{"id":25602,"date":"2025-06-13T12:38:03","date_gmt":"2025-06-13T15:38:03","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25602"},"modified":"2025-10-28T09:46:11","modified_gmt":"2025-10-28T12:46:11","slug":"podcast-economistas-celso-furtado-trajetoria-pensamento-e-metodo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25602","title":{"rendered":"Podcast economistas: \u201cCelso Furtado: Trajet\u00f3ria, Pensamento e M\u00e9todo\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Alexandre de Freitas Barbosa e Alexandre Macchione Saes, autores do livro publicado pela Aut\u00eantica Editora, falam sobre a obra lan\u00e7ada recentemente e a trajet\u00f3ria do economista paraibano<\/em>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 no ar mais um epis\u00f3dio do podcast Economistas e o tema de hoje \u00e9 a vida de um dos maiores intelectuais brasileiros. Neste ano foi publicado pela Aut\u00eantica Editora o livro Celso Furtado: Trajet\u00f3ria, Pensamento e M\u00e9todo, de autoria dos professores Alexandre de Freitas Barbosa e Alexandre Macchione Saes. O podcast pode ser ouvido na sua plataforma favorita ou no player abaixo.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/economistas-cofecon\/embed\/episodes\/152---Celso-Furtado-Trajetria--Pensamento-e-Mtodo-e346srq\/a-ac0do3l\" height=\"204px\" width=\"800px\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n\n\n\n<p>A obra surgiu de um conjunto de atividades desenvolvidas pelos dois professores e prop\u00f5e uma leitura contextualizada da vida e das ideias de Celso Furtado. Mais do que uma biografia, o livro \u00e9 uma an\u00e1lise da forma\u00e7\u00e3o, das experi\u00eancias institucionais e do m\u00e9todo anal\u00edtico que marcaram sua atua\u00e7\u00e3o como economista, pensador e servidor p\u00fablico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cReunindo muito material e contribui\u00e7\u00f5es importantes de colegas, percebemos a riqueza da produ\u00e7\u00e3o do autor, que \u00e0s vezes \u00e9 vista de maneira muito fragmentada: um Celso Furtado do per\u00edodo de forma\u00e7\u00e3o, outro das rela\u00e7\u00f5es com a Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica Para a Am\u00e9rica Latina (CEPAL) e o estruturalismo, outro da Superintend\u00eancia de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), outro do ex\u00edlio e seu pensamento sobre o brasil e o capitalismo, seu retorno ao Brasil at\u00e9 se tornar ministro da Cultura. Existem muitos Furtados a\u00ed\u201d, ponderou Alexandre Saes.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A atividade que serviu como ponto de partida foi um semin\u00e1rio realizado em 2019 sobre os 60 anos da publica\u00e7\u00e3o de Forma\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica do Brasil. No ano seguinte, j\u00e1 durante a pandemia, os professores organizaram debates no contexto dos cem anos do nascimento de Celso Furtado. Mais tarde, propuseram uma disciplina para apresentar a obra do economista paraibano. \u201cS\u00e3o mais ou menos 60 anos de produ\u00e7\u00e3o intelectual, mais de 30 livros publicados em vida, que come\u00e7amos a ler com estudantes de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, formando naturalmente um roteiro de leitura e reflex\u00e3o. Ent\u00e3o, t\u00ednhamos um livro praticamente pronto e demos forma a esta reda\u00e7\u00e3o\u201d, complementa Saes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O livro prop\u00f5e um olhar para a produ\u00e7\u00e3o intelectual de Celso Furtado articulada ao contexto em que ela \u00e9 produzida. Neste sentido, duas publica\u00e7\u00f5es organizadas pela vi\u00fava do economista, Rosa Freire d\u2019Aguiar, foram particularmente importantes, divulgando a correspond\u00eancia intelectual e os di\u00e1rios de Furtado. As publica\u00e7\u00f5es permitiram que os autores pudessem mapear as quest\u00f5es pensadas por ele e as pessoas com quem dialogava no contexto da produ\u00e7\u00e3o de cada obra.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO pr\u00f3prio movimento das transforma\u00e7\u00f5es da economia mundial, dos impasses sobre o desenvolvimento econ\u00f4mico e social brasileiro, foi impondo a Furtado a necessidade de revis\u00f5es sempre cont\u00ednuas de suas ideias\u201d, pondera Saes. \u201cEle tem uma leitura das mais relevantes sobre o Brasil do final dos anos 50 e acaba conduzindo todo um conjunto de interpreta\u00e7\u00f5es e projetos pol\u00edticos. No ex\u00edlio ele precisa repensar estas ideias, por causa do percurso tr\u00e1gico da economia brasileira\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na D\u00e9cada de 1970, o economista paraibano escreveu O Mito do Desenvolvimento Econ\u00f4mico. \u201cEle traz novos componentes para entender as transforma\u00e7\u00f5es na economia mundial, o papel das transnacionais, a rearticula\u00e7\u00e3o de um novo jogo na geopol\u00edtica internacional. E traz tamb\u00e9m sua contribui\u00e7\u00e3o sobre as necessidades de revis\u00e3o dos projetos de desenvolvimento\u201d, aponta Saes. \u201cO livro \u00e9 uma s\u00edntese importante para mostrar como Furtado segue sendo um economista bastante interdisciplinar, que articula hist\u00f3ria, economia e projeto pol\u00edtico com an\u00e1lise te\u00f3rica\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rela\u00e7\u00e3o com os paradigmas econ\u00f4micos<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Celso Furtado graduou-se em ci\u00eancias jur\u00eddicas e sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e obteve o doutorado em economia pela Universidade de Sorbonne, em Paris. Ao longo de sua forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e profissional, conviveu com alguns paradigmas econ\u00f4micos da \u00e9poca, como a economia neocl\u00e1ssica, o keynesianismo e o estruturalismo latino-americano. Na opini\u00e3o de Alexandre Barbosa, esta capacidade de se reinventar \u00e9 uma das grandes qualidades do economista paraibano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo campo da ci\u00eancia econ\u00f4mica ele conhecia bem o ferramental da economia neocl\u00e1ssica, hegem\u00f4nico at\u00e9 hoje em boa parte das universidades. No per\u00edodo da CEPAL, ele percebe que esse paradigma n\u00e3o lhe permite ver as transforma\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o come\u00e7a a procurar apoio no keynesianismo\u201d, analisa Barbosa. \u201cMas ele oferecia rem\u00e9dio para as economias industrializadas em momento de crise. As pol\u00edticas antic\u00edclicas n\u00e3o funcionavam na Am\u00e9rica Latina, que estava tendo um processo de industrializa\u00e7\u00e3o por substitui\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es, fazendo com que o Estado tivesse um papel mais amplo at\u00e9 para criar infraestrutura, bancos de investimento e um conjunto de instrumentos para economias que antes estavam voltadas para o exterior\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAli come\u00e7am a surgir as no\u00e7\u00f5es de infla\u00e7\u00e3o estrutural, desequil\u00edbrio cr\u00f4nico na balan\u00e7a de pagamentos, a percep\u00e7\u00e3o de que havia industrializa\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o mudan\u00e7as ocupacionais na mesma medida, gerando uma heterogeneidade estrutural\u201d, prossegue Barbosa. \u201cA partir do diagn\u00f3stico da CEPAL&nbsp;e de uma influ\u00eancia de Marx, de uma vis\u00e3o muito ecl\u00e9tica dos paradigmas existentes, foi surgindo o estruturalismo latino-americano. E Celso Furtado foi um dos expoentes\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desigualdade regional<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No livro Forma\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica do Brasil, Celso Furtado apresenta a economia brasileira a partir de uma perspectiva hist\u00f3rica, algo at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito na an\u00e1lise econ\u00f4mica nacional. Ali ele descreve e aborda os problemas que o Brasil enfrentou com a industrializa\u00e7\u00e3o. Uma das quest\u00f5es trazidas pelo economista foi a desigualdade regional. O m\u00eas de mar\u00e7o de 1958 marcou o auge de uma das mais graves secas j\u00e1 ocorridas no Nordeste. O presidente Juscelino Kubitschek visitou as regi\u00f5es mais atingidas e liberou 105 milh\u00f5es de cruzeiros para medidas emergenciais. Na ocasi\u00e3o, foi criado por Celso Furtado o Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento do Nordeste, para estudar a industrializa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o com um modelo de substitui\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es. Em dezembro do ano seguinte foi criada a Superintend\u00eancia de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), vinculada diretamente \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFurtado prop\u00f4s um conjunto de reformas em n\u00edvel regional. O diagn\u00f3stico que ele tinha era de um sistema industrial integrado no centro-sul e um conjunto de economias dependentes e subordinadas \u00e0 margem\u201d, comenta Barbosa. \u201cEnt\u00e3o era preciso integrar, mas n\u00e3o s\u00f3 isso: tamb\u00e9m era necess\u00e1rio industrializar o Nordeste e criar uma agricultura de alimentos, porque havia uma agricultura de subsist\u00eancia no sert\u00e3o e no agreste e, uma de exporta\u00e7\u00e3o na zona da mata\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje uma das principais refer\u00eancias na \u00e1rea de desenvolvimento regional (e, em espec\u00edfico, no Nordeste) \u00e9 a professora Tania Bacelar. \u201cEssa discuss\u00e3o das disparidades regionais se ampliou. Temos a Tania, disc\u00edpula do Celso Furtado, mostrando como o Nordeste n\u00e3o \u00e9 mais o espa\u00e7o problema. H\u00e1 uma desigualdade entre as regi\u00f5es do Nordeste\u201d, pontua Barbosa. \u201cTamb\u00e9m h\u00e1 zonas desenvolvidas e atrasadas, entre aspas, no centro-sul, por causa da nova forma de articula\u00e7\u00e3o da economia brasileira com a economia capitalista, especialmente a partir dos anos 90, quando h\u00e1 a abertura da economia\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O \u201c\u00faltimo Furtado\u201d<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao ser exilado, Celso Furtado tornou-se docente em universidades estrangeiras, o que lhe permitiu ampliar sua vis\u00e3o sobre as transforma\u00e7\u00f5es da economia global. A partir da d\u00e9cada de 1970 ele passa a identificar a ascens\u00e3o das empresas transnacionais como um elemento central na reorganiza\u00e7\u00e3o do sistema econ\u00f4mico internacional. Em seus estudos, ele destaca o crescente poder das matrizes localizadas nos pa\u00edses centrais sobre as filiais localizadas na periferia, o que limitava a autonomia das economias nacionais e reproduzia padr\u00f5es de depend\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 neste contexto que ele formula sua cr\u00edtica ao chamado milagre econ\u00f4mico brasileiro: um per\u00edodo de crescimento r\u00e1pido, mas marcado pela concentra\u00e7\u00e3o de renda, subordina\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e incorpora\u00e7\u00e3o fr\u00e1gil da economia brasileira ao capitalismo global. Para Furtado, o fen\u00f4meno era uma ilus\u00e3o de moderniza\u00e7\u00e3o, orientada por interesses externos e desvinculada de um projeto de desenvolvimento aut\u00f4nomo e inclusivo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm seus livros da d\u00e9cada, como O Mito do Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Criatividade e Depend\u00eancia na Civiliza\u00e7\u00e3o Industrial, temos um cientista social cada vez mais interessado na rela\u00e7\u00e3o entre criatividade e acumula\u00e7\u00e3o \u2013 e criatividade n\u00e3o apenas em inova\u00e7\u00e3o e progresso t\u00e9cnico, mas em termos de f\u00f3rmulas sociais e pol\u00edticas, inclusive na cultura\u201d, argumenta Alexandre Barbosa. \u201cEle faz uma cr\u00edtica do capitalismo quando a economia mundial d\u00e1 uma guinada no sentido oposto, rumo ao neoliberalismo. Esta \u00e9 a grande contribui\u00e7\u00e3o deste \u00faltimo Furtado\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe tomarmos o livro Brasil: A Constru\u00e7\u00e3o Interrompida, ele fala da perda de governabilidade da economia dos Estados Unidos, que n\u00e3o funciona mais como sistema econ\u00f4mico nacional. Cada vez o Estado tem menos controle\u201d, aponta o professor. \u201cBoa parte dos economistas liberais est\u00e3o boquiabertos com o tarifa\u00e7o de Trump. Um olhar furtadiano mostrando a reorganiza\u00e7\u00e3o do sistema internacional a partir da ascens\u00e3o chinesa, permite avaliar o que significam tanto o tarifa\u00e7o quanto a ascens\u00e3o chinesa e ter a compreens\u00e3o da atualidade para fazer diagn\u00f3sticos e pol\u00edticas, tanto no \u00e2mbito das empresas quanto dos Estados. Este olhar econ\u00f4mico de Celso Furtado, que vai al\u00e9m da economia, continua fundamental para qualquer economista nos dias de hoje\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os entrevistados<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Alexandre de Freitas Barbosa \u00e9 graduado em Ci\u00eancias Econ\u00f4micas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com mestrado em Hist\u00f3ria Econ\u00f4mica pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e doutorado em Economia Aplicada pela Unicamp. \u00c9 professor livre-docente de Hist\u00f3ria Econ\u00f4mica e Economia Brasileira da USP. Em 2022, recebeu o primeiro lugar no Pr\u00eamio Brasil de Economia, categoria Livro, com a obra \u201cO Brasil Desenvolvimentista e a Trajet\u00f3ria de R\u00f4mulo Almeida: projeto, interpreta\u00e7\u00e3o e utopia\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Alexandre Macchione Saes \u00e9 graduado em Ci\u00eancias Sociais pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e doutor em Hist\u00f3ria Econ\u00f4mica pela Unicamp. \u00c9 professor de Hist\u00f3ria Econ\u00f4mica e Forma\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica do Brasil e do programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria Econ\u00f4mica da USP.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alexandre de Freitas Barbosa e Alexandre Macchione Saes, autores do livro publicado pela Aut\u00eantica Editora, falam sobre a obra lan\u00e7ada recentemente e a trajet\u00f3ria do economista paraibano&nbsp; Est\u00e1 no ar mais um epis\u00f3dio do podcast Economistas e o tema de<\/p>\n<p><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25602\">Leia Mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":25252,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-25602","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-podcast"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25602"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=25602"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25602\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25607,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25602\/revisions\/25607"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/25252"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=25602"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=25602"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=25602"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}