{"id":1520,"date":"2016-10-13T12:27:45","date_gmt":"2016-10-13T15:27:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=1520"},"modified":"2016-10-13T12:27:45","modified_gmt":"2016-10-13T15:27:45","slug":"revolucoes-industriais-do-vapor-a-internet-das-coisas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=1520","title":{"rendered":"Artigo &#8211; Revolu\u00e7\u00f5es industriais: do vapor \u00e0 Internet das coisas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">As express\u00f5es Quarta Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e Ind\u00fastria 4.0 t\u00eam sido utilizadas com frequ\u00eancia, n\u00e3o apenas em publica\u00e7\u00f5es especializadas, mas tamb\u00e9m em ve\u00edculos comuns da imprensa em suas variadas m\u00eddias \u2013 impressa, falada, televisada ou digital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nem todos, por\u00e9m \u2013 ali\u00e1s, eu arriscaria afirmar que um n\u00famero reduzido de pessoas \u2013, sabem o significado preciso dessas express\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meu objetivo, neste pequeno artigo, \u00e9 dar um breve mergulho na trajet\u00f3ria das revolu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, significando cada uma delas uma verdadeira mudan\u00e7a de paradigma, na acep\u00e7\u00e3o do termo a ele atribu\u00eddo por Thomas Khun, no cl\u00e1ssico A estrutura das revolu\u00e7\u00f5es cient\u00edficas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, que \u00e9 consagrada e reconhecida como Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, ocorreu na segunda metade do s\u00e9culo XVIII (aproximadamente entre 1760 e 1840) tendo a Inglaterra como na\u00e7\u00e3o pioneira. Seu maior s\u00edmbolo \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o da energia a vapor, extra\u00edda do carv\u00e3o vegetal, como fonte energ\u00e9tica b\u00e1sica, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0s formas tradicionais de energia mais utilizadas at\u00e9 ent\u00e3o, quais sejam, energia movida a tra\u00e7\u00e3o animal e energia hidr\u00e1ulica. Al\u00e9m da transi\u00e7\u00e3o para a energia a vapor, costuma ser muito enfatizada a introdu\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas, transformando em mec\u00e2nicos processos at\u00e9 ent\u00e3o artesanais ou manuais, que dependiam da for\u00e7a muscular. N\u00e3o t\u00e3o citada, mas de import\u00e2ncia t\u00e3o grande ou at\u00e9 maior do que essas duas, para a primeira revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica \u00e9 a dissemina\u00e7\u00e3o da divis\u00e3o do trabalho, aspecto que n\u00e3o escapou \u00e0 arguta vis\u00e3o de Adam Smith, que a ela dedicou os cap\u00edtulos iniciais de sua c\u00e9lebre A riqueza das na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora lenta em rela\u00e7\u00e3o a outras revolu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, em raz\u00e3o de seu pioneirismo e da resist\u00eancia natural diante de algo desconhecido, a primeira revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica propiciou n\u00e3o s\u00f3 um significativo aumento, mas tamb\u00e9m uma enorme diversifica\u00e7\u00e3o dos bens e servi\u00e7os produzidos pelas na\u00e7\u00f5es que iam se industrializando, sendo fator fundamental para consolidar a hegemonia geopol\u00edtica da Inglaterra por muitas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, tamb\u00e9m chamada de Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, ocorreu cerca de um s\u00e9culo depois \u2013 na metade final do s\u00e9culo XIX, portanto \u2013 e \u00e9 simbolizada pela substitui\u00e7\u00e3o da energia a vapor pelo petr\u00f3leo e pela eletricidade como fontes energ\u00e9ticas b\u00e1sicas e pelo advento da linha de montagem, que favoreceu a produ\u00e7\u00e3o em massa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas novas fontes energ\u00e9ticas propiciaram \u00e0s empresas, \u00e0 medida que iam se adaptando, um potencial muito superior ao proporcionado pela energia a vapor, expandindo consideravelmente a capacidade produtiva dos pa\u00edses que mais rapidamente se integraram nesse paradigma. Foi a pronta capacidade de se integrar \u00e0 mudan\u00e7a que permitiu que os Estados Unidos assumissem a hegemonia geopol\u00edtica mundial, vindo a Alemanha a seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Surgiu, na sequ\u00eancia, no fim da primeira metade do s\u00e9culo XX, outra fonte energ\u00e9tica de ineg\u00e1vel potencialidade, a energia nuclear. Entretanto, por seu grande poder de destrui\u00e7\u00e3o, comprovado de forma tr\u00e1gica nos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki, ela teve seu uso restringido fortemente, n\u00e3o dando origem, assim, a uma nova revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Terceira Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, que se propagou na segunda metade do s\u00e9culo XX, \u00e9 constitu\u00edda, segundo o Prof. Eduardo Giannetti, pelas tecnologias voltadas \u00e0 busca, gera\u00e7\u00e3o, processamento e transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e pela engenharia gen\u00e9tica. Klaus Shwab, fundador e CEO do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial (World Economic Forum), afirma que ela costuma ser chamada de revolu\u00e7\u00e3o digital ou do computador, pois foi impulsionada pelo desenvolvimento dos semicondutores, da computa\u00e7\u00e3o em mainframe (d\u00e9cada de 1960), da computa\u00e7\u00e3o pessoal (d\u00e9cadas de 1970 e 1980)e da internet (d\u00e9cada de 1990).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa Terceira Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, caracterizada, portanto, pelo uso crescente dos computadores, cujo tamanho foi se reduzindo aceleradamente, \u00e9 muitas vezes associada ao fen\u00f4meno da globaliza\u00e7\u00e3o e foi acompanhada pela cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de livre com\u00e9rcio e blocos econ\u00f4micos integrados (Uni\u00e3o Europeia, Nafta,\u00a0 Mercosul etc.) e pela interliga\u00e7\u00e3o e interdepend\u00eancia dos mercados f\u00edsicos e financeiros em escala planet\u00e1ria. Nessa per\u00edodo, fomos testemunhas do aumento da import\u00e2ncia relativa dos pa\u00edses da \u00c1sia na economia mundial, come\u00e7ando pelo Jap\u00e3o, que se tornou a segunda maior pot\u00eancia industrial, passando pelos chamados Tigres Asi\u00e1ticos na d\u00e9cada de 1980 (Coreia do Sul, Cingapura, Taiwan e Hong Kong), chegando \u00e0 China e, mais recentemente, \u00e0 \u00cdndia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, a Quarta Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, tamb\u00e9m chamada de Ind\u00fastria 4.0, propaga-se nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XXI e, segundo Klaus Schwab, \u201cbaseia-se na revolu\u00e7\u00e3o digital, caracterizando-se pela internet mais ub\u00edqua e m\u00f3vel, por sensores menores e mais poderosos que se tornaram mais baratos e pela intelig\u00eancia artificial e aprendizagem autom\u00e1tica (ou aprendizado de m\u00e1quina)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora estejamos em seu in\u00edcio e precisando ainda compreend\u00ea-la em toda a sua extens\u00e3o, j\u00e1 n\u00e3o restam d\u00favidas a respeito da velocidade e amplitude desse novo paradigma. A esse respeito, vale reproduzir a vis\u00e3o de Klaus Schwab:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Imagine as possibilidades ilimitadas de bilh\u00f5es de pessoas conectadas por dispositivos m\u00f3veis, dando origem a um poder de processamento, recursos de armazenamento e acesso ao conhecimento sem precedentes. Ou imagine a assombrosa profus\u00e3o de novidades tecnol\u00f3gicas que abrangem numerosas \u00e1reas: intelig\u00eancia artificial (IA), rob\u00f3tica, a internet das coisas (IoT na sigla em ingl\u00eas), ve\u00edculos aut\u00f4nomos, impress\u00e3o em 3D, nanotecnologia, biotecnologia, ci\u00eancia dos materiais, armazenamento de energia e computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica, para citar apenas algumas. Muitas dessas inova\u00e7\u00f5es est\u00e3o apenas no in\u00edcio, mas j\u00e1 est\u00e3o chegando a um ponto de inflex\u00e3o de seu desenvolvimento, pois elas constroem e amplificam umas \u00e0s outras, fundindo as tecnologias dos mundos f\u00edsico, digital e biol\u00f3gico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como \u00e9 natural quando ocorre uma mudan\u00e7a dessa magnitude, existe certa resist\u00eancia por parte de algumas pessoas mais c\u00e9ticas, que procuram minimizar a import\u00e2ncia das altera\u00e7\u00f5es em curso, afirmando que n\u00e3o passa de exagero compar\u00e1-las com as revolu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas anteriores. Klaus Schwab, no entanto, est\u00e1 convicto da ocorr\u00eancia da quarta revolu\u00e7\u00e3o industrial e apresenta tr\u00eas raz\u00f5es para justificar seu ponto de vista: a velocidade; a amplitude e profundidade; e o impacto sist\u00eamico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um detalhamento maior desses aspectos, por\u00e9m, ficar\u00e1 para um pr\u00f3ximo artigo. Nele, farei uma an\u00e1lise mais abrangente da Quarta Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e, tamb\u00e9m, de como o Brasil est\u00e1 se preparando para ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma observa\u00e7\u00e3o final. Muitos historiadores e autores acad\u00eamicos focalizaram esse tema, alguns dos quais se encontram nas refer\u00eancias e indica\u00e7\u00f5es bibliogr\u00e1ficas mencionadas ao final, por\u00e9m eu gostaria de terminar este artigo ressaltando tr\u00eas obras que focalizaram essa trajet\u00f3ria de forma pioneira e criativa, alcan\u00e7ando extraordin\u00e1rio sucesso editorial na \u00e9poca em que foram lan\u00e7adas e, mais do que isso, permanecendo por muito tempo\u00a0 como leituras extremamente oportunas para compreender a evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, raz\u00e3o pela qual as recomendo vigorosamente. S\u00e3o elas: A terceira onda, de Alvin Toffler; O mundo \u00e9 plano, de Thomas Friedman; e Sapiens, de Yuval Noah Harari.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Luiz Alberto Machado &#8211; Economista pela Universidade Mackenzie, mestre em Criatividade e Inova\u00e7\u00e3o pela Universidade Fernando Pessoa (Portugal), vice-diretor da Faculdade de Economia da FAAP, conselheiro efetivo do Conselho Federal de Economia e assessor da Funda\u00e7\u00e3o Espa\u00e7o Democr\u00e1tico.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BAIROCH, Paul. Revolu\u00e7\u00e3o industrial e subdesenvolvimento. Tradu\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Augusto Guilhon Albuquerque. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1976.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BRABANDERE, Luc de. O lado oculto das mudan\u00e7as: a verdadeira inova\u00e7\u00e3o requer mudan\u00e7a de percep\u00e7\u00f5es. Rio de Janeiro: Elsevier; Boston, MA: The Boston Consulting Group, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CAIRNCROSS, Frances. O fim das dist\u00e2ncias: como a revolu\u00e7\u00e3o nas comunica\u00e7\u00f5es transformar\u00e1 nossas vidas. S\u00e3o Paulo: Nobel, 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FRIEDMAN, Thomas. O mundo \u00e9 plano: uma breve hist\u00f3ria do s\u00e9culo XXI. Tradu\u00e7\u00e3o de Cristiana Serra e S. Duarte. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0 \u00a0GIANNETTI DA FONSECA, Eduardo. Globaliza\u00e7\u00e3o, transi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e infraestrutura no Brasil. Texto preparado para o Semin\u00e1rio \u201cCompetitividade na infraestrutura para o S\u00e9culo XXI\u201d, promovido pelo Instituto de Engenharia, S\u00e3o Paulo, realizado em 24\/09\/96, reproduzido em Ideias Liberais, Ano IV, N\u00b0 62, 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HARARI, Yuval Noah. Sapiens: uma breve hist\u00f3ria da humanidade. Tradu\u00e7\u00e3o de Jana\u00edna Marcoantonio. Porto Alegre, RS: L&amp;PM Editores, 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0 \u00a0KUHN, Thomas. A estrutura das revolu\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. Tradu\u00e7\u00e3o de Beatriz Vianna Boeira e Nelson Boeira. S\u00e3o Paulo: Perspectiva, 1982.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SCHWAB, Klaus. A quarta revolu\u00e7\u00e3o industrial. Tradu\u00e7\u00e3o de Daniel Moreira Miranda. S\u00e3o Paulo: Edipro, 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SMITH, Adam. A riqueza das na\u00e7\u00f5es: investiga\u00e7\u00e3o sobre a sua natureza e suas causas, com a introdu\u00e7\u00e3o de Edwin Cannan. Apresenta\u00e7\u00e3o de Winston Fritsh. Tradu\u00e7\u00e3o de Luiz Jo\u00e3o Bara\u00fana. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1983. (Os Economistas)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TOFFLER, Alvin. A terceira onda. Tradu\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o T\u00e1vora. 26\u00aa ed. Rio de Janeiro: Record, 2000.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As express\u00f5es Quarta Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e Ind\u00fastria 4.0 t\u00eam sido utilizadas com frequ\u00eancia, n\u00e3o apenas em publica\u00e7\u00f5es especializadas, mas tamb\u00e9m em ve\u00edculos comuns da imprensa em suas variadas m\u00eddias \u2013 impressa, falada, televisada ou digital. 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