{"id":18794,"date":"2022-10-11T11:00:00","date_gmt":"2022-10-11T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=18794"},"modified":"2022-10-11T11:00:00","modified_gmt":"2022-10-11T14:00:00","slug":"maria-de-fatima-miranda-questionadora-e-persistente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=18794","title":{"rendered":"Maria de F\u00e1tima Miranda: Questionadora e persistente"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Renata Reis<\/em><\/p>\n<p>\u201cMeu pai sempre foi muito exigente e, por conta das circunst\u00e2ncias da vida, eu n\u00e3o tinha a op\u00e7\u00e3o de n\u00e3o ser aprovada no meu primeiro vestibular\u201d. As palavras da conselheira federal Maria de F\u00e1tima Miranda mostram o desafio enfrentado por ela com a qual muitos estudantes podem se identificar. Ao prestar o vestibular, escolheu Ci\u00eancias Econ\u00f4micas ao acaso e, apesar de no in\u00edcio n\u00e3o saber como relacionar o que aprendia nos bancos da universidade com o que viria a ser o mercado de trabalho, aprendeu a questionar e n\u00e3o se acomodou. Durante os primeiros anos da gradua\u00e7\u00e3o, Maria de F\u00e1tima pedia aos professores para organizar visitas de campo, sempre com o objetivo de aliar teoria e pr\u00e1tica ao seu aprendizado. Assim, entendeu, colocando a m\u00e3o na massa, o papel do economista no combate \u00e0 desigualdade social, no crescimento das pessoas e do pr\u00f3prio pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ela inverteu os pap\u00e9is e se tornou professora da Universidade Estadual de Ponta Grossa para abrir portas aos estudantes e, por consequ\u00eancia, se tornou inspira\u00e7\u00e3o na academia e na fam\u00edlia. Foi presidente do Conselho Regional de Economia do Paran\u00e1 (Corecon-PR) por tr\u00eas gest\u00f5es e \u00e9 coordenadora da Comiss\u00e3o de Per\u00edcia Econ\u00f4mico-Financeira do Conselho Federal de Economia (Cofecon).<\/p>\n<p>Nesta entrevista \u00e0 revista Economistas, a conselheira federal Maria de F\u00e1tima conta como surgiu o interesse em cursar Economia, os desafios durante sua jornada acad\u00eamica e como fez para super\u00e1-los. \u201cPara ser economista, n\u00e3o basta ter intelig\u00eancia, ser anal\u00edtico e ter senso cr\u00edtico; tamb\u00e9m \u00e9 preciso ter intelig\u00eancia emocional, questionar e ser persistente\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p><strong>Revista Economistas: Como surgiu o seu interesse pelas Ci\u00eancias Econ\u00f4micas e quais os maiores desafios enfrentados durante a gradua\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Maria de F\u00e1tima:<\/strong> Meu interesse pela economia surgiu durante o curso. O primeiro ano foi bastante complicado para mim, porque as disciplinas n\u00e3o tinham tanta rela\u00e7\u00e3o com o mercado de trabalho, por n\u00e3o serem t\u00e3o transformativas e sim introdut\u00f3rias. Meu desafio inicial era, ent\u00e3o, relacionar o curso ao mercado de trabalho \u2013 o que penso que seja um desafio de alunos de outros cursos tamb\u00e9m. Depois do primeiro ano, eu passei a entender melhor o quanto aquelas mat\u00e9rias eram importantes para minha forma\u00e7\u00e3o e o quanto elas me capacitariam para atuar em diferentes atividades.<\/p>\n<p>No segundo ano, era mais f\u00e1cil perceber o conte\u00fado que estava diretamente relacionado ao mercado de trabalho. No terceiro ano, eu estudei \u201cMercado de Capitais\u201d, que se chamava na \u00e9poca \u201cEconomia Monet\u00e1ria\u201d. Ali, ainda em est\u00e1gio inicial da minha forma\u00e7\u00e3o, eu vi que eu poderia trabalhar em corretoras, bancos ou bolsa de valores. Em \u201cElabora\u00e7\u00e3o e An\u00e1lise e Projetos\u201d, compreendi que o curso trazia tamb\u00e9m mat\u00e9rias pr\u00e1ticas. E tudo isso s\u00f3 foi poss\u00edvel a partir de meu perfil questionador e interessado. Inclusive, compartilho aqui uma experi\u00eancia que marcou bastante esse per\u00edodo de estudos. Sugeri a um dos professores que organizasse uma visita da turma ao Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), &#8211; banco que envolve os estados do Paran\u00e1, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e de Mato Grosso do Sul. Na oportunidade, n\u00f3s conversamos com os economistas que estavam aplicando na profiss\u00e3o aquilo que eles aprenderam no curso. Essa experi\u00eancia fez com que a turma sugerisse novas visitas, que aconteceram ao longo da gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>R.E: Quais pap\u00e9is foram desempenhados por voc\u00ea, enquanto presidente e conselheira do Corecon-PR, para contribuir na forma\u00e7\u00e3o de novos economistas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>M.F:<\/strong> Depois de formada, desde os primeiros anos de minha trajet\u00f3ria profissional, eu entendi o valor do meu curso e de tudo que havia aprendido na Universidade. E quando atuei no Corecon-PR, conheci o importante elo entre Conselhos Regionais e a Academia. No meu caso, al\u00e9m da atua\u00e7\u00e3o no Conselho, eu j\u00e1 trabalhava como professora. Com isso, pude apresentar aos meus alunos a rela\u00e7\u00e3o disciplinas do curso e o mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ao lado do ent\u00e3o vice-presidente do Corecon, Eduardo Garcia, que trabalhava no BRDE, o banco que visitei como estudante, iniciamos o projeto de visitar escolas de ensino m\u00e9dio e falar de economia. Estreitamos tamb\u00e9m o contato com os coordenadores dos cursos de gradua\u00e7\u00e3o e assim conseguimos ter voz dentro do curso nas universidades do Paran\u00e1, por meio da realiza\u00e7\u00e3o de palestras sobre mercado de trabalho para o economista.<br \/>\nO projeto foi um sucesso! Com isso, os alunos conheceram de perto, por meio do contato com profissionais que j\u00e1 atuavam na \u00e1rea, caminhos a seguir. A partir do nosso contato tamb\u00e9m, os alunos perceberam a import\u00e2ncia de cobrar mais disciplinas.<\/p>\n<p>J\u00e1 como professora, trabalhei mesclando em sala de aula teoria e pr\u00e1tica. Em Microeconomia, por exemplo, abordava com os meus alunos pontos importantes para que eles conseguissem perceber a aplica\u00e7\u00e3o do aprendizado em um futuro trabalho.<\/p>\n<p><strong>R.E: A gradua\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 um momento descobertas e desenvolvimento pessoal. Neste sentido, quais os obst\u00e1culos voc\u00ea tem mais orgulho de ter superado? <\/strong><\/p>\n<p><strong>M.F:<\/strong> Eu era extremamente t\u00edmida e, por conta disso, deixei passar oportunidades de aprender mais e contribuir com o debate. Como superei o desafio da timidez? Bom, frequentemente eu me perguntava: \u201co que est\u00e1 acontecendo comigo? Por que eu n\u00e3o coloquei para turma o meu questionamento?\u201d. \u00c0 medida que eu me questionava e percebia que sim, eu tinha que ter falado. Com isso, fui me superando. As mudan\u00e7as n\u00e3o acontecem de um dia para o outro, mas penso que ser questionadora, inclusive comigo mesma, contribuiu enormemente para minha forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra dificuldade pessoal que precisei enfrentar foi aceitar os meus erros. At\u00e9 hoje fico desolada quando erro. Mas aprendi que \u00e9 reconhecendo o \u2018n\u00e3o acerto\u2019 \u00e9 que aprendemos a acertar. O duro \u00e9 que a corre\u00e7\u00e3o normalmente vem em tom de cr\u00edtica e aceitar ser corrigida e, de certa forma, criticada, tamb\u00e9m foi um desafio. Hoje, agrade\u00e7o \u00e0s pessoas que tiraram tempo para me ensinar, me corrigir, e at\u00e9 criticar alguns dos meus posicionamentos. Com elas eu cresci e me tornei a pessoa e a professora que eu fui durante 32 anos.<\/p>\n<p><strong>R.E: Como a senhora v\u00ea o ensino da economia hoje? O que precisa ser valorizado pelos estudantes para que eles se tornem bons profissionais quando entrarem no mercado trabalho?<\/strong><\/p>\n<p><strong>M.F:<\/strong> N\u00e3o tenho medo algum de falar que o curso de economia \u00e9 para mim muito completo e at\u00e9 mais abrangente que administra\u00e7\u00e3o e contabilidade. Ressalto aqui a import\u00e2ncia que as disciplinas das duas \u00e1reas, oferecidas na grade as Ci\u00eancias Econ\u00f4micas, t\u00eam na forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e profissional, seja quando aprendemos an\u00e1lise de balan\u00e7os ou quando a microeconomia \u00e9 ofertada por um professor de outra \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o. Assim, minha recomenda\u00e7\u00e3o aos alunos \u00e9 uma s\u00f3: aproveitem o curso porque ele \u00e9 muito bom. Na mesma linha, aproveitar n\u00e3o significa receber tudo pronto, mas sim estudar temas de interesse, se dedicar \u00e0 leitura de material extra, perguntar aos professores e profissionais da \u00e1rea como aprender mais, ler a bibliografia sugerida e ir al\u00e9m. No banco da Universidade nos deparamos com o velho h\u00e1bito da terceiriza\u00e7\u00e3o de responsabilidades: \u201cO professor n\u00e3o me passou\u201d. Minhas perguntas como professora s\u00e3o: Como voc\u00ea \u00e9 como aluno? Como \u00e9 a sua participa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>O estudante aprende indo buscar aquilo que necessita. Os cursos oferecem condi\u00e7\u00f5es plenas de voc\u00ea buscar o seu mercado de trabalho. Dependendo da \u00e1rea, voc\u00ea busca a especializa\u00e7\u00e3o, o mestrado, o doutorado. Mas \u00e9 a gradua\u00e7\u00e3o que abre portas e janelas para voc\u00ea come\u00e7ar a enxergar.<\/p>\n<p><strong>R.E: Na sua opini\u00e3o, por que precisamos cada vez mais de novos economistas principalmente no cen\u00e1rio em que vivemos, com crescente desigualdade, infla\u00e7\u00e3o, desemprego e outros problemas que s\u00e3o da \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o do economista?<\/strong><\/p>\n<p><strong>M.F:<\/strong> Quem sabe o que o economista faz s\u00e3o os outros economistas. Em minhas palestras, eu sempre usava um exemplo muito pr\u00e1tico sobre a atua\u00e7\u00e3o do profissional em diferentes \u00e1reas: quando crian\u00e7a, os pais lhe presenteiam com uma casinha, e assim as meninas j\u00e1 internalizam o papel de dona de casa; na sequ\u00eancia vem a lousa, e a crian\u00e7a se identifica com o papel de professora; quando voc\u00ea pensa que n\u00e3o ganha um estetosc\u00f3pio do m\u00e9dico. Assim, as chamadas profiss\u00f5es tradicionais entram naturalmente na rotina. Por outro lado, voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea crian\u00e7as brincando de ser economistas, trabalhando para combater a alta dos pre\u00e7os ou contra a desigualdade. Com isso, professores e membros do Sistema Cofecon\/Corecons t\u00eam juntos um importante papel, que \u00e9 mostrar \u00e0 sociedade o que fazem os profissionais da \u00e1rea e assim atrair mais pessoas dispostas a trabalhar por desenvolvimento com inclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre minhas atividades, desenvolvi um projeto na extens\u00e3o que inicialmente levava o nome de Promicro (Programa de Aux\u00edlio \u00e0 Micro e Pequena Empresa), e que depois evoluiu para Prodenge (Programa de Desenvolvimento Gerencial). Os objetivos do Prodenge eram envolver professores, alunos e empres\u00e1rios para apresenta\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3stico econ\u00f4mico e financeiro, no intuito de auxiliar o empres\u00e1rio na manuten\u00e7\u00e3o de seu neg\u00f3cio. Por outro lado, ressalt\u00e1vamos a import\u00e2ncia daquele empres\u00e1rio na gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda. Este \u00e9 um exemplo de interfer\u00eancia do economista no mercado de trabalho. Gra\u00e7as a esse projeto, consegui mais uma profiss\u00e3o \u2013 que mantenho at\u00e9 hoje \u2013 como consultora econ\u00f4mico-financeira.<\/p>\n<p>Outro exemplo da atua\u00e7\u00e3o do economista e da necessidade de formarmos mais e mais profissionais est\u00e1 ligado \u00e0 economia solid\u00e1ria. Eu administrava um centro de pesquisa econ\u00f4mico-financeira e l\u00e1 acolhi a Incubadora de Empreendimentos Solid\u00e1rios (IESOL), desenvolvido e coordenado por minha aluna e, hoje, amiga, Manuela Salau Brasil. A IESOL tem como objetivo fomentar, organizar e consolidar empreendimentos econ\u00f4micos solid\u00e1rios (EES) na regi\u00e3o de Ponta Grossa e dos Campos Gerais. Atualmente trabalham com empreendimentos de segmentos como artesanato, separa\u00e7\u00e3o e triagem de material recicl\u00e1vel, jardinagem, assentamentos rurais, agricultores familiares, entre outros. Manuela \u00e9 economista. Eu sou economista. Essa \u00e9 a atua\u00e7\u00e3o do economista na tentativa de reduzir a desigualdade social e incentivar o emprego e a renda.<\/p>\n<p><strong>R.E: De que forma podemos atrair mais jovens para a economia, principalmente nesse papel do economista no desenvolvimento com justi\u00e7a social? <\/strong><\/p>\n<p><strong>M.F:<\/strong> Por meio de palestras, cursos e programas apresentamos o papel do economista como cientista social. Muitas vezes as pessoas pensam que v\u00e3o cursar economia para trabalhar, investir em bolsa de valores e ficar rico. S\u00f3 que essas pessoas se esqueceram que temos uma responsabilidade social muito grande. No Cofecon, por exemplo, contamos com o GT de Responsabilidade Social e Economia Solid\u00e1ria que re\u00fane profissionais e iniciativas em prol do desenvolvimento com justi\u00e7a social. Realizamos oficinas e palestras, reunimos profissionais com os mesmos objetivos, divulgamos premia\u00e7\u00f5es. Tudo isso para mostrar aos jovens estudantes e \u00e0 sociedade a import\u00e2ncia deste trabalho.<\/p>\n<p>Para ler a entrevista na \u00edntegra, acesse a edi\u00e7\u00e3o de setembro da Revista Economistas:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3UWEJYO\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-18750\" src=\"http:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/capa-v3-724x1024.png\" sizes=\"(max-width: 724px) 100vw, 724px\" srcset=\"http:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/capa-v3-724x1024.png 724w, http:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/capa-v3-212x300.png 212w, http:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/capa-v3-768x1086.png 768w, http:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/capa-v3-1086x1536.png 1086w, http:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/capa-v3-1448x2048.png 1448w, http:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/capa-v3-800x1132.png 800w, http:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/capa-v3-1320x1867.png 1320w\" alt=\"\" width=\"213\" height=\"302\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Renata Reis \u201cMeu pai sempre foi muito exigente e, por conta das circunst\u00e2ncias da vida, eu n\u00e3o tinha a op\u00e7\u00e3o de n\u00e3o ser aprovada no meu primeiro vestibular\u201d. 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