{"id":25462,"date":"2025-05-15T10:12:37","date_gmt":"2025-05-15T13:12:37","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25462"},"modified":"2025-05-15T10:12:38","modified_gmt":"2025-05-15T13:12:38","slug":"desenvolvimento-brasileiro-e-a-desglobalizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25462","title":{"rendered":"Desenvolvimento brasileiro e a (des)globaliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Artigo de opini\u00e3o do conselheiro federal Econ. Antonio Corr\u00eaa de Lacerda*, publicado originalmente no Jornal dos Economistas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A financeiriza\u00e7\u00e3o que se intensificou, p\u00f3s anos 1990 e as sucessivas crises t\u00eam evidenciado o papel do Estado e das pol\u00edticas p\u00fablicas, especialmente para os pa\u00edses em desenvolvimento. O cen\u00e1rio p\u00f3s pandemia Covid 19 e os desdobramentos da Guerra Russi-Ucrania, assim como os impactos da crise clim\u00e1tica, t\u00eam provocado um reposicionamento dos pa\u00edses frente \u00e0s cadeias internacionais de suprimentos e a relocaliza\u00e7\u00e3o de projetos de investimentos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mais recentemente as pol\u00edticas protecionistas implementadas pelo governo Trump nos EUA implicam mudan\u00e7as de posicionamento dos pa\u00edses. Da\u00ed a import\u00e2ncia n\u00e3o apenas do fortalecimento da quest\u00e3o regulat\u00f3ria, que vem evoluindo internacionalmente, mas tamb\u00e9m das medidas dom\u00e9sticas de cria\u00e7\u00e3o de alternativas. As transforma\u00e7\u00f5es em curso t\u00eam provocado uma (des)globaliza\u00e7\u00e3o em curso, em contraponto ao paradigma da globaliza\u00e7\u00e3o neoliberal vigente desde o final dos S\u00e9culo XX.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos fatos&nbsp; marcantes da nova fase das pol\u00edticas p\u00fablicas brasileiras, no Governo Lula III, \u00e9 o lan\u00e7amento e implementa\u00e7\u00e3o de&nbsp; programas como o Plano Nova Industria Brasil (NIB) e o Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (NovoPAC). Lan\u00e7ado oficialmente no in\u00edcio de 2024 e a implementa\u00e7\u00e3o em curso, a nova pol\u00edtica industrial, o Plano Nova Ind\u00fastria Brasil (NIB), coloca de volta \u00e0 agenda a necessidade de revers\u00e3o da desindustrializa\u00e7\u00e3o em curso e as bases para a neoindustrializa\u00e7\u00e3o. Consequentemente abre a perspectiva das estrat\u00e9gias para recolocar o Pa\u00eds no jogo da reorganiza\u00e7\u00e3o global das cadeias internacionais de suprimentos. Trata-se de importante iniciativa para promover a transforma\u00e7\u00e3o para uma economia sustent\u00e1vel ambiental e socialmente, inclusiva, digital e inovadora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns aspectos do NIB devem ser ressaltados. O primeiro \u00e9 a sua abordagem inovadora e constru\u00e7\u00e3o, baseada em miss\u00f5es. O Conselho de Desenvolvimento Industrial (CNDI), reativado em 2023, re\u00fane cerca de vinte minist\u00e9rios e o equivalente de entidades representativas da ind\u00fastria e dos trabalhadores. Nele foram definidas seis miss\u00f5es norteadoras das pol\u00edticas ora divulgadas, todas elas em linha com o Novo PAC (Plano de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento) e do Plano de Transforma\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica (PTE), que s\u00e3o importantes projetos estruturantes e interligados entre si.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A NIB reflete as discuss\u00f5es realizadas desde o in\u00edcio da elabora\u00e7\u00e3o, se tratando, portanto, n\u00e3o de um plano fechado, de gabinete, mas incorporando o resultado das vis\u00f5es dos agentes envolvidos, Governo, iniciativa privada entidades representativas da sociedade e academia, o que lhe d\u00e1 legitimidade e comprometimento, quanto aos objetivos, metas e a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nesse contexto que o Minist\u00e9rio da Industria e Com\u00e9rcio Exterior (MDIC) recriou o Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), basicamente formado pelos principais minist\u00e9rios envolvidos na tem\u00e1tica e tamb\u00e9m entidades representativas dos empres\u00e1rios. No \u00e2mbito das modernas pol\u00edticas industriais em pr\u00e1tica mundo afora, foram definidas as miss\u00f5es que nortear\u00e3o as pol\u00edticas a serem implementadas. Seis miss\u00f5es relevantes foram apresentadas:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Cadeias agroindustriais sustent\u00e1veis e digitais para a seguran\u00e7a alimentar, nutricional e energ\u00e9tica;&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Complexo econ\u00f4mico industrial da sa\u00fade resiliente para reduzir as vulnerabilidades do SUS e ampliar o acesso a sa\u00fade no pa\u00eds;&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade sustent\u00e1veis para a integra\u00e7\u00e3o produtiva e o bem-estar nas cidades;&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Transforma\u00e7\u00e3o digital da ind\u00fastria para ampliar a produtividade;&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Bioeconomia, descarboniza\u00e7\u00e3o, e transi\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a energ\u00e9ticas para garantir os recursos para as futuras gera\u00e7\u00f5es;&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Tecnologias de interesse para a soberania e a defesa nacionais.&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>(CNDI, 2024)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como j\u00e1 destacado, o cen\u00e1rio global p\u00f3s-Covid-19, dos efeitos da crise clim\u00e1tica e as guerras R\u00fassia-Ucr\u00e2nia e Israel-Hamas representa uma revis\u00e3o dos preceitos da globaliza\u00e7\u00e3o p\u00f3s anos 1990 e at\u00e9\u2019 ent\u00e3o em curso. Ap\u00f3s a vig\u00eancia da vis\u00e3o liberal focada na redu\u00e7\u00e3o de custos via internacionaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, est\u00e1 em curso, no final da segunda d\u00e9cada e in\u00edcio da terceira do s\u00e9culo XXI, um novo conceito de localiza\u00e7\u00e3o das plantas produtivas, levando em conta os aspectos log\u00edsticos e de seguran\u00e7a de fornecimento. Fatores como a revis\u00e3o da localiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e da proximidade dos fornecedores (<em>reshoring<\/em> e <em>nearshoring<\/em>) e as quest\u00f5es geopol\u00edticas (<em>friendshoring<\/em>), visam a minimizar os riscos de descontinuidade do processo produtivo, como o ocorrido recentemente com os insumos f\u00e1rmaco-quimicos (IFAs) e Equipamentos de Prote\u00e7\u00e3o Individual (EPIs), na Covid-19 e, mais recentemente, com os semicondutores (<em>chips<\/em>), por exemplo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O novo paradigma da divis\u00e3o internacional do trabalho, que alguns definem como de desglobaliza\u00e7\u00e3o ou reglobaliza\u00e7\u00e3o substitui a vis\u00e3o liberal da vis\u00e3o do suprimento pelo menor custo, pela seguran\u00e7a de fornecimento. \u00c9 nesse sentido que est\u00e1 em curso uma altera\u00e7\u00e3o significativa da localiza\u00e7\u00e3o das cadeias internacionais de suprimentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No quadro dom\u00e9stico, a crise no setor industrial \u00e9 estrutural e persiste h\u00e1 anos. V\u00e1rios fatores estruturais t\u00eam impactado negativamente a ind\u00fastria brasileira, que vive os efeitos da desindustrializa\u00e7\u00e3o precoce. Cr\u00e9dito caro e escasso, pol\u00edtica cambial inst\u00e1vel por longo per\u00edodo e o desequil\u00edbrio dos fatores de competitividade sist\u00eamica, o \u201ccusto Brasil\u201d, se encarregaram de agravar o aprofundamento da crise. Condi\u00e7\u00f5es macroecon\u00f4micas desfavor\u00e1veis e pol\u00edticas industriais ausentes ou pouco efetivas tampouco contribu\u00edram para reverter a situa\u00e7\u00e3o adversa. Os industriais brasileiros, aqueles que n\u00e3o atuaram em setores diretamente ligados a <em>commodities<\/em>, ou de setores oligopolizados, foram \u201cempurrados\u201d, por sobreviv\u00eancia, ou senso de oportunidade, para a importa\u00e7\u00e3o e o rentismo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como consequ\u00eancia houve ao longo dos tr\u00eas \u00faltimos dec\u00eanios o avan\u00e7o das importa\u00e7\u00f5es, especialmente advindas da China, substituindo a produ\u00e7\u00e3o local. As exporta\u00e7\u00f5es de industrializados perderam espa\u00e7o, ou estagnaram e um mercado internacional hipercompetitivo. A balan\u00e7a comercial brasileira seguiu apresentando resultado superavit\u00e1rio, fortemente&nbsp; influenciado pelo excelente desempenho exportador&nbsp; dos complexos agro, mineral, petrol\u00edfero e de carnes. Mas a quest\u00e3o fundamental que se apresenta n\u00e3o se trata de deixar de produzir e exportar os produtos mencionados, mas incrementar os de maior complexidade e valor agregado.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse quesito, o Brasil, dada a sua potencialidade, \u00e9 um dos poucos pa\u00edses do mundo que potencialmente pode manter e ampliar sua pauta de produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o nos setores em que j\u00e1 mantem posi\u00e7\u00e3o de destaque no mercado internacional, sem, no entanto, fazer isso em detrimento da ind\u00fastria e servi\u00e7os sofisticados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A desindustrializa\u00e7\u00e3o precoce da economia brasileira vivenciada nas \u00faltimas d\u00e9cadas representa um claro fator limitador do desenvolvimento. Ao contr\u00e1rio de pa\u00edses ricos, o Brasil perdeu participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o no Produto Interno Bruto (PIB), sem que ela tivesse contribu\u00eddo para a amplia\u00e7\u00e3o da renda per capita do Pa\u00eds. Portanto, reindustrializar a economia brasileira se torna imprescind\u00edvel para a retomada do desenvolvimento.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 vi\u00e1vel reverter a desindustrializa\u00e7\u00e3o em curso no Brasil e promover uma reindustrializa\u00e7\u00e3o. No entanto, isso n\u00e3o significa que se trata de tarefa f\u00e1cil, tampouco ser\u00e1 algo que ocorrer\u00e1 automaticamente, ou de forma natural. Trata-se de um processo induzido, mediante a cria\u00e7\u00e3o de um ambiente macroecon\u00f4mico mais favor\u00e1vel \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, a ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de competitividade (ou seja, pol\u00edticas industrial, comercial e de inova\u00e7\u00e3o), al\u00e9m do fomento \u00e0 inova\u00e7\u00e3o e cultura empresarial, incluindo a intera\u00e7\u00e3o e interc\u00e2mbio universidade-institutos de pesquisa e empresas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vale destacar que as tr\u00eas esferas citadas: macro, meso e micro s\u00e3o complementares e interdependentes entre si. A falsa ideia da \u201ccompensa\u00e7\u00e3o\u201d, no sentido de uma esfera vir a cobrir defici\u00eancias das demais, n\u00e3o funciona. Mesmo porque, \u00e9 imposs\u00edvel balancear a competitividade, ainda mais em uma economia global hipercompetitiva, com base em apenas em uma das vertentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O financiamento \u00e9 fundamental para impulsionar os investimentos de forma a sustentar o crescimento econ\u00f4mico de longo prazo. \u00c9 neste ponto salutar observar que mercado privado e fundos p\u00fablicos tem apresentado expans\u00e3o de forma complementar. Os bancos p\u00fablicos, especialmente o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) tem cumprido importante papel neste sentido, tanto no financiamento e participa\u00e7\u00e3o na forma de <em>Private Equity<\/em>, quanto na estrutura\u00e7\u00e3o de Parcerias P\u00fablico Privadas (PPPs) e concess\u00f5es p\u00fablicas ao setor privado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No mercado financeiro privado as empresas captaram R$ 541 bi entre janeiro e setembro de 2024, maior volume da s\u00e9rie iniciada em 2012 e 15,9% superior ao per\u00edodo hom\u00f3logo de 2023. As emiss\u00f5es de debentures chegaram a R$ 325,6 bilh\u00f5es, especialmente em infraestrutura e gest\u00e3o ordin\u00e1ria. A distribui\u00e7\u00e3o por setores aponta para energia el\u00e9trica com 23,5%, transporte e log\u00edstica, 16,5% e saneamento, 8,6%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa expans\u00e3o ocorreu concomitantemente ao retorno do BNDES como fomentador da infraestrutura, ind\u00fastria e servi\u00e7os, retomando sua fun\u00e7\u00e3o prec\u00edpua de banco de desenvolvimento.&nbsp; Mais uma evid\u00eancia de que o financiamento p\u00fablico n\u00e3o compete, pelo contr\u00e1rio, incentiva o desenvolvimento do mercado de capitais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024 as aprova\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito do BNDES atingiram R$ 212,6 bilh\u00f5es, o que representou um incremento de 22% comparativamente a 2023 e de 61% a 2022.<em> <\/em>A inadimpl\u00eancia \u00e9 pr\u00f3xima de zero, dados os r\u00edgidos padr\u00f5es de exig\u00eancias de garantias seguidos nas opera\u00e7\u00f5es.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A combina\u00e7\u00e3o entre financiamento p\u00fablico e mercado privado tem sido e continuar\u00e1 sendo fundamental para os aportes em infraestrutura, ind\u00fastria, com\u00e9rcio e servi\u00e7os e no fomento \u00e0 transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, demandas das crises clim\u00e1ticas, digitaliza\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o social, assim como para o desenvolvimento brasileiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><em>*Economista, professor-doutor do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Economia Pol\u00edtica da PUCSP, ex-presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon). \u00c9 assessor da presid\u00eancia e membro da Comiss\u00e3o de Estudos Estrat\u00e9gicos do BNDES. O artigo n\u00e3o reflete, necessariamente, a vis\u00e3o das entidades a que o autor est\u00e1 vinculado.<br><\/em><br><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo de opini\u00e3o do conselheiro federal Econ. Antonio Corr\u00eaa de Lacerda*, publicado originalmente no Jornal dos Economistas A financeiriza\u00e7\u00e3o que se intensificou, p\u00f3s anos 1990 e as sucessivas crises t\u00eam evidenciado o papel do Estado e das pol\u00edticas p\u00fablicas, especialmente<\/p>\n<p><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25462\">Leia Mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":25463,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-25462","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25462"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=25462"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25462\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25474,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25462\/revisions\/25474"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/25463"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=25462"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=25462"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=25462"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}