{"id":25947,"date":"2025-08-06T15:23:01","date_gmt":"2025-08-06T18:23:01","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25947"},"modified":"2025-08-07T09:00:16","modified_gmt":"2025-08-07T12:00:16","slug":"a-inteligencia-artificial-mudancas-do-trabalho-e-os-economistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25947","title":{"rendered":"A Intelig\u00eancia Artificial, mudan\u00e7as do trabalho e os economistas"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Artigo de opini\u00e3o de autoria da conselheira federal Lucia Garcia*, publicado originalmente no <br><a href=\"https:\/\/www.corecon-rj.org.br\/corecon\/ckfinder\/userfiles\/files\/jornal_economista\/082025celular.pdf\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.corecon-rj.org.br\/corecon\/ckfinder\/userfiles\/files\/jornal_economista\/082025celular.pdf\">Jornal dos Economistas<\/a><\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 pelo menos 55 anos atravessamos um ciclo de grande de transforma\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria produtiva e social, que resultou no capitalismo contempor\u00e2neo, uma am\u00e1lgama constitu\u00edda pelos objetivos da apropria\u00e7\u00e3o e comando financeiro dos meios produtivos, pela narrativa neoliberal e resultados da tecnologia norteada pelo digitalismo. Cada um destes pilares j\u00e1 contava com razo\u00e1vel desenvolvimento antes da d\u00e9cada de 1970; por\u00e9m, foi a s\u00edntese ali desenhada que moldou uma nova e complexa realidade para a vida produtiva e do trabalho, que vem se desdobrando em eleva\u00e7\u00e3o da desigualdade e apreens\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao futuro\u00b9.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora tenha sido originada muito antes da fus\u00e3o destes fatores, os \u00faltimos ver\u00f5es da Intelig\u00eancia Artificial (IA) ocorreram nos marcos deste capitalismo contempor\u00e2neo, que lhe marca indelevelmente. Dessa forma, compreende-se que o debate agora protagonizado por esta tecnologia carrega a sombra<br>do desemprego e da precariza\u00e7\u00e3o. No centro disto, preponderam incertezas quanto ao impacto da ferramenta sobre os requisitos futuros e processos de padroniza\u00e7\u00e3o do conhecimento humano e sua eventual substitui\u00e7\u00e3o, tra\u00e7os inquietantes que s\u00e3o potencializados pela tend\u00eancia de reposicionamento<br>da IA como Tecnologia de Uso Geral (TUG).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta discuss\u00e3o, tamb\u00e9m \u00e9 importante destacar o papel desempenhado pelo atual est\u00e1gio da IA no deslocamento das percep\u00e7\u00f5es sociais do digitalismo. Afinal, a IA j\u00e1 est\u00e1 disseminada entre n\u00f3s h\u00e1 anos, presente em equipamentos, ferramentas e aplica\u00e7\u00f5es variadas, como celulares, jogos eletr\u00f4nicos, chatbots, assistentes virtuais e internet banking, que se popularizaram por meio de t\u00e9cnicas de Processamento de Linguagem Natural (PLN). Mas este cen\u00e1rio se transformou com a massifica\u00e7\u00e3o do uso do ChatGPT (OpenAI 3.5), impulsionado por aspectos comportamentais e pela expans\u00e3o da IA generativa baseada em Grandes Modelos de Linguagem (LLMs), desdobramento sofisticado de PNL, que tornou poss\u00edvel a produ\u00e7\u00e3o de textos, imagens, sons e vozes a partir da associa\u00e7\u00e3o de dados e informa\u00e7\u00f5es contextuais, por meio de redes neurais profundas. N\u00e3o seria um exagero lembrar que, at\u00e9 recentemente, a presen\u00e7a de m\u00e1quinas inteligentes era majoritariamente percebida como fonte de conforto e facilidades para o cotidiano, enquanto seus efeitos delet\u00e9rios eram identificados para c\u00edrculos<br>restritos. No imagin\u00e1rio coletivo, essas desvantagens estiveram, por um bom tempo, circunscritas \u00e0s cr\u00edticas ret\u00f3ricas sobre a extra\u00e7\u00e3o geral de dados e explora\u00e7\u00e3o de trabalhadores da base ocupacional sem direitos \u2014 trabalhadores de aplicativos; do com\u00e9rcio, servi\u00e7os e constru\u00e7\u00e3o civil incorporados ao contingente das plataformas digitais\u00b2. Um impacto ainda mais abrangente e profundo dessas transforma\u00e7\u00f5es sobre a sociedade, portanto, dependeria de uma penetra\u00e7\u00e3o mais intensa da nova base<br>t\u00e9cnica no mundo produtivo e do trabalho, que ultrapassasse as inova\u00e7\u00f5es das transa\u00e7\u00f5es do setor terci\u00e1rio, j\u00e1 ent\u00e3o absorvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em parte, este avan\u00e7o j\u00e1 vinha ocorrendo nas linhas de produ\u00e7\u00e3o, por meio da automa\u00e7\u00e3o rob\u00f3tica e de inova\u00e7\u00f5es infraestruturais, muitas vezes impercept\u00edveis para a maior parte da popula\u00e7\u00e3o e operadas em linguagens formais \u2014 t\u00edpicas da \u00e1rea computacional. Contudo, uma inflex\u00e3o de fato ocorreu com o desenvolvimento de aplica\u00e7\u00f5es especializadas para o apoio de tarefas cotidianas, realizadas por profissionais da sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e marketing, arquitetura, engenharia, al\u00e9m de an\u00e1lises jur\u00eddicas, econ\u00f4micas e cont\u00e1beis. Disseminada para ocupa\u00e7\u00f5es de maior conte\u00fado cognitivo, de fato, a IA parece ter mudado o foco das implica\u00e7\u00f5es do digital sobre o mercado de trabalho. Entre os mais afetados, neste momento, est\u00e3o os trabalhadores qualificados da produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os, com destaque para profissionais da programa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de categorias tradicionais de forma\u00e7\u00e3o superior, como os bachar\u00e9is, incluindo os economistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta poderia ser uma atualiza\u00e7\u00e3o das preocupa\u00e7\u00f5es que v\u00eam acompanhando trabalhadores em diferentes transi\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas. O diferencial da atualidade, contudo, est\u00e1 relacionado ao perfil dos postos de trabalho afetados, ao vi\u00e9s do conte\u00fado intr\u00ednseco a esta tecnologia e \u00e0 velocidade da expans\u00e3o da IA generativa \u2014 diretamente conectada \u00e0 natureza das solu\u00e7\u00f5es que ela produz, como a automa\u00e7\u00e3o de processos e a gera\u00e7\u00e3o de textos e scripts coesos, coerentes e bem elaborados. Sob uma perspectiva sist\u00eamica sobre o futuro, entretanto, o impacto da IA generativa depender\u00e1 da estrat\u00e9gia adotada no desenvolvimento e aplica\u00e7\u00e3o dessa t\u00e9cnica, sobretudo, em sua eventual capacidade de substituir a cogni\u00e7\u00e3o humana. E, em nosso caso espec\u00edfico, a possibilidade de substituir a reflex\u00e3o cr\u00edtica dos economistas.<\/p>\n\n\n\n<p>A resposta para essa quest\u00e3o ainda est\u00e1 em aberto, ou mesmo em disputa, n\u00e3o apenas no campo da computa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m nas \u00e1reas da lingu\u00edstica, filosofia, ci\u00eancia pol\u00edtica, epistemologia e, naturalmente, nas discuss\u00f5es sobre o que compreendemos como conhecimento e como exerc\u00edcio profissional no campo da Economia. Em s\u00edntese, \u00e9 ineg\u00e1vel que a mudan\u00e7a t\u00e9cnica em curso j\u00e1 est\u00e1 impactando a forma como produzimos e aplicamos saberes. A quest\u00e3o central, no entanto, reside no reconhecimento dos limites e alcances reais desses efeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na literatura, as respostas para essa quest\u00e3o est\u00e3o relacionadas \u00e0s diferentes interpreta\u00e7\u00f5es sobre a origem e o desenvolvimento da intelig\u00eancia artificial (IA), sistematizadas em duas hip\u00f3teses principais:<br>a da computa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, que atrela o futuro da IA aos avan\u00e7os da computa\u00e7\u00e3o digital, e a da computa\u00e7\u00e3o contingente, que considera a possibilidade de associa\u00e7\u00f5es com outras bases tecnol\u00f3gicas (anal\u00f3gicas, biol\u00f3gicas, hidr\u00e1ulicas, entre outras). No primeiro caso, a IA dependeria estruturalmente da computa\u00e7\u00e3o digital, partindo do pressuposto de que a simula\u00e7\u00e3o de processos cognitivos exige capacidades robustas de processamento, armazenamento e execu\u00e7\u00e3o l\u00f3gica. Nessa perspectiva, as linguagens formais (comuns entre programadores) e os algoritmos s\u00e3o compreendidos como fundamentos intr\u00ednsecos ao seu desenvolvimento. J\u00e1 a segunda abordagem, ao reivindicar as origens anal\u00f3gicas e cibern\u00e9ticas da IA, prop\u00f5e uma compreens\u00e3o mais ampla e menos centrada na base t\u00e9cnica digital. Nela, a gera\u00e7\u00e3o artificial do conhecimento \u00e9 vista como um processo sem\u00e2ntico, n\u00e3o tecnicista, associado a sistemas de controle, comunica\u00e7\u00e3o, autorregula\u00e7\u00e3o e capacidade adaptativa. Esta vis\u00e3o fornece diretrizes para a articula\u00e7\u00e3o entre diferentes campos cient\u00edficos, capazes de romper fronteiras disciplinares relevantes da atualidade. As duas abordagens n\u00e3o s\u00e3o necessariamente excludentes e podem convergir em um futuro marcado por maior hibridismo entre humanidade e m\u00e1quina; por\u00e9m, na atualidade apresentam pouca integra\u00e7\u00e3o, indicando uma razo\u00e1vel perman\u00eancia da IA nos dom\u00ednios algor\u00edtmicos e saberes instrumentais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em busca de avalia\u00e7\u00f5es concretas dos efeitos da IA generativa sobre o mercado de trabalho geral, Thiago Meireles\u00b3 vem destacando as dificuldades para esta mensura\u00e7\u00e3o. Entre seus apontamentos figura a desafiante interpreta\u00e7\u00e3o do papel exercido pelas organiza\u00e7\u00f5es, Estado e contexto socioecon\u00f4mico no ritmo e dispers\u00e3o das transforma\u00e7\u00f5es<br>tecnol\u00f3gicas. O autor tamb\u00e9m aponta a car\u00eancia de metodologias e de bases de dados locais dedicadas aos processos de trabalho, que descrevam, efetivamente, requisitos cognitivos, formas de organiza\u00e7\u00e3o e tecnologias utilizadas pelos trabalhadores na execu\u00e7\u00e3o de tarefas. Com estes dados, nos moldes gerados pela estadunidense O*NET\u2074 , poder\u00edamos criar taxonomias ocupacionais e identificar habilidades sob risco de automa\u00e7\u00e3o, recurso inexistente no Brasil. A partir dos dados corriqueiramente divulgados sobre a nossa realidade, contudo, os dilemas urgentes relacionados \u00e0 escolariza\u00e7\u00e3o e baixa complexidade produtiva do pa\u00eds parecem anteceder, notavelmente, a presen\u00e7a da IA, cujo impacto, por isto, tende a ser setorizado. De fato, mesmo dentre o limitado contingente de ocupados com ensino superior (24,7% no primeiro trimestre de 2025)\u2075, uma parcela significativa destes trabalhadores \u00e9 absorvida em inser\u00e7\u00f5es incompat\u00edveis com sua escolaridade\u2076.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma avalia\u00e7\u00e3o, ainda que ensa\u00edstica, dos efeitos da IA sobre a atividade dos economistas remete a uma reflex\u00e3o mais ampla sobre a utilidade social do saber econ\u00f4mico, seu car\u00e1ter cient\u00edfico, suas formas de aplica\u00e7\u00e3o e seus campos de atua\u00e7\u00e3o. Embora historicamente debatidas, estas quest\u00f5es reaparecem com \u00eanfases vari\u00e1veis segundo a conjuntura, geralmente em c\u00edrculos restritos e frequentemente vinculadas a aspectos formais, institucionais ou regulamentares\u2077. Neste cen\u00e1rio de mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica, contudo, essas discuss\u00f5es devem ultrapassar a mera atualiza\u00e7\u00e3o para refletir mudan\u00e7as efetivas da pr\u00e1tica profissional, que ir\u00e3o se desdobrar em novos requisitos, compet\u00eancias ou habilidades exigidas dos economistas. No cotidiano, isto ser\u00e1 refletido na automatiza\u00e7\u00e3o de tarefas, amplia\u00e7\u00e3o de possibilidades anal\u00edticas com dom\u00ednio de dados e modelagens, ao lado de exig\u00eancia de maior interpreta\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e capacidade metodol\u00f3gica. Estas adapta\u00e7\u00f5es, todavia, mesmo que profundas, se dar\u00e3o sem ren\u00fancias ao sentido essencial do conhecimento econ\u00f4mico e seu compromisso com a an\u00e1lise substantiva das rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora poderosa e distante da neutralidade, a caracteriza\u00e7\u00e3o da IA como ferramenta indica que seu alcance est\u00e1 profundamente condicionado pelo contexto socioinstitucional em que \u00e9 implementada, o<br>qual \u00e9 fortemente influenciado pela atua\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios economistas. Compreendida nestes limites e como um produto social, mesmo incidindo nos modos de trabalho, a IA n\u00e3o amea\u00e7ar\u00e1 a formula\u00e7\u00e3o do<br>conhecimento econ\u00f4mico. Portanto, aos economistas, caber\u00e1 o desafio contempor\u00e2neo de agregar valor humano a um cen\u00e1rio marcado por crescente poder computacional.<\/p>\n\n\n\n<p>*<em>\u00c9 mestra em Economia\/UFRS, t\u00e9cnica do Dieese, especialista em mercado de trabalho<br>e Conselheira Federal de Economia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>1 DOS SANTOS GARCIA, Lucia. Forja<br>e resultado: capitalismo dataficado. In: GRUPO DE PESQUISA EM CONTEXTOS<br>DIGITAIS E DESENVOLVIMENTO HUMANO (Org.). Contextos digitais: encontros,<br>pesquisas e pr\u00e1ticas. Porto Alegre: UFRGS, 2022. p. 57<br>2 Vide Revista Ci\u00eancias do Trabalho\/DIEESE n.\u00ba 21 e n.\u00ba 22 (https:\/\/rct.dieese.org.br\/<br>index.php\/rct\/ )<br>3 MEIRELES, Thiago de Oliveira. Intelig\u00eancia Artificial: impactos sobre o mercado de<br>trabalho e a desigualdade de renda. 2022. Tese de Doutorado. Universidade de S\u00e3o<br>Paulo.<br>4 O*NET (Occupational Information Network) \u00e9 um banco de dados ocupacional<br>mantido pelo Departamento de Trabalho dos Estados Unidos. Desenvolvido pelo U.S.<br>Department of Labor\/Employment and Training Administration (USDOL\/ETA), que<br>fornece informa\u00e7\u00f5es detalhadas e atualizadas sobre um conjunto vasto de ocupa\u00e7\u00f5es.<br>5 PNADC\/IBGE<br>6 DIEESE, 2023. Aumenta ocupa\u00e7\u00e3o de pessoas com ensino superior, mas<br>em trabalhos n\u00e3o t\u00edpicos para essa escolaridade. Emprego em Pauta, n\u00ba 26.<br>novembro SP. DIEESE (https:\/\/www.dieese.org.br\/boletimempregoempauta\/2023\/<br>boletimEmpregoemPauta26.html)<br>7 COATS, A. W. Bob. Economics as a Profession. In: COATS, A. W. Bob (org.). The<br>Sociology and Professionalization of Economics: British and American Economic<br>Essays. Volume II. London: Routledge\/Taylor &amp; Francis, 1993. Cap. 21<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo de opini\u00e3o de autoria da conselheira federal Lucia Garcia*, publicado originalmente no Jornal dos Economistas. 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