{"id":11269,"date":"2020-05-28T16:03:40","date_gmt":"2020-05-28T19:03:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=11269"},"modified":"2020-05-28T16:03:40","modified_gmt":"2020-05-28T19:03:40","slug":"artigo-a-pandemia-vai-durar-mais-tempo-e-a-democracia-esta-ameacada-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=11269","title":{"rendered":"Artigo &#8211; A pandemia vai durar mais tempo e a democracia esta amea\u00e7ada no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-11270 alignleft\" src=\"https:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/felipe-holanda.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/felipe-holanda.jpg 350w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/felipe-holanda-300x214.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/>Por Felipe de Holanda, Economista. Departamento de Economia da Universidade Federal do Maranh\u00e3o (DECON\/UFMA)<\/p>\n<p>\u201cTempestade perfeita: A Pademia pega as periferias do Brasil empobrecidas, mal alimentadas, com gargalos na sa\u00fade p\u00fablica e desastre na comunica\u00e7\u00e3o social.\u201d<\/p>\n<p><br \/>Em momentos como este, A economia, por causa as previs\u00f5es muitas vezes pessimistas, que saltam de sua an\u00e1lises, \u00e9 chamada de \u201cCi\u00eancia Triste\u201d, embora tremendamente necess\u00e1ria, nos tempos atuais. Mas, o mesmo pode ser aplicado a todas as demais ci\u00eancias sociais, como a sociologia e a ci\u00eancia pol\u00edtica, por exemplo. Nas semanas recentes as aten\u00e7\u00f5es da opini\u00e3o publica mundial come\u00e7ou a se dirigir aos pa\u00edses do hemisf\u00e9rio sul do Planeta, onde entram em cena, condicionando a forma como a pandemia se dissemina nestes pa\u00edses, na qual se combinam com elevado peso a pobreza, a desestrutura\u00e7\u00e3o urbana, o elevado d\u00e9ficit habitacional, al\u00e9m de severas restri\u00e7\u00f5es na infraestrutura hospitalar.<\/p>\n<p><br \/>A pior noticia \u00e9h que, na ultima semana, especificamente, a trajet\u00f3ria de dissemina\u00e7\u00e3o do COVID-19 no Brasil, expressa na acelera\u00e7\u00e3o das curvas de infectados e mortos, assim como o deesmantelamento pecoce das medidas governamentais de isolamento social, confirmam as proje\u00e7\u00f5es mais pessimistas, aoobtadas em artigos anteriores, de que o Brasil dever\u00e1 se tornar, em algumas semanas, o pior caso de COVID-19 das Am\u00e9ricas. Proje\u00e7\u00f5es do respeit\u00e1vel Imperial College, que considero conservadoras, j\u00e1 situam o Brasil atingindo a marca de 200 mil mortos. As proje\u00e7\u00f5es seguem sendo dia-a-dia, reajustadas para cima.<\/p>\n<p><br \/>\u00c9 que o Brasil, infelizmente, re\u00fane um conjunto muito precocupante de fragilidades, estruturais e conjunturais que, somadas ao desastre de comunica\u00e7\u00e3o social em curso, explicam a r\u00e1pida proliferacao do pat\u00f3geno em v\u00e1rias das grandes metr\u00f3poles brasileiras, alem de sua r\u00e1pida interioriza\u00e7\u00e3o, em muitos estados da federa\u00e7\u00e3o. As evidentes derrotas colhidas at\u00e9 o momento, determinam que, no Brasil, a luta contra a pandemia, ser\u00e1 bem mais longa e penosa, assim como a retomada da atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p><br \/>Isto porque, a despeito da ado\u00e7\u00e3o relativamente precoce de medidas de isolamento social no Brasil, a doen\u00e7a escalou, ultrapassando os importantes esfor\u00e7os feitos pelo setor p\u00fablico, setor privado e tamb\u00e9m pelo 3\u00ba setor, em todas as regi\u00f5es brasileiras, para ampliar a oferta de leitos hospitalares, especialmente aqueles dotados de respiradores e da administra\u00e7\u00e3o de cuidados intensivos. \u00c9 que, na situa\u00e7\u00e3o a que chegamos, a amplia\u00e7\u00e3o de infraestrutura hospitalar necess\u00e1ria para tratar os casos graves da doen\u00e7a doen\u00e7a, se expande, na melhor das hip\u00f3teses, em progress\u00e3o aritm\u00e9tica, enquanto que o cont\u00e1gio do COVID -19 avan\u00e7a em progress\u00e3o geom\u00e9trica.<\/p>\n<p><br \/>A introdu\u00e7\u00e3o de medidas extremas de distanciamento social contribuiu para reduzir e, em muitos casos, para abafar as chamas do inc\u00eandio pand\u00eamico descontrolado, que se alastrava na Ilha do Maranh\u00e3o, assim como nas maiores metr\u00f3poles nordestinas. Algo semelhante ao que acontece quando se joga, em um fogar\u00e9u, que se alastra por uma encosta com mato seco e vento cont\u00ednuo, uma generosa camada de areia molhada, o que elimina, de pronto, as chamas altas em muitos lugares, mas n\u00e3o consegue apagar totalmente o fogo. Este fogo, ou seja, a taxa de crescimento do contingente de doentes que necessitam de cuidados intensivos, segue queimando e seguir\u00e1 queimando, sob a superf\u00edcie, nas periferias urbanas, onde abunda uma subst\u00e2ncia altamente comburente, e cuja lenta combust\u00e3o, uma vez disseminada, \u00e9 bem dif\u00edcil de apagar. Fa\u00e7amos uma r\u00e1pida an\u00e1lise de um corte transversal de tal subst\u00e2ncia comp\u00f3sita.<\/p>\n<p><br \/>No plano estrutural, os elementos misturados, que comp\u00f5em aquela subst\u00e2ncia perigosamente inflam\u00e1vel, no caso brasileiro, juntam a secular desigualdade social, a desestrutura\u00e7\u00e3o urbana, o deficit habitacional, com componentes agravantes, do baixo acesso a servi\u00e7os de saneamento b\u00e1sico e da elevada cohabita\u00e7\u00e3o, fatores que dificultam e, no limite impedem, a efetiva aplica\u00e7\u00e3o das medidas usuais de distanciamento social.<\/p>\n<p><br \/>No plano do ciclo de m\u00e9dio prazdo, desde 2015, mais not\u00edcias ruins: a precariza\u00e7\u00e3o e o empobrecimento dos trabalhadores, especialmente dos aut\u00f4nomos, nos subsetores Comercio e Servi\u00e7os Pessoais, que compoem uma parte muito expressiva da popula\u00e7\u00e3o ocupada no Nordeste. Estes trabalhadores, de baixa produtividade, que dependem, muitos deles, de economias de aglomeracao, para efetuar aquelas pequenas vendas que garantem o sustento da familia, muitos deles, na Ilha do Maranh\u00e3o, por exemplo, ficaram invisiveis aos programas de aux\u00edlio federal. A ampla maioria das micro e pequenas, e tamb\u00e9m muitas m\u00e9dias empresas, n\u00e3o foi beneficiada pelas medidas de cr\u00e9dito, o que reduz a circulacao de renda monet\u00e1ria dficultando ainda mais, as oportunidades de geracao de renda dispon\u00edveis para os trabalhadores aut\u00f4nomos.<\/p>\n<p><br \/>Por causa de um elevado n\u00famero de pessoas hipefragilizadas, que ficaram invis\u00edveis aos programas de aux\u00edlio federais, al\u00e9m da desarticula\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es do Governo Federal e demora na libera\u00e7\u00e3o e capilariza\u00e7\u00e3o dos recursos, a fome come\u00e7a a se alastrar nas periferias de v\u00e1rias cidades brasileiras.<\/p>\n<p><br \/>A Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios \u2013 Cont\u00ednua, a PNADc, realizada pelo IBGE, relativa ao ano de 2019, quando comparada com os indicadores de 2015, registrou queda real de 25% do rendimento m\u00e9dio dos trabalhadores aut\u00f4nomos, que perfazem parcela significativa, a mais elevada na comparacao interregional, do pais da popula\u00e7\u00e3o ocupada no Nordeste. A forte queda na renda real dos trabalhadors mais pobres, trouxe a deteriora\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o nutricional de muitas e muitos deles, assim como o agravamento das enfermidades cr\u00f4nicas de muitas pessoas, sendo esta a principal raz\u00e3o por tr\u00e1s da redu\u00e7\u00e3o da idade m\u00e9dia das vitimas do COVID-19, no Estado do Maranh\u00e3o e em todo Nordeste, com associa\u00e7\u00e3o mais significativa entre mortes pelo COVID e a exist\u00eancia pr\u00e9via de comorbidades.<\/p>\n<p><br \/>Al\u00e9m dos problemas estruturais e de m\u00e9dio prazo, o que vem destacando o Brasil de forma mprofundamente negativa no noticiario internacional, \u00e9 o desastre de comunicacao social do Governo Federal, com o Presidente Bolsonaro e suas mil\u00edcias digitais abertamente sabotando as medidas de distanciamento social (Necropopulismo), al\u00e9m, como foi dito, da descoordenacao e darwinismo social, nas a\u00e7\u00f5es adotadas pelo Minist\u00e9rio da Economia.<\/p>\n<p><br \/>Como vimos, s\u00e3o muito s\u00e9rias as vulnerabilidades que j\u00e1 estavam estabelecidas, quando da instala\u00e7\u00e3o da pandemia, e que derivam de um longo processo de produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de desigualdades sociais e regionais, mas que foi seriamente agravado com as pol\u00edticas de ajuste fiscal recessivas que foram mobilizadas, erroneamente, pelos tr\u00eas ultimos governos do Brasil (o do PT, inclusive), no per\u00edodo 2015-2019. Isto, sem falar na retirada organizada, met\u00f3dica, de muitos direitos sociais duranente conquistados e inscritos na CF de 1988), O ajuste fiscal terraplanista perpetrado, apoiado em erro crasso de diagn\u00f3stico, aprofundou a recess\u00e3o, em 2015-16, destruindo de vez o j\u00e1 combalido equilibrio fiscal<br \/>A crise pol\u00edtica se aprofunda, na medida, em que o Presidente da Rep\u00fablica continua investindo contra as medidas de isolamento social e vai sendo crescentemente rsponsabilizado, por todas as demais for\u00e7as politicas, como insens\u00edvel, desumano, promotor da morte.<\/p>\n<p><br \/>Avan\u00e7am, com a mobiliza\u00e7\u00e3o uni\u00e2nime dos Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), investiga\u00e7\u00f5es sobre poss\u00edveis m\u00faltiplos crimes de responsabilidade do Presidente Bolsonaro. Seus filhos, o Senador Willy Wonka Fl\u00e1vio Bolsonaro, da Fant\u00e1stica F\u00e1brica de Chocolates, e o outro, o Mini-Golbery miliciano digital, suposto coordenador do \u201cGabinete do \u00d3dio, instalado no Pal\u00e1cio do Planalto\u201d, enfrentam o risco real de serem presos, ao final do processo.<\/p>\n<p><br \/>Bolsonaro perde apoio, rapidamente, entre os eleitores de maior escolaridade e poder aquisitivo, e ganha apoio entre aqueles mais pobres, com insuficiente forma\u00e7\u00e3o politica, que acham que o auxilio federal foi um presente do ex-Capit\u00e3o do Ex\u00e9rcito brasileiro. Com a escalada das mortes, \u00e9 previsivel que o capital politico de Bolsonaro se torne mais escasso, na mesma propor\u00e7\u00e3o em que o controle das For\u00e7as Armadas sobre o Governo, se amplia. A crise pol\u00edtica se aprofundar\u00e1 muito quando forem registradas mais de 50 mil mortes e as proje\u00e7\u00f5es de infectados e mortes, continuarem sendo reajustadas para cima.<\/p>\n<p><br \/>Uma importante, embora um pouco tardia, articula\u00e7\u00e3o em nome da defesa da democracia e das institui\u00e7\u00f5es brasileiras, une hoje um arco de alian\u00e7as que inclui o Supremo Tribunal Federal, os chefes dos executivos estaduais, de Fl\u00e1vio Dino a Jo\u00e3o D\u00f3ria, passando pelo (encrencado?) Witzel, pelos presidentes do Senado e da C\u00e2mara Federal, com destaque, neste \u00faltimo caso para o (enfim) firme posicionamento de Rodrigo Maia, na terca feira (ontem, 26\/05), em defesa da Federal e da Democracia.<\/p>\n<p><br \/>Neste momento, toda classe pol\u00edtica e a popula\u00e7\u00e3o informada, assistiem ao tenso enfrentamento entre os Ministros do STF e membros das For\u00e7as Armadas, que est\u00e3o no Governo, na quebra de bra\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o ao avan\u00e7o do processo de impeachment de Bolsonaro. Pode-se afirmar, sem risco de errar, que nunca, desde a elei\u00e7\u00e3o de Tancedo Neves e a posse de Sarney, a democracia brasileira esteve t\u00e3o amea\u00e7ada.<\/p>\n<p><br \/>\u00c9 que a experi\u00eancia de vivenciar a morte de familiares, amigos e conhecidos, por covid-19, ou por complica\u00e7\u00f5es derivadas da interrup\u00e7\u00e3o de tratamentos de mol\u00e9stias cr\u00f4nicas durante a pandemia, vai se tornando pessoal, para maior parte dos habitantes das cidades seriamente infestadas. Nas cidades em que o sistema de atendimento hospitar intensivo aos doentes graves do COVID-19 colapsar, haver\u00e1 rapida elevacaonda taxa de letalidade, epis\u00f3dios de p\u00e2nico e viol\u00eancia civil. E isto dever\u00e1 mudar para pior, a din\u00e2mica do jogo pol\u00edtico, no curt\u00edssimo prazo.<\/p>\n<p><br \/>O inc\u00eandio nas periferias e em varios interiores do Estado, n\u00e3o foi apagado, apenas suas chamas mais elevadas foram contidas. Continuar\u00e1 ardendo, queimando em fogo lento, com epis\u00f3dios de descontrole pontuais, ou at\u00e9 coalescentes, e demorar\u00e1 muitos e muitos meses, ou at\u00e9 anos, para se extinguirem todos os focos do inc\u00eandio (pelo menos, enquanto n\u00e3o existir vacina, ou tratamento eficaz), porque o d\u00e9ficit habitacional, a pobreza e o darwinismo social, que se conjuminam perversamente, na atual conjuntura Brasil no, produzem muita mat\u00e9ria altamente inflam\u00e1vel, para queimar. Infelizmente.<\/p>\n<p><br \/>Todos n\u00f3s ficamos assustados com o movimento na Rua Grande, principal art\u00e9ria de comercio popular em S\u00e3o Lu\u00eds, na ter\u00e7a feira (ontem, 26\/05), que foi objeto de reportagem da Globo News, e cujas consequ\u00eancias saberemos em mais ou menos 2,5 semanas. Sendo altamente prov\u00e1vel, que neste curt\u00edssimo horizonte de tempo, na Ilha do Maranhao, se evidencie a necessidade da reintrodu\u00e7\u00e3o de outras medidas draconianas de isolamento social em diversos distritos, em toda a Ilha Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p><br \/>E o que dizer sobre a vertiginosa disseminacao do pat\u00f3geno no interior do Maranh\u00e3o, em diversos eixos, a exemplo do corredor da Estrada de Ferro Caraj\u00e1s, at\u00e9 a cidade de Imperatriz, do corredor de Peritor\u00f3 a Timom, e do corredor de Itapecuru a Chapadinha? No vasto continente maranhense, em que pesem os esfor\u00e7os dos Governos municipais e estadual, al\u00e9m da participa\u00e7\u00e3o fundamental de organizac\u00f5es da sociedade civil , h\u00e1 uma menor disponibilidade de respiradores e leitos de UTI.<\/p>\n<p><br \/>Sendo assim, \u00e9 muito provavel que em cerca de tr\u00eas semanas, ou at\u00e9 antes, tenham de ser reintroduzidas medidas mais dr\u00e1sticas de isolamento social, em nossa Ilha do Amor, assim comonem diversas cidades no interior do estado, da mesmo modo como em v\u00e1rios outros estados da Federa\u00e7\u00e3o. Restando claro, ainda mais diante do reiterado desastre de comunicacao social do Governo Federal, que precisamos investir mais em formas eficientes de comunicacao social estadual e local, porque, por favor! &#8211; Sem a adesao consciente e participativa dos cidad\u00e3os que vivem nas periferias adensadas e pobres, a mortalidade vai escalar, sendo que em alguns (ou muitos) lugares, haver\u00e1 p\u00e2nico e viol\u00eancia.<\/p>\n<p><br \/>Que n\u00e3o esque\u00e7am tamb\u00e9m nossos governantes estaduais, municipais e federais, que, n\u00e3o obstante o aproxima\u00e7\u00e3o das elei\u00e7\u00f5es municipais, que a experi\u00eancia internacional mostra ser a testagem em massa, e o rastreamento ao longo da cadeia de contagio, seguido do isolamento e tratamento dos infectados, a condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para a supera\u00e7\u00e3o da pandemia. Esta, respeit\u00e1vel p\u00fablico, a testagem em massa, \u00e9 o verdadeiro teste das politicas publicas, em todos os n\u00edveis de governo.<\/p>\n<p><br \/>(@felipedeholanda, SLZ, 27\/05\/2020)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":11270,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-11269","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11269"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=11269"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11269\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/11270"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=11269"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=11269"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=11269"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}