{"id":1241,"date":"2016-07-01T09:40:25","date_gmt":"2016-07-01T12:40:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=1241"},"modified":"2016-07-01T09:40:25","modified_gmt":"2016-07-01T12:40:25","slug":"cofecon-realiza-debate-sobre-a-nova-politica-economica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=1241","title":{"rendered":"Cofecon realiza debate sobre a nova pol\u00edtica econ\u00f4mica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1244 alignleft\" src=\"http:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/77-300x172.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"172\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/77-300x172.jpg 300w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/77.jpg 679w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O Conselho Federal de Economia realizou na manh\u00e3 desta sexta-feira, 1\u00ba de julho, um debate sobre conjuntura com base na nova orienta\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica em curso no Brasil. Os debatedores foram os economistas Carlos Eduardo de Freitas, ex-diretor do Banco Central, e Roberto Piscitelli, assessor da C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Freitas foi o primeiro a falar e destacou que o pa\u00eds vive um momento bastante interessante. \u201cO novo governo deveria mudar uma s\u00e9rie de coisas na pol\u00edtica econ\u00f4mica, mas o que est\u00e1 no cerne, que \u00e9 o desequil\u00edbrio macroecon\u00f4mico, isso foi mantido\u201d, avalia o economista. \u201cTemos um desequil\u00edbrio fiscal grande, de solu\u00e7\u00e3o complexa e que exige a\u00e7\u00e3o imediata. No longo prazo, o novo governo prop\u00f5e um teto de despesas e uma reforma previdenci\u00e1ria. Mas o aumento do d\u00e9ficit de 2016, de 96 bilh\u00f5es para 170 bilh\u00f5es de reais, deixou o teto muito alto\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ex-diretor do BC falou sobre a meta fiscal. \u201cQuando [o ex-ministro Nelson] Barbosa apresentava a Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rios a meta era zero, mas havia nela uma por\u00e7\u00e3o de abatimentos. O que n\u00f3s temos agora \u00e9 muito parecido\u201d, avalia Freitas. \u201cPara ter credibilidade, \u00e9 preciso ter uma meta. N\u00e3o \u00e9 preciso adivinhar exatamente qual vai ser o resultado, mas \u00e9 preciso sinalizar que a meta ser\u00e1 perseguida. Hoje temos 11 milh\u00f5es de desempregados e um pa\u00eds em recess\u00e3o profunda, isso n\u00e3o \u00e9 hora de dar aumento para quem j\u00e1 tem estabilidade. O governo est\u00e1 dando sinais contradit\u00f3rios\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo governo aponta para uma reforma previdenci\u00e1ria, mas na avalia\u00e7\u00e3o do debatedor, a discuss\u00e3o est\u00e1 muito confusa. \u201cAs aposentadorias por tempo de servi\u00e7o d\u00e3o 27% do total, as aposentadorias por idade d\u00e3o 24%. O que h\u00e1 nos outros 49%? H\u00e1 as pens\u00f5es, que somam 28%. Os 20% restantes ficam com a Lei Org\u00e2nica da Assist\u00eancia Social, aux\u00edlio-doen\u00e7a, invalidez, aux\u00edlio reclus\u00e3o, etc. Querer financiar isso s\u00f3 com a contribui\u00e7\u00e3o de empregados e patr\u00f5es \u00e9 imposs\u00edvel\u201d, analisa Freitas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por \u00faltimo, Freitas argumenta que a contradi\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo Temer \u201c\u00e9 irm\u00e3 da contradi\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo Dilma. Passa sinais trocados para o mercado e, nessas condi\u00e7\u00f5es, os agentes econ\u00f4micos jogam na defesa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Roberto Piscitelli afirmou que tem muito menos diverg\u00eancias do que imaginava em rela\u00e7\u00e3o ao outro debatedor e come\u00e7ou questionando a pr\u00f3pria pol\u00edtica econ\u00f4mica. \u201cN\u00e3o se pode dizer que tenhamos um conjunto articulado de medidas que sigam uma estrat\u00e9gia espec\u00edfica\u201d, argumenta Piscitelli. \u201cO que se pode vislumbrar no que vem sendo dito \u00e9 encolhimento do estado, liberaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e diminui\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica social\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O economista aponta as dificuldades em montar esta estrat\u00e9gia. \u201cH\u00e1 press\u00f5es decorrentes de v\u00e1rios <em>timings<\/em> diferentes: o desejo de dar respostas r\u00e1pidas para mostrar a que veio, a cautela por um processo ainda n\u00e3o definido, um calend\u00e1rio eleitoral apertado e a necessidade de atender aliados pragm\u00e1ticos e insaci\u00e1veis\u201d, comenta Piscitelli. \u201cEm meio \u00e0s hesita\u00e7\u00f5es, propostas de supostas reformas v\u00eam e v\u00e3o muito r\u00e1pido. Parece que h\u00e1 solu\u00e7\u00f5es m\u00e1gicas e indispens\u00e1veis, mas o que aparecem s\u00e3o apenas as velhas palavras de ordem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o assessor da C\u00e2mara dos Deputados, a dificuldade mais s\u00e9ria no curto prazo \u00e9 a crise fiscal, com um d\u00e9ficit dif\u00edcil de ser revertido. \u201cParece que no d\u00e9ficit de 170 bilh\u00f5es foi inclu\u00eddo tudo o que era pass\u00edvel de negocia\u00e7\u00e3o, s\u00f3 para que depois se possa dizer que o governo n\u00e3o gastou tudo o que era permitido\u201d, argumenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dado trazido ao debate por Piscitelli \u00e9 que a carga tribut\u00e1ria teve uma redu\u00e7\u00e3o para 33%. \u201cA carga diminuiu, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais de 36%. Por outro lado, \u00e9 complicado reduzir despesas num or\u00e7amento que tem 90% de despesas fixas\u201d, aponta o economista. \u201cA arrecada\u00e7\u00e3o \u00e9 muito el\u00e1stica em rela\u00e7\u00e3o ao crescimento do PIB. Enquanto o PIB crescia 5% no governo Lula, a arrecada\u00e7\u00e3o crescia 10%. Agora, quando o PIB cai, a arrecada\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem um tombo bem maior\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por \u00faltimo, Piscitelli tratou sobre vincula\u00e7\u00e3o e desvincula\u00e7\u00e3o de receitas. \u201cA vincula\u00e7\u00e3o ocorre porque todos querem assegurar a continuidade dos programas de governo considerados essenciais. A Desvincula\u00e7\u00e3o de Receitas da Uni\u00e3o \u00e9 uma forma atraente de dizer que o or\u00e7amento \u00e9 amarrado. Eu me pergunto se isso n\u00e3o \u00e9 uma maneira de poder pagar mais juros\u201d, aponta. \u201cO maior desafio \u00e9 definir quem vai pagar a conta. H\u00e1 espa\u00e7o para cobrar dos mais ricos. Hoje o melhor \u00e9 aumentar as receitas. Reduzir as despesas \u00e9 algo que vai cair sobre os programas sociais, prejudicando os mais pobres\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s as falas de Freitas e Piscitelli, os economistas responderam \u00e0s perguntas feitas pelos conselheiros federais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Conselho Federal de Economia realizou na manh\u00e3 desta sexta-feira, 1\u00ba de julho, um debate sobre conjuntura com base na nova orienta\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica em curso no Brasil. 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