{"id":10540,"date":"2020-04-01T10:27:51","date_gmt":"2020-04-01T13:27:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=10540"},"modified":"2020-04-01T10:27:51","modified_gmt":"2020-04-01T13:27:51","slug":"artigo-do-poco-ao-topo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=10540","title":{"rendered":"Artigo &#8211; Do Po\u00e7o ao Topo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Quando aprendi a nadar com meu mano velho, literalmente conheci o fundo do po\u00e7o &#8211; isto porque ele n\u00e3o dava mole nos seus ensinamentos e cobran\u00e7as sobre mim.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Lembro que o primeiro nado for\u00e7ado foi em 1971 \u00e0s margens, estreitas, do rio Coxip\u00f3. <\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Pela metade da manh\u00e3 o rio encontrava-se cheio, devido a uma forte chuva que tinha ocorrido bem mais cedo. Ficamos a observar: ele, Chico Alicate e eu. Algu\u00e9m embaixo de uma figueira diz: logo, logo, ele vai baixar.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">N\u00e3o deu outra. Rio mais baixo, os dois j\u00e1 foram entrando naquela forte correnteza e avan\u00e7aram de uma margem \u00e0 outra. Em verdade, ficaram igual a &#8220;silimbu&#8221; subidos num grande galho de sar\u00e3zeiro, \u00e0 beira do rio, na margem oposta \u00e0 praia.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Continuei \u00e0 beira do rio, e meu mano velho chamando-me: venha, voc\u00ea n\u00e3o quer aprender a nadar? Ent\u00e3o? Vem j\u00e1, r\u00e1pido. E o chamamento n\u00e3o parava.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Fez uma ou duas aulas te\u00f3ricas: entre na \u00e1gua at\u00e9 pr\u00f3ximo a cintura, d\u00ea um impulso e bata o bra\u00e7o e as pernas fortemente para poder chegar at\u00e9 n\u00f3s.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Tanto insist\u00eancia que n\u00e3o tive outra sa\u00edda. Era um rio estreito, em m\u00e9dia, seis metros de largura, naquele trecho que a gente frequentava. <\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">A coragem veio e em r\u00e1pidas bra\u00e7adas consegui chegar ao galho de sar\u00e3 onde os dois encontravam-se.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Passado o susto, quando estava me acalmando, meu mano diz: hora de pular e voltar para outra margem, &#8220;bora&#8221; logo. <\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Eu ali parado, igualzinho a &#8220;silimbu&#8221;, tamb\u00e9m, como eles. Ele insistia: pula, pula logo, sen\u00e3o eu te empurro. <\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Ele dizia, ainda: pule e nade a favor da correnteza, que voc\u00ea vai sair ali embaixo. Outra r\u00e1pida aula te\u00f3rica.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">De tanta insist\u00eancia, e o &#8220;sen\u00e3o eu te empurro&#8221; aos ouvidos, tomei coragem novamente e pulei em p\u00e9, e n\u00e3o de bico, como fal\u00e1vamos antigamente, com os bra\u00e7os e as m\u00e3os estendidas, inclinados para baixo, com o corpo quase que alinhado ao n\u00edvel da \u00e1gua.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Nesse pulo, fui l\u00e1 embaixo, consegui bater com os p\u00e9s ao fundo do rio, que naquele local n\u00e3o era muito profundo, e voltei \u00e0 flor d&#8217;\u00e1gua batendo os bra\u00e7os com toda for\u00e7a at\u00e9 voltar \u00e0 beira da praia.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Ele ficou todo contente, mas, mesmo assim, dizendo: isso \u00e9 pra voc\u00ea deixar de ser mole.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Vieram outros desafios: pular da Hidr\u00e1ulica (fundo pra caramba), determinado ponto de coleta de \u00e1gua, localizado na Beira Rio, pr\u00f3ximo ao mercado do Porto, para tratamento e abastecimento de \u00e1gua; pular do arco da Ponte Velha (Ponte J\u00falio Muller); atravessar as correntezas da melanc\u00f3lica &#8220;est\u00f3ria&#8221; da Pedra 21, abaixo a referida ponte; dentre outros desafios superados, mas, sempre, com a ladainha: &#8220;sen\u00e3o eu te empurro&#8221;&#8230; <\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Esse aprendizado for\u00e7ado com meu mano velho veio ser \u00fatil para mim passados, aproximadamente, 20 anos, quando levei para pescaria minha jovem dona patroa. <\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Est\u00e1vamos em 4: minha patroa, meu tio J\u00falio, o primo Janu\u00e1rio e eu. <\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Era cedo, 6:30 da manh\u00e3, prontos para sermos atravessados de uma margem \u00e0 outra, por um ribeirinho, l\u00e1 na famosa Praia do Rebojo, em Santo Antonio de Leverger.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">De pronto ele tinha dito: o barco est\u00e1 com um furinho bem ali no bico dele, mas n\u00e3o tem perigo. <\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Dona patroinha j\u00e1 me olhou ressabiada, fiz que n\u00e3o percebi, mas, ela estava bem do meu lado, e se aproximou mais um pouquinho, devido a not\u00edcia dada.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Muito bem, remada daqui, remada dali, e quando est\u00e1vamos aproximando da outra margem, ele alerta: vamos r\u00e1pido porque est\u00e1 entrando muita \u00e1gua no barco.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Sei que meu tio e meu primo, como estavam mais pr\u00f3ximos da proa do barco, quando saltaram, conseguiram imediatamente alcan\u00e7ar o come\u00e7o do barranco; como a patroa e eu est\u00e1vamos pr\u00f3ximos a popa do barco, e com o barco j\u00e1 cheio de \u00e1gua, n\u00e3o vi a hora que ela segurou ao meu pesco\u00e7o, com o barco a afundar.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Eu pedia para que ela soltasse do meu pesco\u00e7o, e ela nem sabia nadar. <\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Foi a\u00ed que, naqueles tempos-rel\u00e2mpagos quando tudo acontece, s\u00f3 via o pirangueirinho tentando segurar o barco junto a um galho de sar\u00e3, enquanto eu, passando de tudo pela cabe\u00e7a (at\u00e9 o &#8220;sen\u00e3o eu te empurro&#8221;), dentre muitas coisas ruins, deixei a coisa fluir. Segurei a patroa &#8211; jamais a soltaria mesmo &#8211; e demos sorte com a For\u00e7a Superior, e mais uma vez cheguei ao fundo de um pequeno po\u00e7o, onde encontrei apoio e me impulsionei ao tocar com p\u00e9s na areia. Foi o suficiente para que pud\u00e9ssemos alcan\u00e7ar uma parte mais rasa e sairmos salvos.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Grande susto. Ficamos sentados ao ch\u00e3o daquele barranco, sem saber se r\u00edamos ou sei l\u00e1 o qu\u00ea. Todavia, ningu\u00e9m queira deixar de pescar e foi o que fizemos, com muita fartura de peixe naquele dia.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Mas bom mesmo foi a volta. Na estrada j\u00e1, a patroa e eu no nosso Fiatzinho 147-C, branco, AC-4688, 1989, e meu tio e o primo, em um fusca branco, 1989, um pouco mais distante. Foi quando minha parceira de pesca me agradeceu muito e ainda disse: como seu tio Julinho est\u00e1 mais atr\u00e1s, vamos aproveitar e catar uns pequis sob esse lindo entardecer. S\u00f3 respondi: como n\u00e3o, minha paix\u00e3o corajosa e amor! A esta\u00e7\u00e3o do pequi estava no auge. Tinha muito pequi, era o topo do fen\u00f4meno natural produtivo.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Contrariamente a toda essa hist\u00f3ria real , nossa economia encontra-se no po\u00e7o ou no vale do ciclo econ\u00f4mico.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">A esse respeito, a pergunta que fa\u00e7o hoje \u00e9: por que nossos ciclos econ\u00f4micos t\u00eam sido curtos em seus per\u00edodos de expans\u00e3o e com baixos n\u00edveis de crescimento em anos recentes?<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Responder a essa indaga\u00e7\u00e3o, requer que nos escudemos em G. ARRIGHI, 1978, ao ponderar que os Ciclos Sist\u00eamicos de Acumula\u00e7\u00e3o, ciclo Genov\u00eas, ciclo Holand\u00eas, ciclo Ingl\u00eas, ciclo Americano e ciclo Chin\u00eas??? (<\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><b>men\u00e7\u00e3o indagativa nossa<\/b><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">) foram capazes de gestar e gerar uma acumula\u00e7\u00e3o encadeada que fortaleceram e deram dinamismo ao capitalismo nessas economias-mundo. <\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">No Brasil, nossos ciclos foram os n\u00e3o-sist\u00eamicos, pau-brasil e ouro, e os sist\u00eamicos, <\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">cana de a\u00e7\u00facar, algod\u00e3o, borracha, caf\u00e9, gado, e isto, sim, foi o que gerou nossas primeiras riquezas, pois, parte do lucro foi reinvestido internamente.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Esse longo processo de acumula\u00e7\u00e3o, porque n\u00e3o se produz e n\u00e3o se distribui sem acumular, foi fundamental para o processo de transforma\u00e7\u00e3o da economia brasileira, que era basicamente prim\u00e1rio-exportador, tornando-se industrializada, tamb\u00e9m com a participa\u00e7\u00e3o ativa do Estado brasileiro.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">N\u00e3o me alongarei em repetir qu\u00e3o custoso e complicado foi todo esse processo, pois j\u00e1 me referi a esse respeito em outros artigos aqui publicados, por\u00e9m as principais dificuldades t\u00eam a ver com as quest\u00f5es do financiamento do crescimento e desenvolvimento e a problem\u00e1tica da integra\u00e7\u00e3o inacabada.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Dito isto, como corol\u00e1rio, enroscamo-nos em diversos problemas, a exemplo de infla\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o de renda, d\u00edvida p\u00fablica, juros altos, c\u00e2mbio fora de lugar, etc., o que requereu um inteligente plano de estabiliza\u00e7\u00e3o para rebuscar n\u00edveis de emprego, renda, produto e pre\u00e7os a n\u00edveis compat\u00edveis \u00e0s necessidades e potencialidades brasileiras.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Oportuno dizer que a estabiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o concorre com o crescimento, pelo contr\u00e1rio, ela \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para o crescimento e o desenvolvimento; por isso as reformas, na ordem de muitos dias atr\u00e1s, h\u00e3o de ser negociadas junto ao Congresso, mesmo neste per\u00edodo de elei\u00e7\u00f5es municipais, porque somente assim haver\u00e1 possibilidades para que os pol\u00edticos representativos inovem em seus discursos, explicando e conclamando o povo organizado politicamente, sentido de Na\u00e7\u00e3o, a participarem dessa nova transforma\u00e7\u00e3o que se aventa ao Brasil.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Portanto, numa vis\u00e3o keynesiana efetiva, \u00e9 importante que o Estado brasileiro n\u00e3o caia na armadilha das crises, isto \u00e9, a cada crise ampliar a sua participa\u00e7\u00e3o na economia atrav\u00e9s de gastos correntes plenos (consumo e investimento).<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Que me permitam os economistas do Grupo A, diante da potencial tr\u00edade destrutiva (fundo do po\u00e7o) d\u00edvida p\u00fablica \/ juros \/ riscos (default), parece-me que n\u00e3o \u00e9 o momento para pol\u00edtica anti-c\u00edclica, via gastos p\u00fablicos, como alguns economistas deste grupo j\u00e1 ressaltaram, porque, <\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">a demanda efetiva faz parte da demanda agregada que se realiza na aquisi\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e bens, e n\u00e3o somente a potencial procura por esses, mesmo que reprimida.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\">Por isso, a cria\u00e7\u00e3o de ambiente institucional &#8211; estabilidade institucional &#8211; ser\u00e1 a melhor pol\u00edtica econ\u00f4mica que o atual governo poder\u00e1 fazer para continuarmos a sair do po\u00e7o da recess\u00e3o e trilharmos caminhos para o alcance do topo de um novo ciclo econ\u00f4mico latente, de maneira duradoura e sustent\u00e1vel, que proporcionar\u00e1 a retomada do gasto p\u00fablico eficiente, gerador de inclus\u00e3o racional e aut\u00f4noma, oriunda dessa mesma estabiliza\u00e7\u00e3o institucional e acumula\u00e7\u00e3o eficientemente produtiva e distributiva, suavizando ou eliminando dessa forma as flutua\u00e7\u00f5es c\u00edclicas cr\u00edticas de m\u00e9dio e longo termos.<\/span><\/p>\n<hr>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Ernani L\u00facio Pinto de Souza, 57, cuiabano, economista da UFMT, especialista em DRH pelo programa MEC-BID III\/UFMT\/UFAL e mestre em planejamento do desenvolvimento pela ANPEC\/NAEA\/UFPA. Foi vice-presidente do CORECON-MT. (elpz@uol.com.br)<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><br><br><\/p>\n<p class=\"western\"><br><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":10543,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-10540","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10540"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10540"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10540\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10543"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10540"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10540"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10540"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}