{"id":25290,"date":"2025-04-11T17:34:32","date_gmt":"2025-04-11T20:34:32","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25290"},"modified":"2025-04-11T17:34:33","modified_gmt":"2025-04-11T20:34:33","slug":"podcast-economistas-impactos-da-guerra-comercial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25290","title":{"rendered":"Podcast Economistas: impactos da guerra comercial"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Carla Beni e Elias Jabbour discutem como o mundo \u2013 e tamb\u00e9m o Brasil \u2013 \u00e9 afetado pelas tarifas anunciadas (e suspensas) por Donald Trump e a resposta da China<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 no ar mais um epis\u00f3dio do podcast economistas e o tema \u00e9 a guerra comercial que agitou o mundo nesta semana! O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas sobre a importa\u00e7\u00e3o de produtos de quase todos os pa\u00edses e depois voltou atr\u00e1s, suspendendo a taxa\u00e7\u00e3o por 90 dias, depois de ter causado uma grande oscila\u00e7\u00e3o nas bolsas de valores e no pre\u00e7o do d\u00f3lar. O epis\u00f3dio pode ser escutado na sua plataforma favorita ou no player abaixo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/economistas-cofecon\/embed\/episodes\/145---Impactos-da-guerra-comercial-e31e5v1\/a-abso7s5\" height=\"204px\" width=\"800px\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n\n\n\n<p>Neste epis\u00f3dio conversamos com Carla Beni e Elias Jabbour. Carla \u00e9 economista graduada pela Funda\u00e7\u00e3o Armando \u00c1lvares Penteado (FAAP), com mestrado em hist\u00f3ria econ\u00f4mica pela Unicamp, professora da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas e conselheira do Corecon-SP. Elias \u00e9 mestre e doutor em geografia humana pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e professor associado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), tendo atuado como assessor econ\u00f4mico da presid\u00eancia da C\u00e2mara dos Deputados e consultor s\u00eanior da presid\u00eancia do Novo Banco de Desenvolvimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma s\u00e9rie de tarifas de importa\u00e7\u00e3o para produtos de praticamente todos os pa\u00edses, buscando proteger a ind\u00fastria norte-americana e reduzir o d\u00e9ficit comercial do pa\u00eds. Uma tarifa geral de 10% come\u00e7ou a vigorar no dia 05 de abril, seguida de tarifas adicionais que come\u00e7ariam no dia 09 e variavam de 10% at\u00e9 34%, dependendo do pa\u00eds, sendo que as mais altas eram para a China.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O an\u00fancio gerou muita repercuss\u00e3o. V\u00e1rios pa\u00edses pediram para negociar com os estados unidos, enquanto outros anunciaram retalia\u00e7\u00f5es. A presidente da Comiss\u00e3o Europeia, Ursula von der Leyen, sinalizou com tarifas na casa dos 25% entrando em vigor na pr\u00f3xima semana. J\u00e1 a China, ainda na semana passada, respondeu com tarifas de 34% sobre produtos dos estados unidos e restri\u00e7\u00f5es para a exporta\u00e7\u00e3o de terras raras. Isso fez com que os estados unidos anunciassem 50 pontos percentuais adicionais nas tarifas aplicadas, levando para 84% &#8211; e a china informou outro aumento na mesma medida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em um an\u00fancio mais recente, e depois de um p\u00e2nico nos mercados durante a semana, o presidente dos estados unidos, Donald Trump, informou que as tarifas seriam suspensas por 90 dias para aqueles pa\u00edses que n\u00e3o retaliaram e se propuseram a negociar \u2013 mas elevou as praticadas contra a China, primeiro para 104%, depois para 125% &#8211; algo que, no dia 11 de abril, o pa\u00eds asi\u00e1tico prometeu igualar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o de tarifas de importa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 algo novo. Em 1930, nos Estados Unidos, a lei Smoot-Hawley aumentou as tarifas de importa\u00e7\u00e3o de aproximadamente 900 produtos em uma m\u00e9dia de 40% a 60% no esfor\u00e7o de proteger agricultores e empresas americanas. A grande novidade, neste caso, \u00e9 a forma agressiva como este processo vem sendo feito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o me lembro de precedentes hist\u00f3ricos neste n\u00edvel de arbitrariedade e de agressividade diplom\u00e1tica como o governo americano est\u00e1 fazendo agora\u201d, comenta a economista Carla Beni. \u201cNo governo Biden foram elevadas as tarifas espec\u00edficas para a China, inclusive aquelas sobre carros el\u00e9tricos passaram de 25% para 100% imediatamente, e n\u00e3o tivemos todo esse alvoro\u00e7o nem toda essa instabilidade\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quebra de confian\u00e7a<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela argumenta que, al\u00e9m de a aplica\u00e7\u00e3o de tarifas de importa\u00e7\u00e3o ser uma ferramenta anacr\u00f4nica para a solu\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es fiscais, o comportamento imprevis\u00edvel do governo norte-americano e do seu presidente quebra a confian\u00e7a dos demais pa\u00edses nos Estados Unidos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu coloco o risco na quest\u00e3o mais ampla do que o percentual. O que estamos observando \u00e9 a quebra da confian\u00e7a e da credibilidade que o governo americano passa para o mundo todo. As oscila\u00e7\u00f5es onde an\u00fancios s\u00e3o desmontados dois ou tr\u00eas dias depois, \u00e9 aqui que est\u00e1 o problema\u201d, pontua Carla Beni. \u201cPensar em tarifas de importa\u00e7\u00e3o como estrat\u00e9gia para resolver quest\u00f5es fiscais ou internas do pr\u00f3prio governo americano \u00e9 uma estrat\u00e9gia falha, antiga, do final do S\u00e9culo XIX ou come\u00e7o do S\u00e9culo XX\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o da quebra de confian\u00e7a apontada pela economista \u00e9 importante, especialmente num momento em que o mundo passa por uma reconfigura\u00e7\u00e3o das cadeias globais de suprimentos. Se durante o per\u00edodo da globaliza\u00e7\u00e3o essas cadeias de fornecimento foram arranjadas em busca do menor pre\u00e7o, em tempos mais recentes a pandemia e os conflitos geopol\u00edticos mostraram a import\u00e2ncia de garantir a seguran\u00e7a do fornecimento dos insumos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs pr\u00f3prias cadeias globais de suprimentos, elas v\u00eam se reposicionar n\u00e3o s\u00f3 pelas tarifas, mas porque o governo americano tem quebrado a confian\u00e7a, inclusive com aliados, e essa instabilidade provoca um olhar que \u00e9 mais ou menos o seguinte: e se os Estados Unidos resolverem mudar de opini\u00e3o amanh\u00e3, como a gente fica?\u201d, explicou a economista. \u201cAs cadeias de suprimentos globais s\u00e3o um reflexo de toda uma constru\u00e7\u00e3o feita desde a d\u00e9cada de 1980, com as pr\u00f3prias regras inclusive definidas pelos Estados Unidos, com as suas pol\u00edticas externas, um d\u00f3lar forte, o tabuleiro de xadrez foi constru\u00eddo pelos Estados Unidos depois do p\u00f3s-guerra, na reuni\u00e3o de Bretton Woods e tudo isso. O que o governo espec\u00edfico do Trump est\u00e1 fazendo agora \u00e9 chutar o tabuleiro, as pe\u00e7as est\u00e3o todas voando e os pa\u00edses v\u00e3o ter que repensar as cadeias, mas mais importante que isso, ele est\u00e1 dando a chance para que grupos se fortale\u00e7am, para que blocos de pa\u00edses se fortale\u00e7am\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resposta chinesa<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os an\u00fancios do governo norte-americano de eleva\u00e7\u00e3o de tarifas t\u00eam sido respondidos pela China com um aumento semelhante. No entanto, a cada an\u00fancio de um novo aumento, o governo chin\u00eas emite um comunicado refor\u00e7ando a busca pelo di\u00e1logo. Ao elevar suas tarifas aos produtos americanos para 84%, o comunicado emitido por Pequim dizia que \u201ca China insta os Estados Unidos a corrigirem imediatamente suas pr\u00e1ticas equivocadas, a cancelarem todas as medidas tarif\u00e1rias unilaterais contra a china e a resolverem adequadamente as diferen\u00e7as por meio do di\u00e1logo igualit\u00e1rio, baseado no respeito m\u00fatuo\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mais recentemente, quando a China anunciou o aumento das tarifas para 125%, o Minist\u00e9rio do Com\u00e9rcio emitiu um comunicado dizendo que \u201ca imposi\u00e7\u00e3o repetida de tarifas anormalmente altas pelos Estados Unidos se tornou um jogo de n\u00fameros e n\u00e3o tem significado econ\u00f4mico pr\u00e1tico\u201d, e pediu que os americanos \u201cdeem um grande passo \u00e0 frente na elimina\u00e7\u00e3o das chamadas tarifas rec\u00edprocas e corrijam completamente suas pr\u00e1ticas il\u00edcitas\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs respostas da China t\u00eam sido muito assertivas. Ela iniciou o processo dando respostas mais estrat\u00e9gicas, esperando uma semana para anunciar uma taxa\u00e7\u00e3o sobre um produto X, uma taxa\u00e7\u00e3o sobre um produto Y, restri\u00e7\u00f5es \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es de terras raras, algo muito importante para a ind\u00fastria americana, principalmente a ind\u00fastria de tecnologia\u201d, observou o professor Elias Jabbour. \u201cNa medida em que os americanos escalaram, e isso \u00e9 quase que uma declara\u00e7\u00e3o de guerra, a China tamb\u00e9m agiu da mesma forma. \u00c9 a rea\u00e7\u00e3o normal de um pa\u00eds sob cerco, sob amea\u00e7a. O projeto nacional chin\u00eas passa por um grande teste neste momento, o que demanda uma resposta mais assertiva\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA China tem uma postura bem caracter\u00edstica de um pa\u00eds com cinco mil anos de hist\u00f3ria. Tem dado respostas soberanas, frias, calculistas, equilibradas e dentro de uma estrutura diplom\u00e1tica muito importante\u201d, analisa Carla Beni. \u201cN\u00e3o \u00e9 mais a China de 20 anos atr\u00e1s, nem a China do primeiro mandato do governo Trump. \u00c9 um pa\u00eds com capacidade tecnol\u00f3gica, que est\u00e1 realmente levando os Estados Unidos \u00e0 beira do desespero, com uma postura muito mais resiliente e tem condi\u00e7\u00f5es de enfrentar essa batalha tarif\u00e1ria. Mesmo sabendo que todos os pa\u00edses v\u00e3o perder, o ferramental da China est\u00e1 indicando que ela tem uma chance de perder menos que os Estados Unidos\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Perguntamos a Elias Jabbour se o pa\u00eds asi\u00e1tico est\u00e1 buscando apenas revidar as tarifas dos Estados Unidos ou se tamb\u00e9m aproveita este embate para afirmar uma postura de lideran\u00e7a econ\u00f4mica global. \u201cTenho d\u00favida, mas acredito que o exemplo da China demonstra de forma clara que n\u00e3o existe um \u00fanico caminho para o desenvolvimento. As pessoas interessadas em entender o que est\u00e1 acontecendo t\u00eam que observar como os chineses se prepararam para este embate, principalmente nos \u00faltimos sete anos. Nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas eles focaram no desenvolvimento econ\u00f4mico, em subir cada degrau das cadeias de valor at\u00e9 chegar ao ponto em que podem se impor diante deste tipo de amea\u00e7a\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEvidentemente que a China vai ampliar sua presen\u00e7a no com\u00e9rcio mundial com ou sem as tarifas, porque ela est\u00e1 se tornando cada vez mais o grande polo de produ\u00e7\u00e3o de bens de troca e bens de uso\u201d, prossegue o professor. \u201cA tend\u00eancia \u00e9 estender sua presen\u00e7a no mercado mundial n\u00e3o somente como exportadora, mas principalmente como importadora, porque muitos pa\u00edses v\u00e3o ver o mercado chin\u00eas como uma grande possibilidade de realiza\u00e7\u00e3o. Qualquer policy maker de um pa\u00eds que est\u00e1 sendo afetado pelas tarifas vai olhar para a China com simpatia evidente\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rela\u00e7\u00e3o da China com o ocidente<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A partir deste epis\u00f3dio, como ficam as rela\u00e7\u00f5es entre o pa\u00eds asi\u00e1tico e o ocidente? A China \u00e9 vista com desconfian\u00e7a por v\u00e1rios pa\u00edses \u2013 no entanto, o gesto de Donald Trump de anunciar tarifas e suspend\u00ea-las quebra justamente a confian\u00e7a que muitos pa\u00edses colocam nos Estados Unidos. Outra quest\u00e3o delicada \u00e9 a de Taiwan, que produz cerca de 90% dos semicondutores mais avan\u00e7ados do mundo, o que \u00e9 muito importante para a ind\u00fastria de chips. A cada vez que o ex\u00e9rcito chin\u00eas realiza exerc\u00edcios militares em local pr\u00f3ximo \u00e0 ilha, o temor de um novo conflito geopol\u00edtico aparece no horizonte. A resposta \u00e0s tarifas pode indicar um endurecimento mais permanente nas rela\u00e7\u00f5es com o ocidente?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom os Estados Unidos, sim. N\u00e3o com o ocidente de forma geral. A Europa passa a olhar a China com outros olhos a partir da amea\u00e7a norte-americana o projeto europeu. Ursula von der Leyen j\u00e1 mudou o tom em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 China, que sempre foi agressivo e agora est\u00e1 mais amistoso\u201d, analisa Jabbour. \u201cEm rela\u00e7\u00e3o a Taiwan, que tamb\u00e9m \u00e9 v\u00edtima das tarifas de Trump, refor\u00e7a a ideia de que a ilha deve manter o status quo, que n\u00e3o deve brigar pelo reconhecimento da independ\u00eancia\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Impactos no Brasil<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No an\u00fancio de Trump, o Brasil ficou entre o grupo de pa\u00edses que receberam a menor taxa: 10%. Muito embora a tarifa esteja suspensa por 90 dias, pode-se esperar alguns efeitos sobre a economia brasileira. \u201cO Brasil est\u00e1 na periferia do capitalismo, tem uma depend\u00eancia do d\u00f3lar muito grande. \u00c9 importante observar as oscila\u00e7\u00f5es que tivemos: o c\u00e2mbio saiu de R$ 5,60 para acima de R$ 6,00 e retorna a R$ 5,80\u201d, aponta Carla Beni. \u201cSe for estabelecido um patamar novo, mais elevado, vai impactar no repasse dos pre\u00e7os dos produtos importados, uma press\u00e3o inflacion\u00e1ria, num pa\u00eds que j\u00e1 tem uma taxa de juros extremamente elevada, fora do prop\u00f3sito, que \u00e9 de 14,25%\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 uma instabilidade muito grande, \u00e9 dif\u00edcil de prever. Podemos ampliar mercados no com\u00e9rcio internacional, mas \u00e9 importante manter uma certa serenidade at\u00e9 nas pr\u00f3prias an\u00e1lises para n\u00e3o incorrer em grandes erros\u201d, prossegue a economista. \u201cO que mais preocupa \u00e9 a falta de confian\u00e7a e credibilidade, as empresas postergando as finan\u00e7as, porque o investimento de hoje \u00e9 o emprego de amanh\u00e3. Se as empresas brasileiras come\u00e7arem a suspender seus or\u00e7amentos, seus planejamentos, isso ser\u00e1 um cen\u00e1rio pior para n\u00f3s do que as discuss\u00f5es tarif\u00e1rias de exporta\u00e7\u00e3o ou importa\u00e7\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carla Beni e Elias Jabbour discutem como o mundo \u2013 e tamb\u00e9m o Brasil \u2013 \u00e9 afetado pelas tarifas anunciadas (e suspensas) por Donald Trump e a resposta da China Est\u00e1 no ar mais um epis\u00f3dio do podcast economistas e<\/p>\n<p><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25290\">Leia Mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":25252,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,12],"tags":[],"class_list":["post-25290","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-podcast"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25290"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=25290"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25290\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25292,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25290\/revisions\/25292"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/25252"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=25290"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=25290"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=25290"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}