{"id":12080,"date":"2020-08-06T16:00:58","date_gmt":"2020-08-06T19:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=12080"},"modified":"2020-08-06T16:00:58","modified_gmt":"2020-08-06T19:00:58","slug":"artigo-pib-na-gangorra-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=12080","title":{"rendered":"Artigo &#8211; PIB na gangorra 2"},"content":{"rendered":"\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12076 alignleft\" src=\"https:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/miragaya-300x214.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/miragaya-300x214.jpg 300w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/miragaya.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Por J\u00falio Miragaya &#8211;\u00a0 Doutor em Desenvolvimento Econ\u00f4mico Sustent\u00e1vel pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB), ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia. Artigo originalmente publicado em https:\/\/www.bsbcapital.com.br\/pib-na-gangorra-2\/<\/p>\n<p>Vimos no artigo da semana passada que a economia brasileira, ap\u00f3s ter disputado com a China e o Canad\u00e1 a condi\u00e7\u00e3o de 8\u00aa maior do mundo no fim da d\u00e9cada de 1970, refluiu para o 16\u00ba posto na virada da d\u00e9cada de 2000 (US$ 508 bilh\u00f5es em 2002) e voltou a subir no ranking nos anos seguintes do governo Lula. Fechou a d\u00e9cada com crescimento econ\u00f4mico recorde de 7,5% e, com o aumento de 4% em 2011, o PIB brasileiro alcan\u00e7ou seu maior valor hist\u00f3rico em d\u00f3lares nominais correntes (US$ 2,62 trilh\u00f5es), disputando com Reino Unido e Fran\u00e7a a condi\u00e7\u00e3o de 5\u00aa maior economia do planeta, suplantada apenas por EUA, China, Jap\u00e3o e Alemanha.<\/p>\n<p>Se entre 2011 e 2013 o desempenho ainda foi razo\u00e1vel (crescimento m\u00e9dio de 3,0% ao ano), a partir de 2014 uma s\u00e9rie de equ\u00edvocos provocou o descarrilamento da economia que perdura at\u00e9 hoje e iniciou nova derrocada. Come\u00e7ou com o oba-oba da Copa, quando se priorizou investimentos em est\u00e1dios ao inv\u00e9s de se buscar atender as demandas em sa\u00fade, saneamento e educa\u00e7\u00e3o; passou pelas vultosas desonera\u00e7\u00f5es (isen\u00e7\u00f5es fiscais) \u00e0 praticamente todos os segmentos empresariais, liquidando o super\u00e1vit prim\u00e1rio e culminou com a nomea\u00e7\u00e3o do neoliberal Levy para a Fazenda e a sabotagem do governo via pauta bomba de Cunha. Estava desenhado o roteiro para o golpe que levou Temer ao Planalto.<\/p>\n<p>Ocorre que, mesmo com o baixo crescimento em 2014 e a queda do PIB em 2015 a economia brasileira perdera apenas duas posi\u00e7\u00f5es (para It\u00e1lia e \u00cdndia) e se manteve entre as dez maiores do mundo. Mas a retomada da economia prometida pelos neoliberais n\u00e3o veio, e as reformas trabalhista e previdenci\u00e1ria s\u00f3 fizeram agravar a situa\u00e7\u00e3o. Temer entregou ao pa\u00eds queda de 3,3% do PIB em 2016 e crescimentos p\u00edfios de 1,3% em 2017 e 2018, de forma que, em 2018, o PIB brasileiro ca\u00edra para US$ 1,86 trilh\u00e3o. Al\u00e9m de ter se distanciado das economias do Reino Unido e Fran\u00e7a e sido superado pelos da It\u00e1lia e \u00cdndia, foi tamb\u00e9m suplantado pela Cor\u00e9ia do Sul, R\u00fassia e Canad\u00e1, al\u00e9m da Indon\u00e9sia (pelo crit\u00e9rio de Paridade do Poder de Compra).<\/p>\n<p>Para piorar, em fun\u00e7\u00e3o do p\u00edfio crescimento de 1,1% do PIB em 2019, do violento tombo previsto em 2020 (-10%) e da forte desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial nestes dois anos, o PIB nominal brasileiro dever\u00e1 fechar o ano (e a d\u00e9cada) abaixo de US$ 1,3 trilh\u00e3o, devendo ser superado pelas economias da Espanha e Austr\u00e1lia, refluindo para o 15\u00ba do mundo, como no fim do governo FHC. E j\u00e1 vendo M\u00e9xico, Holanda e Turquia pelo retrovisor.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":12076,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-12080","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12080"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=12080"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12080\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/12076"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=12080"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=12080"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=12080"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}