{"id":10086,"date":"2020-02-01T11:53:54","date_gmt":"2020-02-01T14:53:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=10086"},"modified":"2020-02-01T11:53:54","modified_gmt":"2020-02-01T14:53:54","slug":"nota-do-cofecon-para-alem-do-crescimento-economico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=10086","title":{"rendered":"Nota do Cofecon &#8211; Para al\u00e9m do crescimento econ\u00f4mico"},"content":{"rendered":"\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-8492 alignleft\" src=\"http:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/notaoficialsite-300x214.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/notaoficialsite-300x214.png 300w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/notaoficialsite.png 350w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>A maioria dos economistas est\u00e3o projetando eleva\u00e7\u00e3o do crescimento do PIB em 2020, mesmo que para taxas ainda insatisfat\u00f3rias. Os \u00faltimos anos t\u00eam se iniciado assim, mas neste as revis\u00f5es come\u00e7aram para maior, embora ainda seja prematuro, demandando minucioso acompanhamento. Em todo caso, desta vez as condi\u00e7\u00f5es e indicadores est\u00e3o mais favor\u00e1veis. Muitos atribuem ao aumento da confian\u00e7a decorrente das reformas j\u00e1 ocorridas e em discuss\u00e3o. Contudo, ainda que tal confian\u00e7a possa ter alguma influ\u00eancia, n\u00e3o seria a principal respons\u00e1vel por essa esperada eleva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Existem fatores mais importantes influenciando, como: demanda reprimida,\u00a0 e recursos ociosos, juros mais baixos &#8211; incentivando investimentos com recursos pr\u00f3prios e compra de im\u00f3veis\u00a0 &#8211; c\u00e2mbio desvalorizado &#8211; melhorando os pre\u00e7os para as exporta\u00e7\u00f5es e os substitutos das importa\u00e7\u00f5es &#8211; e distens\u00e3o do controle de gastos p\u00fablicos &#8211; levando \u00e0 expans\u00e3o real de 2,7% nos gastos prim\u00e1rios do governo central, contudo viabilizados com vendas de ativos p\u00fablicos. A substitui\u00e7\u00e3o do investimento p\u00fablico pelo privado, em pa\u00edses como o Brasil, \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. A regra s\u00e3o os p\u00fablicos induzirem os privados, elevando o potencial de crescimento futuro.<\/p>\n<p>O crescimento \u00e9 essencial, sobretudo para pa\u00edses em desenvolvimento, mas outras quest\u00f5es econ\u00f4micas, como a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades e preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, v\u00eam adquirindo crescente import\u00e2ncia na conscientiza\u00e7\u00e3o da sociedade e em suas demandas. Na verdade, o crescimento deve ser um meio de elevar a qualidade de vida de todos.<\/p>\n<p>Pol\u00edticas como o teto de gastos, a reforma trabalhista e a previdenci\u00e1ria t\u00eam concorrido para aumentar as desigualdades. O estudo \u201cA Escalada da Desigualdade\u201d, da FGV, mostra o \u00edndice Gini se elevar do n\u00edvel 0,60, no quarto trimestre de 2014, indicando que a concentra\u00e7\u00e3o de renda no pa\u00eds atingiu seu m\u00ednimo hist\u00f3rico, para 0,63, desde o in\u00edcio de 2018. No mesmo sentido, a redu\u00e7\u00e3o do papel do Estado, com o desmonte de suas institui\u00e7\u00f5es, privatiza\u00e7\u00f5es e redu\u00e7\u00f5es no seu tamanho, em nome do muito discut\u00edvel aumento de efici\u00eancia, levar\u00e3o a uma degrada\u00e7\u00e3o ainda maior das condi\u00e7\u00f5es de vida da grande maioria da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Corrup\u00e7\u00e3o e inefici\u00eancia precisam ser combatidas permanentemente, tanto no setor p\u00fablico quanto no privado, pelas devidas institui\u00e7\u00f5es, com imparcialidade e objetividade. N\u00e3o \u00e9 desacreditando e debilitando o Estado que alcan\u00e7aremos um desenvolvimento inclusivo e sustent\u00e1vel. N\u00e3o existem casos, na hist\u00f3ria da humanidade, de tal processo de desenvolvimento, sem a participa\u00e7\u00e3o, ativa e decisiva, do Estado.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Conselho Federal de Economia<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":8492,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,2],"tags":[],"class_list":["post-10086","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-notas-oficiais","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10086"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10086"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10086\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8492"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10086"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10086"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10086"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}