{"id":22566,"date":"2024-05-10T15:56:47","date_gmt":"2024-05-10T18:56:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=22566"},"modified":"2024-05-10T15:56:47","modified_gmt":"2024-05-10T18:56:47","slug":"juros-reoneracao-pacote-de-50-bilhoes-lacerda-comenta-noticias-no-jornal-da-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=22566","title":{"rendered":"Juros, reonera\u00e7\u00e3o, pacote de 50 bilh\u00f5es: Lacerda comenta not\u00edcias no Jornal da Cultura"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Conselheiro federal participou da bancada do telejornal no dia 09\/05. Entre as not\u00edcias comentadas est\u00e3o a reonera\u00e7\u00e3o de 17 setores da economia, o pacote de 50 bilh\u00f5es em apoio ao Rio Grande do Sul e a redu\u00e7\u00e3o da taxa Selic<\/em><\/p> <p>O conselheiro federal Antonio Corr\u00eaa de Lacerda participou nesta quinta-feira (09) da bancada do Jornal da Cultura, comentando as not\u00edcias veiculadas no telejornal. Ele comentou o pacote de 50 bilh\u00f5es do governo federal em apoio ao Rio Grande do Sul, a reonera\u00e7\u00e3o de 17 setores da economia, a queda da taxa b\u00e1sica de juros e a situa\u00e7\u00e3o de R\u00fassia e Israel, pa\u00edses que est\u00e3o envolvidos em conflitos que impactam a economia global. O telejornal pode ser assistido na \u00edntegra clicando <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=UNlbt1y89mw\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>AQUI<\/strong><\/span><\/a>.&nbsp;<\/p> <p>Lacerda v\u00ea como positivo o an\u00fancio do pacote de 50 bilh\u00f5es de reais por parte do governo federal em apoio ao Rio Grande do Sul. \u201cDiante de uma situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o grave, duas coisas t\u00eam chamado a aten\u00e7\u00e3o: primeiro, a prontid\u00e3o do Estado, seja o governo do Rio Grande do Sul, seja o governo federal, em buscar, junto com as cidades, solu\u00e7\u00f5es para amenizar o preju\u00edzo econ\u00f4mico, social, pol\u00edtico e principalmente das vidas e da qualidade de vida das pessoas\u201d, apontou o economista. \u201cN\u00e3o h\u00e1 mais espa\u00e7o para o negacionismo, seja ele sanit\u00e1rio, ambiental, clim\u00e1tico. A responsabilidade dos poderes \u00e9 fundamental nisso, assim como a cobran\u00e7a da sociedade. A ideia de um Estado m\u00ednimo \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o, porque nesta hora quem vai socorrer \u00e9 o Estado; e os investimentos em preven\u00e7\u00e3o e de organiza\u00e7\u00e3o do Estado s\u00e3o muito importantes n\u00e3o s\u00f3 para se precaver das cat\u00e1strofes, mas atend\u00ea-las no momento exato\u201d.<\/p> <p>O governo federal e o Congresso Nacional fecharam um acordo pela retomada gradual da reonera\u00e7\u00e3o de 17 setores da economia. Em troca, o Poder Executivo abriu m\u00e3o de R$ 4 bilh\u00f5es do or\u00e7amento. \u201cMuitas vezes, dada essa correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as e esse desequil\u00edbrio de poder que h\u00e1 entre o Legislativo e o Executivo, h\u00e1 uma cobran\u00e7a da obten\u00e7\u00e3o de um determinado resultado fiscal, por parte do Executivo, mas com a amplia\u00e7\u00e3o do poder do Legislativo\u201d, analisou Lacerda. \u201cOs deputados e senadores ganham um poder maior de influ\u00eancia sobre parcelas significativas do or\u00e7amento. Muitas vezes \u00e9 ruim porque n\u00e3o atende o interesse do Pa\u00eds. Mais do que um embate entre o Executivo e o Legislativo, h\u00e1 aquilo que \u00e9 interesse coletivo e aquilo que s\u00e3o interesses particulares\u201d.<\/p> <p>O acordo n\u00e3o vale para os pequenos munic\u00edpios. O governo estima que o escalonamento da reonera\u00e7\u00e3o dever\u00e1 custar at\u00e9 R$ 10 bilh\u00f5es ao ano. Na pr\u00f3xima semana ser\u00e1 retomada a negocia\u00e7\u00e3o com os representantes das prefeituras. \u201cSe n\u00e3o foi a melhor escolha tecnicamente ou economicamente, foi o acordo poss\u00edvel da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as. Mas n\u00e3o se pode de um lado pedir desonera\u00e7\u00e3o e do outro defender equil\u00edbrio fiscal. \u00c9 preciso encontrar um meio termo. Politicamente a solu\u00e7\u00e3o encontrada foi a reonera\u00e7\u00e3o gradual para se restabelecer uma m\u00ednima capacidade de arrecada\u00e7\u00e3o por parte do Estado e dar uma previsibilidade para os setores que foram beneficiados com a desonera\u00e7\u00e3o\u201d, abordou o conselheiro federal.<\/p> <p>A decis\u00e3o do Copom de reduzir os juros em 0,25 ponto percentual tamb\u00e9m foi comentada. \u201cFoi ruim. No ano passado o Estado pagou 720 bilh\u00f5es de reais para pagar sua d\u00edvida, em grande parte atrelada \u00e0 Selic. Cada ponto, meio ponto, 0,25, faz diferen\u00e7a sobre as contas p\u00fablicas. Uma redu\u00e7\u00e3o no ritmo de queda da taxa de juros significa que na ponta os juros n\u00e3o s\u00f3 do mercado futuro, mas tamb\u00e9m ao tomador final, tende a ficar mais conservador\u201d, observou Lacerda.<\/p> <p>Comentando uma poss\u00edvel decis\u00e3o pol\u00edtica da parte dos integrantes que votaram pela queda de 0,5 ponto percentual, o economista argumentou que \u201caqueles que optaram por 0,25 tamb\u00e9m t\u00eam uma influ\u00eancia pol\u00edtica do chamado mercado. Ningu\u00e9m sabe direito que entidade \u00e9 essa, mas \u00e9 o mercado financeiro, que tem seus porta-vozes na m\u00eddia e que tendem a fazer uma profecia autorrealiz\u00e1vel. Na medida em que fazem um progn\u00f3stico de redu\u00e7\u00e3o menor da taxa de juros, isso acaba se configurando na pr\u00e1tica. Forma-se opini\u00e3o, o chamado consenso, e sabemos que todas as decis\u00f5es no \u00e2mbito da economia pol\u00edtica refletem press\u00f5es de grupos de interesse\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":22576,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7,2],"tags":[],"class_list":["post-22566","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cofecon-na-midia","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22566"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22566"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22566\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/22576"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22566"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22566"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22566"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}