{"id":25918,"date":"2025-08-01T16:39:49","date_gmt":"2025-08-01T19:39:49","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25918"},"modified":"2025-08-01T17:45:54","modified_gmt":"2025-08-01T20:45:54","slug":"podcast-economistas-a-importancia-do-complexo-economico-e-industrial-da-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25918","title":{"rendered":"Podcast Economistas: o complexo econ\u00f4mico e industrial da sa\u00fade no desenvolvimento brasileiro"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Carlos Gadelha aborda um setor estrat\u00e9gico para a economia, a soberania nacional e a gera\u00e7\u00e3o de empregos de qualidade &#8211; e como ele pode ser afetado pelas tarifas de Donald Trump<\/em>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O complexo econ\u00f4mico e industrial da sa\u00fade \u00e9 um setor que vai muito al\u00e9m de hospitais e medicamentos. Ele articula ci\u00eancia, tecnologia, ind\u00fastria, servi\u00e7os e soberania nacional. \u00c9 tamb\u00e9m uma alavanca para o desenvolvimento e, com esta finalidade, foi inclu\u00eddo no programa Nova Ind\u00fastria Brasil. Este \u00e9 o tema do podcast Economistas desta semana, o primeiro de uma s\u00e9rie sobre o tema, e quem conversa conosco \u00e9 o economista Carlos Gadelha. O epis\u00f3dio pode ser ouvido na sua plataforma favorita ou no player abaixo.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/profile\/economistas-cofecon\/embed\/episodes\/158---O-complexo-econmico-e-industrial-da-sade-no-desenvolvimento-brasileiro-e36b9e4\/a-ac35565\" height=\"204px\" width=\"800px\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n\n\n\n<p>Uma pol\u00edtica de desenvolvimento econ\u00f4mico e industrial e de inova\u00e7\u00e3o deve estar inserida na qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o e permitir a gera\u00e7\u00e3o de dinamismo econ\u00f4mico. O economista destacou a import\u00e2ncia dos investimentos na \u00e1rea da sa\u00fade \u2013 e, desde a entrada do complexo econ\u00f4mico e industrial no novo Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento e no Nova Ind\u00fastria Brasil, foram mobilizados cerca de R$ 20 bilh\u00f5es em investimentos p\u00fablicos e R$ 40 bilh\u00f5es em investimentos privados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA sa\u00fade tem um forte peso no desenvolvimento econ\u00f4mico. Lembro-me de um assessor do presidente Barack Obama dizendo que o economista que n\u00e3o entende o campo da sa\u00fade, n\u00e3o entender\u00e1 40% do PIB mais din\u00e2mico do futuro\u201d, comentou Gadelha. \u201cA sa\u00fade \u00e9 uma das grandes alternativas para o crescimento econ\u00f4mico, a mobiliza\u00e7\u00e3o dos investimentos e a reindustrializa\u00e7\u00e3o brasileira. Ela representa 10% do nosso PIB. Um ter\u00e7o da ci\u00eancia brasileira est\u00e1 relacionado \u00e0 sa\u00fade, na busca de medicamentos e vacinas, e ela tem potencial para liderar a entrada do Brasil na quarta revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros tipos de atividade econ\u00f4mica tiveram um papel dinamizador na economia brasileiro no passado, como o complexo cafeeiro e o automobil\u00edstico. \u201cNo s\u00e9culo 21, entre outros, vemos o complexo econ\u00f4mico e industrial da sa\u00fade com este papel. Ele \u00e9 muito mais amplo do que uma cadeia produtiva, mas cont\u00e9m insumos que v\u00e3o desde a biotecnologia at\u00e9 a petroqu\u00edmica\u201d, observa Gadelha. \u201cA sa\u00fade tem potencial para ser um dos grandes vetores do desenvolvimento brasileiro e de uma estrat\u00e9gia de requalifica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o nacional, fortalecendo a inova\u00e7\u00e3o e apropria reindustrializa\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 a \u00e1rea que mais gera empregos de boa qualidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Gadelha tamb\u00e9m aponta que a sa\u00fade mobiliza mais de 10 milh\u00f5es de empregos no Brasil, e que este n\u00famero tem uma alta estabilidade, mesmo naqueles momentos em que h\u00e1 um decl\u00ednio no emprego. \u201cOs sal\u00e1rios na \u00e1rea da sa\u00fade correspondem a cerca de duas vezes o sal\u00e1rio m\u00e9dio da economia, o grau de qualifica\u00e7\u00e3o \u00e9 maior\u201d, afirma o economista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pesquisa e desenvolvimento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Gadelha tamb\u00e9m se referiu ao gasto em sa\u00fade como investimento e explicou a caracter\u00edstica. \u201cN\u00e3o \u00e9 apenas a no\u00e7\u00e3o de que pessoas saud\u00e1veis geram investimentos. O gasto em sa\u00fade deixa legados importantes na nossa capacidade de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e de enfrentar problemas que atingem a economia de modo avassalador\u201d, comenta. \u201cDurante a pandemia, n\u00f3s vimos que quem n\u00e3o investiu em sa\u00fade, vacinas e tecnologia viu suas economias sofrerem muito mais do que quem investiu. Institui\u00e7\u00f5es como a Fiocruz e o Butantan foram respons\u00e1veis por salvarmos mais de 200 mil vidas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fator que refor\u00e7a a import\u00e2ncia do complexo econ\u00f4mico e industrial da sa\u00fade \u00e9 o volume de investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Neste sentido, Gadelha v\u00ea o Brasil com capacidade industrial para suprir 70% da demanda nacional por medicamentos, mas precisando avan\u00e7ar em conhecimento e tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs empresas de sa\u00fade gastam em pesquisa e desenvolvimento seis vezes mais do que aquelas que s\u00e3o qualificadas como inovadoras \u2013 que introduziram pelo menos um produto ou servi\u00e7o nos \u00faltimos tr\u00eas anos, no conjunto das empresas industriais\u201d, destaca o economista. \u201cIsso mostra que estamos lidando com um conjunto de setores dos mais inovadores do mundo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pol\u00edtica industrial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Embora a capacidade de atendimento da demanda por equipamentos m\u00e9dicos e odontol\u00f3gicos tenha diminu\u00eddo e o d\u00e9ficit comercial nesta \u00e1rea seja bastante expressivo, Gadelha ressalta que o Brasil ainda tem capacidade industrial e ressalta a import\u00e2ncia de uma pol\u00edtica de inova\u00e7\u00e3o adequada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos 22 bilh\u00f5es de d\u00f3lares de d\u00e9ficit comercial na sa\u00fade, e \u00e9 o segundo maior do pa\u00eds; mas n\u00e3o estamos num deserto. Na \u00e1rea de medicamentos, ainda somos dependentes de hifas, que cont\u00eam o princ\u00edpio ativo dos rem\u00e9dios; a\u00ed \u00e9 que deve entrar a pol\u00edtica industrial e de inova\u00e7\u00e3o\u201d, pontua o economista. \u201cTemos que tratar o mercado como patrim\u00f4nio nacional. N\u00e3o \u00e9 inven\u00e7\u00e3o minha, est\u00e1 na Constitui\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Um fator \u00e9 muito importante, na vis\u00e3o de Gadelha, para fazer com que um setor ou empresa do complexo econ\u00f4mico e industrial da sa\u00fade sejam beneficiados por uma pol\u00edtica p\u00fablica: que seja algo importante para a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o e para o Sistema \u00danico de Sa\u00fade. \u201cTemos o maior sistema de transplantes do mundo, alt\u00edssima tecnologia e com empresas nacionais, mediante indu\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica p\u00fablica, produzindo imunossupressores no Brasil, gerando inova\u00e7\u00e3o e atendendo o SUS. Temos uma pol\u00edtica de c\u00e2ncer ousada, que atende doen\u00e7as raras\u201d, ressalta o economista. \u201cO SUS n\u00e3o \u00e9 um sistema apenas para a popula\u00e7\u00e3o exclu\u00edda. Ele \u00e9 para incluir as pessoas e permitir o acesso \u00e0 tecnologia necess\u00e1ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tarifas de Trump<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O grande fato econ\u00f4mico da semana foi a confirma\u00e7\u00e3o das tarifas anunciadas pelo presidente norte-americano Donald Trump de 50% para produtos exportados pelo brasil, com uma lista de exce\u00e7\u00f5es. Perguntamos a Gadelha como este fato impacta o complexo econ\u00f4mico e industrial da sa\u00fade no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNossa depend\u00eancia de importa\u00e7\u00e3o \u00e9 de US$ 3,2 bilh\u00f5es, envolvendo medicamentos e outros produtos. A not\u00edcia menos preocupante \u00e9 que antes a depend\u00eancia brasileira dos Estados Unidos era de 30%, agora \u00e9 de 12%\u201d, mencionou. \u201cTemos parceiros alternativos. \u00c9 preciso diversificar e, principalmente, ter uma autonomia tecnol\u00f3gica no Brasil. Colocamos a meta de ter a capacidade de produzir 70% de tudo o que o Brasil precisa na \u00e1rea da sa\u00fade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carlos Augusto Gadelha<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Augusto Grabois Gadelha \u00e9 graduado em economia e doutor pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestre pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Gadelha foi vice-presidente da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz e tem uma vasta trajet\u00f3ria como pesquisador e docente, bem como no setor p\u00fablico, tendo atuado como secret\u00e1rio de Desenvolvimento do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior e secret\u00e1rio de Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00e3o e Complexo Econ\u00f4mico Industrial da Sa\u00fade no Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Atualmente ele coordena uma rede de pesquisa sobre desenvolvimento sustent\u00e1vel, ci\u00eancia, tecnologia, inova\u00e7\u00e3o e o complexo econ\u00f4mico industrial da sa\u00fade, com mais de 45 pesquisadores de 10 institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Gadelha aborda um setor estrat\u00e9gico para a economia, a soberania nacional e a gera\u00e7\u00e3o de empregos de qualidade &#8211; e como ele pode ser afetado pelas tarifas de Donald Trump\u00a0 O complexo econ\u00f4mico e industrial da sa\u00fade \u00e9 um<\/p>\n<p><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25918\">Leia Mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":25818,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,12],"tags":[],"class_list":["post-25918","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-podcast"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25918"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=25918"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25918\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25925,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25918\/revisions\/25925"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/25818"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=25918"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=25918"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=25918"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}