{"id":13890,"date":"2021-01-25T03:32:21","date_gmt":"2021-01-25T06:32:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=13890"},"modified":"2021-01-25T03:32:21","modified_gmt":"2021-01-25T06:32:21","slug":"debatedores-ressaltam-papel-do-estado-para-a-retomada-da-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=13890","title":{"rendered":"Debatedores ressaltam papel do Estado para a retomada da economia"},"content":{"rendered":"\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: #222222;\">Como j\u00e1 \u00e9 tradicional durante as sess\u00f5es plen\u00e1rias, o Cofecon realizou nesta quinta-feira (21), \u00e0s 17 horas, um debate de conjuntura. O evento foi transmitido por meio do canal da autarquia no Youtube. Paulo Gala e Elias Jabbour discutiram pol\u00edticas de desenvolvimento para o Brasil e, em suas falas, colocaram \u00eanfase na fun\u00e7\u00e3o do Estado para a retomada da economia.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"color: #222222;\">\u201c<span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">H\u00e1 um apequenamento da vis\u00e3o de pol\u00edtica econ\u00f4mica\u201d, afirmou o presidente do Cofecon, Antonio Corr. \u201cNa verdade, n\u00f3s tivemos n\u00e3o s\u00f3 uma vis\u00e3o restrita do papel da pol\u00edtica econ\u00f4mica e do Estado, mas do ponto de vista de gest\u00e3o, a jun\u00e7\u00e3o dos antigos minist\u00e9rios do Planejamento, da Fazenda, da Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio, do Trabalho e Emprego, que j\u00e1 havia absorvido a Previd\u00eancia, num superminist\u00e9rio da Economia, que na verdade se revela um minist\u00e9rio das finan\u00e7as. N\u00e3o h\u00e1 interlocu\u00e7\u00e3o com os trabalhadores, com os empres\u00e1rios e com a sociedade civil\u201d.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: #222222;\">O coordenador da Comiss\u00e3o de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do Cofecon, Fernando de Aquino Fonseca Neto, tamb\u00e9m falou antes do in\u00edcio do debate. \u201c<\/span><span style=\"color: #222222;\">Temos uma conjuntura de curto prazo, um problema de sa\u00fade e de recess\u00e3o que acabam preponderando. Mas n\u00e3o podemos perder o caminho de colocar o Brasil entre as economias desenvolvidas\u201d, <\/span><span style=\"color: #222222;\">argumentou o conselheiro<\/span><span style=\"color: #222222;\">.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: #222222;\">O primeiro a falar foi Paulo Gala, economista graduado pela USP, com mestrado e doutorado pela FGV\/SP, onde atua como professor desde 2002. Gala come\u00e7ou falando sobre problemas conjunturais e estruturais: n\u00e3o conseguimos nos desenvolver e ter uma estrutura produtiva sofisticada que pague maiores sal\u00e1rios. \u201cA solu\u00e7\u00e3o passa necessariamente pelo resgate do papel do estado. \u00c9 bastante f\u00e1cil enxergar isso depois do que aconteceu ap\u00f3s a crise de 2008 e a crise da Covid\u201d, argumentou o economista.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: #222222;\">Gala usou a met\u00e1fora de uma escada para o desenvolvimento econ\u00f4mico. Cada degrau demanda mais desenvolvimento t\u00e9cnico e tecnol\u00f3gico. \u201cMas cada vez vai ficando mais dif\u00edcil, os degraus ficam maiores e, no alto, h\u00e1 muitas falhas de mercado, h\u00e1 oligop\u00f3lios\u201d, afirmou. \u201cEstar na fronteira tecnol\u00f3gica significa menor desigualdade. Os pa\u00edses que t\u00eam o maior n\u00edvel de rob\u00f4s per capita (Jap\u00e3o, Coreia do Sul, Alemanha) t\u00eam desemprego entre 3% e 3,5%. N\u00e3o s\u00f3 resolveram o problema conjuntural, porque est\u00e3o todos empregados, como em sua maioria s\u00e3o empregos muito sofisticados\u201d.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: #222222;\">Para subir esta escada, a presen\u00e7a do Estado \u00e9 fundamental. \u201cNenhum pa\u00eds subiu sem a presen\u00e7a do Estado. Ele est\u00e1 sempre junto ao setor privado. S\u00e3o duas pernas. Se houver s\u00f3 uma, fica um saci perer\u00ea\u201d, comparou Gala. \u201cExistem falhas de estado, assim como existem falhas de mercado. Mas a sociedade que consegue acertar a m\u00e3o na articula\u00e7\u00e3o entre Estado e iniciativa privada se desenvolve. O Estado \u00e9 o \u00fanico mecanismo capaz de nos tirar desta crise, tanto estrutural como conjuntural\u201d.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: #222222;\">Paulo Gala \u00e9 graduado em Economia pela FEA-USP. Mestre e Doutor em Economia pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas em S\u00e3o Paulo. Foi pesquisador visitante nas Universidades de Cambridge UK e Columbia NY. \u00c9 professor de economia na FGV-SP desde 2002. \u201cBrasil, uma economia que n\u00e3o aprende\u201d \u00e9 o seu \u00faltimo livro. <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: #222222;\">O outro palestrante, Elias Jabbour, c<\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"color: #222222;\">ome\u00e7ou falando sobre quatro problemas do Brasil. O primeiro deles, hist\u00f3rico: \u201cFizemos um tremendo esfor\u00e7o de acumula\u00e7\u00e3o de capital sem uma pr\u00e9via reforma agr\u00e1ria\u201d, apontou Jabbour. O segundo, pol\u00edtico: \u201cO problema do Brasil hoje \u00e9 muito menos de demanda agregada e mais da necessidade de formar uma maioria que tenha um projeto de desenvolvimento nacional\u201d. <\/span><span style=\"color: #222222;\">O terceiro problema seria o marco institucional: Jabbour argumentou que a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Licita\u00e7\u00f5es v\u00e3o contra o que pa\u00edses com estrat\u00e9gias desenvolvimentistas levam em considera\u00e7\u00e3o. E o quarto, o marco te\u00f3rico. \u201cO desastre do Brasil foi ter comprado totalmente as ideias do neoinstitucionalismo, que separa Estado e mercado. Isso tem consequ\u00eancias pol\u00edticas e sociais tr\u00e1gicas\u201d, lamentou.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ao afirmar que o n\u00facleo da teoria econ\u00f4mica \u00e9 o Estado, Jabbour tamb\u00e9m definiu uma prioridade: \u201cOs economistas t\u00eam que levar para os candidatos um programa de gera\u00e7\u00e3o de 20 a 30 milh\u00f5es de empregos em cinco anos. E hoje a prioridade m\u00e1xima do pa\u00eds \u00e9 elevar os n\u00edveis de consumo das massas populares a um n\u00edvel aceit\u00e1vel. Hoje h\u00e1 60 milh\u00f5es de pessoas que est\u00e3o completamente fora do jogo\u201d. Disse tamb\u00e9m que somente um estado revolucion\u00e1rio pode levantar a taxa de investimentos dos atuais 13% para 25% do PIB.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ao falar sobre o n\u00edvel de investimentos, Jabbour trouxe ao debate um modelo. \u201cCerca de 50% da obra de Tr\u00eas Gargantas foi financiada pelo mercado de capitais chin\u00eas. O Brasil deveria copiar isso para financiar obras p\u00fablicas. Formar corpora\u00e7\u00f5es para administrar grandes obras e que lan\u00e7am bonds para o financiamento\u201d, defendeu.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Elias Marco Khalil Jabbour \u00e9 professor adjunto da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro \u2013 UERJ e do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Econ\u00f4micas. Foi assessor econ\u00f4mico da Presid\u00eancia da C\u00e2mara dos Deputados. <\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":13891,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27,2],"tags":[],"class_list":["post-13890","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-acoes-da-presidencia-lacerda","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13890"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=13890"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13890\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/13891"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=13890"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=13890"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=13890"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}