{"id":25445,"date":"2025-05-09T16:19:08","date_gmt":"2025-05-09T19:19:08","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25445"},"modified":"2025-05-16T16:46:12","modified_gmt":"2025-05-16T19:46:12","slug":"podcast-economistas-credito-do-trabalhador-o-novo-consignado-dos-celetistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25445","title":{"rendered":"Podcast Economistas: Cr\u00e9dito do Trabalhador, o novo consignado dos celetistas"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Roberto Piscitelli analisa o impacto, as oportunidades e desafios do programa que, em seus primeiros 13 dias de vig\u00eancia, movimentou R$ 3,1 bilh\u00f5es em empr\u00e9stimos<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 no ar mais uma edi\u00e7\u00e3o do podcast Economistas e o tema desta semana \u00e9 o Cr\u00e9dito do Trabalhador, programa criado para ampliar o cr\u00e9dito consignado aos profissionais celetistas. At\u00e9 o dia 30 de abril a modalidade havia movimentado R$ 8,9 bilh\u00f5es em empr\u00e9stimos para 1,6 milh\u00e3o de trabalhadores, e quem falou a respeito foi o economista Roberto Piscitelli, integrante da Comiss\u00e3o de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do Cofecon. O podcast pode ser acessado na sua plataforma favorita ou no player abaixo.<\/p>\n\n\n\n<iframe style=\"border-radius:12px\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/7tnVMfSVfn0Qax3t4T8hV0?utm_source=generator\" width=\"100%\" height=\"204\" frameBorder=\"0\" allowfullscreen=\"\" allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\"><\/iframe>\n\n\n\n<p>Segundo dados da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban), o cr\u00e9dito consignado para trabalhadores do setor privado totalizava R$ 40,4 bilh\u00f5es de reais antes do programa. O governo espera que, nos tr\u00eas primeiros meses, sejam contratados R$ 100 bilh\u00f5es em novas opera\u00e7\u00f5es \u2013 um n\u00famero que Piscitelli considera realista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 prov\u00e1vel que o governo tenha acertado em cheio na previs\u00e3o. A possibilidade de que exista cr\u00e9dito consignado mais f\u00e1cil e barato para os trabalhadores do setor privado, antes restrita ao pessoal do servi\u00e7o p\u00fablico, aposentados e pensionistas, \u00e9 um nicho at\u00e9 agora inexplorado\u201d, aponta o economista. \u201cAtende a uma demanda potencial e se constitui numa forma democr\u00e1tica de inserir milh\u00f5es de pessoas no mercado de consumo e aliviar a situa\u00e7\u00e3o de endividamento em que muitas fam\u00edlias mergulharam nesses tempos de escassez de cr\u00e9dito e de juros banc\u00e1rios exorbitantes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O principal impacto desta modalidade na economia \u00e9 que os trabalhadores celetistas poder\u00e3o encontrar cr\u00e9dito a uma taxa de juros. Desta forma, eles podem trocar d\u00edvidas que possuem juros mais altos por outras na modalidade de cr\u00e9dito consignado e com juros mais baixos. Mas, como em toda opera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, \u00e9 preciso tomar algumas precau\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm qualquer opera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, o tomador deve levar em conta alguns cuidados especiais aplic\u00e1veis \u00e0s diversas situa\u00e7\u00f5es que envolvem comprometimento de sua renda dispon\u00edvel\u201d, observa Piscitelli. \u201cDeve buscar as taxas de juros mais favor\u00e1veis, os prazos de pagamento mais compat\u00edveis com as condi\u00e7\u00f5es e perspectivas de seu emprego, harmonizar seu empr\u00e9stimo com as demais obriga\u00e7\u00f5es remanescentes e, sobretudo, o menor comprometimento poss\u00edvel de sua renda em fun\u00e7\u00e3o de suas restri\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias e da manuten\u00e7\u00e3o da melhor qualidade de vida pessoal e familiar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O cr\u00e9dito consignado \u00e9 uma modalidade que alcan\u00e7ou volumes expressivos entre outros p\u00fablicos. Para aposentados e pensionistas do INSS a modalidade disp\u00f5e, inclusive, de um limite m\u00e1ximo para os juros, que atualmente \u00e9 de 1,85% ao m\u00eas; ao final de 2024, o volume total de cr\u00e9dito contratado era de 270 bilh\u00f5es de reais. J\u00e1 para os servidores p\u00fablicos, o volume era ainda maior: 365 bilh\u00f5es de reais. Mas ser\u00e1 que as condi\u00e7\u00f5es oferecidas no programa Cr\u00e9dito do Trabalhador ser\u00e3o igualmente vantajosas?<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm tese, as condi\u00e7\u00f5es mais vantajosas do empr\u00e9stimo consignado em rela\u00e7\u00e3o a outras modalidades de cr\u00e9dito s\u00e3o compar\u00e1veis\u201d, comenta Piscitelli. \u201cNo grupo dos celetistas h\u00e1 uma maior instabilidade resultante das rela\u00e7\u00f5es de v\u00ednculo e de n\u00edveis de remunera\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 ineg\u00e1vel que com certas garantias, como as representadas pelo FGTS, viabilizou-se uma similaridade do ponto de vista do acesso e dos encargos referentes \u00e0s diversas categorias de benefici\u00e1rios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E para que o uso do cr\u00e9dito seja de fato uma solu\u00e7\u00e3o na vida das pessoas e n\u00e3o uma fonte de novas dores de cabe\u00e7a, a educa\u00e7\u00e3o financeira \u00e9 fundamental. Neste sentido, o Brasil ainda precisa avan\u00e7ar muito, na opini\u00e3o do economista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA necessidade de educa\u00e7\u00e3o financeira se estende a todas as categorias de mutu\u00e1rios, independentemente da estabilidade e das remunera\u00e7\u00f5es. A popula\u00e7\u00e3o brasileira, de modo geral, ainda \u00e9 carente de orienta\u00e7\u00e3o a respeito e apresenta um comportamento d\u00fabio e inconsistente\u201d, pontua Piscitelli. \u201cMas uma certa dose de inconsequ\u00eancia \u00e9 partilhada tanto por devedores como por credores. E as institui\u00e7\u00f5es financeiras poderiam contribuir para uma melhoria nas informa\u00e7\u00f5es e nos m\u00e9todos de relacionamento das partes envolvidas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roberto Piscitelli analisa o impacto, as oportunidades e desafios do programa que, em seus primeiros 13 dias de vig\u00eancia, movimentou R$ 3,1 bilh\u00f5es em empr\u00e9stimos Est\u00e1 no ar mais uma edi\u00e7\u00e3o do podcast Economistas e o tema desta semana \u00e9<\/p>\n<p><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25445\">Leia Mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":25252,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,12],"tags":[],"class_list":["post-25445","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-podcast"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25445"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=25445"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25445\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25447,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25445\/revisions\/25447"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/25252"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=25445"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=25445"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=25445"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}