Diretas Já!

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Reproduzo no artigo de hoje trechos da nota do Conselho Federal de Economia sobre o agravamento da crise político-institucional brasileira: “O Cofecon vem manifestar-se sobre o agravamento da crise e suas consequências para o ambiente econômico e social do país, que colocam na ordem do dia aumento da incerteza e movimentos especulativos, com o consequente adiamento de decisões de investimentos e ampliação do desemprego”.


"O Cofecon tem se posicionado de forma crítica em relação à agenda do atual governo, em particular quanto às reformas propostas, em face, sobretudo, da necessidade de legitimidade e de ampla discussão com a sociedade. Neste contexto torna-se imprescindível a apuração célere das graves denúncias envolvendo a Presidência e os demais poderes da República, com a estrita observância das normas legais e constitucionais vigentes”.


“Em havendo vacância do cargo de Presidente da República e, em respeito ao Estado Democrático de Direito, o Cofecon defende que, mediante a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional, sejam convocadas eleições gerais diretas antecipadas para a Presidência da República e para a Câmara dos Deputados e 2/3 do Senado Federal, com mandatos que excepcionalmente finalizem em 2022. Faz-se também necessária, em meio a um amplo debate nacional, a convocação simultânea de uma Assembleia Constituinte eleita exclusivamente para a realização de uma reforma política, com prazo determinado para o encerramento dos trabalhos”.


“Somente com a mais ampla discussão poderão ser construídas alternativas legítimas para uma política econômica voltada para a estabilização e a retomada do crescimento econômico sob a perspectiva do desenvolvimento social”.


Um alerta à elite brasileira: tanto a permanência de Temer quanto a eleição indireta de um novo presidente vão manter a economia brasileira na UTI nos próximos 18 meses, com o risco de explosão do “caldeirão social”.  


 

Júlio Miragaya, Presidente do Conselho Federal de Economia