{"id":25665,"date":"2025-06-27T12:31:24","date_gmt":"2025-06-27T15:31:24","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25665"},"modified":"2025-10-28T09:46:55","modified_gmt":"2025-10-28T12:46:55","slug":"conheca-a-economia-verde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25665","title":{"rendered":"Podcast Economistas: Conhe\u00e7a a economia verde"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Modelo busca equilibrar o crescimento econ\u00f4mico com a preserva\u00e7\u00e3o ambiental, energia limpa, infraestrutura resiliente e uso racional dos recursos naturais<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Como transformar a economia em uma aliada do meio ambiente? Esta \u00e9 a proposta da economia verde: promover o crescimento, ao mesmo tempo em que conserva recursos naturais e reduz emiss\u00f5es de carbono. No podcast Economistas desta semana, o professor Carlos Eduardo Young fala sobre o assunto. Ou\u00e7a na sua plataforma favorita ou no player abaixo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: #153 - &quot;Carlos Eduardo Young: Conhe\u00e7a a economia verde&quot;\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/6GP8UwINu8iLN27kb1nfMr?si=wi1ry7wfS4GEgjGLYODEQg&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>A economia verde prop\u00f5e que o motor do crescimento econ\u00f4mico sejam os investimentos em preserva\u00e7\u00e3o ambiental, energia limpa e infraestrutura resiliente, com uso racional dos recursos naturais. \u201cEla \u00e9 baseada na ideia de que o gasto em investimento e na melhoria das condi\u00e7\u00f5es ambientais pode ser o dinamizador da atividade econ\u00f4mica. Desse modo, o crescimento, entendido como aumento da produtividade e do emprego, \u00e9 compat\u00edvel com a melhoria da qualidade ambiental\u201d, aponta Young. \u201cContudo, essa possibilidade de conciliar o aumento da atividade econ\u00f4mica e a melhoria ambiental \u00e9 uma entre v\u00e1rias e n\u00e3o ocorrer\u00e1 espontaneamente. \u00c9 fundamental que haja uma orienta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas neste sentido\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das caracter\u00edsticas da economia verde \u00e9 a forma como as coisas s\u00e3o feitas. Uma mesma atividade produtiva, como \u00e9 o caso da gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, pode ser realizada com base em combust\u00edveis f\u00f3sseis e emiss\u00e3o de gases de efeito estufa ou pode ter o foco em energias limpas. O professor Young fala a respeito usando o exemplo da agricultura.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAgricultura \u00e9 absolutamente essencial \u2013 mas precisamos incentivar uma agricultura de baixo carbono, org\u00e2nica, familiar, que produz alimentos com muita intensidade do fator trabalho, e parar de incentivar a atividade predat\u00f3ria que gera desmatamento, que aumenta as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, que utiliza agrot\u00f3xicos em grande quantidade\u201d, pontuou o economista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Adapta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A crise clim\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 mais um problema do futuro. Ela j\u00e1 impacta vidas, territ\u00f3rios e economias hoje. As enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul no \u00faltimo ano n\u00e3o s\u00e3o um fen\u00f4meno isolado. As periferias urbanas e zonas rurais s\u00e3o as primeiras \u00e1reas a sentir os efeitos de um clima desregulado, mas as consequ\u00eancias tamb\u00e9m chegam aos centros urbanos. Assim, as cidades precisam se adaptar ao cen\u00e1rio de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u2013 e essas adapta\u00e7\u00f5es envolvem os mais variados setores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs cidades precisam se readequar para o que n\u00f3s estamos prevendo do ponto de vista de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Isso significa investimentos em habita\u00e7\u00e3o adequada, descentraliza\u00e7\u00e3o do transporte, aumento do transporte coletivo de qualidade \u2013 inclusive para poder desafogar os centros\u201d, comenta Young. \u201cH\u00e1 uma s\u00e9rie de investimentos necess\u00e1rios que s\u00e3o intensivos em constru\u00e7\u00e3o civil, em emprego e que contribuem significativamente para uma maior resili\u00eancia com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Incentivos econ\u00f4micos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Diante dos desafios ambientais e da necessidade de uma transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica justa, o economista destaca a import\u00e2ncia de repensar as formas de produ\u00e7\u00e3o e o papel dos instrumentos econ\u00f4micos na promo\u00e7\u00e3o das atividades sustent\u00e1veis. Assim, \u00e9 preciso proteger os servi\u00e7os prestados pelo ecossistema e criar incentivos econ\u00f4micos para atividades que facilitem essa transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 importante proteger os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos e criar pol\u00edticas de incentivo a atividades econ\u00f4micas que s\u00e3o harm\u00f4nicas com a conserva\u00e7\u00e3o. Por exemplo, o pagamento por servi\u00e7os ambientais\u201d, explica Young. \u201cMas o pagamento por servi\u00e7os ambientais n\u00e3o pode ser visto como forma de financiar o status quo da agricultura. \u00c9 o contr\u00e1rio: precisamos incentivar a produ\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, os pescadores que trabalham de forma artesanal, a produ\u00e7\u00e3o com saber local, e n\u00e3o a produ\u00e7\u00e3o massificada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos a possibilidade de usar instrumentos econ\u00f4micos para incentivar atividades que s\u00e3o positivas, associadas a uma vis\u00e3o de avan\u00e7o. Elas s\u00e3o muito intensivas em m\u00e3o de obra e, portanto, facilitam a transi\u00e7\u00e3o justa, na medida em que geram mais empregos e eles tendem a ter uma maior qualidade e estabilidade em rela\u00e7\u00e3o ao modelo predat\u00f3rio de atividade econ\u00f4mica\u201d, prossegue o professor. \u201cTamb\u00e9m s\u00e3o formas de competitividade aut\u00eantica, que n\u00e3o dependem de fatores escuros de competitividade, como a explora\u00e7\u00e3o de recursos sem considerar as externalidades negativas. Se eu vou subsidiar o cr\u00e9dito, que seja para uma atividade que traga benef\u00edcios para a sociedade como um todo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de incentivos econ\u00f4micos que tenham objetivos socioambientais \u00e9 uma ferramenta que tamb\u00e9m precisa ser usada para controlar as emiss\u00f5es de gases causadores do efeito estufa. Neste particular, a tributa\u00e7\u00e3o tem um papel importante no sentido de penalizar atividades poluentes e incentivar pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis. Al\u00e9m disso, revisar subs\u00eddios e incentivos fiscais que favorecem modelos predat\u00f3rios de uso da terra e dos recursos naturais \u00e9 essencial para que o sistema tribut\u00e1rio brasileiro esteja alinhado com os compromissos clim\u00e1ticos e com a justi\u00e7a socioambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 fundamental que seja implementado o princ\u00edpio do poluidor pagador. Perdemos uma grande oportunidade com a reforma tribut\u00e1ria. Sabemos como \u00e9 dif\u00edcil avan\u00e7ar neste tema, mas \u00e9 importante manter a mensagem de que as atividades poluidoras e geradores de preju\u00edzo \u00e0 popula\u00e7\u00e3o precisam ser desincentivadas, inclusive com sistemas de tributa\u00e7\u00e3o por emiss\u00f5es, como \u00e9 feito nos pa\u00edses desenvolvidos\u201d, argumenta Young. \u201cDa mesma forma, precisamos de uma pol\u00edtica mais realista de cobran\u00e7a dos recursos naturais. A produ\u00e7\u00e3o mineral hoje tem uma tributa\u00e7\u00e3o invertida: \u00e9 fiscalmente mais interessante vender o produto in natura do que exportar ele manufaturado. \u00c9 fundamental que haja uma revis\u00e3o desta pol\u00edtica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carlos Eduardo Young<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O professor Carlos Eduardo Young \u00e9 professor titular do Departamento de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pela mesma institui\u00e7\u00e3o ele \u00e9 graduado em Ci\u00eancias Econ\u00f4micas e mestre em Economia da Ind\u00fastria e da Tecnologia, com doutorado em Economia pela University College London.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Modelo busca equilibrar o crescimento econ\u00f4mico com a preserva\u00e7\u00e3o ambiental, energia limpa, infraestrutura resiliente e uso racional dos recursos naturais Como transformar a economia em uma aliada do meio ambiente? 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