{"id":11809,"date":"2020-07-14T09:59:36","date_gmt":"2020-07-14T12:59:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=11809"},"modified":"2020-07-14T09:59:36","modified_gmt":"2020-07-14T12:59:36","slug":"artigo-a-recuperacao-economica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=11809","title":{"rendered":"Artigo &#8211; A recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica"},"content":{"rendered":"\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-11081 alignleft\" src=\"https:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/cfca2_lauro_chaves_neto_3507921-3700600-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/cfca2_lauro_chaves_neto_3507921-3700600-225x300.jpg 225w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/cfca2_lauro_chaves_neto_3507921-3700600-767x1024.jpg 767w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/cfca2_lauro_chaves_neto_3507921-3700600-768x1025.jpg 768w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/cfca2_lauro_chaves_neto_3507921-3700600-800x1068.jpg 800w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/cfca2_lauro_chaves_neto_3507921-3700600.jpg 854w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/>Por Lauro Chaves Neto \u2013 Conselheiro do Cofecon, PHD em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona e Professor da UECE. Artigo originalmente publicado no jornal O Povo, em https:\/\/mais.opovo.com.br\/jornal\/opiniao\/2020\/07\/14\/lauro-chaves-neto&#8211;a-recuperacao-economica.html<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A economia brasileira entrou em recess\u00e3o ap\u00f3s o ciclo de lento crescimento (2017-2019) que ainda n\u00e3o havia recuperado os patamares de atividade anteriores \u00e0 crise (2014-2016), o cen\u00e1rio, no entanto, prev\u00ea que ela ser\u00e1 mais curta, por\u00e9m com uma queda dram\u00e1tica, talvez o maior tombo da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p><br \/>Se os dados do primeiro trimestre j\u00e1 estavam bem abaixo do esperado, no segundo trimestre, devido \u00e0s medidas de isolamento social, em muitos locais com lockdown, os n\u00fameros s\u00e3o dram\u00e1ticos.<\/p>\n<p><br \/>A data\u00e7\u00e3o mensal dos indicadores de recess\u00e3o aponta o recorde nos 33 meses entre 2014 e 2016, sendo a segunda maior a de 30 meses entre 1989 e 1992. J\u00e1 a de maior intensidade foi a queda acumulada de mais de 8% do PIB de 2014 a 2016, taxa que poder\u00e1 ser superada em 2020.<\/p>\n<p><br \/>A OCDE projeta a economia mundial experimentar\u00e1 a maior perda de renda desde 1900, com exce\u00e7\u00e3o dos anos das duas guerras mundiais. A ONU estimou que a pandemia colocar\u00e1 420 milh\u00f5es de pessoas de volta \u00e0 extrema pobreza.<\/p>\n<p><br \/>Neste contexto, o mais importante \u00e9 buscar entender como ocorrer\u00e1 a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. O isolamento social atingiu mais pesadamente o setor de servi\u00e7os, com predom\u00ednio de baixos sal\u00e1rios e empregos prec\u00e1rios. Verifica-se que o mercado de a\u00e7\u00f5es est\u00e1 em eleva\u00e7\u00e3o e a renda em queda, estas contradi\u00e7\u00f5es contribuem para o aumento na desigualdade, como mais uma consequ\u00eancia do Coronav\u00edrus.<\/p>\n<p><br \/>Este impacto na desigualdade favoreceu o surgimento de uma terceira corrente entre os economistas a respeito da recupera\u00e7\u00e3o da economia. Se antes o debate era se a sa\u00edda da recess\u00e3o seria em \u201cV\u201d (queda e recupera\u00e7\u00e3o) ou em \u201cL\u201d (queda e estagna\u00e7\u00e3o), agora existem os que acreditam no formato em \u201cK\u201d, em que as grandes empresas e os mais ricos aumentar\u00e3o a sua parcela na renda, enquanto os pequenos neg\u00f3cios, os trabalhadores de baixa renda e os informais empobrecer\u00e3o, aumentando o gap entre eles.<\/p>\n<p><br \/>Espera-se que este custo econ\u00f4mico, como consequ\u00eancia das medidas adotadas para evitar a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, tenha o \u00eaxito sanit\u00e1rio esperado e que, a partir do segundo semestre de 2020, a economia brasileira retome a rota de crescimento com redu\u00e7\u00e3o das desigualdades.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":11810,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7,2],"tags":[],"class_list":["post-11809","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cofecon-na-midia","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11809"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=11809"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11809\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/11810"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=11809"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=11809"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=11809"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}