tania Cristina Teixeira, ao falar na mesa de abertura. Ela tamb\u00e9m falou sobre a amplitude do trabalho realizado pelos economistas: \u201cSua atua\u00e7\u00e3o abrange \u00e1reas como planejamento econ\u00f4mico, gest\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria e financeira, consultoria empresarial, estudos de mercado, com\u00e9rcio exterior, an\u00e1lise de investimentos, regula\u00e7\u00e3o de setores estrat\u00e9gicos, pesquisa acad\u00eamica e desenvolvimento de indicadores socioecon\u00f4micos. Al\u00e9m disso, \u00e9 presen\u00e7a fundamental em temas emergentes como economia ambiental, transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, economia digital e finan\u00e7as sustent\u00e1veis \u2014 contribuindo para decis\u00f5es respons\u00e1veis e eficazes que impactam diretamente o futuro do pa\u00eds\u201d.\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O coordenador da Comiss\u00e3o de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do Cofecon, Antonio Corr\u00eaa de Lacerda, destacou que o tema do debate tem sido recorrente. \u201c\u00c9 interessante que este semin\u00e1rio ocorra hoje, porque juntamos uma quest\u00e3o estrutural, que \u00e9 o desenvolvimento regional, com uma quest\u00e3o conjuntural, que \u00e9 essa press\u00e3o vinda de fora e que tem um impacto bastante significativo\u201d, apontou. \u201cSe abrirmos os jornais de hoje, acharemos coment\u00e1rios sobre o Plano Brasil Soberano. \u00c9 curioso que \u00e9 dado destaque ao impacto fiscal. Mas se n\u00e3o houvesse impacto fiscal, o plano seria in\u00f3cuo, porque ele visa exatamente a ser contrac\u00edclica. E a pior escolha seria n\u00e3o ter pacote: neste caso, o impacto fiscal seria pior ainda\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A presidenta da ENAP, Bet\u00e2nia Lemos, destacou que a mesa de debates reunia institui\u00e7\u00f5es que t\u00eam um prop\u00f3sito. \u201cA economia e a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica v\u00e3o muito al\u00e9m de estudos de n\u00fameros e gest\u00e3o. S\u00e3o \u00e1reas que desenham a condu\u00e7\u00e3o do desenvolvimento econ\u00f4mico do Brasil. Essas institui\u00e7\u00f5es t\u00eam em comum o compromisso com o desenvolvimento com justi\u00e7a social e soberania\u201d, argumentou. \u201cEconomia, originalmente, era economia pol\u00edtica. E como disse Maria da Concei\u00e7\u00e3o Tavares, a economia que n\u00e3o se preocupa com a justi\u00e7a social \u00e9 uma economia que n\u00e3o se preocupa com os povos, e que foge do termo economia pol\u00edtica\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A presidenta do Corecon-DF, Luciana Acioly, lembrou de uma conversa que teve em 2000 com o c\u00e9lebre economista Celso Furtado. \u201cDe tudo o que ele me falou, chamou a aten\u00e7\u00e3o a quest\u00e3o da integra\u00e7\u00e3o, que o espa\u00e7o da integra\u00e7\u00e3o \u00e9 um espa\u00e7o de soberania. Lembrei disso porque as pol\u00edticas n\u00e3o se fazem no v\u00e1cuo, elas acontecem no territ\u00f3rio\u201d, afirmou Luciana. \u201cQuando perguntei se ele se sentia feliz, ele respondeu que o homem n\u00e3o nasceu para ser feliz, mas para enfrentar desafios. E nunca foi t\u00e3o contempor\u00e2nea essa resposta, porque o que n\u00f3s temos pela frente como cidad\u00e3os e economistas \u00e9 enfrentar desafios, estar com a cabe\u00e7a erguida e lutar pelo nosso pa\u00eds e pela soberania\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Aslegis, Pedro Garrido, enfatizou a import\u00e2ncia do debate para a profiss\u00e3o. \u201cA mesa que teremos a seguir ser\u00e1 muito importante para a continuidade do que \u00e9 o trabalho do economista, que \u00e9 discutir quest\u00f5es como distribui\u00e7\u00e3o, consumo, estrutura produtiva e o futuro da economia sobre uma base regional\u201d, argumentou. \u201cEstamos discutindo o modelo de desenvolvimento do Pa\u00eds diante de uma amea\u00e7a externa, uma conjuntura conturbada, que tem impactos significativos do ponto de vista regional\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A coordenadora da Comiss\u00e3o de Desenvolvimento Regional e Local do Cofecon, Ana Cl\u00e1udia Arruda, abriu o debate falando dos trabalhos realizados neste ano. \u201cCome\u00e7amos com palestras online, iniciando com a professora Tania Bacelar. Depois falamos sobre neoindustrializa\u00e7\u00e3o e vamos falar sobre contas regionais em setembro\u201d, pontuou a economista. \u201cNo Congresso Brasileiro de Economia teremos um F\u00f3rum de Desenvolvimento Regional, trabalhando o tema dos bancos de desenvolvimento no Brasil e no mundo. E teremos em Recife o semin\u00e1rio de Francisco e Clara para discutir quest\u00f5es regionais\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cl\u00e9lio Campolina: \u201cPol\u00edticas regionais devem ter integra\u00e7\u00e3o como objetivo\u201d<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cl\u00e9lio Campolina Diniz realizou uma apresenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e iniciou apontando que a regionaliza\u00e7\u00e3o pode ser feita em diferentes escalas, dependendo do prop\u00f3sito. \u201cEst\u00e1 superada a ideia de trabalhar com a regi\u00e3o de forma isolada. Ela est\u00e1 interagindo com seu entorno mais imediato ou com o entorno nacional e internacional\u201d, explicou. \u201cA cidade se estrutura e comanda o territ\u00f3rio. N\u00e3o podemos separar a cidade da estrutura. As pol\u00edticas regionais devem ter como cen\u00e1rio de objetivo a integra\u00e7\u00e3o territorial, econ\u00f4mica, social e pol\u00edtica\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ex-ministro apontou que as pol\u00edticas do territ\u00f3rio n\u00e3o podem ser colocadas de cima para baixo (top down) nem de baixo para cima (bottom up). \u201cA orienta\u00e7\u00e3o neoliberal trouxe que as regi\u00f5es tinham que buscar sua solu\u00e7\u00e3o de forma isolada. A regi\u00e3o n\u00e3o tem capacidade de fazer isso; e nem \u00e9 justo e democr\u00e1tico impor as decis\u00f5es de cima para baixo. A combina\u00e7\u00e3o entre as dimens\u00f5es global e local \u00e9 fundamental\u201d, argumentou. E trouxe os exemplos da Fran\u00e7a p\u00f3s-Segunda Guerra, com o planejamento das sete \u201cmetr\u00f3poles de equil\u00edbrio\u201d para frear a concentra\u00e7\u00e3o em Paris, e a experi\u00eancia chinesa de uma rede urbana integrada por trens de alta velocidade. \u201cA Fran\u00e7a est\u00e1 vivendo uma certa crise, mas n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que conseguiu fazer uma integra\u00e7\u00e3o territorial, econ\u00f4mica e pol\u00edtica. Na China aproximadamente 50% da atividade produtiva est\u00e1 na m\u00e3o do Estado, mas trabalhando numa l\u00f3gica de mercado\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Abordando o caso brasileiro, destacou as diferen\u00e7as entre os seis biomas nacionais (floresta amaz\u00f4nica, caatinga, mata atl\u00e2ntica, cerrado, pantanal e pampa), acrescentando a plataforma mar\u00edtima. \u201cO Brasil foi ocupado pela costa atl\u00e2ntica e ainda hoje a densidade est\u00e1 distribu\u00edda assim. As metr\u00f3poles brasileiras criaram vastas periferias cuja solu\u00e7\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil\u201d, analisou. \u201cA desconcentra\u00e7\u00e3o industrial \u00e9 um bom indicador. Embora ela esteja perdendo participa\u00e7\u00e3o no PIB, \u00e9 um setor chave na din\u00e2mica territorial\u201d. Cl\u00e9lio finalizou apresentando a proposta de um Brasil polic\u00eantrico, abordou a import\u00e2ncia da Amaz\u00f4nia e, ao falar do Nordeste, afirmou que \u201cn\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que uma regi\u00e3o t\u00e3o heterog\u00eanea tenha uma pol\u00edtica de desenvolvimento \u00fanica\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aristides Monteiro: \u201cDesconcentra\u00e7\u00e3o se d\u00e1 pela fraqueza do motor industrial\u201d<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, o economista Aristides Monteiro apresentou duas correntes te\u00f3ricas e constatou que \u201caquilo que imagin\u00e1vamos que seria extremamente positivo e desej\u00e1vel, a desconcentra\u00e7\u00e3o produtiva a partir de S\u00e3o Paulo, est\u00e1 acontecendo, mas de um modo que n\u00e3o era o esperado\u201d. O fen\u00f4meno ocorre mais pela desindustrializa\u00e7\u00e3o do centro, e o agroneg\u00f3cio exportador tem surgido como motor de crescimento. \u201cTemos um processo de converg\u00eancia que se d\u00e1 pela fraqueza do motor industrial, que era aquele que imagin\u00e1vamos que iria criar os multiplicadores intersetoriais e inter-regionais, e estamos montando outra economia nacional com o motor do agroneg\u00f3cio, que \u00e9 altamente tecnificado em v\u00e1rias de suas plantas e regi\u00f5es, mas que n\u00e3o opera os mesmos multiplicadores\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao comentar o momento pol\u00edtico, Monteiro tamb\u00e9m observou que \u201ctem os que pensar pol\u00edticas regionais num momento em que parte da sociedade n\u00e3o quer mais pol\u00edticas de nenhuma ordem\u201d. E apontou para o desempenho econ\u00f4mico como resultado de uma queda no investimento (forma\u00e7\u00e3o bruta de capital fixo): de 2010 a 2014, da ordem de 20,5% do PIB, caindo para 16% entre 2015 e 2021 e, mais recentemente, perto dos 17%. \u201cO que venho estudando e pensando com outras pessoas \u00e9 a aposta num desenvolvimento territorial baseado na inova\u00e7\u00e3o, conhecimento e sustentabilidade ambiental. Juntar a expans\u00e3o das atividades agropecu\u00e1rias e minerais, com essa reserva de moedas via exporta\u00e7\u00f5es, e utilizar este drive de crescimento para a solu\u00e7\u00e3o do outro, que \u00e9 a desindustrializa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o estamos sabendo fazer isso adequadamente\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por \u00faltimo, Monteiro abordou aquilo que chamou de falhas de coordena\u00e7\u00e3o setorial: \u201cN\u00e3o estamos conseguindo neste momento distribuir os recursos setorialmente para obter as melhores capacidades, t\u00e9cnicas e multiplicadores para o setor industrial\u201d, comentou. \u201cE \u00e9 tamb\u00e9m uma falha de coordena\u00e7\u00e3o regional. Ao olhar como estes recursos se destinam \u00e0s regi\u00f5es, temos uma regi\u00e3o que gostar\u00edamos muito que ela se desenvolvesse, mas o cidad\u00e3o nordestino m\u00e9dio capta do governo federal 66% daquilo que o nacional captaria; aqui no Centro-Oeste, um representante deste neg\u00f3cio vibrante capta 2,5 vezes mais\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jos\u00e9 Eduardo Pereira: \u201cForma transversal de trabalhar pol\u00edticas p\u00fablicas permite troca de experi\u00eancias e riquezas\u201d<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Eduardo Pereira, secret\u00e1rio executivo do Cons\u00f3rcio Brasil Central (que envolve os estados do Centro-Oeste, mais Rond\u00f4nia, Tocantins e Maranh\u00e3o), abordou o trabalho da autarquia, que foi criada em 2015. \u201cA forma transversal de trabalhar pol\u00edticas p\u00fablicas faz com que haja uma troca efetiva n\u00e3o s\u00f3 de experi\u00eancias, mas tamb\u00e9m de riquezas\u201d, afirmou Pereira. \u201cReunimos sete unidades da Federa\u00e7\u00e3o, o que leva a uma capacidade de resolu\u00e7\u00e3o de determinados gargalos de pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m tratou do processo de interioriza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brasileira, antes muito concentrada no litoral. \u201cA constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia tem muito a ver com isso, permitiu que o Brasil pudesse come\u00e7ar a ser palmilhado, buscando o desenvolvimento econ\u00f4mico das regi\u00f5es do interior\u201d, expressou Pereira. \u201cNos anos 70, com a cria\u00e7\u00e3o da Embrapa, o Brasil deu um salto de ci\u00eancia em torno da produtividade rural, com experimentos capazes de virar a chave do desenvolvimento agropecu\u00e1rio do nosso pa\u00eds\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pereira tamb\u00e9m compartilhou um caso de sucesso dentro do Cons\u00f3rcio Brasil Central. \u201cN\u00f3s fazermos compras compartilhadas de medicamentos de alto custo. Os estados apresentam suas demandas, fazemos o preg\u00e3o, tiramos uma ata e os estados passam a adquirir os medicamentos atrav\u00e9s do Cons\u00f3rcio. Isso gera uma economicidade m\u00e9dia de 20%, mas em alguns medicamentos ela chega a 80%\u201d, comemorou. \u201cAgora estamos em uma licita\u00e7\u00e3o internacional para a aquisi\u00e7\u00e3o de 26 helic\u00f3pteros para as secretarias de seguran\u00e7a p\u00fablica, para mitigar aspectos relacionados \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o deste cancro que \u00e9 o crime organizado\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Debate<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A superintendente da Superintend\u00eancia de Desenvolvimento do Centro-Oeste, Luciana Barros, destacou a necessidade de que o Brasil saiba qual \u00e9 o rumo que deseja para as pr\u00f3ximas d\u00e9cadas e mencionou o tempo que passamos sem uma pol\u00edtica industrial. \u201cIsso fez com que algumas ind\u00fastrias fechassem. Visitei uma ferrovia no Mato Grosso que ser\u00e1 um novo corredor log\u00edstico de desenvolvimento. Os trilhos vieram da China, porque a ind\u00fastria de trilhos brasileira foi fechada h\u00e1 mais de 20 anos\u201d, constatou. E citou tamb\u00e9m a necessidade de m\u00e3o de obra qualificada: \u201cN\u00e3o adianta falar em ind\u00fastria de alimentos, qu\u00edmica, de ve\u00edculos, bebidas e minerais se n\u00e3o tiver m\u00e3o de obra. Temos planos regionais, mas como implementar? E qual o incentivo que estas ind\u00fastrias ter\u00e3o para ir para regi\u00f5es menos desenvolvidas? Vamos continuar comprando ideias de fora?\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Roberto Piscitelli, coordenador da Comiss\u00e3o de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do Corecon-DF, pontuou que o ambiente acad\u00eamico tem dado pouca aten\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento regional e ao planejamento urbano. \u201cFui acad\u00eamico tamb\u00e9m, me ressinto dessa restri\u00e7\u00e3o que tivemos em nossa forma\u00e7\u00e3o\u201d, comentou. \u201cA regi\u00e3o Centro-Oeste carece de alguns mecanismos e instrumentos que poderiam processar uma maior integra\u00e7\u00e3o regional. Qual \u00e9 a import\u00e2ncia deste projeto de integra\u00e7\u00e3o leste-oeste financiado pela China e em que sentido ele poder\u00e1 promover uma maior integra\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas brasileira, mas tamb\u00e9m com a Am\u00e9rica Latina?\u201d, perguntou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diones Cerqueira, coordenador da Comiss\u00e3o de Desenvolvimento Regional do Corecon-DF, fez uma s\u00edntese das discuss\u00f5es. \u201cO professor Campolina fez uma s\u00edntese das teorias do desenvolvimento regional, fez com que compreend\u00eassemos como funcionam e de onde surgiram os instrumentos. J\u00e1 o professor Aristides trouxe um cen\u00e1rio bem interessante, de expans\u00e3o da \u00e1rea urbana e redu\u00e7\u00e3o da atividade industrial\u201d, comentou. \u201cPassamos pelas pol\u00edticas p\u00fablicas, de cr\u00e9dito, incentivos e compras governamentais, e a superintendente da Sudeco trouxe as quest\u00f5es da pol\u00edtica voltada pra o desenvolvimento regional e da aus\u00eancia dela durante v\u00e1rios anos, bem como da exist\u00eancia de recursos para viabilizar o desenvolvimento. J\u00e1 existe um conjunto de instrumentos voltados para a promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento regional. O Aristides falou da falha de coordena\u00e7\u00e3o setorial, e superar isso \u00e9 papel dos economistas. E gostaria de encerrar com uma frase do mestre Celso Furtado, que dizia que desenvolvimento \u00e9 ser dono do pr\u00f3prio destino\u201d.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cl\u00e9lio Campolina Diniz, Aristides Monteiro e Jos\u00e9 Eduardo Pereira discutiram desigualdades territoriais e estrat\u00e9gias para um modelo econ\u00f4mico mais justo. Evento aconteceu na ENAP&nbsp; A Escola Nacional de Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica (ENAP) recebeu nesta quinta-feira (14) a mesa de debates \u201cPol\u00edticas<\/p>\n<p><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=26017\">Leia Mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":26018,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-26017","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26017"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26017"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26017\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26021,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26017\/revisions\/26021"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/26018"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26017"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26017"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26017"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}