{"id":23622,"date":"2024-09-20T17:31:33","date_gmt":"2024-09-20T20:31:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=23622"},"modified":"2024-09-20T17:31:33","modified_gmt":"2024-09-20T20:31:33","slug":"a-visao-feminina-do-cenario-economico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=23622","title":{"rendered":"A vis\u00e3o feminina do cen\u00e1rio econ\u00f4mico"},"content":{"rendered":"<p><em>Tributa\u00e7\u00e3o, moedas digitais, mulheres no pensamento econ\u00f4mico e cargos de dire\u00e7\u00e3o foram alguns dos temas discutidos por D\u00e9bora Freire, Simone Deos, Ana Cl\u00e1udia Arruda e Luciana Acioly no 2\u00ba Semin\u00e1rio da Mulher Economista e Diversidade<\/em><\/p>\n<p>A segunda mesa do 2\u00ba Semin\u00e1rio Mulher Economista e Diversidade, realizada na manh\u00e3 de 13 de setembro na Universidade Federal de Minas Gerais, teve como tema \u201cAs mulheres economistas na an\u00e1lise da economia mundial\u201d e destacou n\u00e3o apenas a vis\u00e3o feminina do cen\u00e1rio econ\u00f4mico, mas tamb\u00e9m seu papel no trabalho de pesquisa e an\u00e1lise. Tributa\u00e7\u00e3o, moedas digitais, mulheres no pensamento econ\u00f4mico e cargos de dire\u00e7\u00e3o foram alguns dos temas discutidos por D\u00e9bora Freire, Simone Deos, Ana Cl\u00e1udia Arruda e Luciana Acioly. A mesa de debates teve media\u00e7\u00e3o de Maria de F\u00e1tima Miranda e coment\u00e1rios de Poema \u00cdsis Andrade de Souza e pode ser assistida clicando <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Pgm9UZYunPM\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>AQUI<\/strong><\/span><\/a>.<\/p>\n<p><span data-teams=\"true\"><span class=\"ui-provider a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z ab ac ae af ag ah ai aj ak\" dir=\"ltr\">O semin\u00e1rio foi organizado pela Comiss\u00e3o Mulher Economista e Diversidade do Cofecon, coordenada pela conselheira Teresinha de Jesus Ferreira da Silva, em parceria com o Conselho Regional de Economia de Minas Gerais, presidido pela economista Valqu\u00edria Assis, e com outros Corecons.<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong>D\u00e9bora Freire<\/strong><\/p>\n<p>D\u00e9bora Freire, subsecret\u00e1ria de pol\u00edtica fiscal da Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do Minist\u00e9rio da Fazenda, falou de coopera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria internacional. Apesar de n\u00e3o parecer haver uma conex\u00e3o direta com g\u00eanero, \u00e9 dif\u00edcil encontrar quest\u00f5es que n\u00e3o se entrelacem&#8221;, afirmou. Ela ressaltou que, no \u00e2mbito do G20, o Brasil teve um papel inovador ao trazer a desigualdade para o centro das discuss\u00f5es financeiras. &#8220;A desigualdade tem crescido de forma alarmante nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas&#8221;, alertou, citando dados que mostram que 0,001% da popula\u00e7\u00e3o global acumula 13% da riqueza.<\/p>\n<p>D\u00e9bora discutiu as dificuldades de uma tributa\u00e7\u00e3o progressiva frente \u00e0s mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas e \u00e0 mobilidade do capital, que t\u00eam facilitado a evas\u00e3o fiscal, especialmente por parte das grandes corpora\u00e7\u00f5es. &#8220;A tributa\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem conseguido barrar esse crescimento da desigualdade&#8221;, disse. &#8220;Precisamos de coopera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria internacional para garantir a progressividade dos sistemas tribut\u00e1rios&#8221;.<\/p>\n<p>Em um apelo por justi\u00e7a tribut\u00e1ria, ela pontuou que a carga tribut\u00e1ria frequentemente recai mais sobre os mais pobres, que s\u00e3o predominantemente mulheres. &#8220;Sistemas tribut\u00e1rios s\u00e3o regressivos, e bens de uso feminino, como absorventes e anticoncepcionais, n\u00e3o s\u00e3o considerados essenciais, o que revela um vi\u00e9s de g\u00eanero na tributa\u00e7\u00e3o&#8221;, argumentou. E concluiu falando sobre a proposta de uma al\u00edquota m\u00ednima de 15% para as multinacionais e a necessidade de tributar os super ricos.<\/p>\n<p>D\u00e9bora Freire Cardoso \u00e9 doutora em Economia pelo CEDEPLAR\/UFMG. Tem experi\u00eancia em pol\u00edtica fiscal e desigualdades e atua como professora adjunta na UFMG e \u00e9 integrante do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Economia do CEDEPLAR. \u00c9 Subsecret\u00e1ria de Pol\u00edtica Fiscal da Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n<p><strong>Simone Deos<\/strong><\/p>\n<p>Simone Deos, pesquisadora do Centro Brasileiro de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, trouxe reflex\u00f5es sobre quest\u00f5es monet\u00e1rias. \u201cSe n\u00e3o tivermos clareza do que \u00e9 a moeda e do que s\u00e3o esses desafios, n\u00e3o conseguiremos super\u00e1-los\u201d, expressou, fazendo refer\u00eancia a quest\u00f5es como crescimento ambientalmente sustent\u00e1vel, desigualdade, empregos de qualidade, infla\u00e7\u00e3o, instabilidade financeira e digitaliza\u00e7\u00e3o dos sistemas monet\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um assunto que pouco se discute e, de forma espec\u00edfica, a transi\u00e7\u00e3o para as moedas digitais dos Bancos Centrais. Os economistas e a sociedade n\u00e3o t\u00eam ideia do que est\u00e1 se passando e das escolhas pol\u00edticas que est\u00e3o sendo feitas. S\u00e3o tecnologias que nos permitiriam democratizar o acesso \u00e0 moeda e n\u00e3o \u00e9 o caminho que vem sendo feito\u201d, alertou. \u201cA moeda \u00e9 indissoci\u00e1vel do poder e, mais modernamente, dos Estados nacionais. Ela n\u00e3o \u00e9 algo natural\u201d.<\/p>\n<p>Simone tamb\u00e9m abordou a import\u00e2ncia da democratiza\u00e7\u00e3o da moeda e da necessidade de uma pol\u00edtica monet\u00e1ria que n\u00e3o apenas controle a infla\u00e7\u00e3o, mas que tamb\u00e9m promova um desenvolvimento mais equitativo e sustent\u00e1vel. A economista concluiu pedindo uma revis\u00e3o cr\u00edtica das pr\u00e1ticas atuais e uma maior participa\u00e7\u00e3o da sociedade na defini\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas monet\u00e1rias. \u201cO que veio ap\u00f3s Bretton Woods foi o neoliberalismo, que embotou nossas mentes. O monetarismo, novo consenso macro, a domin\u00e2ncia monet\u00e1ria, o regime de metas, o banco central independente, o padr\u00e3o de regula\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria de Basileia, isso \u00e9 o que comp\u00f5e uma moeda, um sistema monet\u00e1rio e uma forma de gest\u00e3o\u201d, afirmou. \u201cO Banco Central tomou um caminho de implanta\u00e7\u00e3o da moeda digital que nos torna ref\u00e9ns do sistema financeiro. N\u00e3o poderemos acessar a moeda diretamente do balan\u00e7o do Banco Central, mas do sistema banc\u00e1rio. \u00c9 uma escolha pol\u00edtica completamente antidemocr\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p>Simone Deos \u00e9 pesquisadora s\u00eanior no Centro Brasileiro de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (CEBRI). Com gradua\u00e7\u00e3o e mestrado em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, doutorado pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), e p\u00f3s-doutorado no Levy Economics Institute, Simone \u00e9 tamb\u00e9m Livre-Docente pelo Instituto de Economia da Unicamp.<\/p>\n<p><strong>Ana Cl\u00e1udia Arruda<\/strong><\/p>\n<p>A vice-presidente do Corecon-PE Ana Cl\u00e1udia Arruda falou sobre a ci\u00eancia econ\u00f4mica como algo produzido pelos homens e que serve aos homens. \u201cO debate em torno da ci\u00eancia econ\u00f4mica, amplamente dominada por homens, precisa ser ampliado para incluir uma perspectiva feminina que, historicamente, tem sido marginalizada\u201d, comentou. \u201cA baixa representatividade feminina na ci\u00eancia econ\u00f4mica impede a formula\u00e7\u00e3o de perguntas e pesquisas que abordem quest\u00f5es como desigualdade social, pobreza extrema e crise ambiental. A contribui\u00e7\u00e3o das mulheres nessa \u00e1rea \u00e9 fundamental, mas ainda enfrenta barreiras estruturais e culturais\u201d.<\/p>\n<p>A economista trouxe \u00e0 tona a obra de tr\u00eas pensadoras influentes: Silvia Federici, Saskia Sassen e H\u00e9l\u00e8ne P\u00e9rivier. Federici aborda a explora\u00e7\u00e3o das mulheres pelo capitalismo, destacando a apropria\u00e7\u00e3o do corpo e do trabalho femininos. Sassen discute as exclus\u00f5es geradas pela economia global, com foco nas mulheres e migrantes, enquanto P\u00e9rivier critica o modelo formal da economia, propondo uma abordagem feminista para a disciplina. Tamb\u00e9m caracterizou as mulheres frente \u00e0 economia contempor\u00e2nea como sendo \u201cas grandes administradoras da escassez e da pobreza\u201d.<\/p>\n<p>Arruda citou que a economia \u00e9 a ci\u00eancia social com menor participa\u00e7\u00e3o feminina e, ao questionar os motivos, falou sobre as dificuldades enfrentadas pelas mulheres. \u201cElas encontram a\u00ed o chamado teto de vidro. A Uni\u00e3o Europeia tem um programa de equil\u00edbrio de g\u00eanero levando economistas e professoras de economia para dentro de programas de governo. Isso tem que ser uma pol\u00edtica provocada, ativa. \u00c9 preciso avan\u00e7ar para que as economistas possam participar mais na formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas no alto n\u00edvel de governo\u201d. Por fim, Ana Cl\u00e1udia relembrou o trabalho de mulheres importantes na hist\u00f3ria da economia, como Jane Marcet, Harriet Martineau, Mary Marshall, Mary Wollstonecraft, Charlotte Perkins, Jeane Adams, Ayn Rand, Rosa Luxemburgo, e outras mais recentes como Gita Gopinath, Pinelopi Gold Berg, Laurence Boone, Beata Javorcik, Janet Yellen e Christine Lagarde, al\u00e9m das brasileiras Maria da Concei\u00e7\u00e3o Tavares e T\u00e2nia Bacelar de Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>Ana Cl\u00e1udia Arruda \u00e9 doutora em Planejamento Regional e Urbano pela UFPE e mestre em Economia pelo CEDEPLAR\/UFMG. Atua como professora adjunta no Departamento de Economia da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco (Unicap) e coordena o MBA de Economia e Neg\u00f3cios da Cat\u00f3lica Business School. Ana tamb\u00e9m \u00e9 conselheira federal do Cofecon e vice-presidente do Corecon-PE.<\/p>\n<p><strong>Luciana Acioly<\/strong><\/p>\n<p>A presidente do Corecon-DF, Luciana Acioly, destacou os desafios que as mulheres enfrentam na \u00e1rea de economia, particularmente em setores como macroeconomia e economia internacional. Lamentou a baixa representatividade feminina em cargos de lideran\u00e7a, citando como exemplo o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), criado pelo BRICS. \u201cFoi criado para ser diferente do Banco Mundial nas suas pr\u00e1ticas, no modus operandi, um banco para empr\u00e9stimos de longo prazo que atende a pa\u00edses em desenvolvimento, n\u00e3o apenas do BRICS, e que tenha um compromisso com investimento em infraestrutura\u201d, comentou. \u201cOs cinco pa\u00edses tinham proposto uma agenda de g\u00eanero. Menos de 30% dos cargos no NDB s\u00e3o ocupados por mulheres, e elas ainda n\u00e3o est\u00e3o nas posi\u00e7\u00f5es mais altas&#8221;.<\/p>\n<p>A economista tamb\u00e9m falou sobre a pesquisa que lidera no Ipea, voltada para a trilha financeira do BRICS, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s iniciativas propostas pela R\u00fassia. \u201cA R\u00fassia defende uma arquitetura mais dependente do BRICS e outros pa\u00edses em desenvolvimento, com menor depend\u00eancia do aval do FMI para um socorro em caso de crise do balan\u00e7o de pagamentos\u201d, mencionou. \u201cA R\u00fassia enfrenta o congelamento de 300 bilh\u00f5es de d\u00f3lares de suas reservas internacionais, uma san\u00e7\u00e3o unilateral dos Estados Unidos, e a R\u00fassia defende a proposta de fortalecer ou triar outros meios pelos quais as transa\u00e7\u00f5es internacionais podem ser liquidadas e n\u00e3o apenas o sistema Swift\u201d. Outra iniciativa, dentro do grupo, \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de uma moeda comum, mas operando em moeda local. \u201c\u00c9 uma contribui\u00e7\u00e3o para a desdolariza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Voltando \u00e0 atua\u00e7\u00e3o no IPEA, Acioly observou que, em sua trajet\u00f3ria, ela frequentemente foi a \u00fanica mulher em cargos t\u00e9cnicos e de dire\u00e7\u00e3o. \u201cNa diretoria de macroeconomia, sou a \u00fanica mulher, e na \u00e1rea internacional, onde j\u00e1 fui diretora, tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 mulheres\u201d, relatou. Ela concluiu sua fala ressaltando a necessidade de pol\u00edticas mais inclusivas que incentivem a participa\u00e7\u00e3o feminina em \u00e1reas historicamente dominadas por homens. \u201cPrecisamos pensar em pol\u00edticas que fa\u00e7am as mulheres se engajarem nessas discuss\u00f5es\u201d, finalizou.<\/p>\n<p>Luciana Acioly \u00e9 economista, graduada em Ci\u00eancias Econ\u00f4micas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com doutorado em Economia pela mesma institui\u00e7\u00e3o, e p\u00f3s-doutorado pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Atualmente \u00e9 presidente do Corecon-DF e pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (IPEA).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tributa\u00e7\u00e3o, moedas digitais, mulheres no pensamento econ\u00f4mico e cargos de dire\u00e7\u00e3o foram alguns dos temas discutidos por D\u00e9bora Freire, Simone Deos, Ana Cl\u00e1udia Arruda e Luciana Acioly no 2\u00ba Semin\u00e1rio da Mulher Economista e Diversidade A segunda mesa do 2\u00ba<\/p>\n<p><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=23622\">Leia Mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":23624,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-23622","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23622"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23622"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23622\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/23624"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23622"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23622"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23622"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}