{"id":1975,"date":"2017-07-14T16:20:19","date_gmt":"2017-07-14T19:20:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=1975"},"modified":"2017-07-14T16:20:19","modified_gmt":"2017-07-14T19:20:19","slug":"cofecon-promove-debate-sobre-politica-industrial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=1975","title":{"rendered":"Cofecon promove debate sobre pol\u00edtica industrial"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12px; font-family: verdana,geneva,sans-serif;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2042 alignleft\" src=\"http:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Debate679-300x214.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Debate679-300x214.jpg 300w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Debate679.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O Conselho Federal de Economia realizou na manh\u00e3 desta sexta-feira (14) um debate sobre pol\u00edtica industrial. Foram convidados como debatedores os economistas Fernando de Aquino Fonseca Neto e Jackson de Toni. O evento teve transmiss\u00e3o ao vivo pelo facebook e o v\u00eddeo pode ser visto na p\u00e1gina Cofecon Economia, no seguinte link: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/cofeconeconomia\/videos\/1418784621524346\/\">https:\/\/www.facebook.com\/cofeconeconomia\/videos\/1418784621524346\/.<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12px; font-family: verdana,geneva,sans-serif;\"><a href=\"\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/POLITICA INDUSTRIAL FERNANDO DE AQUINO.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui para conferir a apresenta\u00e7\u00e3o do Fernando Aquino.<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12px; font-family: verdana,geneva,sans-serif;\">Fernando Aquino, conselheiro do Cofecon e doutor em Economia pela UnB, iniciou sua fala apontando que os principais meios para elevar a qualidade de vida das pessoas s\u00e3o a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades e a eleva\u00e7\u00e3o da produtividade. \u201cReduzir as desigualdades n\u00e3o basta. Se reduzirmos a desigualdade na \u00cdndia, todos ficam miser\u00e1veis. E no Brasil n\u00e3o tivemos aumento na produtividade entre 1981 e 2016. O crescimento do PIB per capita se deu gra\u00e7as \u00e0 inclus\u00e3o dos fatores de produ\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou o economista.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12px; font-family: verdana,geneva,sans-serif;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o da produtividade, Aquino apresentou tr\u00eas correntes de pensamento que h\u00e1 entre os economistas: a primeira delas diz que o Brasil n\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds vi\u00e1vel; outra, na linha do livre mercado, diz que n\u00e3o vale a pena ter pol\u00edticas ativas de promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento; e a terceira afirma que n\u00e3o h\u00e1 alternativas \u00e0s pol\u00edticas de promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento. \u201cEm 2006 muitos dos Bancos Centrais do mundo seguiam a pol\u00edtica de deixar a economia no piloto autom\u00e1tico. Em 2014, j\u00e1 passados alguns anos da crise de 2008, as vis\u00f5es de pol\u00edticas mais ativas j\u00e1 eram aceitas\u201d, comentou Aquino.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12px; font-family: verdana,geneva,sans-serif;\">Em seguida, o economista apresentou vis\u00f5es a respeito da ideia de maximizar o produto para <\/span><span style=\"font-size: 12px; font-family: verdana,geneva,sans-serif;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2040 alignright\" src=\"http:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Debate_Aquino-300x214.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Debate_Aquino-300x214.jpg 300w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Debate_Aquino.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/span><span style=\"font-size: 12px; font-family: verdana,geneva,sans-serif;\">distribu\u00ed-lo conforme a decis\u00e3o do governo. \u201cUm governo mais igualit\u00e1rio aumenta a progressividade da tributa\u00e7\u00e3o e estabelece uma s\u00e9rie de gastos sociais; um governo de tend\u00eancia liberal reduz os impostos, corta gastos sociais e pratica a desregulamenta\u00e7\u00e3o\u201d, apontou o conselheiro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12px; font-family: verdana,geneva,sans-serif;\">A forma de elevar a produtividade \u00e9 importante. Por isso, Aquino discutiu o ambiente em que se realiza uma pol\u00edtica industrial e apresentou dados de qualidade de vida de v\u00e1rios pa\u00edses. No caso espec\u00edfico do Brasil, setores de alta gera\u00e7\u00e3o de empregos menos qualificado sustentam, temporariamente, a m\u00e3o-de-obra dispon\u00edvel. \u201cSetores de alta complexidade estimulam setores de servi\u00e7os sofisticados, geram ocupa\u00e7\u00f5es de alta produtividade e remunera\u00e7\u00e3o e transbordam para outros setores da economia\u201d, explicou Aquino.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12px; font-family: verdana,geneva,sans-serif;\"><a href=\"\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/DeToni-Plenaria COFECON_14072017.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui para conferir a apresenta\u00e7\u00e3o do Jackson de Toni.<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12px; font-family: verdana,geneva,sans-serif;\">Jackson de Toni, doutor em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pela UnB e Coordenador de Planejamento da Ag\u00eancia Brasileira de Desenvolvimento Industrial, vinculada ao Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio Exterior e Servi\u00e7os, abriu sua fala trazendo dados sobre a ind\u00fastria no Brasil: tem participa\u00e7\u00e3o de 22% no Produto Interno Bruto, mas responde por 55% das exporta\u00e7\u00f5es, 66% dos gastos em pesquisa e desenvolvimento do setor privado, 30% da arrecada\u00e7\u00e3o de tributos federais e 26% da arrecada\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria. \u201cUma parte da elite pol\u00edtica do pa\u00eds aponta para uma realidade diferente desta, baseada na agroind\u00fastria. Existe gente muito s\u00e9ria que prev\u00ea o futuro do Brasil voltado para a \u00e1rea de commodities e servi\u00e7os. E isso, para mim, \u00e9 um grande equ\u00edvoco\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12px; font-family: verdana,geneva,sans-serif;\">Ao falar sobre a ind\u00fastria no Brasil, de Toni mostrou um gr\u00e1fico com a participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o no PIB brasileiro, chegando perto de 22% no final dos governos militares e regredindo at\u00e9 atingir 11,4% em 2015. \u201cEstamos perdendo empregos e valor adicionado na ind\u00fastria. Mas parte do valor agregado na ind\u00fastria n\u00e3o \u00e9 mais daquela ind\u00fastria que a gente conhece, est\u00e1 indo para o setor de servi\u00e7os. Para alguns modelos de autom\u00f3veis de pa\u00edses de alta renda, 40% do valor do carro n\u00e3o \u00e9 da manufatura, do chassi, do motor, \u00e9 de servi\u00e7os e tecnologia embarcada, agregada ao produto\u201d, explicou o economista.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12px; font-family: verdana,geneva,sans-serif;\">De Toni mostrou um gr\u00e1fico de crescimento anual de produtividade, com eleva\u00e7\u00e3o superior a 3% na agropecu\u00e1ria, mas queda de 0,4% na ind\u00fastria. \u201cO que reflete este dilema nosso, de incorporar cada vez mais pessoas ao mercado de trabalho sem ter o que repartir, porque a produtividade afeta inclusive a capacidade do Estado de garantir servi\u00e7os\u201d, afirmou Jackson. \u201cA produtividade do trabalhador brasileiro \u00e9 24% da do trabalhador americano. Um trabalhador americano vale por quatro brasileiros. O Brasil leva vantagem apenas frente a pa\u00edses como China, \u00cdndia, pa\u00edses com PIB per capita muito baixo. E a nossa pol\u00edtica industrial, dos anos 50 para c\u00e1, tamb\u00e9m \u00e9 muito respons\u00e1vel por isso. Come\u00e7amos a criar no final do governo FHC e no governo Lula algumas estrat\u00e9gias para melhorar o ambiente de neg\u00f3cios, mas ainda estamos longe do ideal\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12px; font-family: verdana,geneva,sans-serif;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2041 alignleft\" src=\"http:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Debate_Jackson-300x214.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Debate_Jackson-300x214.jpg 300w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Debate_Jackson.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Mas qual \u00e9 o grande problema da ind\u00fastria no Brasil hoje? \u201c\u00c9 a coordena\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o interinstitucional e p\u00fablico-privada\u201d, argumenta Jackson. &#8220;O pa\u00eds deu passos no rumo certo quando resolveu retomar as pol\u00edticas industriais em 2003-2004, mas escorregou ao perder o foco da inova\u00e7\u00e3o, generalizar subs\u00eddios e aumentar a prote\u00e7\u00e3o para setores que n\u00e3o contribuem para o pa\u00eds se aproximar da fronteira mundial do desenvolvimento produtivo com base em tecnologia&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12px; font-family: verdana,geneva,sans-serif;\">Em seguida, o economista apresentou o caminho seguido por Estados Unidos, China e Alemanha em suas pol\u00edticas industriais e enumerou 10 pontos. O primeiro deles: trabalhar com foco, prioridade e alto volume de recursos. \u201cA Pol\u00edtica de Desenvolvimento Produtivo (2008), que infelizmente foi engolida pelo turbilh\u00e3o da crise financeira daquele ano, tinha 26 setores priorit\u00e1rios. N\u00e3o d\u00e1 para ter uma pol\u00edtica estruturante de longo prazo com 26 setores priorit\u00e1rios. Eles (EUA, China e Alemanha) t\u00eam foco, escolhem poucos setores e jogam muitos recursos em poucos setores\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12px; font-family: verdana,geneva,sans-serif;\">No caso americano, a pol\u00edtica de inova\u00e7\u00e3o \u00e9 descentralizada, executada por ag\u00eancias federais e estados. \u201cOs americanos t\u00eam todo um sistema de inova\u00e7\u00e3o baseado na solu\u00e7\u00e3o de grandes problemas nacionais vinculados a demandas do setor p\u00fablico ou privado. No Brasil, 36% da verba para inova\u00e7\u00e3o \u00e9 vinculada \u00e0s demandas do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia, ou de outros minist\u00e9rios. O que eu quero dizer com isso? Numa l\u00f3gica americana, 90% dos recursos de pesquisa e desenvolvimento s\u00e3o orientados para resultados. No Brasil, apenas 30%. Nossa oferta de ci\u00eancia e tecnologia \u00e9 como aquele jarg\u00e3o que diz: solu\u00e7\u00f5es em busca de um problema\u201d.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Conselho Federal de Economia realizou na manh\u00e3 desta sexta-feira (14) um debate sobre pol\u00edtica industrial. Foram convidados como debatedores os economistas Fernando de Aquino Fonseca Neto e Jackson de Toni. 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