{"id":22971,"date":"2024-07-08T18:01:29","date_gmt":"2024-07-08T21:01:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=22971"},"modified":"2024-07-08T18:01:29","modified_gmt":"2024-07-08T21:01:29","slug":"lacerda-crescimento-nao-e-espetacular-mas-cria-ambiente-mais-favoravel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=22971","title":{"rendered":"Lacerda: \u201cCrescimento n\u00e3o \u00e9 espetacular, mas cria ambiente mais favor\u00e1vel\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em>Conselheiro federal concedeu entrevistas ao programa Jornal Despertador, da TV Democracia, e ao Fechamento, da CartaCapital, e abordou temas de destaque no notici\u00e1rio econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>O conselheiro federal Antonio Corr\u00eaa de Lacerda concedeu duas entrevistas na \u00faltima quinta-feira (04), nas quais abordou temas destacados no notici\u00e1rio econ\u00f4mico, como a alta do d\u00f3lar, o corte de 25 bilh\u00f5es de reais em gastos obrigat\u00f3rios anunciado pelo ministro Fernando Haddad para 2025 e o arcabou\u00e7o fiscal. Pela manh\u00e3, ele falou ao <a href=\"https:\/\/youtu.be\/06nkR8FVpmI?t=2625\">Jornal Despertador<\/a>, produzido pela TV Democracia; mais tarde, falou ao <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=vAEKJHFyIVw\">programa Fechamento<\/a>, da CartaCapital. Ambas as transmiss\u00f5es est\u00e3o dispon\u00edveis no Youtube.<\/p>\n<p>Sobre a alta do d\u00f3lar ocorrida durante os dias anteriores, Lacerda apontou para quest\u00f5es t\u00e9cnicas. \u201cEle vem se valorizando nos Estados Unidos porque o juro alto atrai capitais\u201d, comentou na entrevista ao Jornal Despertador. \u201cO que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que o real se desvalorizou muito mais do que a m\u00e9dia dos pa\u00edses em desenvolvimento, o que sugere componentes internos. Mas, a meu ver, isso tem pouco a ver com as falas do presidente, e sim com movimentos especulativos, de posi\u00e7\u00f5es que s\u00e3o tomadas no mercado. Cabe a n\u00f3s, analistas, exigir a\u00e7\u00f5es do Banco Central para diminuir a volatilidade, porque ela \u00e9 um dos principais pre\u00e7os da economia\u201d.<\/p>\n<p>No tocante \u00e0 volatilidade e ao aumento do risco Brasil (que passou de 201 pontos em maio para 235 em julho), Lacerda afirmou que n\u00e3o h\u00e1 qualquer fundamento que justifique uma varia\u00e7\u00e3o t\u00e3o grande. \u201cO Brasil tem superavit recorde na balan\u00e7a comercial. H\u00e1 um quase equil\u00edbrio em conta corrente, uma d\u00edvida externa p\u00fablica diminuta e reservas internacionais acima de 370 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Os instrumentos est\u00e3o nas m\u00e3os do Banco Central para atuar diretamente no mercado \u00e0 vista, no mercado futuro e nos swaps cambiais\u201d, afirmou \u00e0 CartaCapital.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s chegar a uma m\u00e1xima de R$ 5,70, o pre\u00e7o do d\u00f3lar caiu para R$ 5,55 ainda no dia 03 \u2013 data anterior \u00e0s entrevistas concedidas por Lacerda. \u201cEsses movimentos de curto prazo s\u00e3o posi\u00e7\u00f5es especulativas tomadas por determinados agentes econ\u00f4micos, o que \u00e9 parte do jogo. Nos pr\u00f3ximos dias haver\u00e1 muita volatilidade respondendo \u00e0 expectativa do que ser\u00e1 feito na pol\u00edtica econ\u00f4mica, fiscal e de juros\u201d, comentou o economista. \u201cO Brasil tem todas as condi\u00e7\u00f5es de manter uma taxa mais est\u00e1vel, mas isso est\u00e1 sob o dom\u00ednio do Banco Central\u201d.<\/p>\n<p>Lacerda tamb\u00e9m criticou, nas duas entrevistas, a cobertura que os assuntos econ\u00f4micos recebem na imprensa, mencionando que \u00e9 algo enviesado e de curt\u00edssimo prazo. \u201cA situa\u00e7\u00e3o fiscal do Brasil \u00e9 bastante razo\u00e1vel, os indicadores s\u00e3o parecidos com os dos pa\u00edses do G20. Os Estados s\u00e3o deficit\u00e1rios porque t\u00eam obriga\u00e7\u00f5es que uma fam\u00edlia ou uma empresa n\u00e3o possuem\u201d, observou. \u201cO maior componente que afeta as contas p\u00fablicas \u00e9 a taxa de juros muito elevada. O Brasil p\u00f3s-covid, p\u00f3s efeitos das guerras e clim\u00e1ticos, a exemplo dos demais pa\u00edses do G20, tem d\u00e9ficit, mas \u00e9 algo absolutamente control\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>Acerca do corte de gastos anunciado pelo ministro Fernando Haddad nas despesas obrigat\u00f3rias de 2025 para cumprir o novo arcabou\u00e7o fiscal, o conselheiro federal apontou que h\u00e1 espa\u00e7o para rever benef\u00edcios fiscais e isen\u00e7\u00f5es a determinados setores e empresas. \u201cTodo subs\u00eddio e incentivo tem que ter um retorno econ\u00f4mico e social. H\u00e1 mais de 500 bilh\u00f5es de reais ao ano que podem ser revistos. Mas h\u00e1 muita resist\u00eancia, porque estes setores s\u00e3o hiper representados no Congresso Nacional\u201d, afirmou no Jornal Despertador. \u201cO arcabou\u00e7o fiscal foi uma resposta para sair da rigidez da Emenda 95. Foi aquilo que se viabilizou dada a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as do momento. \u00c9 preciso comunicar com clareza que ao mesmo tempo que existe uma meta de d\u00e9ficit zero, ela tem alguma margem, para preservar na medida do poss\u00edvel os investimentos\u201d.<\/p>\n<p>Ao falar sobre o momento econ\u00f4mico que o Brasil vive, o conselheiro federal apontou para a melhora dos indicadores de emprego e renda. \u201cA reconstru\u00e7\u00e3o est\u00e1 em curso, com a recupera\u00e7\u00e3o do emprego e da renda, a retomada dos programas sociais, o papel dos bancos p\u00fablicos, a infla\u00e7\u00e3o controlada e uma situa\u00e7\u00e3o externa como poucas vezes o Brasil teve\u201d, argumentou. \u201cA retomada dos investimentos j\u00e1 acontece em v\u00e1rios setores. No ano passado, no in\u00edcio do ano, as proje\u00e7\u00f5es de crescimento eram inferiores a 1%. Crescemos quase 3%. Neste ano teremos uma continuidade. N\u00e3o \u00e9 um crescimento espetacular, mas cria um ambiente mais favor\u00e1vel \u00e0 melhoria da qualidade de vida\u201d. Sobre o mesmo tema, na entrevista \u00e0 CartaCapital, acrescentou: \u201cH\u00e1 indicadores positivos, mais emprego, renda e programas sociais. O debate econ\u00f4mico na m\u00eddia corporativa est\u00e1 dissociado do dia a dia das pessoas. A vida delas t\u00eam melhorado, mas fica a impress\u00e3o de que tudo se reflete no c\u00e2mbio, na bolsa\u201d.<\/p>\n<p>O economista classificou de descalabro a proposta de transformar o Banco Central em empresa estatal \u2013 assunto abordado na entrevista \u00e0 CartaCapital. \u201cCriaria uma inst\u00e2ncia mais paralela do que j\u00e1 \u00e9 hoje. O Banco Central do Brasil j\u00e1 tem autonomia e, a exemplo do que h\u00e1 mundo afora, precisa agir mais em conson\u00e2ncia com o todo da pol\u00edtica macroecon\u00f4mica, especialmente a pol\u00edtica fiscal. O que n\u00f3s temos no Brasil \u00e9 um BC absolutamente alinhado ao mercado financeiro\u201d, apontou Lacerda. \u201cSe h\u00e1 ru\u00eddo da parte do governo em rela\u00e7\u00e3o ao BC, a rec\u00edproca \u00e9 verdadeira. Campos Neto agiu mal colocando em d\u00favida a sustentabilidade fiscal do pa\u00eds de uma forma exagerada, claramente querendo marcar posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao mercado financeiro. Isso dificulta a a\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica como um todo\u201d.<\/p>\n<p>Questionado se esperava por uma alta dos juros ainda em 2024, o conselheiro federal respondeu que n\u00e3o. \u201cNossa taxa j\u00e1 \u00e9 uma das mais elevadas do planeta e traz consequ\u00eancias enormes para a economia, como o desequil\u00edbrio fiscal. Fala-se muito sobre ele e n\u00e3o se menciona o fato de que as taxas elevadas implicam num disp\u00eandio anual superior a 700 bilh\u00f5es de reais, ou 7% do PIB, s\u00f3 para o pagamento de juros sobre a d\u00edvida p\u00fablica\u201d, criticou. \u201cEla tamb\u00e9m interfere nas demais taxas de juros, o financiamento se torna proibitivo no Brasil, com inadimpl\u00eancia muito elevada entre fam\u00edlias e empresas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conselheiro federal concedeu entrevistas ao programa Jornal Despertador, da TV Democracia, e ao Fechamento, da CartaCapital, e abordou temas de destaque no notici\u00e1rio econ\u00f4mico O conselheiro federal Antonio Corr\u00eaa de Lacerda concedeu duas entrevistas na \u00faltima quinta-feira (04), nas quais<\/p>\n<p><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=22971\">Leia Mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":22972,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-22971","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22971"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22971"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22971\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/22972"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22971"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22971"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22971"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}