{"id":22789,"date":"2024-06-07T17:37:44","date_gmt":"2024-06-07T20:37:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=22789"},"modified":"2024-06-07T17:37:44","modified_gmt":"2024-06-07T20:37:44","slug":"podcast-economista-do-real-ao-real","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=22789","title":{"rendered":"Podcast economista: Do Real ao Real"},"content":{"rendered":"<p><em>Em parceria com o IE-Unicamp, o terceiro epis\u00f3dio da s\u00e9rie Mem\u00f3rias e Futuro da Economia Brasileira aborda os padr\u00f5es monet\u00e1rios utilizados no Pa\u00eds.<\/em><\/p>\n<p>No dia 1\u00ba de julho o real completa 30 anos de circula\u00e7\u00e3o e o terceiro epis\u00f3dio da s\u00e9rie Mem\u00f3rias e Futuro da Economia Brasileira, em parceria com o Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (IE- Unicamp), fala sobre as moedas que j\u00e1 vigoraram no Pa\u00eds, desde a primeira \u2013 o real portugu\u00eas \u2013 at\u00e9 a atual. Quem conversou conosco foram os professores Andr\u00e9 Biancarelli, Fernando Cerqueira Lima e Ivan Salom\u00e3o. Ou\u00e7a o epis\u00f3dio Do Real ao Real clicando <a href=\"https:\/\/podcasters.spotify.com\/pod\/show\/economistas-cofecon\/episodes\/116---Do-Real-ao-Real-e2kkn2f\/a-abbct38\">AQUI.<\/a><\/p>\n<p>Por ocasi\u00e3o do descobrimento do Brasil, em 1500, a moeda vigente em Portugal chamava-se real, e eram utilizadas moedas de ouro, prata e cobre. Quando se iniciou o processo de coloniza\u00e7\u00e3o, tal moeda tamb\u00e9m passou a ser a unidade monet\u00e1ria no Brasil. No entanto, nem sempre era poss\u00edvel encontr\u00e1-las em circula\u00e7\u00e3o, o que fazia com que outros meios de pagamento fossem aceitos \u2013 mas sempre tendo o real como unidade de valor.<\/p>\n<p>\u201cEm diversas circunst\u00e2ncias foram usados outros meios de pagamento, como o a\u00e7\u00facar, ou panos de algod\u00e3o e sementes de cacau\u201d, explica Cerqueira. \u201cH\u00e1 a pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o do Keynes de algo que j\u00e1 era aceito no s\u00e9culo XVIII: meio de pagamento \u00e9 aquilo que o governo diz que \u00e9. O governo determinava que uma arroba de a\u00e7\u00facar valia tantos reais, e aceitava aquilo como pagamento de impostos. A mesma coisa com os panos de algod\u00e3o e, depois, com o ouro em p\u00f3\u201d.<\/p>\n<p>Embora o conceito de infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o existisse como nos dias atuais, ao longo do tempo o real se desvalorizou muito em rela\u00e7\u00e3o ao ouro e \u00e0 prata. \u201cPor causa da necessidade que os portugueses tinham de financiar as guerras da restaura\u00e7\u00e3o, quando eles se separaram da Espanha. E isso influenciou tamb\u00e9m no Brasil\u201d, explica Cerqueira. \u201cA t\u00e9cnica para fazer isso era chamada de levantamento. Ent\u00e3o a moeda de um tost\u00e3o, que valia, por exemplo, 100 r\u00e9is, passava a valer 150. Isso significava uma desvaloriza\u00e7\u00e3o do real. Aquela quantidade de prata que estava no tost\u00e3o, que era uma moeda de prata, passava a valer mais\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a independ\u00eancia o real continuou sendo a unidade de valor no Brasil. Como a moeda circulou por muito tempo em c\u00e9dulas m\u00faltiplas de mil, tornou-se muito comum o uso do termo mil r\u00e9is, e um milh\u00e3o de r\u00e9is era chamado de um conto de r\u00e9is. No ano de 1833 um conto de r\u00e9is correspondia a cerca de 1,4 quilos de ouro 22 quilates.<\/p>\n<p>O real continuou sendo a moeda brasileira depois da Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica. Houve tentativas de fazer com que a moeda brasileira pudesse ser convertida em ouro, mas elas esbarravam no fato de que havia v\u00e1rias emiss\u00f5es diferentes no mercado \u2013 o Banco do Brasil, o Tesouro Nacional e a Caixa de Convers\u00e3o emitiam notas de mil r\u00e9is.<\/p>\n<p>Em 1926 houve o projeto de criar o cruzeiro de ouro, que teria sua cota\u00e7\u00e3o estabelecida no valor de dez mil r\u00e9is. O pr\u00f3prio termo cruzeiro vinha do desejo de dar a moeda um nome nacional, j\u00e1 que real era considerado uma heran\u00e7a portuguesa. No entanto, o projeto foi abandonado ap\u00f3s a crise de 1929 e a revolu\u00e7\u00e3o de 1930. Com o desgaste do valor do padr\u00e3o monet\u00e1rio brasileiro, o cruzeiro foi lan\u00e7ado em 1942 \u2013 mas, ao contr\u00e1rio do projeto original, n\u00e3o era convers\u00edvel em ouro e passou a ser equiparado \u00e0 antiga moeda na raz\u00e3o de um cruzeiro para mil r\u00e9is.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma especificidade bastante importante nesta \u00e9poca, que \u00e9 a eclos\u00e3o da Segunda Guerra em 1939. Ao longo da primeira metade dos anos 40, se observa um recrudescimento da infla\u00e7\u00e3o\u201d, conta o professor Ivan Salom\u00e3o. \u201cOs Estados Unidos e a Europa eram os principais fornecedores de alguns bens industrializados para o Brasil. Naquele per\u00edodo, os pa\u00edses beligerantes concentravam suas economias no esfor\u00e7o de guerra e o Brasil teve dificuldade para importar alguns bens\u201d.<\/p>\n<p>Outra caracter\u00edstica da infla\u00e7\u00e3o brasileira tinha a ver com o balan\u00e7o de pagamentos. Quando o governo promovia uma desvaloriza\u00e7\u00e3o no c\u00e2mbio a fim de facilitar as exporta\u00e7\u00f5es, gerava press\u00f5es inflacion\u00e1rias. Assim, nos anos 50 a infla\u00e7\u00e3o foi mais do que o dobro daquela verificada nos anos 40.<\/p>\n<p>\u201cTanto o fechamento da economia brasileira quanto o estrangulamento estrutural do Balan\u00e7o de pagamentos, somados a uma pol\u00edtica econ\u00f4mica por vezes expansionista, seja do ponto de vista fiscal ou do ponto de vista monet\u00e1rio, refor\u00e7ava a infla\u00e7\u00e3o por meio da monetiza\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit p\u00fablico\u201d, explica Salom\u00e3o.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o continuou subindo nos primeiros anos da d\u00e9cada de 1960 e, em 1965, o governo militar instituiu uma nova moeda \u2013 o cruzeiro novo. Ele passou a vigorar a partir de 1967, com o corte de tr\u00eas d\u00edgitos do antigo padr\u00e3o monet\u00e1rio. A mesma resolu\u00e7\u00e3o previa que a nova moeda seria, mais tarde, renomeada para cruzeiro, o que aconteceu em 1970.<\/p>\n<p>Num primeiro momento, o regime militar conseguiu reduzir a infla\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao que se observava antes. Durante o per\u00edodo conhecido como milagre econ\u00f4mico, o governo controlava pre\u00e7os por meio de \u00f3rg\u00e3os como a Comiss\u00e3o Nacional de Est\u00edmulo \u00e0 Estabiliza\u00e7\u00e3o de Pre\u00e7os (Conep) ou o Conselho Interministerial de Pre\u00e7os (CIP).<\/p>\n<p>Em 1973 ocorreu o primeiro Choque do Petr\u00f3leo. Devido \u00e0 pouca quantidade de divisas de que o Pa\u00eds dispunha para importar o produto, o governo Geisel lan\u00e7ou o segundo Plano Nacional de Desenvolvimento, com investimentos em infraestrutura industrial e energias alternativas.<\/p>\n<p>\u201cO Pro\u00e1lcool era uma maneira de atenuar a depend\u00eancia da economia brasileira do petr\u00f3leo, cujo pre\u00e7o se espraia pela forma\u00e7\u00e3o de todos os outros pre\u00e7os\u201d, afirma Salom\u00e3o. \u201cDurante os anos 70 o governo investiu fortemente em setores de infraestrutura e combust\u00edveis. Mas quando da eclos\u00e3o do segundo Choque do Petr\u00f3leo, a situa\u00e7\u00e3o de fato saiu do controle. As condi\u00e7\u00f5es de financiamento das economias perif\u00e9ricas foram totalmente alteradas\u201d.<\/p>\n<p>Com a crise gerada pelo segundo Choque do petr\u00f3leo e pela subida dos juros internacionais, o Brasil foi obrigado a fazer um ajuste no in\u00edcio dos anos 80 para controlar o balan\u00e7o de pagamentos. As medidas levaram o cruzeiro a uma forte desvaloriza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de colocarem o Pa\u00eds numa recess\u00e3o severa. A infla\u00e7\u00e3o superou a marca de 100% ao ano pela primeira vez na hist\u00f3ria e passou de 200% ainda em 1984. O cruzeiro perdia cada vez mais o seu valor nominal e, em 1986, o governo Sarney lan\u00e7ou um plano de estabiliza\u00e7\u00e3o que, entre outras medidas, institu\u00eda o cruzado como nova moeda brasileira.<\/p>\n<p>\u201cEm 1986 o governo Sarney lan\u00e7ou o Plano Cruzado. O governo anunciou um congelamento de pre\u00e7os por tempo indeterminado, ao mesmo tempo que concedia reajuste para os sal\u00e1rios nominais e para o sal\u00e1rio m\u00ednimo\u201d, conta Salom\u00e3o. \u201cO congelamento se mostrou uma medida bastante inadequada para controlar a in\u00e9rcia inflacion\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o foi mais poss\u00edvel segurar o congelamento de pre\u00e7os, a infla\u00e7\u00e3o voltou a subir, superando 300% em 1987 e quase 1.000%. em 1988. O per\u00edodo foi marcado por v\u00e1rios planos de estabiliza\u00e7\u00e3o que acabaram n\u00e3o atingindo o objetivo: depois do Plano Cruzado, em 1986, houve o Plano Bresser em 1987. A infla\u00e7\u00e3o continuava alta e, por isso, j\u00e1 em 1989, com o lan\u00e7amento do Plano Ver\u00e3o, foi feito um novo corte de tr\u00eas zeros no valor nominal da moeda e estabelecido o cruzado novo, que circulou por apenas um ano e dois meses. A infla\u00e7\u00e3o de 1989 foi pr\u00f3xima de 2.000%.<\/p>\n<p>Ao assumir o governo em 1990, o presidente Fernando Collor de Mello anunciou um novo plano econ\u00f4mico, que ficou conhecido pelo confisco de poupan\u00e7a. Este mesmo plano mudou novamente o nome da moeda para cruzeiro, mas o problema da infla\u00e7\u00e3o persistia. Em 1991 foram lan\u00e7adas as c\u00e9dulas de Cr$ 10 mil e Cr$ 50 mil; no ano seguinte, a de Cr$ 100 mil; e em 1993, j\u00e1 no governo Itamar Franco, a de Cr$ 500 mil. O Conselho Monet\u00e1rio Nacional tinha um projeto para lan\u00e7ar as c\u00e9dulas de Cr$ 1 milh\u00e3o e Cr$ 5 milh\u00f5es, mas em agosto daquele ano houve um novo corte de zeros e entrou em vigor um novo padr\u00e3o monet\u00e1rio, o mais ef\u00eamero da hist\u00f3ria do Brasil: o cruzeiro real.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o de 1993 foi a mais alta da hist\u00f3ria do Brasil, chegando a quase 2.500% ao ano. Enquanto isso, o governo trabalhava num plano de estabiliza\u00e7\u00e3o diferente dos anteriores, estabelecido sobre tr\u00eas pilares: o fiscal, com o ajuste das contas p\u00fablicas; a desindexa\u00e7\u00e3o da economia, usando a Unidade Real de Valor (URV); e a \u00e2ncora cambial.<\/p>\n<p>\u201cA ideia de que a infla\u00e7\u00e3o tem como uma das principais causas o desequil\u00edbrio das contas p\u00fablicas \u00e9 ortodoxa. A formula\u00e7\u00e3o do Plano Real, em meados de 1993, come\u00e7a com um ajustamento das contas p\u00fablicas\u201d explica o professor Andr\u00e9 Biancarelli. \u201cA infla\u00e7\u00e3o brasileira mascarava o resultado das contas p\u00fablicas, mesmo que o d\u00e9ficit n\u00e3o parecesse t\u00e3o ruim\u201d.<\/p>\n<p>Para desindexar a economia, em planos anteriores foi tentado o congelamento de pre\u00e7os; no Plano Real, a estrat\u00e9gia foi acelerar os reajustes no tempo, aumentando a infla\u00e7\u00e3o e convergindo os valores num \u00fanico superindexador, a URV.<\/p>\n<p>\u201cO terceiro pilar, a partir de julho, \u00e9 a quest\u00e3o cambial. A nova moeda estava ancorada no d\u00f3lar. Come\u00e7ou com a cota\u00e7\u00e3o de 1 para 1, mas se apreciou e chegou a R$ 0,85 por d\u00f3lar\u201d, relembra Biancarelli. \u201cEste \u00e9 um mecanismo poderoso de controle de pre\u00e7os, utilizado em todos os processos inflacion\u00e1rios cr\u00f4nicos. N\u00e3o existe nenhum exemplo de controle de uma infla\u00e7\u00e3o complicada como a nossa sem uso de alguma forma de taxa de c\u00e2mbio para ajudar a controlar os pre\u00e7os. Na minha avalia\u00e7\u00e3o, com o benef\u00edcio de tr\u00eas d\u00e9cadas, os tr\u00eas pilares s\u00e3o importantes, mas o decisivo foi o terceiro\u201d.<\/p>\n<p>Durante os primeiros anos de exist\u00eancia do real, a economia brasileira esteve bastante vulner\u00e1vel ao que ocorria no exterior. Crises como a do M\u00e9xico (1994), pa\u00edses asi\u00e1ticos (1997) e R\u00fassia (1998) tiveram efeitos no Brasil, at\u00e9 chegar \u00e0 maxidesvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda brasileira em 1999.<\/p>\n<p>\u201cAlguns autores costumam dizer que o sucesso do Plano Real criou as sementes da sua pr\u00f3pria amea\u00e7a: um d\u00e9ficit cada vez maior no balan\u00e7o de pagamentos. Depend\u00edamos do fluxo de financiamentos externos para fechar as contas\u201d, analisa Biancarelli. \u201cDeu certo enquanto o mundo tinha fluxos de capital \u00e0 vontade. Quando come\u00e7aram a aparecer crises em outros pa\u00edses, esse fluxo de financiamentos externos diminui. O primeiro sinal de fogo foi a crise mexicana. A partir de 1997 come\u00e7a a ter outras crises com ingredientes parecidos. O Brasil vive uma certa agonia prolongada de uma receita que estava um pouco fadada ao fracasso, que era a manuten\u00e7\u00e3o de uma taxa de c\u00e2mbio que n\u00e3o era rigorosamente fixa, mas que era muito controlada\u201d.<\/p>\n<p>Desde a implementa\u00e7\u00e3o do Plano Real, a infla\u00e7\u00e3o brasileira tem estado sob controle e apenas quatro vezes superou a marca de 10% ao ano. Com trinta anos de vig\u00eancia, o real j\u00e1 \u00e9 a segunda moeda brasileira com mais tempo de dura\u00e7\u00e3o (atr\u00e1s, apenas, do real portugu\u00eas). A infla\u00e7\u00e3o se encontra abaixo dos patamares verificados na d\u00e9cada de 1940, que marca o in\u00edcio dos \u00edndices utilizados para calcular este indicador. Por isso, ao completar tr\u00eas d\u00e9cadas de circula\u00e7\u00e3o, cabe a pergunta: ser\u00e1 que a economia brasileira conseguiu atingir uma maturidade monet\u00e1ria?<\/p>\n<p>\u201cSe for a ideia de uma infla\u00e7\u00e3o sob controle, que n\u00e3o ser\u00e1 de 40% ao m\u00eas, ou de 400% ao ano, sim. Desde 1995 nossa infla\u00e7\u00e3o \u00e9 bem comportada para os padr\u00f5es hist\u00f3ricos brasileiros e para padr\u00f5es de pa\u00edses perif\u00e9ricos\u201d, aponta Biancarelli. \u201cEm alguns momentos ela passou de 10%, o que \u00e9 uma taxa relativamente alta, mas para padr\u00f5es hist\u00f3ricos brasileiros, n\u00e3o \u00e9 escandalosa. Decorre de alguns desequil\u00edbrios e problemas espec\u00edficos. Desde 1996, nunca mais superou 20% ao ano\u201d.<\/p>\n<p>Para Biancarelli, cabe tamb\u00e9m a reflex\u00e3o de que n\u00e3o se pode achar que podemos ter uma infla\u00e7\u00e3o no mesmo n\u00edvel de pa\u00edses desenvolvidos. \u201cSomos um pa\u00eds perif\u00e9rico cuja moeda n\u00e3o \u00e9 de primeiro n\u00edvel na hierarquia financeira internacional. O Brasil sofre choques de pre\u00e7os de commodities, de energia, de oferta e isso torna a nossa economia mais propensa a ter epis\u00f3dios de infla\u00e7\u00e3o. Mas uma infla\u00e7\u00e3o de 5% ao ano n\u00e3o est\u00e1 descontrolada\u201d, finaliza.<\/p>\n<p><strong>Os participantes<\/strong><\/p>\n<p>Fernando Cerqueira Lima \u00e9 graduado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com mestrado em Planejamento Urbano pela mesma institui\u00e7\u00e3o, doutorado em economia pela Universidade de Cardiff e p\u00f3s-doutorado pela Universidade de Lisboa. \u00c9 professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Ivan Colangelo Salom\u00e3o \u00e9 mestre em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor pela mesma institui\u00e7\u00e3o. \u00c9 professor da Universidade de S\u00e3o Paulo e tamb\u00e9m j\u00e1 trabalhou na Universidade de Caxias do Sul, Universidade Estadual de Ponta Grossa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Universidade Federal do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Martins Biancarelli \u00e9 graduado, mestre e doutor em economia pela Universidade Estadual de Campinas, onde tamb\u00e9m foi diretor do Instituto de Economia (IE-Unicamp) e hoje \u00e9 professor associado (livre docente).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/podcasters.spotify.com\/pod\/show\/economistas-cofecon\/embed\/episodes\/116---Do-Real-ao-Real-e2kkn2f\/a-abbct38\" width=\"800px\" height=\"204px\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em parceria com o IE-Unicamp, o terceiro epis\u00f3dio da s\u00e9rie Mem\u00f3rias e Futuro da Economia Brasileira aborda os padr\u00f5es monet\u00e1rios utilizados no Pa\u00eds. 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