{"id":25185,"date":"2025-03-21T17:50:49","date_gmt":"2025-03-21T20:50:49","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25185"},"modified":"2025-03-21T17:51:38","modified_gmt":"2025-03-21T20:51:38","slug":"podcast-economistas-protagonismo-feminino-nas-financas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25185","title":{"rendered":"Podcast Economistas: Protagonismo feminino nas finan\u00e7as\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Em mais uma edi\u00e7\u00e3o voltada ao protagonismo feminino, economistas abordam finan\u00e7as pessoais, educa\u00e7\u00e3o financeira e empreendedorismo para mulheres&nbsp;<\/em>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 no ar mais um epis\u00f3dio do podcast Economistas! Em homenagem ao M\u00eas da Mulher, apresentamos um novo tema sobre protagonismo feminino, desta vez abordando finan\u00e7as pessoais, educa\u00e7\u00e3o financeira e empreendedorismo. Mais do que formas de empoderamento, esses s\u00e3o assuntos bastante desafiadores para muitas mulheres. Nesta semana, ouvimos as economistas Nayara Castro, Janile Soares e Chirlene Maia e o epis\u00f3dio pode ser ouvido na sua plataforma favorita ou no player abaixo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/economistas-cofecon\/embed\/episodes\/142---Protagonismo-feminino-nas-finanas-e30gbh0\/a-abri91a\" height=\"204px\" width=\"800px\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n\n\n\n<p><strong>Finan\u00e7as pessoais<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 diferen\u00e7a na forma masculina e feminina de tratar as finan\u00e7as pessoais? Para a economista Nayara Castro, sim \u2013 e uma das principais seria que os homens possuem mais foco no longo prazo e crescimento patrimonial, enquanto as mulheres est\u00e3o mais empenhadas no planejamento e em proporcionar melhores condi\u00e7\u00f5es de vida \u00e0s pessoas que amam.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s, mulheres, estamos mais ativas em realizar um planejamento financeiro e melhorar a gest\u00e3o dos recursos dom\u00e9sticos. Entretanto, mostramos mais dificuldade que os homens na escolha adequada de produtos financeiros e, principalmente, no investimento de longo prazo\u201d, avalia Nayara. \u201cEm resumo, os homens focam mais em um crescimento agressivo e acumula\u00e7\u00e3o patrimonial, enquanto as mulheres focam na seguran\u00e7a e na estabilidade, em dar condi\u00e7\u00f5es melhores a quem amamos\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No cen\u00e1rio econ\u00f4mico que o Brasil vivencia, em que a infla\u00e7\u00e3o tem corro\u00eddo o poder de compra das fam\u00edlias, as mulheres enfrentam dificuldades para se manterem dentro do or\u00e7amento. Ela menciona, entre os fatores que levam a isso, a dificuldade na obten\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, a press\u00e3o para manter um padr\u00e3o de beleza e, sobretudo, a disparidade salarial em rela\u00e7\u00e3o aos homens.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA combina\u00e7\u00e3o desses fatores afeta nossas decis\u00f5es e impacta o or\u00e7amento das mulheres. Veja, 89,8% das mulheres j\u00e1 tiveram pedido de cr\u00e9dito negado no Brasil \u2013 e, quanto mais jovem, mais dif\u00edcil \u00e9 conseguir cr\u00e9dito\u201d, apontou Nayara. \u201cA press\u00e3o para manter padr\u00f5es de beleza tamb\u00e9m \u00e9 um desafio para segurar o or\u00e7amento dom\u00e9stico. E embora as mulheres estejam desmistificando esses padr\u00f5es, al\u00e9m de lidar com as barreiras de mercado, elas est\u00e3o preocupadas com a seguran\u00e7a financeira da fam\u00edlia e o bem-estar de todos. Isso tem um pre\u00e7o e pesa no or\u00e7amento\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o financeira<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A educa\u00e7\u00e3o financeira \u00e9 um elemento importante para que as mulheres possam tomar decis\u00f5es mais aut\u00f4nomas, reduzindo a depend\u00eancia e conquistando maior estabilidade. \u201cAs mulheres enfrentam desafios espec\u00edficos decorrentes de fatores hist\u00f3ricos, culturais e sociais. Um deles \u00e9 a desigualdade salarial: mesmo ocupando posi\u00e7\u00f5es semelhantes, elas ainda tendem a receber sal\u00e1rios inferiores. Essa disparidade acaba limitando a capacidade de gastar, poupar e investir\u201d, afirma a educadora financeira Janile Soares, editora do blog A Economista de Batom. \u201cTemos tamb\u00e9m as interrup\u00e7\u00f5es da carreira, que s\u00e3o decorrentes das pausas que elas fazem para cuidar de filhos ou familiares, fator proveniente daquela vis\u00e3o de que s\u00f3 a mulher \u00e9 cuidadora. Isso resulta em atrasos e perda de renda e de oportunidades de progress\u00e3o profissional\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Janile tamb\u00e9m menciona o fen\u00f4meno da feminiliza\u00e7\u00e3o da pobreza. \u201cAs mulheres s\u00e3o mais propensas a viver em condi\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade, especialmente as chefes de fam\u00edlias monoparentais. Esse fen\u00f4meno \u00e9 influenciado por fatores como acesso limitado a educa\u00e7\u00e3o e oportunidades de emprego\u201d, pontua a economista. \u201c\u00c9 essencial abordar algumas estrat\u00e9gias, como a pr\u00f3pria educa\u00e7\u00e3o financeira em ofertas de programas voltados especificamente para mulheres\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o da economista Janile Soares, ois temas s\u00e3o particularmente importantes na educa\u00e7\u00e3o financeira para mulheres: o endividamento e o acesso ao cr\u00e9dito. Este \u00faltimo envolve v\u00e1rios aspectos, como a orienta\u00e7\u00e3o sobre o uso correto e a otimiza\u00e7\u00e3o dos recursos. \u201cSegundo pesquisa realizada pela Serasa, 93% das mulheres t\u00eam responsabilidade financeira em suas fam\u00edlias, sendo que 33% s\u00e3o as \u00fanicas respons\u00e1veis. \u00c9 um percentual elevado, que mostra como \u00e9 urgente e necess\u00e1rio trazer orienta\u00e7\u00e3o financeira para elas\u201d, argumenta Janile. \u201cPara fortalecer o protagonismo financeiro feminino atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o financeira, recomendo iniciativas que tratem do acesso ao cr\u00e9dito, juntamente com a orienta\u00e7\u00e3o para a utiliza\u00e7\u00e3o de forma correta e a otimiza\u00e7\u00e3o dos recursos\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Empreendedorismo feminino<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O empreendedorismo tamb\u00e9m \u00e9 uma ferramenta importante para o empoderamento feminino. Neste sentido, o acesso ao cr\u00e9dito \u00e9 uma das principais dificuldades que elas encontram para empreender. Pesquisa do Sebrae Nacional com dados do Banco Central do primeiro trimestre de 2024 aponta que a taxa m\u00e9dia de juros anuais contratada por homens empreendedores foi de 36,8%, enquanto a contratada pelas mulheres foi de 40,6% &#8211; quase quatro pontos percentuais a mais.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando se oferta uma linha de cr\u00e9dito para uma mulher, n\u00e3o se ensina como utilizar este recurso. Ent\u00e3o, quando falamos de forma\u00e7\u00e3o para mulher empreendedora, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 saber fazer, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 ter um curso t\u00e9cnico, abrir um sal\u00e3o ou loja, mas saber administrar este recurso\u201d, argumenta a economista Chirlene Maia. \u201cMuitas vezes ela at\u00e9 sabe administrar, mas n\u00e3o tem cr\u00e9dito suficiente e as linhas acabam ficando um pouco restritas, com taxas de juros que n\u00e3o s\u00e3o atrativas\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Chirlene tamb\u00e9m aponta que uma das dificuldades enfrentadas pelas mulheres no empreendedorismo est\u00e1 no preconceito e na d\u00favida das pessoas quanto \u00e0 sua capacidade. A economista destaca que as mulheres enfrentam uma desconfian\u00e7a maior quando oferecem servi\u00e7os, sobretudo em \u00e1reas t\u00e9cnicas ou que exigem alta especializa\u00e7\u00e3o. Em campos de trabalho como economia, contabilidade, tecnologia da informa\u00e7\u00e3o ou finan\u00e7as, enfrentam muitos questionamentos sobre a sua compet\u00eancia, mesmo quando possuem qualifica\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEmpreendedorismo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 abrir neg\u00f3cios, mas tamb\u00e9m oferecer servi\u00e7os. Na \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o da mulher economista, uma mulher que fala de investimentos e educa\u00e7\u00e3o financeira muitas vezes \u00e9 desacreditada\u201d, conta Chirlene. A economista aponta para um preconceito espec\u00edfico: \u201cVoc\u00ea fala de finan\u00e7as? Mas mulher n\u00e3o \u00e9 mais consumista\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos grandes desafios do empreendedorismo feminino \u00e9 o reconhecimento do papel que as mulheres desempenham na economia. Al\u00e9m das barreiras no acesso ao cr\u00e9dito e da desconfian\u00e7a sobre a sua capacidade, elas tamb\u00e9m enfrentam a desvaloriza\u00e7\u00e3o do trabalho que realizam. Quando se dedicam ao trabalho remunerado de cuidado, o pagamento que recebem por ele \u00e9 muito baixo; e quando exercem a atividade de forma n\u00e3o remunerada, esta desvaloriza\u00e7\u00e3o impede que ela tenha um reconhecimento adequado em sua atividade remunerada.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitas vezes o que se paga para uma empregada dom\u00e9stica ou uma bab\u00e1 \u00e9 muito inferior ao que, de fato, poderia valer aquele servi\u00e7o dela quando se faz uma&nbsp; equipara\u00e7\u00e3o das horas que a mulher deixa de se dedicar ao trabalho profissional ou \u00e0 vida acad\u00eamica\u201d, comenta Chirlene. \u201cMuitas vezes n\u00e3o d\u00e3o um cargo para ela por achar que ela j\u00e1 tem muitas demandas ou que vai faltar por causa do filho. S\u00e3o tabus que temos que mudar\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Economistas participantes<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nayara Fernanda Castro \u00e9 economista, graduada pela Faculdades Integradas de Cacoal (UNESC\/RO), com especializa\u00e7\u00e3o em Did\u00e1tica do Ensino Superior, Ensino de Ci\u00eancias e Matem\u00e1tica e Educa\u00e7\u00e3o Financeira, Investimento e Empreendedorismo.&nbsp;Conselheira do Corecon-RO.<\/p>\n\n\n\n<p>Janile Soares \u00e9 economista, consultora e educadora financeira, Conselheira do Corecon-RS e editora do Blog A Economista de Batom.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Chirlene Maia \u00e9 economista, graduada em Ci\u00eancias Econ\u00f4micas pela Univerisdade Federal do Piau\u00ed e especialista em Gest\u00e3o e Contabilidade Tribut\u00e1ria. Tem experi\u00eancias nas \u00e1reas administrativa de gest\u00e3o e de qualidade, gerencial, financeira e educacional.&nbsp;Conselheira do Corecon-DF.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em mais uma edi\u00e7\u00e3o voltada ao protagonismo feminino, economistas abordam finan\u00e7as pessoais, educa\u00e7\u00e3o financeira e empreendedorismo para mulheres&nbsp;&nbsp; Est\u00e1 no ar mais um epis\u00f3dio do podcast Economistas! 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