{"id":1594,"date":"2016-11-29T13:06:15","date_gmt":"2016-11-29T15:06:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=1594"},"modified":"2016-11-29T13:06:15","modified_gmt":"2016-11-29T15:06:15","slug":"seminario-discutiu-distribuicao-de-renda-infraestrutura-e-geopolitica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=1594","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio discutiu distribui\u00e7\u00e3o de renda, infraestrutura e geopol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span title=\"drugstore\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.cofecon.org.br\/images\/IMG-20161129-WA0014.jpg\" alt=\"IMG-20161129-WA0014\" width=\"350\" height=\"200\" \/>O segundo dia do semin\u00e1rio internacional \u201cModelo de Desenvolvimento para a Am\u00e9rica Latina e Caribe\u201d, 29 de novembro, teve in\u00edcio com a mesa de debate sobre Estado e Distribui\u00e7\u00e3o de Renda na Am\u00e9rica Latina e Caribe, mediada pelo economista Miguel Ant\u00f4nio, conselheiro do Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro (Corecon-RJ). Participaram o economista brasileiro Eduardo Fagnani e o economista argentino Ruben Lo Vuolo. O evento \u00e9 realizado no audit\u00f3rio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ruben Lo Vuolo apresentou dados da CEPAL sobre desigualdade de distribui\u00e7\u00e3o de renda nos 17 pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. O economista argentino citou quais pol\u00edticas em geral foram aplicadas nos \u00faltimos anos em busca da redu\u00e7\u00e3o da desigualdade social, entre elas aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo, aumento de pol\u00edticas de cr\u00e9ditos, aumento da arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e crescimento de gastos sociais. \u201cEssa combina\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas tem diminu\u00eddo a desigualdade social, mas \u00e9 preciso pensar se temos condi\u00e7\u00f5es de seguir sustentando essas medidas ou estamos encerrando um ciclo de pol\u00edticas\u201d, refletiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O economista argentino afirmou que na Am\u00e9rica Latina o crescimento se sustenta mais no emprego do que na produtividade, as microempresas e o setor p\u00fablico atuam como ref\u00fagio, h\u00e1 elevada e estrutural informalidade, al\u00e9m da desigualdade na incorpora\u00e7\u00e3o de for\u00e7as de trabalho secund\u00e1ria, que s\u00e3o mulheres e jovens. Somado a isso, o envelhecimento populacional \u00e9 mais uma carga sobre a produtividade das pessoas ativas no mercado de trabalho, segundo Ruben Lo Vuolo. Sobre os programas de transfer\u00eancias condicionadas, comuns nos pa\u00edses na Am\u00e9rica Latina, como o Bolsa Fam\u00edlia, no Brasil, afirmou que n\u00e3o funcionam preventivamente e n\u00e3o alcan\u00e7am cobertura universal. \u201cGeram armadilhas de pobreza e informalidade, n\u00e3o geram trocas nas pol\u00edticas de gastos, e n\u00e3o se acompanham com pol\u00edticas universais em servi\u00e7os sociais\u201d. Como consequ\u00eancia da desigualdade, apresentam-se novos riscos sociais, como: alta depend\u00eancia demogr\u00e1fica, altos n\u00edveis de urbaniza\u00e7\u00e3o, feminiza\u00e7\u00e3o desigual da for\u00e7a de trabalho, consumismo, viol\u00eancia, anomia, mudan\u00e7a clim\u00e1tica e risco financeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ruben defendeu que a distribui\u00e7\u00e3o de renda \u00e9 um problema de concentra\u00e7\u00e3o de riqueza, mais do que concentra\u00e7\u00e3o de pobreza, e que s\u00e3o necess\u00e1rias mudan\u00e7as estruturais de fontes de financiamento de pol\u00edticas sociais. \u201cO sistema de prote\u00e7\u00e3o social deve ser universal, n\u00e3o pode utilizar tecnologias focadas, mas universalizadas. Os seguros sociais somados aos programas sociais reproduzem as diferen\u00e7as e a retroalimentam\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eduardo Fagnani abordou a distribui\u00e7\u00e3o de renda do trabalho, focando nos avan\u00e7os recentes na Am\u00e9rica Latina; distribui\u00e7\u00e3o da renda do trabalho e os avan\u00e7os recentes no Brasil; limites do \u201cexperimento desenvolvimentista\u201d brasileiro; projeto nacional de transforma\u00e7\u00e3o (2013-2014); e o que considera a destrui\u00e7\u00e3o dos mecanismos para o desenvolvimento (2016-2018).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O economista brasileiro defendeu que os programas de transfer\u00eancia de renda continuada s\u00e3o funcionais ao ajuste macroecon\u00f4mico ortodoxo. \u201cS\u00e3o importantes como parte de uma estrat\u00e9gia de desenvolvimento social, mas n\u00e3o podem ser consideradas a pr\u00f3pria estrat\u00e9gia de desenvolvimento social\u201d, opina. Ele apresentou dados sobre o crescimento econ\u00f4mico brasileiro em diferentes momentos, mostrando que no \u00faltimo per\u00edodo ele foi acompanhado de redu\u00e7\u00e3o da desigualdade social, o que atribui a dois fatores: a democracia e a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fagnani informou que, em 2015, 140 milh\u00f5es de pessoas se beneficiaram direta ou indiretamente dos benef\u00edcios de Previd\u00eancia Social. \u201cGastamos mais com previd\u00eancia, mas 86% dos idosos est\u00e3o protegidos pelo regime no Brasil, enquanto na Am\u00e9rica Latina e Caribe o \u00edndice chega a 50%. Se n\u00e3o houvesse, 70% dos idosos estariam na pobreza\u201d, explicou. Ele acredita que a melhoria de renda das fam\u00edlias tem sua import\u00e2ncia no ciclo de crescimento, o que tamb\u00e9m tem a ver com investimento e crescimento do consumo, na sua opini\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O economista brasileiro destacou que a desigualdade n\u00e3o \u00e9 exclusiva da renda. \u201cH\u00e1 diversas faces: discrimina\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas; desigualdade de renda e do patrim\u00f4nio; desigualdade na oferta de servi\u00e7os sociais; e transi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica. Embora os direitos estejam na Constitui\u00e7\u00e3o, h\u00e1 enormes lacunas. As ofertas de servi\u00e7os p\u00fablicos s\u00e3o desiguais entre classes sociais e regi\u00f5es do Pa\u00eds\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, Eduardo Fagnani criticou as medidas adotadas pelo novo governo e afirmou que no ciclo 2015-2018 haver\u00e1 destrui\u00e7\u00e3o dos instrumentos para o desenvolvimento e redu\u00e7\u00e3o da desigualdade social. \u201cA radicaliza\u00e7\u00e3o do projeto ultraliberal e conservador caminha no sentido de reforma liberal do Estado iniciada nos anos 1990; aprofundar da implanta\u00e7\u00e3o da arquitetura institucional ortodoxa na gest\u00e3o macroecon\u00f4mica; destruir as bases financeiras e institucionais do Estado Social e implantar o Estado M\u00ednimo; fazer retroceder os direitos trabalhistas ao est\u00e1gio em que se encontravam h\u00e1 um s\u00e9culo atr\u00e1s, regredir avan\u00e7os modestos nos direitos humanos e nos direitos das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e quilombolas; ressurgimento do autoritarismo\u201d, finalizou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Infraestrutura<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cofecon.org.br\/images\/DSC06461.jpg\" alt=\"DSC06461\" width=\"313\" height=\"179\" \/>Em seguida, o painel Infraestrutura voltada para o Desenvolvimento na Am\u00e9rica Latina e Caribe reuniu o economista mexicano Jorge M\u00e1ttar e o economista brasileiro Arthur Cesar Vasconcelos Koblitz. O debate foi moderado pelo economista Jo\u00e3o Manoel Gon\u00e7alves Barbosa, conselheiro do Cofecon. Jorge M\u00e1ttar abordou a agenda 2030 para o desenvolvimento sustent\u00e1vel: desafios e oportunidades; a import\u00e2ncia do investimento: tend\u00eancias e desafios; desafios para reativar o investimento e cerrar la brecha de infraestrutura; melhorando as cifras: coopera\u00e7\u00e3o BID \u2013 CAF \u2013 CEPAL para a produ\u00e7\u00e3o de dados sobre investimentos em infraestrutura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o economista mexicano, a Agenda 2030 foi aprovada ap\u00f3s muitas negocia\u00e7\u00f5es entre 193 pa\u00edses, incluindo discuss\u00f5es entre governos, academia, sociedade civil e setor privado. Ao todo, s\u00e3o 17 objetivos, 169 metas e 231 indicadores. \u201cSe queremos redinamizar o crescimento a curto e longo prazo e elevar a produtividade \u00e9 necess\u00e1rio impulsionar investimentos. Concomitantemente, priorizar a agenda 2030 e cumprimento dos objetivos estabelecidos. Considero muito importante ter como refer\u00eancia essa agenda que pode ser orientadora de um ciclo de investimentos em infraestrutura de qualidade e impacto socioecon\u00f4mico, que todos buscamos\u201d. Para Jorge M\u00e1ttar, a virtude do desenvolvimento integrado \u00e9 a possibilidade de avan\u00e7ar simultaneamente em todos esses objetivos, o que \u00e9 fundamental para a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jorge M\u00e1ttar apresentou dados sobre investimentos p\u00fablicos e privados na Am\u00e9rica Latina e Caribe, comparando com pa\u00edses asi\u00e1ticos como Cingapura, Jap\u00e3o, China e Coreia do Sul, e constatou que ainda que a maioria dos pa\u00edses latinos tenham aumentado seus investimentos, o resultado \u00e9 muito abaixo dos pa\u00edses asi\u00e1ticos. \u201cO cen\u00e1rio econ\u00f4mico em baixa e restri\u00e7\u00f5es obrigam a cuidar mais da qualidade dos investimentos com enfoque contrac\u00edclico. A vis\u00e3o de futuro \u00e9 fundamental para decis\u00f5es de investimentos em infraestrutura que se expandem sobre m\u00e9dio prazo e firmam bases a longo prazo\u201d, recomendou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Arthur Koblitz abordou o que considera um dos temas mais pol\u00eamicos na atual onda de ataques ao BNDES, que \u00e9 o apoio \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os de constru\u00e7\u00e3o. \u201cO apoio do BNDES \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es para a regi\u00e3o, na forma de financiamento, normalmente garantido pelo FGE, cresceu consideravelmente durante a \u00faltima d\u00e9cada\u201d, afirmou. Arthur destacou a import\u00e2ncia da infraestrutura para a integra\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina e afirmou que os impedimentos s\u00e3o log\u00edsticos, e n\u00e3o tarif\u00e1rios. \u201cN\u00e3o temos mais com\u00e9rcio por falta de infraestrutura, e por falta de com\u00e9rcio a infraestrutura n\u00e3o se viabiliza em termos econ\u00f4micos. A grande quest\u00e3o \u00e9 como rompemos esse ciclo vicioso\u201d, refletiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as raz\u00f5es para o n\u00e3o funcionamento do sistema de apoio a projetos de integra\u00e7\u00e3o, destacou a falta de bons projetos, a falta de financiamento ou garantia e quest\u00f5es macroecon\u00f4micas. Al\u00e9m disso, criticou a carteira de projetos do IIRSA e a falta de realismo na sele\u00e7\u00e3o de projetos. \u201cA responsabilidade de conhecer e viabilizar projetos para que possam ser financi\u00e1veis \u00e9 uma tarefa da Am\u00e9rica Latina que \u00e9 intransfer\u00edvel\u201d, defendeu Arthur Koblitz. O economista apresentou uma proposta de sistema voltado para o apoio diferenciado dos projetos de integra\u00e7\u00e3o, em que haveria mudan\u00e7a no modelo de apoio \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o se servi\u00e7os de engenharia e constru\u00e7\u00e3o, com envolvimento nas fases de design e avalia\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o apenas uma simples transfer\u00eancia de risco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Geopol\u00edtica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cofecon.org.br\/images\/DSC06469.jpg\" alt=\"DSC06469\" width=\"250\" height=\"143\" \/>A \u00faltima mesa de debates do evento abordou Impactos da Geopol\u00edtica na Am\u00e9rica Latina e Caribe, com palestras do economista cubano Hugo M. Pons Duarte, secret\u00e1rio permanente do Comit\u00ea Executivo da Associa\u00e7\u00e3o de Economistas da Am\u00e9rica Latina e Caribe (AEALC), e do economista brasileiro Ronaldo Fiani. As apresenta\u00e7\u00f5es foram moderadas pelo secret\u00e1rio executivo do Corecon-RJ, Wellington Leonardo Silva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao abordar o panorama geopol\u00edtico atual, Hugo Pons destacou que a influ\u00eancia dos Estados Unidos na Am\u00e9rica Latina n\u00e3o \u00e9 a mesma do que na \u00e9poca da Guerra Fria mas que continuar\u00e1 como um ator relevante para a geopol\u00edtica regional. \u201cH\u00e1 uma nova ordem mundial com tentativas de domina\u00e7\u00e3o do mundo mediante v\u00ednculo comercial, financeiro, pol\u00edtico e militar\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O economista cubano ressaltou que as mudan\u00e7as advindas da conectividade e globaliza\u00e7\u00e3o, que em sua vis\u00e3o traz impactos tecnol\u00f3gicos, demogr\u00e1ficos, pol\u00edticos, econ\u00f4micos e financeiros. \u201c\u00c9 uma realidade a assumir, com riscos por vulnerabilidade e depend\u00eancia de pa\u00edses desenvolvidos. No entanto, \u00e9 preciso aproveitar benef\u00edcios que ela traz, tais como: alto n\u00edvel cultural da popula\u00e7\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o em decis\u00f5es, popula\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de assumir o progresso, pol\u00edtica econ\u00f4mica flex\u00edvel e eficaz, e acesso a quantidade de recursos de financiamento\u201d, listou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Hugo, \u00e9 poss\u00edvel consolidar a integra\u00e7\u00e3o produtiva e de infraestrutura dos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina pela integra\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. O economista acredita que a Am\u00e9rica Latina tem potencial energ\u00e9tico para ser autossuficiente, e que a complementariedade como concep\u00e7\u00e3o no entorno regional tem sido estudada e analisada h\u00e1 anos. \u201cTemos a possibilidade de aproveitar que os pa\u00edses da regi\u00e3o est\u00e3o condicionados a mudan\u00e7as para discutirmos uma concep\u00e7\u00e3o de desenvolvimento a partir do que temos em comum\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O economista Ronaldo Fiani tra\u00e7ou as caracter\u00edsticas do quadro internacional e que tipo de desafios essa conjuntura coloca para a Am\u00e9rica Latina e Caribe. Os desafios do quadro internacional s\u00e3o diferentes para cada um dos pa\u00edses, e variam de acordo com a complexidade de cada economia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao explicar as principais caracter\u00edsticas do quadro geopol\u00edtico global, Fiani disse acreditar que h\u00e1, na grande imprensa internacional, uma impress\u00e3o equivocada e superficial do momento em que vivemos. Os principais equ\u00edvocos dizem respeito ao que chamam de \u201cGuerra Fria 2.0\u201d e projeto chin\u00eas de tentar integrar Europa e \u00c1sia como forma de resolver os conflitos na fronteira. \u201cN\u00e3o tem como objetivo buscar integra\u00e7\u00e3o China e \u00c1sia politicamente, mas economicamente. A parceria entre China e R\u00fassia n\u00e3o se d\u00e1 por conveni\u00eancia, mas sim por estrat\u00e9gia. Se for confirmada, EUA e Jap\u00e3o ser\u00e3o empurrados para a margem do sistema\u201d, explicou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O economista brasileiro tamb\u00e9m explicou que a estrat\u00e9gia chinesa na Am\u00e9rica Latina e Caribe consiste em realizar empr\u00e9stimos em troca de petr\u00f3leo, no caso do Brasil e da Venezuela; investimentos em infraestrutura associada e energia, transportes e mat\u00e9ria-prima, nos casos do Brasil, Jamaica e Peru. \u201cA motiva\u00e7\u00e3o dos chineses pelo petr\u00f3leo \u00e9 muito evidente porque o modelo de investimento em infraestrutura \u00e9 muito semelhante ao brit\u00e2nico do s\u00e9culo 19, em que importavam mat\u00e9ria-prima e exportavam manufaturados. Por isso a necessidade de investimentos em infraestrutura de transportes\u201d, comentou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Fiani, o investimento em infra tamb\u00e9m possui fun\u00e7\u00f5es geopol\u00edticas porque comprime o espa\u00e7o, reduzindo o tempo de deslocamento de informa\u00e7\u00f5es, mercadorias e pessoas; criar v\u00ednculos de longo prazo com governos e agentes privados; reduz custos de mat\u00e9rias-primas, elevando rentabilidade do pa\u00eds investidor; abre mercados para bens de capital do pa\u00eds investidor. \u201cSe os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e Caribe n\u00e3o tra\u00e7arem estrat\u00e9gias para encontrar brechas no com\u00e9rcio internacional em meio a o conflito global, vamos ser arrastados pela hist\u00f3ria, e continuaremos dependendo da exporta\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas de baixo valor agregado\u201d, concluiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O segundo dia do semin\u00e1rio internacional \u201cModelo de Desenvolvimento para a Am\u00e9rica Latina e Caribe\u201d, 29 de novembro, teve in\u00edcio com a mesa de debate sobre Estado e Distribui\u00e7\u00e3o de Renda na Am\u00e9rica Latina e Caribe, mediada pelo economista Miguel<\/p>\n<p><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=1594\">Leia Mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-1594","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1594"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1594"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1594\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1594"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1594"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1594"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}