{"id":19747,"date":"2023-01-17T17:57:33","date_gmt":"2023-01-17T20:57:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=19747"},"modified":"2023-01-17T17:57:33","modified_gmt":"2023-01-17T20:57:33","slug":"em-entrevista-lacerda-fala-sobre-reindustrializacao-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=19747","title":{"rendered":"Em entrevista, Lacerda fala sobre reindustrializa\u00e7\u00e3o brasileira"},"content":{"rendered":"\n<p>O conselheiro federal Antonio Corr\u00eaa de Lacerda concedeu uma entrevista \u00e0 Rede Brasil Atual para falar sobre seu livro mais recente, \u201cReindustrializa\u00e7\u00e3o: para o desenvolvimento brasileiro\u201d. A obra teve seu lan\u00e7amento em dezembro, na Livraria da Vila, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O livro est\u00e1 organizado em cinco cap\u00edtulos e tem como coautores Antonio Corr\u00eaa de Lacerda, Carlos Eduardo F. Cabral, Danilo Severian, Emerson Braz, Luiz Niemeyer, Matheus Lemes, Norma Cristina Brasil Casseb e Regina Maria A. F. Gadelha. \u00c9 uma colet\u00e2nea das provoca\u00e7\u00f5es, diagn\u00f3sticos e resultados de estudos elaborados pelo Grupo de Pesquisas \u201cDesenvolvimento e Pol\u00edtica Econ\u00f4mica\u201d (DEPE), da PUC-SP, e empreende uma ampla discuss\u00e3o a respeito dos limites impostos pela desindustrializa\u00e7\u00e3o, bem como sobre as possiblidades da reindustrializa\u00e7\u00e3o brasileira como pol\u00edtica de desenvolvimento econ\u00f4mico e social. A obra apresenta tanto reflex\u00f5es te\u00f3ricas em torno da tem\u00e1tica quanto uma an\u00e1lise aguda do quadro internacional e da posi\u00e7\u00e3o brasileira nesse cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Leia a seguir a entrevista publicada pelo site da Rede Brasil Atual, cuja publica\u00e7\u00e3o original pode ser acessada <a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/economia\/antropofagia-industria-brasileira-cenario-global-oportunidades\/\"><strong>AQUI<\/strong><\/a>:<\/p>\n<p><strong>No lan\u00e7amento do livro, voc\u00ea falou que n\u00e3o pode haver uma \u201cvolta ao passado\u201d. O que significa, hoje, pensar em pol\u00edticas industriais no Brasil? Qual o peso da ind\u00fastria brasileira nessa \u201creconstru\u00e7\u00e3o\u201d?<\/strong><\/p>\n<p>Fiz a men\u00e7\u00e3o porque \u00e9 um reconhecimento de que o Brasil venceu o desafio de se industrializar no s\u00e9culo 20. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas vivemos um processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o precoce. Agora, portanto, o desafio \u00e9 a reindustrializa\u00e7\u00e3o considerando as novas circunst\u00e2ncias, da p\u00f3s-globaliza\u00e7\u00e3o, p\u00f3s-guerra R\u00fassia e Ucr\u00e2nia e p\u00f3s-pandemia. Isso amplia o esfor\u00e7o necess\u00e1rio. Por outro lado, as transi\u00e7\u00f5es para a economia do baixo carbono, para a economia verde e a economia digital nos abrem novas oportunidades. Os pa\u00edses est\u00e3o repensando a localiza\u00e7\u00e3o dos seus investimentos e o Brasil tem boas chances, desde que adote medidas para isso.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 o papel do Estado nesse processo?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 fundamental. Veja Estados Unidos, Alemanha, Coreia do Sul e China. Quatro pa\u00edses de caracter\u00edsticas estruturais diferenciados entre si e tamb\u00e9m em diferentes est\u00e1gios de desenvolvimento. O que h\u00e1 de comum entre eles? O papel do Estado, em coes\u00e3o com a ind\u00fastria e institutos de pesquisa em prol da industrializa\u00e7\u00e3o renovada como base para o desenvolvimento. O Brasil pode e deve se espelhar nesses modelos, n\u00e3o necessariamente copiando-os, mas <em>a la<\/em> Oswald de Andrade, numa antropofagia, tropicalizando boas experi\u00eancias internacionais e a nossa pr\u00f3pria.<\/p>\n<p><strong>O ressurgimento do Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio, por si s\u00f3, conseguir\u00e1 recolocar a pol\u00edtica industrial na agenda econ\u00f4mica do pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p>Como integrante do governo de transi\u00e7\u00e3o, na \u00e1rea econ\u00f4mica, vejo como um grande avan\u00e7o a recria\u00e7\u00e3o dos minist\u00e9rios da Planejamento, assim como o de Desenvolvimento Industrial e Com\u00e9rcio Exterior. Tamb\u00e9m houve o desmembramento do minist\u00e9rio da Gest\u00e3o, outro grande avan\u00e7o. No caso espec\u00edfico do MDIC, isso vai recolocar o tema da pol\u00edtica industrial de volta \u00e0 agenda, de onde nunca deveria ter sa\u00eddo. A nomea\u00e7\u00e3o do vice-presidente (Geraldo) Alckmin como titular da pasta sem d\u00favida representa o seu empoderamento.<\/p>\n<p><strong>As dificuldades s\u00e3o mais de ordem pol\u00edtica do que econ\u00f4mica?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 a quest\u00e3o da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as e no Brasil h\u00e1 a supremacia do setor financeiro e do agroneg\u00f3cio na defini\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica. A ind\u00fastria brasileira, o comercio e os servi\u00e7os precisam exercer maior influ\u00eancia no Executivo e no Legislativo para fazer valer seus interesses. Claro que tudo deve ser em prol do desenvolvimento da na\u00e7\u00e3o e n\u00e3o vantagens setoriais.<\/p>\n<p><strong>Com a cobertura jornal\u00edstica dominada pelo mercado financeiro, falta uma vis\u00e3o mais abrangente sobre a import\u00e2ncia do setor industrial?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. O debate p\u00fablico via m\u00eddia \u00e9 dominado pelos interesses rentistas. \u00c9 preciso ampliar os espa\u00e7os para discuss\u00e3o das quest\u00f5es ligadas ao desenvolvimento, e vejo que h\u00e1 boas possibilidades de recolocar a quest\u00e3o. A come\u00e7ar com uma atua\u00e7\u00e3o mais firme das entidades representativas dos setores produtivos e da pr\u00f3pria sociedade, no sentido de democratizar as decis\u00f5es econ\u00f4micas.<\/p>\n<p><strong>Reindustrializa\u00e7\u00e3o: para o desenvolvimento brasileiro&nbsp; <\/strong><\/p>\n<p>Autor: Antonio Corr\u00eaa de Lacerda&nbsp;<\/p>\n<p>Coautores: Antonio Corr\u00eaa de Lacerda, Carlos Eduardo F. Cabral, Danilo Severian, Emerson Braz, Luiz Niemeyer, Matheus Lemes, Norma Cristina Brasil Casseb e Regina Maria A. F. Gadelha&nbsp;<\/p>\n<p>P\u00e1ginas: 200&nbsp;<\/p>\n<p>Editora: Contracorrente<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":19755,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-19747","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19747"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=19747"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19747\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/19755"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=19747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=19747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=19747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}