{"id":1507,"date":"2016-12-12T12:19:49","date_gmt":"2016-12-12T14:19:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=1507"},"modified":"2016-12-12T12:19:49","modified_gmt":"2016-12-12T14:19:49","slug":"realizado-pelo-corecon-pr-debate-tracou-panorama-para-a-economia-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=1507","title":{"rendered":"Realizado pelo Corecon-PR, debate tra\u00e7ou panorama para a economia em 2017"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.cofecon.org.br\/images\/MEsa_ACP__Foto_Sans_007.jpg\" alt=\"MEsa ACP Foto Sans 007\" width=\"401\" height=\"229\" \/>O debate \u201cDiscutindo Economia\u201d \u00e9 realizado anualmente pelo Conselho Regional de Economia do Paran\u00e1 (Corecon-PR) para tra\u00e7ar um panorama de desempenho dos principais setores do mercado. Neste ano, ocorreu no dia 7 de dezembro, na Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Paran\u00e1 (ACP), e teve como convidados especialistas econ\u00f4micos da ACP, Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Paran\u00e1 (FIEP), Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio do Paran\u00e1 (Fecom\u00e9rcio) e Organiza\u00e7\u00e3o das Cooperativas do Paran\u00e1 (OCEPAR). Durante a discuss\u00e3o, os participantes tamb\u00e9m apontaram alternativas para melhorar a vida das empresas e reduzir o n\u00edvel de desemprego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o economista e conselheiro do CORECONPR Lucas Dezordi, para que o Pa\u00eds se recupere de vez \u00e9 preciso muito mais do que ajustes t\u00e9cnicos. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio restabelecer o equil\u00edbrio pol\u00edtico e arranjar fatores institucionais consistentes que permitam boas perspectivas a longo prazo\u201d diz ele, lembrando que estas ca\u00edram, gradativamente, nos \u00faltimos 4 anos. \u201cQuando um pa\u00eds melhora as expectativas oportuniza tamb\u00e9m maior capacidade de tirar da gaveta e p\u00f4r em pr\u00e1tica projetos a longo prazo, que s\u00e3o fundamentais para melhorar grandes indicadores, como produtividade, poupan\u00e7a, investimento e emprego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Emprego<\/strong> &#8211; De acordo com o economista Sandro Silva, do Dieese, ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber se haver\u00e1 redu\u00e7\u00e3o do desemprego em 2017. \u201cIsso vai depender de quest\u00f5es pol\u00edtico-econ\u00f4micas e, mesmo que as empresas comecem a se recuperar, elas n\u00e3o voltar\u00e3o a contratar com muita rapidez. Ele tamb\u00e9m ressaltou que houve aumento significativo da informalidade no mercado de trabalho e diminui\u00e7\u00e3o da renda. O desemprego teve forte alta em 2015 e disparou em 2016, chegando a uma taxa de quase 12%, de acordo com o IBGE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ind\u00fastria 4.0<\/strong> \u2013 O economista Roberto Zurcher, da FIEP lembrou que esse \u00e9 o setor da economia que mais teve queda no Pa\u00eds nos \u00faltimos tempos e que, enquanto o mundo cresce acima de 3% ao ano, o Brasil desacelera. \u201cNossos problemas s\u00e3o dom\u00e9sticos, em fun\u00e7\u00e3o de modelos ultrapassados que geram excesso de burocracia e tecnocracia, com benef\u00edcios somente a favor de interesses do setor p\u00fablico. \u00c9 preciso deixar de usar modelos baseados em superestruturas hier\u00e1rquicas que n\u00e3o funcionam mais.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda de acordo com ele h\u00e1 uma nova tend\u00eancia mundial chamada de \u201cInd\u00fastria 4.0\u201d e seu impacto ser\u00e1 maior do que todas as revolu\u00e7\u00f5es industriais anteriores juntas, proporcionando um aumento significativo na economia dom\u00e9stica dos pa\u00edses que estiverem preparados para esse novo cen\u00e1rio. \u201cO Governo Brasileiro ainda n\u00e3o aderiu a esse novo modelo. \u00c9 preciso ser criativo para sair da crise e produtivo para sair da pobreza\u201d, observa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cooperativismo e Agroneg\u00f3cio<\/strong> &#8211; Mesmo com a economia em dificuldade, o setor do cooperativismo no Paran\u00e1 tem n\u00fameros bem positivos. A proje\u00e7\u00e3o de crescimento \u00e9 de 14,4% ao ano, e o segmento deve fechar 2016 com um faturamento de R$ 69 bilh\u00f5es. O Sistema tem hoje 1,3 milh\u00e3o de cooperados, gera mais de 2,6 milh\u00f5es de postos de trabalho e alcan\u00e7a 3 milh\u00f5es de pessoas &#8211; associados, colaboradores e familiares. Segundo o economista do SESCOOP\/OCEPAR, Emerson Barcik, em 2019 o Sistema deve faturar R$ 100 bilh\u00f5es\/ano. Atualmente s\u00e3o 220 cooperativas, com destaque para o setores de Agropecu\u00e1ria, Sa\u00fade e Cr\u00e9dito. Barcik lembrou que 56% da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria do pa\u00eds passa pelas cooperativas paranaenses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Expectativa Safra<\/strong> &#8211; A expectativa de produ\u00e7\u00e3o de Soja, Milho e Trigo tamb\u00e9m \u00e9 positiva, com 2 milh\u00f5es de toneladas na Safra 2016\/2017. NA safra anterior o pa\u00eds colheu 186,4 milh\u00f5es de toneladas. H\u00e1 uma proje\u00e7\u00e3o de amplia\u00e7\u00e3o de 18% na \u00e1rea de plantio do Milho no Paran\u00e1 e produ\u00e7\u00e3o 30% maior em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com\u00e9rcio<\/strong> &#8211; De acordo com os economistas Claudio Shimoyama, da ACP, e Vamberto Santana, da Fecom\u00e9rcio, este \u00e9 o setor que continua a ter mais capacidade para se amoldar \u00e0s mudan\u00e7as da economia e, portanto, continuar a crescer. Um exemplo s\u00e3o as datas comemorativas como Black Friday e Halloween, que v\u00eam fazendo sucesso no Pa\u00eds, e tamb\u00e9m o crescimento do e-commerce, a\u00e7\u00f5es que t\u00eam estimulado o consumidor a comprar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, o cliente tamb\u00e9m est\u00e1 mais exigente, uma vez que em tempos dif\u00edceis valoriza mais o dinheiro que tem no bolso. Quer um bom atendimento, pre\u00e7o baixo e qualidade. Segundo eles, neste caso, al\u00e9m de oferecer tamb\u00e9m novidades e buscar mais estrat\u00e9gias \u00e9 necess\u00e1rio estudar melhor o mercado e a economia.\u00a0 \u201cTemos que produzir aquilo que se vende e n\u00e3o vender aquilo que se produz\u201d, diz Claudio Shimoyama (ACP). \u201cE o desafio n\u00e3o \u00e9 atrair, mas sim manter os clientes\u201d, recomendou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Inadimpl\u00eancia<\/strong> &#8211; Entre os dados apresentados por Claudio Shimoyama durante o debate chama a aten\u00e7\u00e3o o aumento da inadimpl\u00eancia gerada por pessoas acima de 60 anos. Segundo ele, entre os fatores que contribuem para esse quadro est\u00e3o o baixo valor da aposentadoria, gasto com medicamentos e a tomada de cr\u00e9dito consignado e apoio financeiro a familiares. Por outro lado houve diminui\u00e7\u00e3o da inadimpl\u00eancia entre jovens de 17 e 19 anos, devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de pessoas empregadas nessa faixa et\u00e1ria.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">* Texto enviado pela assessoria de imprensa do Corecon-PR.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O debate \u201cDiscutindo Economia\u201d \u00e9 realizado anualmente pelo Conselho Regional de Economia do Paran\u00e1 (Corecon-PR) para tra\u00e7ar um panorama de desempenho dos principais setores do mercado. 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