{"id":10198,"date":"2020-03-08T09:35:01","date_gmt":"2020-03-08T12:35:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=10198"},"modified":"2020-03-08T09:35:01","modified_gmt":"2020-03-08T12:35:01","slug":"artigo-mulheres-e-a-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=10198","title":{"rendered":"Artigo &#8211; Mulheres e a Economia"},"content":{"rendered":"\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-10205 alignleft\" src=\"https:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/MarianaJansen-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/MarianaJansen-150x150.jpg 150w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/MarianaJansen-250x250.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/>Mulheres economistas: reflex\u00f5es sobre os avan\u00e7os e limites no s\u00e9culo XXI<\/p>\n<p>Por Mariana Jansen &#8211; Professora-doutora do Departamento de Economia e da P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Economia Pol\u00edtica na PUC-SP<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Ao final da d\u00e9cada de 2010, diversos cargos-chave de economista, de algumas das principais organiza\u00e7\u00f5es internacionais da \u00e1rea ou correlata, eram ocupados por mulheres: Gita Gopinath, no Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI); Pinelopi Goldberg, no Banco Mundial; Laurence Boone, na OCDE; e Beata Javorcik, no Banco de Reconstru\u00e7\u00e3o e Desenvolvimenot da Uni\u00e3o Europeia (EBRD). Al\u00e9m disso, a presid\u00eancia do Federal Reserve Board (FED) \u2013 o \u201cBanco Central\u201d estadunidense \u2013 desde 2014 pela economista Janet Yellen, e mesmo a marcante presid\u00eancia da advogava, mas em uma atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea econ\u00f4mica, Christine Lagarde, presidente do FMI por mais de oito anos (2011-2019) e depois do Banco Central europeu, seriam todas claras evid\u00eancias de que as restri\u00e7\u00f5es que existiam \u00e0 participa\u00e7\u00e3o profissional feminina, especificamente no campo econ\u00f4mico, seriam algo do passado.<\/p>\n<p>No Brasil, a presen\u00e7a de mulheres economistas em posi\u00e7\u00f5es semelhantes parece mais fr\u00e1gil. Exce\u00e7\u00f5es s\u00e3o identific\u00e1veis: importantes formuladoras da economia do pa\u00eds (como a portuguesa Maria da Concei\u00e7\u00e3o Tavares at\u00e9, recentemente, Laura Carvalho), passando por uma ministra da economia (Z\u00e9lia Cardoso de Mello) at\u00e9 a \u00fanica presidente mulher at\u00e9 hoje no pa\u00eds, a economista Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>No entanto, os exemplos existentes no pa\u00eds, e mesmo a relevante presen\u00e7a no cen\u00e1rio internacional, n\u00e3o podem obscurecer reflex\u00f5es mais profundas e estruturais sobre a rela\u00e7\u00e3o entre a mulher e a economia.<\/p>\n<p>A maior presen\u00e7a feminina deve ser contextualizada dentro de um debate econ\u00f4mico mais amplo: como a mulher e a economia se relacionam neste in\u00edcio de s\u00e9culo XXI? Isso porque, se de um lado, as \u00faltimas d\u00e9cadas apresentaram um importante aumento da inser\u00e7\u00e3o da mulher no mercado de trabalho, a partir de melhores n\u00edveis educacionais, e alcan\u00e7ando posi\u00e7\u00f5es relevantes e rendimentos elevados, por outro lado, de forma estrutural, a inser\u00e7\u00e3o feminina no mercado de trabalho manteve-se limitada e com rendimentos menores do que a do homem e a mulher acumulou dupla jornada de atividades.<\/p>\n<p>De forma ainda mais profunda, conforme abordado por Hirata (2015 apud Lapa, 2018), diversas das caracter\u00edsticas do capitalismo das \u00faltimas d\u00e9cadas, liberal e globalizado, tenderam a impactar predominantemente sobre as mulheres: mais empregos femininos vulner\u00e1veis; desregulamenta\u00e7\u00e3o de mecanismos de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres; retirada de pol\u00edticas de aux\u00edlio aos cuidados \u00e0s crian\u00e7as e idosos, ampliando a carga de responsabilidades das mulheres para al\u00e9m do trabalho remunerado. No que diz respeito especificamente \u00e0s economistas, \u00e9 importante observar se os \u201cexemplos de sucesso\u201d no cen\u00e1rio internacional s\u00e3o de fato ind\u00edcios de uma mudan\u00e7a sistem\u00e1tica e profunda ou exce\u00e7\u00f5es que continuam, na verdade, refor\u00e7ando a regra: o mundo econ\u00f4mico ainda \u00e9, predominantemente, masculino.<\/p>\n<p><strong>Mulheres e a economia <\/strong><\/p>\n<p>A an\u00e1lise econ\u00f4mica sobre a rela\u00e7\u00e3o entre as mulheres e seu impacto econ\u00f4mico pode, evidentemente, ocorrer de diversas formas.<\/p>\n<p>Neste breve artigo, temos como objetivo apontar alguns dos temas mais caros \u00e0 reflex\u00e3o sobre a rela\u00e7\u00e3o mulher-economia, indicando alguns elementos de reflex\u00e3o e importantes tem\u00e1ticas que merecem (ainda maior) aten\u00e7\u00e3o na ci\u00eancia econ\u00f4mica. A primeira \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre a mulher e o trabalho, sob duas perspectivas \u2013 relacionadas: a elevada aloca\u00e7\u00e3o feminina de horas para atividades n\u00e3o remuneradas e sua participa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho. Diversas autoras (Saffioti, 2013; Hirata, 2014) apresentaram o hist\u00f3rico de divis\u00e3o social do trabalho e o lugar que, de forma predominante, as mulheres tiveram durante s\u00e9culos nas rela\u00e7\u00f5es sociais, do ponto de vista do trabalho dom\u00e9stico.<\/p>\n<p>No entanto, como verific\u00e1vel em diversas partes do mundo, incluindo no Brasil, \u00e9 claro como a taxa de participa\u00e7\u00e3o da mulher, ou seja, a parcela das mulheres inseridas no mercado de trabalho, ampliou-se de forma significativa ao menos desde os anos 1950.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-10199 size-full\" src=\"https:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tabelaaa.jpg\" alt=\"\" width=\"451\" height=\"337\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tabelaaa.jpg 451w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tabelaaa-300x224.jpg 300w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tabelaaa-400x300.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/><\/p>\n<p>Em paralelo a maior inser\u00e7\u00e3o profissional, a educa\u00e7\u00e3o das mulheres come\u00e7a a se ampliar em todos os n\u00edveis educacionais. Nessa d\u00e9cada, tr\u00eas fatores (influenciados por transforma\u00e7\u00f5es culturais e sociais, e que tenderam a se refor\u00e7ar) ocorreram: aumento dos n\u00edveis educacionais femininos, com importante redu\u00e7\u00e3o no hiato de g\u00eanero; amplia\u00e7\u00e3o na taxa de participa\u00e7\u00e3o das mulheres no mercado de trabalho; queda na taxa de fecundidade (Leone; Portilho, 2018).<\/p>\n<p>O r\u00e1pido aumento da escolaridade feminina fez com que, j\u00e1 na d\u00e9cada de 1980, elas se tornassem a maioria no ensino superior no pa\u00eds. Em 2016, dentre a popula\u00e7\u00e3o com 25 a 44 anos, 15,6% dos homens e 21,5% das mulheres possu\u00eda ensino superior completo (tabela 2).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-10200 size-full\" src=\"https:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tabela2.jpg\" alt=\"\" width=\"691\" height=\"298\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tabela2.jpg 691w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tabela2-300x129.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 691px) 100vw, 691px\" \/><\/p>\n<p>A maior escolaridade das mulheres, assim como sua maior participa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, n\u00e3o lhes gerou, no entanto, rendimentos mais elevados (tabela 3). Em todas as faixas educacionais, ao comparar homens e mulheres inseridos no mercado de trabalho, os homens t\u00eam sempre rendimentos mais elevados do que as mulheres. Al\u00e9m disso, quanto mais elevado o n\u00edvel educacional, maior a diferen\u00e7a de rendimento: de 1,4 vezes para os que possuem at\u00e9 8 anos de escolaridade, passando para 2,5 vezes na m\u00e9dia entre homens e mulheres com mais de quinze anos de estudo. Dado o tamanho da diferen\u00e7a de rendimento nas ocupa\u00e7\u00f5es com maior escolaridade, o trabalho realizado por Leone e Portilho (2018), a partir dos dados da PNAD 2013, explicita essa diferen\u00e7a nos rendimentos m\u00e9dios dentro dos grupos de ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-10201 size-full\" src=\"https:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tabela3.jpg\" alt=\"\" width=\"708\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tabela3.jpg 708w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tabela3-300x148.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 708px) 100vw, 708px\" \/><\/p>\n<p>Considerando todas as ocupa\u00e7\u00f5es, formais e informais, o sal\u00e1rio m\u00e9dio das mulheres era 76% dos homens em 2016: R$ 1.764 frente a R$ 2.306 (tabela 2).<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos sal\u00e1rios mais baixos, e talvez refor\u00e7ado por isso, a for\u00e7a de trabalho feminina continua sendo a principal respons\u00e1vel pela realiza\u00e7\u00e3o dos afazeres dom\u00e9sticos e de cuidados pessoais. Enquanto os homens alocam, em m\u00e9dia, 10,5 horas por semana neste tipo de atividade, as mulheres despendem 18,1 horas (tabela 2), sendo a diferen\u00e7a at\u00e9 maior entre as mulheres que trabalham. Isso significa que as mulheres ou s\u00e3o submetidas a duplas jornadas de trabalho, em um padr\u00e3o social que ainda vincula, de forma predominante, a mulher ao cuidado do mundo privado e como uma for\u00e7a de trabalho secund\u00e1ria (Abramo, 2007), mesmo em pa\u00edses de alta renda (Picchio, 2018) ou t\u00eam sua inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho limitada.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Mulheres economistas <\/strong><\/p>\n<p>De acordo com dados do Conselho Federal de Economia (Cofecon), em 2018, 26,8% dos registros profissionais de economia eram de mulheres.<\/p>\n<p>No entanto, ao se analisar a presen\u00e7a de mulheres na gradua\u00e7\u00e3o em economia no Brasil, elas representavam 43% das formandas em 2017. Embora isso signifique que sejam minoria no curso \u2013 diferente do que ocorre na maior parte dos cursos superiores \u2013 ainda sim \u00e9 uma participa\u00e7\u00e3o maior do que registrada na continua\u00e7\u00e3o na carreira.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um padr\u00e3o que se verifica tamb\u00e9m no meio acad\u00eamico, n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, mas em outros pa\u00edses analisados (Tabela 4).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-10202 size-full\" src=\"https:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tabela4.jpg\" alt=\"\" width=\"671\" height=\"218\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tabela4.jpg 671w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tabela4-300x97.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 671px) 100vw, 671px\" \/><\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o feminina, com exce\u00e7\u00e3o do mestrado, tende a diminuir conforme a forma\u00e7\u00e3o avan\u00e7a (doutoramento) e, principalmente, dentro do quadro docente. Professoras com dedica\u00e7\u00e3o integral s\u00e3o apenas \u00bc dos quadros docentes no Brasil e na Fran\u00e7a e menos de 15% nos Estados Unidos. \u00a0<\/p>\n<p>A baixa presen\u00e7a de mulheres faz com que o pr\u00f3prio campo de reflex\u00e3o da ci\u00eancia econ\u00f4mica \u00e9 afetado pela pequena presen\u00e7a de mulheres. De acordo com artigo de May, Kucera e McGarvey (2018), publicado em uma revista do FMI, a baixa presen\u00e7a feminina fez com que alguns temas na economia sejam pouco estudados e que determinadas concep\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas tenham um vi\u00e9s predominante decorrente da maior participa\u00e7\u00e3o masculina. As duas maiores disparidades verificadas na pesquisa ocorreram em termos de percep\u00e7\u00e3o sobre a rela\u00e7\u00e3o entre Estado e mercado e a quest\u00e3o ambiental. Os homens, na m\u00e9dia, priorizaram solu\u00e7\u00f5es de mercado e as mulheres uma maior interven\u00e7\u00e3o estatal, especialmente no que diz respeito a legisla\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o trabalhista. Quanto \u00e0 quest\u00e3o ambiental, as mulheres economistas defenderam de forma mais explicita a incorpora\u00e7\u00e3o de preocupa\u00e7\u00f5es com o meio ambiente como taxas para reduzir a emiss\u00e3o de di\u00f3xido de carbono; para promover energia renov\u00e1vel; para banir produ\u00e7\u00e3o com sementes transg\u00eanicas. Cabe destacar ainda diferen\u00e7as de percep\u00e7\u00e3o sobre as prioridades de aloca\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos (com as mulheres reprovando gastos militares elevados) e mesmo diferen\u00e7as em metodologia de ensino, com as economistas mais propensas a valorizar a interdisciplinaridade na forma\u00e7\u00e3o dos que os homens.<\/p>\n<p>Essa pesquisa contribui para a hip\u00f3tese de que a menor presen\u00e7a de mulheres economistas gera vieses no pr\u00f3prio campo de estudo e nas prioridades econ\u00f4micas e pol\u00edticas que a ci\u00eancia econ\u00f4mica fornece. Dentro de uma reflex\u00e3o heterodoxa e cr\u00edtica ao <em>mainstream<\/em> econ\u00f4mico, a preocupa\u00e7\u00e3o com a maior participa\u00e7\u00e3o feminina deveria ser ainda maior.<\/p>\n<p>As hip\u00f3teses para a baixa presen\u00e7a de mulheres economistas s\u00e3o diversas: preconceito enrizado frente \u00e0s mulheres, quer seja no meio acad\u00eamico ou no mercado financeiro; predomin\u00e2ncia da economia neocl\u00e1ssica que gera pouco interesse; persist\u00eancia de divis\u00f5es tradicionais de responsabilidade, que fazem com que a mulher, principalmente quando a fam\u00edlia decide por ter filhos, postergue sua carreira. Esses diferentes elementos devem ser incorporados na reflex\u00e3o da economia cr\u00edtica e considerados n\u00e3o s\u00f3 com objetivo de ampliar a equidade entre homens e mulheres, mas a fim de tornar a ci\u00eancia econ\u00f4mica ainda mais rica e propositiva.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancia bibliogr\u00e1fica <\/strong><\/p>\n<p>Abramo, L.W. A inser\u00e7\u00e3o da mulher no mercado de trabalho: uma for\u00e7a de trabalho secund\u00e1ria? Tese doutoramento; S\u00e3o Paulo, USP: Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas, 2007.<\/p>\n<p>American Economic Association. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.aeaweb.org\/about-aea\/committees\/cswep\/survey\">https:\/\/www.aeaweb.org\/about-aea\/committees\/cswep\/survey<\/a> Acesso em: nov. 2019<\/p>\n<p>Economistas. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/paineira.usp.br\/bwe\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Relat%C3%B3rio-Final.pdf\">http:\/\/paineira.usp.br\/bwe\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Relat%C3%B3rio-Final.pdf<\/a> Acesso em: nov. 2019<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0716047602990173\">Hirata, H.<\/a> G\u00eanero, classe e ra\u00e7a: interseccionalidade e consubstancialidade das rela\u00e7\u00f5es sociais. Tempo Social, v. 26, p. 61-74, 2014.<\/p>\n<p>IBGE. Censos Demogr\u00e1ficos. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/memoria.ibge.gov.br\/sinteses-historicas\/historicos-dos-censos\/censos-demograficos.html\">https:\/\/memoria.ibge.gov.br\/sinteses-historicas\/historicos-dos-censos\/censos-demograficos.html<\/a> Acesso em: jan. 2020.<\/p>\n<p>IBGE. Estat\u00edsticas de G\u00eanero: Indicadores sociais das mulheres no Brasil. Notas t\u00e9cnicas. Rio de Janeiro: Estudos e Pesquisas; Informa\u00e7\u00e3o Demogr\u00e1fica e Socioecon\u00f4mica n\u00ba 38, 2018. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/livros\/liv101551_informativo.pdf\">https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/livros\/liv101551_informativo.pdf<\/a> Acesso em: jan. 2020.<\/p>\n<p>Lapa, T.S. Divis\u00e3o sexual do trabalho sob a ordem neoliberal. In: Grecco, F.S.; Furno, J.C.; Teixeira, M.O. Dossi\u00ea: Economia Feminista. Tem\u00e1ticas. Campinas, SP: UNICAMP\/IFCH, ano 26, n\u00ba 52, 2018, p. 247-284.\u00a0<\/p>\n<p>Leone, E.T.; Portilho, L. Inser\u00e7\u00e3o de mulheres e homens com n\u00edvel superior de escolaridade no mercado de trabalho brasileiro. In: Grecco, F.S.; Furno, J.C.; Teixeira, M.O. Dossi\u00ea: Economia Feminista. Tem\u00e1ticas. Campinas, SP: UNICAMP\/IFCH, ano 26, n\u00ba 52, 2018, p. 227-103.\u00a0<\/p>\n<p>May, A.M.; Kucera, D.; McGarvey, M.G. Mind the gap. FMI: Finance &amp; Development, jun. 2018, p. 54-56.<\/p>\n<p>Open data Enseignement Sup\u00e9rieur et Innovation. Dispon\u00edvel em:\u00a0 <a href=\"https:\/\/data.enseignementsup-recherche.gouv.fr\/pages\/home\/\">https:\/\/data.enseignementsup-recherche.gouv.fr\/pages\/home\/<\/a> Acesso em: nov. 2019<\/p>\n<p>Picchio, A. Trabalho feminino no cerne do mercado de trabalho. In: Grecco, F.S.; Furno, J.C.; Teixeira, M.O. Dossi\u00ea: Economia Feminista. Tem\u00e1ticas. Campinas, SP: UNICAMP\/IFCH, ano 26, n\u00ba 52, 2018, p. 69-103.\u00a0<\/p>\n<p>Saffioti, H. A mulher na sociedade de classe: mito e realidade. 3\u00b0 edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Editora Express\u00e3o Popular, 2013.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":10204,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,9],"tags":[],"class_list":["post-10198","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-mulhereconomista"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10198"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10198"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10198\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10204"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10198"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10198"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10198"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}