{"id":1585,"date":"2016-10-20T13:02:38","date_gmt":"2016-10-20T15:02:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=1585"},"modified":"2016-10-20T13:02:38","modified_gmt":"2016-10-20T15:02:38","slug":"cofecon-reune-entidades-para-debater-campanha-pela-reducao-da-desigualdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=1585","title":{"rendered":"Cofecon re\u00fane entidades para debater campanha pela redu\u00e7\u00e3o da desigualdade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1587 alignleft\" src=\"http:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/142-300x171.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"171\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/142-300x171.jpg 300w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/142.jpg 679w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O Conselho Federal de Economia realizou reuni\u00e3o na manh\u00e3 desta quinta-feira (20) para discutir a Campanha Nacional pela Redu\u00e7\u00e3o da Desigualdade Social no Brasil. O encontro teve a participa\u00e7\u00e3o de economistas e representantes de diversas entidades convidadas. \u201cO Cofecon sempre realizou esta discuss\u00e3o, mas o fez de maneira interna\u201d, afirmou o presidente J\u00falio Miragaya em sua fala de abertura. \u201cQueremos fazer uma campanha nacional, que seja ampla, mas democr\u00e1tica, refletindo o que pensa a sociedade brasileira\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A campanha est\u00e1 estruturada em cinco eixos, sendo o primeiro deles uma proposta de reforma tribut\u00e1ria que reduza os impostos sobre a produ\u00e7\u00e3o e consumo (que hoje representam 72% do total arrecadado) e aumente a tributa\u00e7\u00e3o sobre a renda e a riqueza. \u201cTributar a produ\u00e7\u00e3o e o consumo \u00e9 jogar contra estas atividades e o crescimento da economia\u201d, comentou o presidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo eixo tem a ver com a preserva\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o dos direitos sociais, com fortalecimento de servi\u00e7os p\u00fablicos e da previd\u00eancia social. O terceiro trata de pol\u00edticas p\u00fablicas de valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho. \u201cNo ano passado, criticamos o governo Dilma por restringir o acesso ao seguro-desemprego no momento em que o desemprego estava crescendo\u201d, lembrou Miragaya.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O quarto eixo defende a educa\u00e7\u00e3o, aumentando a escolaridade do brasileiro e a qualifica\u00e7\u00e3o para o trabalho. E o quinto eixo diz respeito \u00e0 destina\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento p\u00fablico para atender prioritariamente as demandas sociais, eliminando isen\u00e7\u00f5es e desonera\u00e7\u00f5es fiscais, subs\u00eddios e gastos com juros da d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao todo foram convidadas 25 entidades, sendo que 16 delas se fizeram presentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Opini\u00f5es<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maria L\u00facia Fattorelli, representante do movimento Auditoria Cidad\u00e3 da D\u00edvida, mostrou-se entusiasmada com a campanha. \u201cEste \u00e9 o plano que o Brasil precisa\u201d, afirmou a auditora. Fattorelli prop\u00f5e tributa\u00e7\u00e3o sobre grandes fortunas, remessas de lucros ao exterior e ganhos financeiros, em especial de estrangeiros. Afirmou que mais de 70% da d\u00edvida brasileira \u00e9 inconstitucional, por contabilizar juros como se fossem amortiza\u00e7\u00f5es, e falou de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que faz o inverso da PEC 241, cortando gastos com juros da d\u00edvida p\u00fablica em lugar de propor um teto de gastos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ismael Cesar, membro da Executiva Nacional da Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT), disse que a entidade se v\u00ea totalmente representada pelas propostas apresentadas e chamou a aten\u00e7\u00e3o para o combate \u00e0 sonega\u00e7\u00e3o. Sandra Teixeira, representante do Conselho Federal de Servi\u00e7o Social, disse que a seguridade social n\u00e3o ganhou a materialidade dada pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 e defendeu a amplia\u00e7\u00e3o das verbas para a sa\u00fade, mas que fossem geridas por entes estatais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jos\u00e9 Antonio Moroni, Coordenador do Instituto de Estudos Socioecon\u00f4micos (INESC), afirmou que a campanha precisa definir o p\u00fablico com o qual quer dialogar. \u201cE precisamos falar das desigualdades, n\u00e3o s\u00f3 da desigualdade social, mas tamb\u00e9m de classe, g\u00eanero, territ\u00f3rio, entre outras. E n\u00e3o se pode trabalhar a quest\u00e3o das desigualdades sem discutir o sistema pol\u00edtico que d\u00e1 sustenta\u00e7\u00e3o a uma sociedade t\u00e3o desigual\u201d, questionou Moroni.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cl\u00f3vis Scherer, supervisor t\u00e9cnico do Departamento Intersindical de Estat\u00edsticas e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), defendeu a import\u00e2ncia de discutir a quest\u00e3o da propriedade rural. O Dieese tamb\u00e9m foi representado pelo ex-conselheiro federal Max Leno. Ikaro Chaves, da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), afirmou que \u00e9 importante o Cofecon estar no comando desta campanha. \u201cNeste momento o pa\u00eds encontra-se polarizado e o Cofecon \u00e9 uma entidade que tem respaldo t\u00e9cnico\u201d, afirmou Ikaro, que em seguida falou sobre a democratiza\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o. \u201cHoje a campanha que contribui com aumento da desigualdade tem o apoio da grande m\u00eddia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eduardo Zanata, assessor da CSP Conlutas, questionou o eixo que trata da educa\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00f3s achamos que o fornecimento de m\u00e3o de obra para o mercado de trabalho n\u00e3o \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o do ensino m\u00e9dio. Temos uma vis\u00e3o mais ampla da educa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Flauzino Antunes, diretor da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Economistas e presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil\/DF, mencionou que desde os anos 80 estamos discutindo qual \u00e9 o pa\u00eds que queremos. \u201cVimos nos anos 90 um desmonte do setor produtivo, desde o plano Collor e a entrada de produtos estrangeiros em condi\u00e7\u00f5es desiguais de competi\u00e7\u00e3o\u201d. Ao falar sobre o trabalho, afirmou que \u201ca CLT \u00e9 flex\u00edvel e permite a negocia\u00e7\u00e3o. Defender a CLT \u00e9 defender os trabalhadores\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D\u00e9cio Bruno Lopes, Vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (ANFIP), destacou que os eixos 2 e 5 aproximam-se do trabalho que sua entidade vem realizando. Apontou que a reforma da previd\u00eancia n\u00e3o acrescenta direitos e falou sobre a necessidade de otimizar a arrecada\u00e7\u00e3o na \u00e1rea rural. \u201cH\u00e1 economistas que defendem a reforma da previd\u00eancia, como se n\u00e3o houvesse or\u00e7amento espec\u00edfico para isso\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rafael Viveiros, Diretor de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte (CNT), apontou que h\u00e1 um distanciamento entre a campanha proposta e o que a entidade defende. \u201cEntendemos que parte destas medidas far\u00e3o com que o mercado se retraia ainda mais. N\u00e3o vejo como falar em desenvolvimento se n\u00e3o tivermos um setor privado que seja competitivo e absorva estes 12 milh\u00f5es de desempregados\u201d, questionou. \u201cEstamos passando por uma crise muito s\u00e9ria. Vamos onerar novamente as empresas?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Renato Conchon, Coordenador do N\u00facleo Econ\u00f4mico da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Agricultura (CNA), afirmou que o plano de redu\u00e7\u00e3o da desigualdade \u00e9 inerente a qualquer atividade. Defendeu a PEC 241 e afirmou que se a tributa\u00e7\u00e3o for menor sobre o com\u00e9rcio (produ\u00e7\u00e3o e consumo) e maior sobre o lucro (renda e riqueza), haver\u00e1 uma queda nas receitas. Sobre a quest\u00e3o da propriedade rural, observou que \u201cos lotes que est\u00e3o em poder do INCRA seriam suficientes para dar conta da produ\u00e7\u00e3o de arroz, feij\u00e3o e trigo do pa\u00eds. N\u00e3o adianta apenas dar terra. Na CNA, defendemos a cria\u00e7\u00e3o de uma classe m\u00e9dia rural, com cr\u00e9dito pr\u00f3prio, pesquisa e desenvolvimento\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por \u00faltimo falou Gisella Gomes, tamb\u00e9m representante da Auditoria Cidad\u00e3 da D\u00edvida. \u201cO tema da desigualdade \u00e9 sist\u00eamico e tem v\u00e1rios eixos. Esta proposta nos traz a possibilidade de trabalhar em rede\u201d, afirmou Gisela. A economista falou tamb\u00e9m sobre a frente parlamentar mista pela auditoria da d\u00edvida com participa\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Conselho Federal de Economia realizou reuni\u00e3o na manh\u00e3 desta quinta-feira (20) para discutir a Campanha Nacional pela Redu\u00e7\u00e3o da Desigualdade Social no Brasil. 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