{"id":10250,"date":"2020-03-13T09:00:13","date_gmt":"2020-03-13T12:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=10250"},"modified":"2020-03-13T09:00:13","modified_gmt":"2020-03-13T12:00:13","slug":"artigo-sustentabilidade-o-planeta-terra-pede-socorro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=10250","title":{"rendered":"Artigo &#8211; Sustentabilidade: O Planeta Terra pede Socorro"},"content":{"rendered":"\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-10253 alignleft\" src=\"https:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Nancy-300x273.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"273\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Nancy-300x273.jpg 300w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Nancy-768x700.jpg 768w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Nancy-800x729.jpg 800w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Nancy.jpg 961w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Por Nancy Gorgulho Braga &#8211; PhD. em Business Administration pela Fl\u00f3rida Christian University-FCU\/USA; mestre em Economia Pol\u00edtica pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo (PUCSP), p\u00f3s-graduada em Economia do Trabalho pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e graduada em Economia pela PUC-Campinas. Professora de gradua\u00e7\u00e3o, p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o e MBA; ex-conselheira do Corecon-SP; ex-presidente do CORECON-SP; diretora institucional do Sindicato dos Economistas do Estado de S\u00e3o Paulo; membro efetivo do Conselho Consultivo da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores Liberais Universit\u00e1rios Regulamentados (CNTU); Coordenadora do F\u00f3rum Paulista da Mulher Economista, pelo Sindecon-SP, desde 2017; autora de livros, apostilas e artigos na \u00e1rea de Economia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Na Natureza h\u00e1 um eterno viver, um eterno devir, um eterno movimento, embora n\u00e3o avance um passo. Transforma-se eternamente, e n\u00e3o tem um momento de pausa. N\u00e3o sabe deter-se, e cobre de maldi\u00e7\u00f5es a pausa. No entanto est\u00e1 parada, o seu passo \u00e9 comedido, as suas exce\u00e7\u00f5es raras, as suas leis imut\u00e1veis&#8230;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Goethe (<em>Die Natur<\/em>, 1780)<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Historicamente falando, com toda a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e a moderniza\u00e7\u00e3o que ela proporciona, esta sempre esbarra nos limites da escassez e com isso surgem as amea\u00e7as ao mundo e \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de um modo geral.<\/p>\n<p>Sabe-se que o desenvolvimento da sociedade em determinados contextos, sempre foi dependente da considera\u00e7\u00e3o dos riscos e da sua real possibilidade de efetiva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria a humanidade aprendeu a alterar intensamente o Planeta Terra, para supostamente viver melhor, pela ilus\u00e3o de n\u00f3s homens sermos donos e senhores da natureza, mas nunca com tanta velocidade como nos \u00faltimos 50 anos.<\/p>\n<p>Hoje, a natureza parece estar se vingando da a\u00e7\u00e3o do homem.<\/p>\n<p>Segundo dados da ONU, estima-se que at\u00e9 o fim do s\u00e9culo XXI a temperatura da Terra deve subir entre 1,8\u00b0C e 4 \u00b0C, o que aumentaria a intensidade de tuf\u00f5es e secas e amea\u00e7aria um ter\u00e7o das esp\u00e9cies do planeta.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos 30 anos estima-se que haver\u00e1 mais 3 bilh\u00f5es de habitantes no planeta. Haver\u00e1 \u00e1gua? A escassez de \u00e1gua vem sendo tratada como o problema do s\u00e9culo. E o lixo gerado?<\/p>\n<p>Caso as sociedades do Hemisf\u00e9rio Sul copiassem os padr\u00f5es de desenvolvimento dos pa\u00edses do Hemisf\u00e9rio Norte, aumentaria em 10 vezes a quantidade de combust\u00edveis f\u00f3sseis e aumentaria em 200 vezes a de recursos minerais.<\/p>\n<p>Sabe-se ainda que, desde o s\u00e9culo XVIII, com a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, devido ao crescimento econ\u00f4mico, os pa\u00edses do Hemisf\u00e9rio Norte det\u00eam hoje 4\/5 da renda mundial e possuem 1\/5 da popula\u00e7\u00e3o do planeta, enquanto os pa\u00edses do hemisf\u00e9rio sul, com 4\/5 da popula\u00e7\u00e3o do planeta ficam com 1\/5 da renda mundial, conforme demonstrado no gr\u00e1fico abaixo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-10256 size-full\" src=\"https:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/nan.jpg\" alt=\"\" width=\"503\" height=\"291\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/nan.jpg 503w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/nan-300x174.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 503px) 100vw, 503px\" \/><\/p>\n<p>Por essa distribui\u00e7\u00e3o de riqueza, observada no gr\u00e1fico acima, depreende-se que poucos milion\u00e1rios do Planeta concentram cada vez mais o poder econ\u00f4mico, mas, o preju\u00edzo causado por suas atividades \u00e9 dividido por todos os cidad\u00e3os da Terra. Os mais pobres pagam mais caro e nunca usufru\u00edram e talvez nunca usufruir\u00e3o do lucro gerado pela produ\u00e7\u00e3o capitalista. O que sobra para eles s\u00e3o os impactos e as consequ\u00eancias dos produtos criados, principalmente dos eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao consumo, os pa\u00edses do hemisf\u00e9rio Norte consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da madeira produzidos no mundo. O desenvolvimento \u00e9 vital para os pa\u00edses mais pobres, mas o modelo ou o caminho a ser seguido n\u00e3o pode ser o mesmo adotado pelos pa\u00edses industrializados.<\/p>\n<p><em>\u201cO mundo que criamos hoje, como resultado de nosso pensamento, tem agora problemas que n\u00e3o podem ser resolvidos se pensarmos da mesma forma que quando o criamos\u201d <\/em>(Albert Einstein)<\/p>\n<p>A natureza \u00e9 vingativa? O planeta n\u00e3o suporta mais o gasto descontrolado, insustent\u00e1vel e inconsequente dos recursos naturais.<\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o mais aceita para desenvolvimento sustent\u00e1vel \u00e9 o desenvolvimento econ\u00f4mico capaz de suprir as necessidades da gera\u00e7\u00e3o atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gera\u00e7\u00f5es. \u00c9 o desenvolvimento que n\u00e3o esgota os recursos naturais para o futuro.<\/p>\n<p>V\u00e1rios pa\u00edses e Organiza\u00e7\u00f5es Internacionais se mobilizam na busca de solu\u00e7\u00f5es para a dif\u00edcil equa\u00e7\u00e3o: estimular o crescimento econ\u00f4mico sem prescindir das bases do desenvolvimento sustent\u00e1vel e pressionam o mundo direta e indiretamente a apresentar uma nova identidade.<\/p>\n<p>O problema dos limites ao consumo leva \u00e0 reestrutura\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios valores da nossa sociedade para que ela seja uma Sociedade Sustent\u00e1vel. Nos conceitos novos envolvidos h\u00e1 a: <strong><u>Interdepend\u00eancia da vida<\/u><\/strong> (n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de sa\u00fade aos humanos se n\u00e3o houver a sa\u00fade ambiental), e a <strong><u>Co-depend\u00eancia<\/u> <\/strong>(n\u00e3o h\u00e1 como ser saud\u00e1vel comendo seres vivos que n\u00e3o s\u00e3o saud\u00e1veis).<\/p>\n<p>Sociedade Sustent\u00e1vel \u00e9 um todo, trabalhando a favor da vida, pois somos parte integrante da natureza. Os megadesafios devem ser enfrentados, pois precisamos zelar pelo Planeta Terra para que ele continue sendo o Planeta Vida!<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas.<\/strong><\/p>\n<p>BARROS, Beatriz F., Artigo: Mar do Descaso, <u>Jornal Folha do Meio Ambiente<\/u>, Bras\u00edlia, DF Janeiro\/Fevereiro de 2009, Ano 20- n\u00ba 196.&nbsp;<\/p>\n<p>BEZERRA, M. C. L.; FERNANDES, M. A. (Coords.). <em>Cidades sustent\u00e1veis<\/em>: subs\u00eddios \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o da Agenda 21 brasileira. Bras\u00edlia, Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, 2000.<\/p>\n<p>BRAGA, Nancy G., Desenvolvimento Sustent\u00e1vel: \u201cReflex\u00f5es sobre a \u00c1gua, um bem vital e \u00c1gua Virtual, um bem econ\u00f4mico\u201d. Revista Fipep, v.8 n\u00ba 1. Janeiro a Junho ano 2008.<\/p>\n<p>BRAGA, Nancy G., \u201c<em>TSUNAMI DIGITAL<\/em>: A Revolu\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica\u201d Editora Estilo, Campinas, 2005.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":10258,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,9],"tags":[],"class_list":["post-10250","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-mulhereconomista"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10250"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10250"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10250\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10258"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10250"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10250"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}