{"id":15061,"date":"2021-07-03T15:59:28","date_gmt":"2021-07-03T18:59:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=15061"},"modified":"2021-07-03T15:59:28","modified_gmt":"2021-07-03T18:59:28","slug":"nota-do-cofecon-as-politicas-sociais-no-pos-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=15061","title":{"rendered":"Nota do Cofecon \u2013 As pol\u00edticas sociais no p\u00f3s-pandemia"},"content":{"rendered":"<p>Reunidos virtualmente durante a 706\u00aa Sess\u00e3o Plen\u00e1ria Ordin\u00e1ria, nos dias 02 e 03 de julho de 2021, os conselheiros federais aprovaram a <strong>Nota do Cofecon \u2013 As pol\u00edticas sociais no p\u00f3s-pandemia.<\/strong><\/p>\n<p>O conselheiro coordenador da Comiss\u00e3o de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica, Fernando de Aquino, explica, no v\u00eddeo a seguir, o teor do documento. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/LCvSam_odig\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Nota do Cofecon \u2013 As pol\u00edticas sociais no p\u00f3s-pandemia<\/strong><\/p>\n<p>No mundo atual, pol\u00edticas visando reduzir as desigualdades deveriam estar acima das prefer\u00eancias ideol\u00f3gicas. A economia de mercado gera desigualdades, de oportunidades e de renda, muito al\u00e9m do julgado aceit\u00e1vel pela grande maioria. Para amenizar estas desigualdades s\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas p\u00fablicas, inclusive de Estado, que n\u00e3o dependam de quem esteja governando. Por exemplo, com uma tributa\u00e7\u00e3o progressiva \u2013 aquela em que quem tem menores rendas e patrim\u00f4nios pagam propor\u00e7\u00f5es menores de tributos.<\/p>\n<p>No Brasil, por ser um dos pa\u00edses mais desiguais do mundo, essas pol\u00edticas seriam ainda mais essenciais. Nesse sentido, na hist\u00f3ria econ\u00f4mica brasileira contempor\u00e2nea pode-se identificar v\u00e1rias iniciativas, como a CLT, o SUS, a educa\u00e7\u00e3o gratuita e subsidiada, a pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo, com efeitos nas curvas salariais das empresas, e v\u00e1rios dispositivos da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988. Essas e outras pol\u00edticas favoreceram a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades, mas n\u00e3o foram acompanhadas por aumentos de produtividade, provocando press\u00f5es sobre os exacerbados retornos de capital em v\u00e1rios setores.<\/p>\n<p>Com elevadas taxas de juros, por quase tr\u00eas d\u00e9cadas e at\u00e9 recentemente, concorrendo com aplica\u00e7\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o e investimento no setor real, a financeiriza\u00e7\u00e3o e a desindustrializa\u00e7\u00e3o foram intensificadas, impedindo eleva\u00e7\u00f5es de produtividade. Duas estrat\u00e9gias se confrontam para superar essa armadilha de estagna\u00e7\u00e3o. A primeira seria as chamadas reformas estruturantes \u2013 trabalhista, teto de gastos, previdenci\u00e1ria e administrativa \u2013 cujo principal foco tem sido reverter os ganhos alcan\u00e7ados pelos segmentos de menores rendas, por meio de redu\u00e7\u00f5es dos sal\u00e1rios, dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios e da tributa\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas. A segunda seria manter taxas de juros mais baixas, ao lado de outros est\u00edmulos, como os fiscais e os credit\u00edcios, para que as empresas busquem aumentos na produtividade e na capacidade produtiva com retornos sobre o capital similares aos obtidos em pa\u00edses desenvolvidos e muitos emergentes.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que apenas a segunda estrat\u00e9gia seria compat\u00edvel com pol\u00edticas sociais cujo prop\u00f3sito seria reduzir as desigualdades, com a\u00e7\u00f5es como transfer\u00eancias de renda, subs\u00eddios credit\u00edcios, servi\u00e7os p\u00fablicos e pol\u00edticas de gera\u00e7\u00e3o de emprego. Os limites dos gastos envolvidos estariam na capacidade produtiva da economia. Portanto, na atual conjuntura existe suficiente ociosidade no setor real para a realiza\u00e7\u00e3o de gastos p\u00fablicos prim\u00e1rios para supera\u00e7\u00e3o da pandemia e de seus efeitos adversos na economia, mesmo envolvendo endividamento p\u00fablico adicional ou financiados com maior tributa\u00e7\u00e3o \u00e0s rendas e patrim\u00f4nios mais elevados.<\/p>\n<p>Importa enfatizar que o setor p\u00fablico tamb\u00e9m precisa manter pol\u00edticas que incentivem o crescimento econ\u00f4mico e a eleva\u00e7\u00e3o da produtividade. \u00c9 essencial que o Estado crie condi\u00e7\u00f5es para amplia\u00e7\u00e3o desses limites de capacidade produtiva ao longo do tempo, at\u00e9 para a manuten\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias pol\u00edticas sociais. Nesse sentido, \u00e9 indispens\u00e1vel identificar prioridades, que devem incluir a erradica\u00e7\u00e3o da mis\u00e9ria e da fome, o desenvolvimento de arranjos produtivos em comunidades que possam se tornar economicamente sustent\u00e1veis e a capacita\u00e7\u00e3o profissional das novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reunidos virtualmente durante a 706\u00aa Sess\u00e3o Plen\u00e1ria Ordin\u00e1ria, nos dias 02 e 03 de julho de 2021, os conselheiros federais aprovaram a Nota do Cofecon \u2013 As pol\u00edticas sociais no p\u00f3s-pandemia. 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