{"id":20576,"date":"2023-06-16T17:11:49","date_gmt":"2023-06-16T20:11:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=20576"},"modified":"2023-06-16T17:11:49","modified_gmt":"2023-06-16T20:11:49","slug":"paulo-dantas-ve-prorrogacao-de-desoneracoes-como-inoportuna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=20576","title":{"rendered":"Paulo Dantas v\u00ea prorroga\u00e7\u00e3o de desonera\u00e7\u00f5es como inoportuna"},"content":{"rendered":"<p><em>Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos aprovou extens\u00e3o, por mais quatro anos, da desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento para v\u00e1rios setores da economia. Projeto tamb\u00e9m reduz contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria de munic\u00edpios com menos de 142,6 mil habitantes<\/em><\/p>\n<p>Com 14 votos favor\u00e1veis e tr\u00eas contr\u00e1rios, a Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos do Senado aprovou nesta semana o projeto que prorroga por quatro anos a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento para v\u00e1rios setores da economia. O texto altera a Lei 12.546, de 2011, que atualmente prev\u00ea o benef\u00edcio at\u00e9 o fim de 2023.<\/p>\n<p>A desonera\u00e7\u00e3o permite \u00e0s empresas de 17 setores beneficiados o pagamento de al\u00edquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta em vez de 20% sobre a folha de sal\u00e1rios. Para compensar a desonera\u00e7\u00e3o, o projeto tamb\u00e9m estende pelo mesmo per\u00edodo o aumento de 1% na al\u00edquota da Cofins-Importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No relat\u00f3rio, o senador Angelo Coronel acrescentou um artigo que cria uma desonera\u00e7\u00e3o voltada aos munic\u00edpios. O artigo 4\u00ba do substitutivo acrescenta um par\u00e1grafo \u00e0 Lei 8.212\/91, permitindo que os munic\u00edpios com popula\u00e7\u00e3o inferior a 142,6 mil habitantes tenham a al\u00edquota da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre a folha de sal\u00e1rios reduzida de 20% para 8%. O impacto da medida pode chegar a 9 bilh\u00f5es de reais.<\/p>\n<p>\u201cEste \u00e9 um impacto muito significativo no que diz respeito \u00e0 gest\u00e3o das receitas. Ampliar estes benef\u00edcios significa dizer que, no tocante \u00e0 execu\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento, haver\u00e1 uma frustra\u00e7\u00e3o de receitas. Para quem est\u00e1 do lado do Poder Executivo isso \u00e9 ruim. Seria necess\u00e1rio repensar o assunto\u201d, comenta o presidente do Conselho Federal de Economia, Paulo Dantas da Costa, especialista em Direito Tribut\u00e1rio e Administra\u00e7\u00e3o Financeira Governamental.<\/p>\n<p>Dantas lembra que h\u00e1 uma reforma tribut\u00e1ria em andamento no Congresso Nacional. \u201cEsta \u00e9 uma coisa que talvez coubesse l\u00e1, mas n\u00e3o est\u00e1 no horizonte dos que examinam a reforma. Talvez fosse mais oportuno examinar esta quest\u00e3o logo ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o e implanta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria\u201d, observa o economista. \u201cO argumento de que a redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de 20% para 8% beneficia 3 mil munic\u00edpios tem um impacto neutro. Beneficia a receita deles, mas em detrimento de uma correlata e consequente redu\u00e7\u00e3o de receitas de outro ente federativo que \u00e9 a Uni\u00e3o. Isso surgiu de uma hora para outra, tem repercuss\u00e3o muito forte e talvez n\u00e3o seja o caso de dar sequ\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Como foi aprovado na forma de um substitutivo do relator Angelo Coronel, o assunto precisar\u00e1 passar por uma segunda vota\u00e7\u00e3o na Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos. Caso seja aprovado novamente, seguir\u00e1 para an\u00e1lise da C\u00e2mara dos Deputados, a menos que haja pedido para vota\u00e7\u00e3o no plen\u00e1rio do Senado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos aprovou extens\u00e3o, por mais quatro anos, da desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento para v\u00e1rios setores da economia. 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