artigo

E agora, José?

O IBGE divulga hoje o PIB do 1º trimestre de 2017, com previsão de nova queda em relação ao 1º trimestre de 2016. Se comparado ao trimestre imediatamente anterior (4º trimestre de 2016), as previsões são de leve alta, mas com tendência a retornar ao crescimento negativo já no 2º trimestre.

Leia mais...

 

LUTA DE CLASSES (2)

Nesta terça-feira, em Paris, França e Inglaterra realizaram um jogo de futebol amistoso, com vitória dos franceses por 3X2. Rivalidade futebolística à parte, França e Inglaterra, ou mais propriamente, o Reino Unido, realizaram eleições nestes últimos dias, num contexto em que ambas discutem a melhor estratégia para permanecerem como países com relevância no cenário geopolítico internacional.

Potências decadentes desde o final da 2ª Guerra Mundial, incapazes de qualquer protagonismo no âmbito militar, com o total domínio dos EUA sobre a OTAN,as classes dominantes dos dois países apostaram no projeto da União Europeia, mas perceberam que o projeto teria apenas um comandante, e este seria a Alemanha. Neste cenário, o Reino Unido optou pelo “Brexit” enquanto a França permanece na UE, mesmo que na condição de mero coadjuvante.

Nos dois países, como era esperado, saíram vencedores das eleições os partidos de direita, mas o fato político mais relevante foi,no âmbito da esquerda, a derrocada de partidos ou candidatos que defendiam programas neoliberais e a emergência de partidos e candidatos anticapitalistas.

Na França, Melenchón, ex-trotskista, alcançou 7,1 milhões de votos (19,6% do total), três vezes mais que o candidato do desmoralizado PS de Hollande, e ficou a apenas 1,7 ponto percentual do 2º turno. Já no Reino Unido, após anos sob a direção de dirigentes neoliberais como Tony Balir e Gordon Brown, o Partido Trabalhista, sob o comando do socialista Jeremy Corbyn, alcançou 12,9 milhões de votos (40,2% do total), o melhor resultado em 20 anos, ficando a 2,5 pontos percentuais da maioria de votos.

Em 1992, o sociólogo norte-americano Francis Fukuyama proclamou o “fim da história”, preconizando a vitória definitiva do capitalismo e o fim da luta de classes.Esqueceu-se que, enquanto houver desigualdade, haverá luta de classes. É o que se viu na França, no Reino Unido e se vê no Brasil.

 


Júlio Miragaya - presidente do Conselho Federal de Economia

 

2017 - o ano que já acabou na economia

economia brasileira

O conselheiro federal Eduardo Costa analisa os impactos da crise política para a recuperação da economia.

Leia mais...

CENÁRIOS PARA A ECONOMIA EM EBULIÇÃO

20140720-dinheirama-brasil-crise

O presidente do Corecon-CE, Lauro Chaves, analisa o agravamento da crise política e seus impactos na economia.

Leia mais...

Diretas Já!

Reproduzo no artigo de hoje trechos da nota do Conselho Federal de Economia sobre o agravamento da crise político-institucional brasileira: “O Cofecon vem manifestar-se sobre o agravamento da crise e suas consequências para o ambiente econômico e social do país, que colocam na ordem do dia aumento da incerteza e movimentos especulativos, com o consequente adiamento de decisões de investimentos e ampliação do desemprego”.

Leia mais...

Sub-categorias