{"id":15687,"date":"2021-09-10T17:26:17","date_gmt":"2021-09-10T20:26:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=15687"},"modified":"2021-09-10T17:26:17","modified_gmt":"2021-09-10T20:26:17","slug":"cristina-froes-aborda-competitividade-temos-que-investir-em-infraestrutura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=15687","title":{"rendered":"Cristina Fr\u00f3es aborda competitividade: &#8220;temos que investir em infraestrutura&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>A competitividade do Brasil na economia mundial foi o tema abordado pela economista Cristina Fr\u00f3es de Borja Reis no XXIV Congresso Brasileiro de Economia. A palestra dela ocorreu na tarde desta sexta-feira (10).<\/p>\n<p>Cristina iniciou sua fala citando uma frase do professor David Kupfer, falecido no ano passado: \u201cA competitividade \u00e9 fun\u00e7\u00e3o da adequa\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias das empresas individuais ao padr\u00e3o de concorr\u00eancia vigente no mercado espec\u00edfico. Em cada mercado vigoraria um dado padr\u00e3o de concorr\u00eancia definido a partir da intera\u00e7\u00e3o entre estrutura e condutas dominantes do setor. Seriam competitivas as firmas que a cada instante adotam estrat\u00e9gias de conduta (investimentos, inova\u00e7\u00e3o, vendas, compras, financiamento, etc) mais adequadas ao padr\u00e3o de concorr\u00eancia setorial\u201d.<\/p>\n<p>A pandemia trouxe transforma\u00e7\u00f5es na din\u00e2mica e no padr\u00e3o concorrencial, disruptivas em alguns casos, que transformam o padr\u00e3o de rea\u00e7\u00e3o e proatividade \u00e0 forma como os mercados globais v\u00eam se organizando. \u201cOlhando para a concorr\u00eancia, duas premissas centrais: o tempo \u00e9 fator decisivo, na medida em que as estrat\u00e9gias competitivas adotadas n\u00e3o rendem frutos imediatamente; e existe incerteza em rela\u00e7\u00e3o ao futuro, o que implica a incapacidade da empresa avaliar com precis\u00e3o as suas estrat\u00e9gias e o pr\u00f3prio padr\u00e3o de concorr\u00eancia setorial\u201d, comentou Cristina, afirmando que as empresas adotam estrat\u00e9gias competitivas de acordo com a avalia\u00e7\u00e3o do seu desempenho passado e das expectativas sobre o futuro. \u201cAs empresas ficavam a todo momento pedindo protocolos de funcionamento, n\u00e3o s\u00f3 para responder \u00e0s exig\u00eancias sanit\u00e1rias e continuar operando, mas para lidar com os impactos diferentes que a pandemia estava gerando na gest\u00e3o do neg\u00f3cio\u201d.<\/p>\n<p>As estrat\u00e9gias de longo prazo ficaram em segundo plano. \u201cA incerteza em rela\u00e7\u00e3o ao que vai acontecer implica incapacidade de avaliar com precis\u00e3o suas estrat\u00e9gias. Num cen\u00e1rio t\u00e3o dif\u00edcil quanto a pandemia, se tornou um desafio maior\u201d, pontuou a economista. \u201cCompetitividade \u00e9 um fen\u00f4meno <i>ex post\u201d<\/i>.<\/p>\n<p>Um dos temas chaves que tem sido colocado \u00e9 a quest\u00e3o da resili\u00eancia das cadeias de valor. A concorr\u00eancia internacional ter\u00e1 que lidar com esta fragmenta\u00e7\u00e3o produtiva. \u201cComo as cadeias sofreram as ondas, e qualquer oscila\u00e7\u00e3o na China gera uma propaga\u00e7\u00e3o enorme para o restante das economias mundiais, ser resiliente aos problemas gerados pela pandemia tornou-se uma das palavras-chave para manter e sustentar os neg\u00f3cios nesses tempos\u201d, avaliou Cristina. Mas ela escolheu outra palavra como mais importante. \u201cEmbora a resili\u00eancia tenha sido enfatizada, continuo achando que n\u00e3o podemos perder de vista a robustez, a capacidade de n\u00e3o ser abalado pela crise. A prioridade agora \u00e9 manter o neg\u00f3cio funcionando e conseguir melhorar o desempenho econ\u00f4mico, as vendas, as receitas, a lucratividade, isso \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o de m\u00e9dio e longo prazo\u201d.<\/p>\n<p>Ela questionou que, diante do destaque que tem sido dado \u00e0 resili\u00eancia, o \u201cupgrade\u201d ficou para tr\u00e1s. \u201c\u00c9 importante aumentar o valor adicionado nas atividades da empresa. Quando se eleva um valor adicionado haver\u00e1 uma eleva\u00e7\u00e3o da produtividade da empresa, uma eleva\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios e da qualidade dos empregos gerados. Um pa\u00eds com maior produtividade, melhor n\u00edvel de sal\u00e1rio, ter\u00e1 chances de ter uma din\u00e2mica econ\u00f4mica que se sustente e redistribua. N\u00e3o se pode perder esta vis\u00e3o norte de melhorar nossa participa\u00e7\u00e3o nas cadeias de valor\u201d.<\/p>\n<p>No atual momento, h\u00e1 dois fatores para entender o futuro das cadeias globais de valor. Do ponto de vista das multinacionais, h\u00e1 uma busca por cadeias globais resilientes, capazes de operar num contexto VICA (da sigla Vol\u00e1til, Incerto, Complexo e Amb\u00edguo). Do ponto de vista dos governos, h\u00e1 o est\u00edmulo \u00e0 renacionaliza\u00e7\u00e3o de conte\u00fados e est\u00edmulos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o local para que as empresas reduzam a pegada multinacional. Apontou tamb\u00e9m para a disputa sino-americana, o plano quinquenal chin\u00eas consolidando a inova\u00e7\u00e3o centrada nas tecnologias 4.0 e a disputa dos dois pa\u00edses para descarbonizar suas economias. \u201cOs investimentos em energia limpa devem dobrar na d\u00e9cada de 2020\u201d, prognosticou.<\/p>\n<p>Ao falar especificamente sobre o Brasil, caracterizou o pa\u00eds como fora do eixo din\u00e2mico, mas inserido nas cadeias globais de valor. \u201cSomos um fornecedor de alimentos e mat\u00e9rias-primas, consumidor de atividades, tarefas, componentes de maior intensidade tecnol\u00f3gica, conhecimento e valor adicionado\u201d, analisou. \u201cPode ser que ap\u00f3s a pandemia o Brasil se recupere. Temos de investir em infraestrutura de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, transportes, internet, e se ela vigorar, teremos chance de construir um futuro melhor para todos\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":15699,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-15687","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/15687"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=15687"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/15687\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/15699"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=15687"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=15687"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=15687"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}