{"id":21828,"date":"2023-12-19T09:54:19","date_gmt":"2023-12-19T12:54:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=21828"},"modified":"2023-12-19T09:54:19","modified_gmt":"2023-12-19T12:54:19","slug":"economista-lauro-chaves-neto-analisa-o-cenario-economico-no-ceara-e-brasilc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=21828","title":{"rendered":"Economista Lauro Chaves Neto analisa o cen\u00e1rio econ\u00f4mico no Cear\u00e1 e Brasil"},"content":{"rendered":"<p><em>Confira a entrevista do conselheiro federal Lauro Chaves neto ao <a href=\"https:\/\/ootimista.com.br\/entrevistas\/economista-cearense-lauro-chaves-neto-analisa-o-cenario-economico-no-ceara-e-brasil\/\">portal O Otimista<\/a><\/em><\/p>\n<p>O economista cearense Lauro Chaves Neto possui um curr\u00edculo extenso. \u00c9 assessor econ\u00f4mico da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Cear\u00e1 (Fiec), professor da Universidade Estadual do Cear\u00e1 (Uece), presidente da Academia Cearense de Economia (ACE) e membro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), s\u00f3 para citar algumas de suas atribui\u00e7\u00f5es. Mesmo assim, o PhD em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, na Espanha, mant\u00e9m uma vida leve, organizando seu tempo de forma a conseguir conciliar trabalho, lazer, fam\u00edlia e amigos.<\/p>\n<p>Considerado um dos principais economistas do Cear\u00e1, ele tem consci\u00eancia de que fazer uma boa gest\u00e3o do pr\u00f3prio tempo \u00e9 fundamental diante de uma agenda cheia de compromissos. Em entrevista ao\u00a0<strong>O Otimista<\/strong>, Lauro analisa o cen\u00e1rio econ\u00f4mico no Estado e no Pa\u00eds, fala sobre os reflexos das guerras atuais e do per\u00edodo p\u00f3s-pandemia, al\u00e9m de destacar a import\u00e2ncia das pr\u00e1ticas ESG nas empresas e da necessidade da reindustrializa\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p><strong>O Otimista \u2013 Al\u00e9m de outras atribui\u00e7\u00f5es, o senhor tamb\u00e9m \u00e9 assessor econ\u00f4mico da Fiec. Quais as perspectivas para a ind\u00fastria cearense nos pr\u00f3ximos anos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lauro Chaves Neto \u2013<\/strong>\u00a0Desde que Ricardo Cavalcante assumiu a presid\u00eancia da Fiec, fui convidado para ser o seu assessor econ\u00f4mico, ajudando na elabora\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e desenvolvimento industrial, nas an\u00e1lises econ\u00f4micas, aos sindicatos e \u00e0s casas que comp\u00f5em a Fiec. A atua\u00e7\u00e3o na Fiec me engrandece profissionalmente e tamb\u00e9m \u00e9 uma oportunidade de contribuir para a economia cearense e para o fortalecimento da ind\u00fastria no Estado. Temos perspectivas otimistas para nossa ind\u00fastria. Podemos dividi-la em dois eixos, os tradicionais, os quais est\u00e3o passando por um processo de moderniza\u00e7\u00e3o muito grande e por um ganho de produtividade, pois eles precisam competir cada vez mais em uma economia global. S\u00e3o eles: t\u00eaxtil, confec\u00e7\u00f5es, minera\u00e7\u00e3o, metal-mec\u00e2nico, constru\u00e7\u00e3o civil, dentre outros. O segundo eixo s\u00e3o os novos setores emergentes, incluindo energias renov\u00e1veis, economia do mar, da sa\u00fade, com um grande potencial para a transforma\u00e7\u00e3o no perfil da ind\u00fastria cearense. Temos vantagens competitivas que podem fazer do Cear\u00e1 um grande player mundial nesses setores. Por isso, temos que inserir tanto os setores tradicionais como esses novos setores nas cadeias globais de valor. Nesse contexto, o Complexo Industrial e Portu\u00e1rio do Pec\u00e9m \u00e9 a joia da coroa da economia cearense, com potencial de aumentar muito mais nossa competitividade.<\/p>\n<p><strong>O Otimista \u2013 Como a implementa\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas ESG t\u00eam refletido na economia brasileira e cearense e qual a import\u00e2ncia delas no atual cen\u00e1rio econ\u00f4mico?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lauro Chaves Neto \u2013<\/strong>\u00a0O debate sobre sustentabilidade global vem desde a d\u00e9cada de 1970, sempre liderado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). Por\u00e9m, ele sempre teve foco nas quest\u00f5es macroecon\u00f4micas, nas que envolvem os grandes agregados econ\u00f4micos. Ent\u00e3o, tivemos o surgimento do ESG, que traz a sustentabilidade econ\u00f4mica, social, ambiental e de governan\u00e7a para dentro das organiza\u00e7\u00f5es. Atualmente, os grandes fundos de investimentos t\u00eam um tratamento diferenciado com as empresas que trabalham com ESG. Oferecem cr\u00e9ditos mais baratos, condi\u00e7\u00f5es de financiamentos diferenciadas, principalmente pelo potencial dessas organiza\u00e7\u00f5es de criarem uma nova economia, bem mais justa e inclusiva. A Fiec, por exemplo, foi a primeira Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Brasil a ter um n\u00facleo ESG, com a cria\u00e7\u00e3o do Selo ESG.<\/p>\n<p><strong>O Otimista \u2013 Qual o impacto das guerras entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia e Israel e Hamas na economia brasileira?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lauro Chaves Neto \u2013\u00a0<\/strong>Em termos econ\u00f4micos, a guerra da Ucr\u00e2nia possui um impacto muito significativo, principalmente, no mercado de commodities agr\u00edcolas, no qual o Brasil \u00e9 um grande player. A Ucr\u00e2nia sempre foi um dos principais celeiros que alimentou os pa\u00edses da Europa. A guerra em si, dependendo de como ela for finalizada, muda toda essa quest\u00e3o, por conta do grande impacto nesse mercado, assim como reflexo no fornecimento de energia para a Europa. A guerra tamb\u00e9m abre oportunidade de mercado para o agroneg\u00f3cio brasileiro e para o setor de energias, sobretudo as renov\u00e1veis. J\u00e1 a guerra Israel-Hamas tem um vi\u00e9s completamente diferente, ra\u00edzes hist\u00f3ricas muito mais antigas e complexas, \u00e9 de uma solu\u00e7\u00e3o bem mais dif\u00edcil do que a da R\u00fassia e Ucr\u00e2nia. No caso de Israel-Hamas, os impactos econ\u00f4micos, diretos e indiretos, na economia brasileira s\u00e3o bem menores.<\/p>\n<p><strong>O Otimista \u2013<\/strong>\u00a0<strong>O ano de 2023 marcou a sa\u00edda do planeta da pandemia de covid-19. Como o senhor avalia a retomada da atividade econ\u00f4mica no Brasil neste p\u00f3s-crise sanit\u00e1ria?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lauro Chaves Neto \u2013\u00a0<\/strong>No geral, a pandemia causou uma grande desestrutura\u00e7\u00e3o das cadeias globais de gera\u00e7\u00e3o de valor, o que leva muito tempo para se reestruturar. Por exemplo, a reestrutura\u00e7\u00e3o das cadeias de log\u00edstica e suprimentos, em alguns setores, at\u00e9 hoje registram impactos da pandemia. Existiu tamb\u00e9m um grande movimento de reconvers\u00e3o industrial, muitos setores mudaram seu mix, aquilo que produziam historicamente para passar a produzir insumos que eram necess\u00e1rios na pandemia e na recupera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-pandemia. Outro fator importante gerado pela pandemia \u00e9 a consci\u00eancia de que n\u00e3o podemos ficar dependentes de sistemas de produ\u00e7\u00e3o totalmente fora dos nossos pa\u00edses. Precisamos de uma reindustrializa\u00e7\u00e3o, tema que \u00e9 debatido intensamente no Brasil h\u00e1 d\u00e9cadas. A pandemia fez com que alguns desses sistemas de produ\u00e7\u00e3o industrial voltassem para os pa\u00edses de origem, e esse movimento de reindustrializa\u00e7\u00e3o est\u00e1 ganhando corpo no Pa\u00eds. A CNI (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria) est\u00e1 liderando esse processo. Para isso, precisamos que o poder p\u00fablico, o setor produtivo e a academia estejam juntos para que o Brasil consiga, nesta reindustrializa\u00e7\u00e3o, melhorar o patamar da sua competitividade e estar inserido de forma cada vez mais vantajosa nas cadeias globais de valor.<\/p>\n<p><strong>O Otimista \u2013 Como o senhor avalia a economia cearense dentro do contexto nacional?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s temos, no Cear\u00e1, aproximadamente 4,3% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, nossa economia representa apenas 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Ou seja, o cearense m\u00e9dio tem 50%, 55% do padr\u00e3o de vida do brasileiro m\u00e9dio. Isso \u00e9 inaceit\u00e1vel e n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o atual, \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Ent\u00e3o, todos os esfor\u00e7os que n\u00f3s fizemos no Estado, de planejamento governamental, de mobiliza\u00e7\u00e3o do setor produtivo, tudo foi muito importante, mas\u00a0 ainda n\u00e3o conseguimos reduzir essa desigualdade. Para reduzir essa defasagem, n\u00f3s precisamos que o Cear\u00e1, nos pr\u00f3ximos anos e d\u00e9cadas, tenha um salto de crescimento muito mais r\u00e1pido do que o da economia brasileira.<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-184999 alignleft\" src=\"https:\/\/ootimista.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/1812ec0310_5c-300x200.jpg\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"https:\/\/ootimista.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/1812ec0310_5c-300x200.jpg 300w, https:\/\/ootimista.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/1812ec0310_5c-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/ootimista.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/1812ec0310_5c-768x512.jpg 768w, https:\/\/ootimista.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/1812ec0310_5c-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/ootimista.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/1812ec0310_5c-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/ootimista.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/1812ec0310_5c-100x67.jpg 100w\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/>O Otimista \u2013 E como isso pode ser feito?<\/strong><\/p>\n<p>Isso s\u00f3 se consegue com grandes investimentos \u00e2ncoras de um lado, que \u00e9 o desenvolvimento ex\u00f3geno, e acelerando o desenvolvimento local, aquele no territ\u00f3rio dos pequenos neg\u00f3cios com redu\u00e7\u00e3o das desigualdades, com maior distribui\u00e7\u00e3o de renda. Como disse, o Complexo do Pec\u00e9m \u00e9 nossa joia da coroa, principalmente agora, com o desenvolvimento do Hub de Hidrog\u00eanio Verde do Cear\u00e1, al\u00e9m da ZPE (Zona de Processamento de Exporta\u00e7\u00e3o), das energias renov\u00e1veis, da moderniza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria tradicional e de uma eleva\u00e7\u00e3o do patamar do nosso turismo. Precisamos de uma rede de suporte para as pequenas e m\u00e9dias empresas. Nesse contexto, o Senai, o Sesi e o Sebrae t\u00eam atuado de forma muito forte.<\/p>\n<p><strong>O Otimista \u2013<\/strong>\u00a0<strong>Quanto ao hidrog\u00eanio verde, considerado o combust\u00edvel do futuro e importante pauta no Cear\u00e1, o que dificulta a expans\u00e3o comercial do setor no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lauro Chaves \u2013<\/strong>\u00a0Em primeiro lugar, a seguran\u00e7a jur\u00eddica. N\u00f3s precisamos, urgentemente, no Brasil, aprovar o marco regulat\u00f3rio para a produ\u00e7\u00e3o do hidrog\u00eanio verde, para a e\u00f3lica offshore, que \u00e9 um insumo para a produ\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel. N\u00f3s temos que acelerar a quest\u00e3o do reuso da \u00e1gua para que o hidrog\u00eanio verde consiga reutilizar uma \u00e1gua que hoje pode estar sendo jogada no oceano, a \u00e1gua de esgoto e assim por diante. Em segundo lugar, n\u00f3s dependemos da velocidade na inova\u00e7\u00e3o industrial no uso do hidrog\u00eanio verde. Quanto mais r\u00e1pido isso acontecer em m\u00e1quinas e equipamentos, nos processos industriais, no transporte, na log\u00edstica, mais r\u00e1pida ser\u00e1 expans\u00e3o comercial potencializada do hidrog\u00eanio verde.<\/p>\n<p><strong>O Otimista \u2013 Quais segmentos devem ganhar destaque no Brasil em 2024?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lauro Chaves \u2013<\/strong>\u00a0De um lado, temos aqueles setores ligados \u00e0 transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. De outro, temos o setor de bens de consumo de massa. Em nosso Pa\u00eds, a desigualdade territorial e a desigualdade social s\u00e3o enormes. Ent\u00e3o, a maior parte da popula\u00e7\u00e3o tem or\u00e7amento familiar de at\u00e9 cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos. Esse setor, que vende para essa grande massa consumidora, dever\u00e1 vender bem mais em 2024 e 2025. Pois existe o horizonte de ganho do sal\u00e1rio m\u00ednimo, de ganho com as aposentadorias, do fortalecimento de programas de transfer\u00eancia de renda. Tudo isso vai fazer com que essa massa da popula\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel tenha um incremento de renda nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p><strong>O Otimista \u2013 O Brasil est\u00e1 caminhando para ser um pa\u00eds menos desigual?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lauro Chaves \u2013\u00a0<\/strong>O Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses mais desiguais do mundo. A nossa desigualdade \u00e9 extrema, tanto social como territorial, e isso \u00e9 uma das principais mazelas do Pa\u00eds. Reduzir a desigualdade extrema deveria ser uma das grandes prioridades do Brasil. A grande parcela da popula\u00e7\u00e3o tem um poder de consumo pequeno e, ao reduzir o mercado interno, voc\u00ea reduz a possibilidade de crescimento da economia brasileira, principalmente das pequenas e m\u00e9dias empresas. Na minha vis\u00e3o, s\u00f3 com o desenvolvimento do capital humano, em uma gera\u00e7\u00e3o mais equilibrada territorialmente de oportunidades, que n\u00f3s teremos uma redu\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e sustentada da desigualdade. Ter mais investimentos, n\u00e3o s\u00f3 em universalizar a educa\u00e7\u00e3o, mas ter padr\u00f5es internacionais de qualidade de educa\u00e7\u00e3o para o ensino fundamental, para o ensino m\u00e9dio, para o ensino t\u00e9cnico e para o ensino superior. Sem educa\u00e7\u00e3o de qualidade, n\u00e3o chegaremos a lugar nenhum. A gera\u00e7\u00e3o equilibrada de oportunidades \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p><strong>O Otimista \u2013 O senhor j\u00e1 publicou oito livros, entre os quais est\u00e1 uma colet\u00e2nea de artigos sobre sustentabilidade, economia, desigualdade, gest\u00e3o, entre outros temas\u2026<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lauro Chaves \u2013<\/strong>\u00a0Esses livros traduzem muito a quest\u00e3o de gest\u00e3o. Tem livro que atua sobre gest\u00e3o empresarial, desenvolvimento econ\u00f4mico, sobre pobreza e desigualdade, desenvolvimento industrial cearense, as pr\u00e1ticas de sustentabilidade. Ent\u00e3o, quando n\u00f3s colocamos aquilo que n\u00f3s vivenciamos dentro das organiza\u00e7\u00f5es, aquilo que n\u00f3s traduzimos e adaptamos, criando conceitos e fundamentos em forma de livro, isso possibilita que o conhecimento seja multiplicado. Todos n\u00f3s que atuamos na vida acad\u00eamica temos que ter amor no nosso cotidiano, ao transmitir aos outros, aos estudantes, aos empres\u00e1rios, aos trabalhadores, a todos aqueles que convivem, que atuam, os nossos conhecimentos, para que n\u00f3s possamos contribuir para o desenvolvimento da nossa cidade, estado, pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>O Otimista \u2013 Como o senhor consegue conciliar trabalho, fam\u00edlia e lazer, sendo um homem com tantas atribui\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lauro Chaves \u2013\u00a0<\/strong>A gest\u00e3o do tempo \u00e9 uma das mais importantes habilidades que devemos ter. Sempre \u00e9 bom lembrar que o tempo \u00e9 o que h\u00e1 de mais democr\u00e1tico no mundo. Cabe a n\u00f3s saber administrar, fazer uma melhor gest\u00e3o do tempo e conseguir aproveitar esse tempo da melhor maneira poss\u00edvel. A primeira coisa que devemos fazer \u00e9 cuidar muito bem do nosso corpo e da nossa mente, para que possamos conseguir desenvolver com plenitude as nossas capacidades, alcan\u00e7ar realiza\u00e7\u00f5es. Essa \u00e9 a primeira li\u00e7\u00e3o. A segunda \u00e9 que n\u00f3s temos que ter muita organiza\u00e7\u00e3o e disciplina, para podermos definir e executar nossa prioridades. Todo aquele que n\u00e3o define prioridade n\u00e3o faz nada. Na verdade, precisamos conseguir conciliar trabalho, fam\u00edlia, amigos e lazer, porque fam\u00edlias e amigos s\u00e3o as maiores d\u00e1divas que Deus nos deu. Fazer aquilo que gosta, o que lhe d\u00e1 satisfa\u00e7\u00e3o, que d\u00e1 retorno e que voc\u00ea possa tamb\u00e9m contribuir para o bem da sociedade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira a entrevista do conselheiro federal Lauro Chaves neto ao portal O Otimista O economista cearense Lauro Chaves Neto possui um curr\u00edculo extenso. \u00c9 assessor econ\u00f4mico da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Cear\u00e1 (Fiec), professor da Universidade Estadual do<\/p>\n<p><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=21828\">Leia Mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21829,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,2],"tags":[],"class_list":["post-21828","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevista","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21828"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21828"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21828\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/21829"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21828"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21828"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21828"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}