{"id":23851,"date":"2024-10-11T14:49:24","date_gmt":"2024-10-11T17:49:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=23809"},"modified":"2025-01-08T02:23:06","modified_gmt":"2025-01-08T05:23:06","slug":"podcast-economistas-saiba-mais-sobre-o-premio-nobel-de-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=23851","title":{"rendered":"Podcast Economistas: Saiba mais sobre o Pr\u00eamio Nobel de Economia"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Nome do laureado de 2024 ser\u00e1 anunciado no dia 14\/10. Conhe\u00e7a a import\u00e2ncia e a trajet\u00f3ria desta premia\u00e7\u00e3o que \u00e9 a mais importante do mundo nas ci\u00eancias econ\u00f4micas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 no ar o epis\u00f3dio n\u00ba 133 do podcast Economistas! No dia 14 de outubro ser\u00e1 realizado o an\u00fancio do nome escolhido para receber o Pr\u00eamio Nobel de Economia de 2024, e o podcast desta semana aborda um pouco do hist\u00f3rico desta premia\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a mais importante do mundo na \u00e1rea das ci\u00eancias econ\u00f4micas. Ele pode ser ouvido na sua plataforma preferida ou no player abaixo:<\/p>\n\n\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/podcasters.spotify.com\/pod\/show\/economistas-cofecon\/embed\/episodes\/133---Saiba-mais-sobre-o-Prmio-Nobel-de-Economia-e2phmvp\/a-abitau6\" width=\"800px\" height=\"204px\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n\n\n<p>Quem conversou sobre o assunto foi o economista Felipe Almeida, professor do Departamento de Economia e do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Desenvolvimento Econ\u00f4mico da Universidade Federal do Paran\u00e1. Suas principais \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o s\u00e3o economia institucional e hist\u00f3ria do pensamento econ\u00f4mico. Ele \u00e9 tamb\u00e9m divulgador cient\u00edfico e um dos membros do podcast Economia Underground. Esta edi\u00e7\u00e3o \u00e9 fruto de uma parceria entre o Conselho Federal de Economia e a Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Nobel e o pr\u00eamio de economia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Pr\u00eamio Nobel foi criado pelo engenheiro e qu\u00edmico sueco Alfred Nobel, que registrou mais de 300 patentes e ganhou muito dinheiro com a inven\u00e7\u00e3o da dinamite. \u201cEle faleceu no final do s\u00e9culo XIX e deixou o desejo de que parte do seu esp\u00f3lio fosse designado para a cria\u00e7\u00e3o de um fundo que concederia pr\u00eamios para contribui\u00e7\u00f5es not\u00e1veis para a humanidade\u201d, comenta Almeida. \u201cNeste pedido ele designou cinco categorias: medicina, f\u00edsica, qu\u00edmica, literatura e paz. O pr\u00eamio na \u00e1rea de economia n\u00e3o vem do desejo de Alfred Nobel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1968, por ocasi\u00e3o da comemora\u00e7\u00e3o de 300 anos do Banco Central da Su\u00e9cia (Sverige Riksbank), foi criado o Pr\u00eamio do Banco Central da Su\u00e9cia para as Ci\u00eancias Econ\u00f4micas em Mem\u00f3ria de Alfred Nobel. Como n\u00e3o fazia parte do testamento, ele n\u00e3o \u00e9 oficialmente um Pr\u00eamio Nobel, mas seu processo de indica\u00e7\u00e3o e de escolha dos ganhadores guarda muita semelhan\u00e7a com os demais pr\u00eamios e ele \u00e9 informalmente conhecido como o Nobel de Economia. &nbsp;Existem, no entanto, duas diferen\u00e7as principais: o an\u00fancio n\u00e3o \u00e9 feito na mesma semana dos demais pr\u00eamios (conhecida como Semana Nobel), mas na segunda-feira seguinte; e o pr\u00eamio n\u00e3o \u00e9 pago com dinheiro da Funda\u00e7\u00e3o Nobel, mas com dinheiro p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00eamio foi entregue pela primeira vez no ano de 1969. Naquele ano, foi dividido entre o noruegu\u00eas Ragnar Frisch e o holand\u00eas Jam Timbergen por terem desenvolvido e aplicado modelos din\u00e2micos para a an\u00e1lise dos processos econ\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo final da d\u00e9cada de 1960 a economia estava passando por um momento conhecido como alta teoria. As contribui\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas eram mais axiom\u00e1ticas e abstratas\u201d, explica Felipe. \u201cMas ele come\u00e7ava a dar passo para outro per\u00edodo, da economia como ci\u00eancia emp\u00edrica, que come\u00e7a na d\u00e9cada de 1970 e se torna um elemento muito forte hoje. Ela parte de hip\u00f3teses abstratas, predefinidas, e come\u00e7a a haver uma elabora\u00e7\u00e3o dessas hip\u00f3teses para analisar os chamados fen\u00f4menos econ\u00f4micos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante mais de cinco d\u00e9cadas o pr\u00eamio contemplou ganhadores de diferentes correntes, como Milton Friedman, Paul Krugman, Friedrich Hayek e Joseph Stiglitz. No entanto, o professor aponta que, embora haja uma pluralidade de temas, n\u00e3o se pode dizer o mesmo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s metodologias. \u201c\u00c9 uma pluralidade relativa, porque h\u00e1 variedade de temas, mas girando em torno do que \u00e9 conhecido como o <em>mainstream<\/em> da economia e deixa de lado abordagens alternativas\u201d, argumenta o professor da UFPR. \u201cNo Brasil a diversidade \u00e9 maior, porque existe tamb\u00e9m h\u00e1 perspectivas alternativas, normalmente chamadas de abordagens heterodoxas. Temos discuss\u00f5es identificadas com o p\u00f3s-keynesianismo, o desenvolvimentismo, o neoschumpeterianismo e com o movimento institucionalista\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Intera\u00e7\u00e3o com outros campos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em algumas ocasi\u00f5es o Pr\u00eamio Nobel de Economia foi concedido a profissionais que n\u00e3o eram economistas. \u00c9 o caso dos matem\u00e1ticos Lloyd Shapley e John Nash e do psic\u00f3logo Daniel Kahneman. A intera\u00e7\u00e3o entre a ci\u00eancia econ\u00f4mica com outros campos do saber abre novos campos de estudos que come\u00e7am a ganhar mais import\u00e2ncia ao serem reconhecidos dentro da premia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO grande requisito \u00e9 fazer uma contribui\u00e7\u00e3o para a ci\u00eancia econ\u00f4mica. Ele n\u00e3o precisa atuar na \u00e1rea, mas se sua contribui\u00e7\u00e3o for absorvida pela economia e gerar um impacto, pode ser que ele venha a ser laureado\u201d, pontua Felipe. \u201c\u00c0s vezes se brinca dizendo que um premiado pode inclusive nem entender por que \u00e9 que ganhou o Nobel de Economia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3prio Shapley, ao receber a not\u00edcia da escolha de seu nome, disse que nunca havia sido economista. Nash, cuja hist\u00f3ria \u00e9 contada no filme Uma Mente Brilhante, trouxe contribui\u00e7\u00f5es para a \u00e1rea de teoria dos jogos. \u201c\u00c9 um campo da matem\u00e1tica que foi abra\u00e7ado pela ci\u00eancia econ\u00f4mica. Hoje \u00e9 comum lecionarmos este conte\u00fado nos cursos de economia, porque tem a ver com o estudo de intera\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas entre indiv\u00edduos e grupos de indiv\u00edduos\u201d, constata Almeida. \u201cNash n\u00e3o foi um sujeito que se debru\u00e7ou sobre a ci\u00eancia econ\u00f4mica \u2013 foi a ci\u00eancia econ\u00f4mica que se debru\u00e7ou sobre os estudos e a abordagem dele\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o psic\u00f3logo Daniel Kahneman, falecido em 2024, come\u00e7ou a lidar com a tomada de decis\u00f5es econ\u00f4micas. \u201cA economia e a psicologia t\u00eam se aproximado bastante de diversas formas. Kahneman trouxe insights psicol\u00f3gicos para a an\u00e1lise econ\u00f4mica. Ele pegou elementos muito bem estabelecidos na economia e questionou: ser\u00e1 que \u00e9 assim mesmo que a decis\u00e3o \u00e9 tomada?\u201d, contou o professor. \u201cEle fazia muitos experimentos e desafiou grandes postulados econ\u00f4micos. A partir desta abordagem experimentalista ele come\u00e7ou a oferecer uma contribui\u00e7\u00e3o te\u00f3rica para a tomada de decis\u00e3o na economia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho de Kahneman foi importante para que o campo de estudos da economia comportamental ganhasse import\u00e2ncia. Este conhecimento permite olhar para outros per\u00edodos da hist\u00f3ria econ\u00f4mica brasileira e tentar compreender como se dava a tomada de decis\u00f5es naquele momento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo \u00e9 que n\u00f3s lid\u00e1vamos com a hiperinfla\u00e7\u00e3o enquanto consumidores, com a moeda desvalorizando toda hora? Como n\u00f3s interpret\u00e1vamos isso?\u201d, questiona Felipe, indicando um uso pr\u00e1tico para as ferramentas trazidas pela economia comportamental. \u201cHoje usamos muito as m\u00eddias sociais e elas geram um vi\u00e9s de refor\u00e7o, porque tendemos a seguir pessoas com quem compartilhamos algumas coisas, \u00e0s vezes at\u00e9 a nossa vis\u00e3o de mundo. Isso pode distorcer a tomada de decis\u00e3o, por estarmos interagindo muito com pessoas que t\u00eam uma perspectiva muito similar \u00e0 nossa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cExistem possibilidades, contempor\u00e2neas ou mais antigas, em que a economia comportamental pode dar respostas\u201d, continua o professor. \u201cPodemos formatar estudos comportamentalistas para analisar a nossa realidade. Isso demanda menos infraestrutura laboratorial de pesquisa. Mas quando precisamos formatar um experimento espec\u00edfico e gerar um ambiente experimental, a\u00ed temos alguns gargalos cient\u00edficos para lidar com esta quest\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mulheres na ci\u00eancia econ\u00f4mica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Durante quarenta anos o Pr\u00eamio Nobel de Economia foi concedido exclusivamente a homens. Esta situa\u00e7\u00e3o ocorreu at\u00e9 o ano de 2009, quando Elinor Ostrom tornou-se a primeira mulher a ser laureada. Dez anos depois, a economista Esther Duflo tamb\u00e9m foi contemplada com o pr\u00eamio. Apesar dos avan\u00e7os recentes, a ci\u00eancia econ\u00f4mica ainda \u00e9 vista como um campo majoritariamente masculino.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o s\u00f3 a ci\u00eancia econ\u00f4mica, mas todas as ci\u00eancias, assim como todas as institui\u00e7\u00f5es existentes no Brasil, deveriam representar quem n\u00f3s somos, o que \u00e9 a nossa na\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o apenas um extrato\u201d, afirmou Felipe. \u201cNo Brasil ela ainda \u00e9 muito masculina, muito branca, muito h\u00e9tero e deixa de lado o que compreendemos como minorias sociais. N\u00e3o deveria ser assim, porque nossa na\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 assim. Cada espa\u00e7o deveria refletir quem n\u00f3s somos. Esta quest\u00e3o s\u00f3 vai ser superada com a abertura de espa\u00e7os\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Almeida pontua que n\u00e3o haver\u00e1 desenvolvimento econ\u00f4mico de fato se as oportunidades n\u00e3o foram iguais. \u201cS\u00f3 teremos resolvido o problema quando este debate n\u00e3o fizer mais sentido. Uma parte muito expressiva da nossa na\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocupa espa\u00e7os fundamentais, como \u00e9 o caso da ci\u00eancia\u201d, argumenta. \u201cO espa\u00e7o cient\u00edfico e universit\u00e1rio precisa ser ocupado por mais mulheres. Elas s\u00e3o a maior parte da popula\u00e7\u00e3o. A democracia demanda representatividade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Pr\u00eamio Nobel de Economia de 2023 foi entregue para a norte-americana Claudia Goldin, reconhecendo seus estudos sobre as mulheres no mercado de trabalho. Ela observou que os empregos que recompensam os funcion\u00e1rios sempre dispon\u00edveis s\u00e3o um dos maiores causadores da desigualdade de g\u00eanero no trabalho. Al\u00e9m disso, as mulheres s\u00e3o mais afetadas alguns anos ap\u00f3s terem o primeiro filho. O desenvolvimento econ\u00f4mico tamb\u00e9m n\u00e3o significou uma maior participa\u00e7\u00e3o feminina na for\u00e7a de trabalho nos \u00faltimos 200 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Brasil tem dado uma boa resposta em rela\u00e7\u00e3o aos estudos de g\u00eanero. H\u00e1 um grupo de estudos conhecido como GeFam, que trata de g\u00eanero e fam\u00edlia na economia e recentemente realizou seu quinto congresso. H\u00e1 estudos nacionais com as mesmas preocupa\u00e7\u00f5es de Claudia Goldin\u201d, aponta o professor. \u201cEles lidam com diferen\u00e7as de sal\u00e1rios, de oportunidades, e s\u00e3o diagn\u00f3sticos muito claros. Precisamos trabalhar em cima destas comprova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas para que isso n\u00e3o continue acontecendo. Penso que os pesquisadores brasileiros t\u00eam dado, sim, respostas a contento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Economia para a paz<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Pr\u00eamio Nobel de Economia conferiu visibilidade ao trabalho de diversos economistas por suas contribui\u00e7\u00f5es a esta ci\u00eancia, tanto na forma te\u00f3rica quanto aplicada. Todos os anos um ou mais economistas s\u00e3o agraciados com esta premia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2006, no entanto, ocorreu uma situa\u00e7\u00e3o diferente: um economista, utilizando os instrumentos dados pela ci\u00eancia econ\u00f4mica, teve o seu trabalho reconhecido \u2013 mas com uma premia\u00e7\u00e3o diferente: o Pr\u00eamio Nobel da Paz. O bengali Muhammad Yunus e o Grameen Bank foram laureados por promover oportunidades econ\u00f4micas e sociais para os mais pobres, especialmente as mulheres, com seu trabalho pioneiro de microcr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEle fundou o Grameen Bank a fim de promover o microcr\u00e9dito para as pessoas menos abastadas. Falamos anteriormente de g\u00eanero e grande parte dos empr\u00e9stimos deste banco s\u00e3o associados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o feminina\u201d, comentou Almeida. \u201cEle rompeu um paradigma da ci\u00eancia econ\u00f4mica: dizia-se que o pobre tem mais tend\u00eancia a ser inadimplente porque tem menos recursos para honrar seus compromissos. A inadimpl\u00eancia do Grameen Bank \u00e9 muito baixa. Essa experi\u00eancia provou empiricamente que \u00e9 poss\u00edvel prover cr\u00e9dito e uma distribui\u00e7\u00e3o intertemporal da renda para estas pessoas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No Brasil, quem mereceria o Nobel?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil ainda n\u00e3o possui um ganhador do Pr\u00eamio Nobel. Se pud\u00e9ssemos mencionar alguns economistas do presente ou do passado (muito embora o Nobel n\u00e3o atribua pr\u00eamios p\u00f3stumos) que, em algum momento, mereceriam ganhar, quem seriam? E quais s\u00e3o as contribui\u00e7\u00f5es da ci\u00eancia econ\u00f4mica brasileira que poderiam ser reconhecidas internacionalmente?<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom certeza os nomes dos professores Celso Furtado e Maria da Concei\u00e7\u00e3o Tavares v\u00eam a cabe\u00e7a. Foram figuras \u00edmpares na ci\u00eancia nacional. Mas para que um brasileiro venha a ganhar o Nobel, \u00e9 muito importante que esteja inserido nos grandes debates ao redor do mundo e, devido ao pr\u00f3prio processo de indica\u00e7\u00e3o, que esta ci\u00eancia seja reconhecida por seus pares em n\u00edvel internacional\u201d, observa Felipe Almeida. \u201cTemos professores que est\u00e3o gerando pesquisa de alta qualidade, publicada em revistas internacionais. Mas por vezes est\u00e3o realizando trabalhos herc\u00faleos, porque precisamos de estrutura para a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Sem infraestrutura de pesquisa, teremos muita dificuldade de manter esta inser\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nome do laureado de 2024 ser\u00e1 anunciado no dia 14\/10. Conhe\u00e7a a import\u00e2ncia e a trajet\u00f3ria desta premia\u00e7\u00e3o que \u00e9 a mais importante do mundo nas ci\u00eancias econ\u00f4micas Est\u00e1 no ar o epis\u00f3dio n\u00ba 133 do podcast Economistas! No dia<\/p>\n<p><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=23851\">Leia Mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12,1],"tags":[],"class_list":["post-23851","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-podcast","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23851"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23851"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23851\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24492,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23851\/revisions\/24492"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23851"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23851"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23851"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}