{"id":12082,"date":"2020-08-10T16:04:13","date_gmt":"2020-08-10T19:04:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=12082"},"modified":"2020-08-10T16:04:13","modified_gmt":"2020-08-10T19:04:13","slug":"artigo-pib-na-gangorra-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=12082","title":{"rendered":"Artigo &#8211; PIB na gangorra 3"},"content":{"rendered":"\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12076 alignleft\" src=\"https:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/miragaya-300x214.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/miragaya-300x214.jpg 300w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/miragaya.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Por J\u00falio Miragaya &#8211; Doutor em Desenvolvimento Econ\u00f4mico Sustent\u00e1vel (UnB), ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia. Artigo originalmente publicado em https:\/\/www.bsbcapital.com.br\/pib-na-gangorra-3-final\/<\/p>\n<p>Fechamos a s\u00e9rie \u201cPIB na gangorra\u201d com o terceiro e \u00faltimo artigo. Tratamos nos dois primeiros da oscila\u00e7\u00e3o do Brasil na hierarquia dos maiores PIBs do mundo nos \u00faltimos 40 anos. E como foi o desempenho do PIB brasileiro neste per\u00edodo?<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1980 (Figueiredo, Sarney e 1\u00ba ano de Collor), o PIB cresceu 16,8%, mas a popula\u00e7\u00e3o cresceu 19,3% e dessa forma o PIB per capita regrediu 2,1% no per\u00edodo. Na d\u00e9cada seguinte, a de 1990 (Collor, Itamar e seis anos de FHC), o PIB cresceu 29,2% e a popula\u00e7\u00e3o cresceu 17,4% e, consequentemente, o PIB per capita cresceu 10,0%. J\u00e1 na d\u00e9cada de 2000 (dois anos de FHC e os oito anos de Lula), o PIB cresceu 43,8% e a popula\u00e7\u00e3o 12,4%, resultando num incremento do PIB per capita de 28,0%. Esta foi a d\u00e9cada n\u00e3o somente de maior crescimento do PIB, mas tamb\u00e9m a \u00fanica em que se avan\u00e7ou na melhor distribui\u00e7\u00e3o da renda e da riqueza. Lembremos que na d\u00e9cada de 1970, dos ditadores M\u00e9dici e Geisel, o crescimento do PIB foi maior, mas baseado numa brutal concentra\u00e7\u00e3o da renda e riqueza.<\/p>\n<p>Por fim, na atual d\u00e9cada, o desempenho foi o seguinte: de 2011 a 2015 (governo Dilma), o PIB cresceu apenas 5,9%, ante um crescimento da popula\u00e7\u00e3o de 5,5%, o que resultou num diminuto crescimento de 0,4% do PIB per capita. J\u00e1 na segunda metade da d\u00e9cada, considerando a estimativa mais branda de queda do PIB esse ano (6,25%), fecharemos o quinqu\u00eanio com retra\u00e7\u00e3o de 6,0% no PIB e queda brutal de 10,6% no PIB per capita, revelando que as reformas neoliberais p\u00f3s-golpe apenas agravaram a crise econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Separando-se os desempenhos em per\u00edodos de governos do PT e n\u00e3o PT, observamos que, nos oito anos de Governo Lula, o PIB cresceu 37,5% (4,1% a.a.), que somados ao crescimento de 5,9% (1,1% a.a.) nos cinco anos de Governo Dilma, resultaram em crescimento de 45,6% (2,93% a.a.), que, confrontados a incremento populacional de 15,7% nesses treze anos, resultaram em aumento de 25,8% (1,8% a.a.) no PIB per capita. J\u00e1 nos 27 anos de Governos Figueiredo\/Sarney\/Collor\/Itamar\/FHC\/Temer\/Bolsonaro, o PIB cresceu 48,4% (1,47% a.a.), mas ante o aumento de 51,0% da popula\u00e7\u00e3o, resultou em queda de 1,7% no PIB per capita (-0,07% a.a.).<\/p>\n<p>Em suma, os n\u00fameros demonstram cabalmente, n\u00e3o obstante equ\u00edvocos cometidos, em que momento o pa\u00eds efetivamente cresceu nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas. Da\u00ed percebe-se o enorme poder da grande m\u00eddia e das fake news &#8211; a vers\u00e3o moderna de \u201cuma mentira repetida mil vezes torna-se verdade\u201d de Joseph Goebbels \u2013 afinal, milh\u00f5es de brasileiros acreditaram e ainda acreditam no mantra de que Lula e Dilma quebraram o Brasil.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":12076,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-12082","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12082"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=12082"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12082\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/12076"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=12082"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=12082"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=12082"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}