{"id":1565,"date":"2016-10-17T12:51:05","date_gmt":"2016-10-17T14:51:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=1565"},"modified":"2016-10-17T12:51:05","modified_gmt":"2016-10-17T14:51:05","slug":"economia-brasileira-crise-conjuntural-ou-estrutural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=1565","title":{"rendered":"Artigo &#8211; ECONOMIA BRASILEIRA: Crise Conjuntural ou Estrutural?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Quando se visualiza a hist\u00f3ria da economia no mundo, verifica-se que, praticamente, todos os pa\u00edses, em diferentes momentos, passam por alguma crise. Nas d\u00e9cadas mais recentes o fen\u00f4meno se apresentou com maior frequ\u00eancia. Quando se procura interpretar a crise, dois tipos s\u00e3o caracter\u00edsticos: Crise Conjuntural ou Crise Estrutural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Crise Conjuntural, quando tratada oportunamente, pode caracterizar-se como \u201cuma marolinha\u201d. Por\u00e9m, se n\u00e3o tratada adequada e oportunamente, pode transformar-se numa \u201cCrise Estrutural\u201d, como foi o caso brasileiro, passando a exigir grandes esfor\u00e7os para supera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Crise Estrutural fragiliza os pilares da economia, exigindo, para corre\u00e7\u00e3o, adequadas estrat\u00e9gias e t\u00e1ticas. A estrat\u00e9gia delineia \u201cO que fazer\u201d e a t\u00e1tica \u201cComo fazer\u201d, as quais v\u00e3o se modificando a cada momento em que os fatos e a realidade v\u00e3o se alterando. N\u00e3o h\u00e1 uma estrat\u00e9gia de vida eterna. Mas as altera\u00e7\u00f5es precisam ser adequadas e consistentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O caso brasileiro nestes anos do S\u00e9culo XXI \u00e9 significativo para os governantes que decidam dar uma rota adequada para o Pa\u00eds, n\u00e3o apenas um panorama demag\u00f3gico e de interesse pol\u00edtico, mediante medidas populistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o se desconhece a necessidade de inclus\u00e3o das categorias exclu\u00eddas mas, enquanto se concedem benef\u00edcios benevolentes tempor\u00e1rios, a capacita\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para que os benefici\u00e1rios incorporem a habilita\u00e7\u00e3o para tornarem-se capazes no mercado de trabalho e empresarial.\u00a0 A\u00ed, ent\u00e3o, esses benef\u00edcios de transforma\u00e7\u00e3o integram o mercado de trabalho, restando nos benef\u00edcios apenas os idosos, doentes e deficientes.\u00a0 Do contr\u00e1rio, o benef\u00edcio generalizado e permanente, embora tenha dividendos pol\u00edticos, apenas estimula a pregui\u00e7a e detona as contas p\u00fablicas, principalmente se somado \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o generalizada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O momento por que passa a economia brasileira exige profunda e sensata reflex\u00e3o, visto que estamos numa verdadeira crise estrutural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E elevada e onerosa d\u00edvida p\u00fablica, resultante de erros de gest\u00e3o, cobrar\u00e1 dos brasileiros altos dividendos. A alta carga tribut\u00e1ria n\u00e3o d\u00e1 espa\u00e7o para a eleva\u00e7\u00e3o dos impostos. O elevado custo da d\u00edvida p\u00fablica e dos gastos governamentais dificultam a solu\u00e7\u00e3o via cr\u00e9dito. \u00c9 necess\u00e1rio buscar a racionaliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 reduzindo o tamanho da m\u00e1quina p\u00fablica \u2013 executivo, legislativo e judici\u00e1rio &#8211; , sendo emblem\u00e1tica a dimens\u00e3o do legislativo(c\u00e2mara dos 531 deputados). Se o n\u00famero de deputados for menor e que, cada um tenha uma pequena equipe t\u00e9cnica, disponibilizando-se uma equipe b\u00e1sica que atenda a todos, poder-se-\u00e1 reduzir brutalmente o gasto.\u00a0 A isto somam-se os estados e munic\u00edpios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aumentar a efic\u00e1cia do poder p\u00fablico \u00e9 fundamental para revigorar a economia brasileira, direcionando-a n\u00e3o apenas ao crescimento mas, tamb\u00e9m, ao desenvolvimento, preservando seus recursos estrat\u00e9gicos. O Pa\u00eds tem invej\u00e1vel riqueza. Mas a inadequada cultura de apropria\u00e7\u00e3o, que foi semeada pela viciada cultura portuguesa, destacando-se D. Pedro que, ao retornar a Portugal(1829), sacou os cofres p\u00fablicos, detonando o Banco do Brasil, levando ouro e moedas.<br \/>\n Estamos num outro momento e precisamos mudar. Os desafios do atual presidente do Pa\u00eds s\u00e3o grandes e poder\u00e3o exigir sacrif\u00edcios. Mas agir \u00e9 necess\u00e1rio e poss\u00edvel.\u00a0 Conduzir o Pa\u00eds ao equil\u00edbrio e \u00e0 moralidade \u00e9 necess\u00e1rio e poss\u00edvel. Chegando l\u00e1, poder-se-\u00e1 melhorar a efic\u00e1cia, reduzindo a carga tribut\u00e1ria, facilitando a competitividade e a expans\u00e3o dos mercados.<br \/>\n F\u00e1cil n\u00e3o \u00e9. Mas \u00e9 poss\u00edvel. \u00c9 preciso acreditar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\n <\/strong><strong>Humberto Dalsasso &#8211; Economista, Consultor Empresarial de Alta Gest\u00e3o.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando se visualiza a hist\u00f3ria da economia no mundo, verifica-se que, praticamente, todos os pa\u00edses, em diferentes momentos, passam por alguma crise. Nas d\u00e9cadas mais recentes o fen\u00f4meno se apresentou com maior frequ\u00eancia. 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