{"id":25083,"date":"2025-02-26T15:41:26","date_gmt":"2025-02-26T18:41:26","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25083"},"modified":"2025-02-26T17:36:09","modified_gmt":"2025-02-26T20:36:09","slug":"gustavo-pessoti-sobre-preco-dos-combustiveis-icms-e-apenas-um-dos-viloes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=25083","title":{"rendered":"Gustavo Pessoti, sobre pre\u00e7o dos combust\u00edveis: \u201cICMS \u00e9 apenas um dos vil\u00f5es\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Conselheiro federal foi ouvido pelo portal Not\u00edcias da Bahia e analisou outros fatores que interferem na forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os dos combust\u00edveis. ICMS teve alta em fevereiro<\/em>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Num momento em que alguns alimentos tiveram uma infla\u00e7\u00e3o significativa, os combust\u00edveis tamb\u00e9m subiram de pre\u00e7o \u2013 e, para muitas pessoas, o grande vil\u00e3o desta alta foi o Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) sobre os combust\u00edveis, que aumentou a partir de fevereiro. O conselheiro federal Gustavo Casseb Pessoti foi convidado pelo portal Not\u00edcias da Bahia para discutir o assunto e apontou que o imposto n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico culpado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Pessoti, mesmo que o ICMS seja reduzido, n\u00e3o \u00e9 garantido que o setor privado reduza consideravelmente os pre\u00e7os dos produtos. \u201cQuando analisamos a cadeia do petr\u00f3leo, a gasolina que chega at\u00e9 o posto passa por quatro momentos diferentes. Primeiro entra na cadeia da extra\u00e7\u00e3o, depois do refino, que \u00e9 a sua transforma\u00e7\u00e3o em gasolina, depois ela entra na cadeia da distribui\u00e7\u00e3o e, por fim, na comercializa\u00e7\u00e3o\u201d, explicou o conselheiro federal. \u201cS\u00e3o quatro margens de lucro diferentes para serem obedecidas. A menor delas, a extra\u00e7\u00e3o, \u00e9 feita pela Petrobras, que \u00e9 uma estatal. Os outros tr\u00eas elos seguintes s\u00e3o privados. Ent\u00e3o, independente da carga tribut\u00e1ria, o pre\u00e7o alto dos combust\u00edveis j\u00e1 come\u00e7a a\u00ed\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO ICMS \u00e9 o vil\u00e3o da hist\u00f3ria? N\u00e3o! Mas o fato de termos uma carga tribut\u00e1ria alta, principalmente o ICMS, joga na contram\u00e3o, sim\u201d, comenta Pessoti. \u201cComo uma commodity internacional, o petr\u00f3leo vai oscilar em fun\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os internacionais, do d\u00f3lar, do frete, tudo isso impacta no pre\u00e7o do combust\u00edvel. Mas tendo uma margem de lucro de uma empresa privada no refino da gasolina, isso vai encarecer mais do que se estiv\u00e9ssemos diante de uma estatal\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o conselheiro tamb\u00e9m aponta outros interesses que interferem na forma\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o da gasolina. \u201cTemos observado que a Petrobras tamb\u00e9m tem praticado a pol\u00edtica de pre\u00e7o exterior. Significa que, ainda que tiv\u00e9ssemos uma refinaria estatal, isso n\u00e3o significaria um pre\u00e7o muito abaixo, porque bem ou mal, a Petrobras \u00e9 uma empresa de mercado, de acionistas, de capital aberto. Ent\u00e3o ela precisa tamb\u00e9m atender seus acionistas que est\u00e3o \u00e1vidos e ansiosos por pre\u00e7os mais altos com os quais voc\u00ea aumenta a lucratividade e o retorno desses investimentos feitos pelos acionistas\u201d, afirma o economista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoti tamb\u00e9m apontou para a oligopoliza\u00e7\u00e3o do mercado. Assim, mesmo com a redu\u00e7\u00e3o dos impostos, n\u00e3o h\u00e1 certeza de redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os. \u201cS\u00e3o muitos os vil\u00f5es, come\u00e7ando pela pol\u00edtica de pre\u00e7os internacionais. Um segundo s\u00e3o as margens de lucro que h\u00e1 nesta cadeia. Um terceiro \u00e9 o imposto. Se fosse mais baixo, os pre\u00e7os seriam mais baixos? N\u00e3o necessariamente. Porque se tratando de uma cadeia oligop\u00f3lica, quem determina o pre\u00e7o? Oligop\u00f3lica na comercializa\u00e7\u00e3o, porque \u00e9 monop\u00f3lica na extra\u00e7\u00e3o\u201d, observa o conselheiro. \u201cOs impostos poderiam estar mais baixos e isso n\u00e3o necessariamente resultaria numa queda de pre\u00e7os, por todos estes motivos que coloquei. H\u00e1 muitos vil\u00f5es! O ICMS \u00e9 apenas mais um, e n\u00e3o o \u00fanico\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A mat\u00e9ria com as falas do conselheiro Gustavo Casseb Pessoti pode ser lida clicando <strong><a href=\"https:\/\/www.noticiasdabahia.com.br\/icms-bahia-e-goias-estao-tecnicamente-empatados-no-valor-icms-e-mais-um-vilao-mas-nao-e-unico-aponta-especialista\/\">AQUI<\/a><\/strong>.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conselheiro federal foi ouvido pelo portal Not\u00edcias da Bahia e analisou outros fatores que interferem na forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os dos combust\u00edveis. 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